30.9.08

A Participação Histórica do Povo de Deus nos Governos

Eleições? Como deve proceder perante a Palavra.

Ao longo da história da Igreja em nosso país, foi criada uma “cultura” de que Igreja nada tem a ver com a Política e que o servo do Senhor não pode se envolver com política e com o governo. É com freqüência que ouvimos afirmações do tipo: “Eu não voto no irmão fulano...por que se não ele cai!” ou “Política não é coisa para evangélico”, ou “Para que o Povo de Deus tem que ter representante?” , ou ainda “Política e religião não se misturam”. Chegam a ponto de afirmar que não há qualquer menção na Bíblia Sagrada sobre política, seria isto verdade?

Como pastor de um novo tempo para nossa nação tenho uma preocupação muito grande a este respeito. Como Igreja apartidários (ou seja, não devemos nos vinculamos a nenhum partido ou candidato), mas entretanto não somos apolíticos. Entendemos que existem inúmeros exemplos bíblicos, que nos dão a direção de como nos comportar em face às eleições, os governos constituídos e a política. Vejamos alguns exemplos:

Houve um período da história da humanidade em que as abateu sobre o mundo uma grande fome, não havia alimentos em lugar nenhum, exceto em um País, o Egito. Todo os povos do mundo estavam passando fome, mas Deus providenciou um meio para alimentar o Seu Povo... Colocou José, um servo fiel, em um cargo público no mais alto escalão, o que permitiu que os hebreus recebessem alimentos (Gn 50.19-21). Em outra fase da história os hebreus estavam para ser destruídos, foi arquitetada uma grande cilada para o povo, aparentemente não havia saída, mas existia um homem e uma mulher ligados ao governo da época, a saber: Éster e Mardoqueu, que através de sua mobilização impediram a destruição (Et 4.1,7-9;5.1; 7 e 8). Devemos nos lembrar também da escolha de Daniel e seus companheiros, entre todo o Povo de Deus que estava cativo devido as suas qualidades, em especial a de permanecerem fieis a Deus e não se contaminarem, para estarem diante do Rei (Dn 1.3-5) e após isto e Rei colocou a Daniel como Governador sobre todo o país, o que com certeza beneficiou os hebreus durante o cativeiro.

Estaria o Povo de Deus hoje em situação diferente? Não há hoje necessidade de termos verdadeiros representantes do Senhor nos poderes executivo e legislativo? Lembremo-nos das leis, quase aprovadas a nível federal, uma que restringia a nossa liberdade de adoração a Deus limitando, em muito, o volume de som de nossas Igrejas, outra que pretendia transformar nossas igrejas em “empresas”, entre outras que feriam a Palavra. Só a mobilização da bancada evangélica em Brasília pode impedir sua aprovação, e se lá não houvesse evangélicos? Muitas leis deste tipo também têm sido aprovadas em Câmaras Municipais, porque não temos uma representação de servos do Senhor entre os vereadores. Há cidades em que os cultos ao ar livre são proibidos, o uso de praças (embora públicas) não é permitido, não obstante se utilizem estes mesmos lugares para realizações de eventos de outras religiões ou para shows mundanos. E muitos ainda dizem que não precisamos de representantes no Governo.

Talvez você esteja dizendo: - “Para vereador nos temos candidatos evangélicos mas para prefeito não, o que devo fazer então? Não devo votar?”.

A Bíblia nos instrui em primeiro lugar a “Tomai homens sábios, inteligentes e experimentados, segundo as vossas tribos (portanto irmãos em Cristo) para que os ponhais por vossos cabeças.” (Dt 1.13), mas “quando não havia” em Israel homens que pudessem cumprir os propósitos de Deus, Ele os levantava em os gentios para usá-los em favor do seu povo, como foi o caso de Ciro (2 Cr 36.22-23).

Nos tempos em que vivemos, tempos de perseguições e lutas, nunca foi tão necessário termos homens e mulheres de Deus, verdadeiramente comprometidos, não com um ou outro partido e nem com uma ou outra pessoa, mas realmente compromissado com os Projetos do Senhor Jesus para as cidades.

Quando nos entregamos ao Senhor passamos a pertencer a Ele e somente a Ele, todo em nós pertence a Jesus: nossa saúde, nosso salário, nossa família, nossa casa, nosso trabalho...nosso voto! Sim, o seu voto também pertence a Senhor, como para tudo mais em sua vida peça ao Espírito Santo que te oriente, torne útil seu voto para a expansão de Reino de Deus. Lembrando de que como citamos acima primeiro devemos procurar dentre o Povo de Deus, mas também ser membro de uma Igreja, por si só, não é referencial, analise o candidato, observe: o testemunho cristão, sua comunhão com Deus e com os outros, se tem realmente sua vida orientada pelos princípios da Palavra, veja seu envolvimento na seara do Senhor... e então o prestigie com seu voto.

