Show do bilhão
Igrejas evangélicas arrecadam quase o dobro que paróquias católicas, diz pesquisa
As igrejas evangélicas no Brasil arrecadam, por mês, cerca de um bilhão de reais em dízimos, ofertas e contribuições de seus fiéis. A vultosa cifra consta de uma pesquisa realizada pelo Instituto Análise e divulgada em outubro. No mesmo levantamento, apurou-se que a Igreja Católica, confissão majoritária no país, fatura bem menos – as doações mensais não ultrapassam os R$ 680 milhões. Foram ouvidas cerca de mil pessoas em 70 cidades de diferentes regiões brasileiras. De acordo com o estudo, as denominações que mais faturam são a Assembleia de Deus, maior igreja evangélica nacional, e a Igreja Universal do Reino de Deus. As duas abocanham mais da metade dos recursos destinados ao segmento. Nem a crise econômica que abalou o mundo ao longo do último ano arrefeceu o espírito participativo do crente em relação à sua igreja.
“Os evangélicos estão se capitalizando mais ao longo dos anos”, avalia Alberto Carlos Almeida, diretor do instituto e coordenador do estudo. Segundo ele, a prova disso é a concentração de emissoras de TV e rádio nas mãos de organizações eclesiásticas e a construção de megatemplos, sobretudo nas grandes cidades. “Parte desse dinheiro é usada para financiar campanhas políticas de candidatos ligados às igrejas. A tendência é a influência evangélica aumentar”, acredita.
Pelos números da pesquisa, cada evangélico doa em média R$ 31,50 mensais, contra R$ 14 oferecidos pelos católicos às suas paróquias. A explicação para o aparente paradoxo entre a quantidade de doadores dos dois grupos e o montante oferecido é simples, segundo Almeida: a voracidade financeira das igrejas evangélicas, particularmente as neopentecostais. “O catolicismo pede dinheiro envergonhadamente”, explica o pesquisador.
cristianismohoje.com.br
Comentários