Extraído do site www.igrejateosopolis.com

29.9.08

Religião e Poder

Perfil do guardador de rebanhos que fundou o islamismo, o fundamento da identidade árabe.

A saga do guardador de rebanhos que fundou o islamismo, o fundamento da identidade árabe.

Por Suzana Veríssimo

No dia 4 de junho de 1989, as televisões do mundo inteiro mostraram as imagens do enterro do aiatolá Khomeini no Irã. Pelo menos 1 milhão de pessoas seguiu o cortejo. Para os olhos ocidentais, foi um espetáculo assustador cenas dramáticas de choro, confusão, desespero, histeria, numa impressionante manifestação de fervor religioso. Para os cerca de 840 milhões de muçulmanos que hoje em dia vivem no planeta, nada mais compreensível: afinal, a morte do aiatolá é a repetição da própria morte do profeta Maomé, o fundador da mais nova das grandes religiões, o islamismo. Até o século VI, quando nasceu Maomé, a Península Arábica permaneceu quase inacessível ao Ocidente. Região desértica, com 2,6 milhões de quilômetros quadrados, permaneceu a salvo dos conquistadores romanos, graças, exatamente, à sua situação geográfica isolada ao norte pelo Mar Mediterrâneo, ao sul pelo Oceano Índico e a oeste pelo Mar Vermelho. Nas regiões à beira-mar, no sul, (onde hoje ficam os dois Iêmens vicejaram algumas civilizações). O mais conhecido dos reinos foi o de Sabá; escavações recentes mostraram vestígios de palácios monumentais e estátuas na cidade de Marib capital do reino. Pelo relato de cronistas gregos, persas e romanos, conclui-se que a região, rica e próspera, merecia mesmo ser chamada Arábia Feliz.No resto da península, viviam os sarracenos beduínos nômades, de origem semítica, com a pele branca mas tostada pelo sol. Sua forma de organização social se baseava nas tribos, onde conviviam os clãs. Aldeias com casas de barro se erguiam em torno dos oásis, separados entre si por longas distâncias. Em princípio, não havia propriedade individual: os rebanhos e as raras pastagens eram coletivas. Mas isso não impedia que alguns clãs fossem mais ricos que outros, em função das pilhagens uma prática comum ou de operações comerciais. No início do século VI, os bizantinos e os persas começaram a disputar a rota da seda, que passava pelo corredor que ligava a Síria à Palestina. A Península Arábica tornou-se por isso um caminho mais seguro para o comércio.A cidade mais importante da região era Meca. Não apenas era um posto de abastecimento de água para as caravanas, como estava situada numa encruzilhada de caminhos que levavam ao Egito, à Síria e à Mesopotâmia. Não muito longe, também, ficava o porto de Dajedda, no Mar Vermelho. Mas não era só isso que fazia Meca importante. No século V, os coraixitas uma das grandes tribos da parte norte da Península Arábica , liderados por Qasayy, dominaram a cidade expulsando a tribo de Khozaa, que ali reinava, para assegurar o comércio. Qasayy teve a habilidade de transformar Meca em um grande centro de peregrinação religiosa: ali estava a Caaba (cubo), um edifício retangular, de pedra, com 15 metros de altura. Num dos ângulos a famosa Pedra Negra, segundo a tradição árabe trazida pelo anjo Gabriel provavelmente um meteorito. Mas, além das divindades árabes, havia na Caaba outros ídolos de diferentes tribos e religiões.

Quando Maomé nasceu não se sabe bem se em 569, 570 ou 571 , Meca deixara de ser um mero posto de passagem para se transformar num próspero centro comercial. O certo é que o menino nasceu órfão do pai, Abd Alla, do clã Hashim, um ramo pobre da tribo coraixita, que detinha o poder na cidade. Três dias depois do casamento, Abd Allah partira em viagem de negócios e morrera em Medina, então chamada Iatribe. Dois meses depois de sua morte, a viúva, Amina, dava à luz Mohammed (o Louvado), um nome incomum, na época. Como era tradição, o menino foi criado por uma ama, Halima, guardando rebanhos nas regiões montanhosas. Quando tinha 7 anos, a mãe morreu e o avô paterno, Abd alMutallib, o adotou. Mas a perda das pessoas mais próximas parece ter sido uma constante na vida do menino. Dois anos depois, o avô também morreu e ele passou aos cuidados do tio Abu Talib, um experiente condutor de caravanas.

Aos 12 anos, o menino fez sua primeira viagem ao lado do tio. Foi até Bosra, na Síria e segundo os relatos, nessa viagem os dois encontraram um monge, de nome Bahira, que predisse a missão profética de Maomé. "Volta com teu sobrinho para teu país e protege-o dos judeus", teria dito Bahira a Abu Talib. "Se eles chegarem a vê-lo e dele souberem o que eu sei, tentarão prejudicá-lo." Os judeus estavam fixados em várias colônias da península, com sua religião antiga e monoteísta. Indiferente à profecia, o rapaz continuou sua vida e, aos 20 anos, passou a trabalhar para uma viúva rica de Meca, Kadidja. Ela era, certamente, uma mulher fora do comum. Ao contrário do costume árabe, que condenava as viúvas a se colocar sob a tutela de um parente homem e a viver de luto, ela continuou à frente dos negócios do marido, aumentando o patrimônio herdado. Mas tudo indica que, embora rica, ela não pertencia a um clã que tivesse boa posição na tribo dos coraixitas. Já Maomé, embora pobre, era trabalhador, respeitado e saído de um clã da tribo dominante em Meca. Numa mistura de amor e cálculo, os dois se casaram. Maomé tinha 25 anos e Kadidja, 40.Apesar da diferença de idade, o casamento foi feliz tanto que Maomé, enquanto Kadidja viveu, só teve a ela como mulher, embora a tradição árabe permitisse que ele tivesse tantas mulheres quantas pudesse sustentar.

Com o casamento, Maomé passou a desfrutar uma situação econômica invejável. Podia viajar à frente das caravanas da mulher, conhecendo terras, pessoas e novos costumes. "Foi certamente nessas viagens que ele teve despertado o interesse religioso", interpreta Rogério Ribas, professor de História Medieval do Oriente, da Universidade Federal Fluminense. "É mesmo possível que ele fosse um membro do hanif, grupo contrário à idolatria que existia em Meca." Além disso, conta o professor, "a idéia de um deus único não era novidade na região, onde existiam comunidades de judeus e de cristãos. Nem era novidade, também, a idéia de uma unidade de poder entre os árabes, que havia chegado através da tribo dos kinda, que tentara uni-los por meio da língua".

Maomé beirava os 40 anos quando, durante o Ramadã, o mês de peregrinação a Meca e à Caaba, subiu com a família ao Monte Hira, para o retiro tradicional. Conta-se que, certa noite, ele dormia numa gruta quando uma figura misteriosa, segurando um rolo de pano coberto de sinais, ordenou: "Lê!" "Não sei ler", respondeu Maomé. "Lê", repetiu duas vezes a figura, enquanto quase sufocava Maomé, enrolando o pano em torno de seu pescoço. O homem, que era analfabeto, leu. Ao acordar, saiu da gruta e, no alto, viu um anjo que lhe dizia: "Maomé, és o mensageiro de Alá e eu sou Gabriel". Apavorado, pensando estar possuído por um djin um espírito para os árabes correu até onde estava Kadidja, em busca de socorro. Ela o consolou e desde o começo acreditou na missão do marido.

Mas, para Maomé, a convicção não veio tão fácil. Após a primeira revelação, vieram outras. Ele pressentia a chegada dos êxtases porque era assaltado por fortes suores e zumbido nos ouvidos. Muitas vezes chegava a desmaiar. No início, Maomé pensou que estava enlouquecendo e a idéia do suicídio passou, diversas vezes, por sua cabeça. Mas, aos poucos, convenceu-se de que era um profeta. Nos três anos que se seguiram à primeira revelação, a missão ficou reservada à mulher, ao filho adotivo Zeid, ao primo Ali e aos amigos Othman, seu genro, e AbuBekr, futuro sogro, rico e influente comerciante de Meca. Até que o anjo deu-lhe ordem de pregar aos árabes. E o principal tema da pregação era, exatamente, a existência de um só deus, Alá.

Na fase inicial, Maomé não se considerava fundador de uma nova religião. Menos ainda tinha a intenção de criar a partir dela um Estado árabe. Nessa época, ele achava que era apenas uma pessoa que recebera a missão de advertir seus concidadãos sobre o dia do Juízo Final revelado aos judeus e cristãos nas Escrituras. Embora não conseguisse muitos seguidores, atraiu a oposição dos governantes de Meca. "Não só Maomé atacava as crenças tradicionais como ameaçava os lucros que a cidade tirava da peregrinação anual feita à Caaba", explica o professor Rogério Ribas. Enquanto o tio Abu Talib viveu, Maomé foi protegido da oposição dos coraixitas. Mas, em 619, com a sua morte, ele começou a correr riscos. É que o sucessor do tio na liderança do clã foi Abu Lahab um declarado adversário do profeta.

As ameaças obrigaram Maomé a procurar outra cidade onde morar e recebeu um convite formal de mercadores de Medina para se instalar ali, cerca de 300 quilômetros ao norte de Meca. Maomé seguiu para lá no ano de 622, com cerca de trezentos adeptos. Essa migração (hijra, em árabe, ou hégira) de Meca para Medina marca uma virada de Maomé e uma revolução no Islã. A data foi adotada, corretamente, como o ponto de partida do calendário muçulmano. Do simples cidadão que era em Meca, Maomé tornou-se, em Medina, o chefe supremo da comunidade. Foi a partir daí também, que mudou o teor das revelações. Enquanto esteve em Meca, Maomé pregou a existência de um só deus e a ele submissão total (islam em árabe). Em Medina, as revelações assumiram caráter mais objetivo, com normas de organização social e política. Foram, concretamente, as regras básicas para a formação de um Estado muçulmano (o termo muçulmano vem do árabe muslim, que significa submisso)."A ida para Medina deu condições para que as propostas de Maomé deixassem de ter um caráter apenas religioso e passassem a ter um caráter político", ensina o professor Ribas. "Maomé queria formar uma sociedade de poder, que lhe permitisse expandir a revelação. Os judeus de Medina perceberam o projeto político de Maomé e o que era uma questão religiosa passou a ser uma luta de poder." O profeta terminou massacrando os judeus medinenses e iniciou também o djihad, a guerra santa de conquista de Meca, considerada a cidade sagrada do Islã. As caravanas que saiam ou se dirigiam a Meca eram assaltadas em nome de Alá. A lei do profeta, nesses casos, era simples e clara: quatro quintos do butim iam para a comunidade (a umma) e o outro quinto, para o profeta que mais tarde será o Estado.

Após vários anos de lutas, na primavera de 628 Maomé sentiu-se suficientemente forte para atacar Meca. No caminho, porém, ele percebeu que a tentativa não daria certo e transformou a incursão numa peregrinação pacífica. Mas os coraixitas, temerosos, terminaram assinando um armistício de dez anos. O acordo, porém, não foi respeitado pelo profeta. Em 630, ele marchou sobre Meca com 10 mil homens e tomou a cidade sem enfrentar resistência. Maomé concedeu anistia a todos os inimigos, destruiu os ídolos da Caaba, respeitando a Pedra Negra. Em seguida, proclamou Meca a cidade santa do Islã. Estavam firmemente assentadas as bases do novo Estado teocrático.Nessa época, Maomé tinha 60 anos e viveria apenas mais dois. A essa altura, ele tinha um grande harém iniciado depois da morte da mulher Kadidja. Segundo Aisha, sua mulher preferida, filha do amigo e sucessor Abu-Bekr, Maomé sempre dizia que havia três delícias no mundo: as belas mulheres, os bons perfumes e, naturalmente, as preces. Além das várias mulheres, o profeta não tinha luxos. Não admitia bebidas alcoólicas proibidas aos muçulmanos , não comia carne de porco e se alimentava quase sempre de mel, leite, pão e tâmaras. Em casa, era um marido exemplar: dividia escrupulosamente as noites entre as mulheres, fazia compras nos mercados, varria o chão e, muitas vezes, era flagrado remendando suas roupas, na entrada da casa. Em fins de maio de 632, ficou doente. Tinha febres e constantes dores de cabeça. Durante quinze dias, não saiu da cama. Em 4 de junho, mesmo doente levantou-se e foi à mesquita orar. Quando chegou, a oração do alvorecer já havia começado. O celebrante (imam) era seu sogro, Abu-Bekr. Ao perceber a presença de Maomé, ele recuou para que o profeta assumisse o seu posto. Mas Maomé suavemente empurrou-o à frente, mandando que continuasse a celebração. Era a designação do sucessor. De volta à casa, Maomé entrou em agonia e a 7 de junho morreu no colo de Aisha. O jovem órfão havia deixado uma vasta obra não apenas uma nova religião, como também um livro de revelações que se transformou no guia do comportamento de milhões de pessoas. Mais ainda: Maomé havia criado uma vasta comunidade e um Estado árabe.

Para saber mais:

Explosão islâmica

(SUPER número 5, ano 11)

Sob o governo do Corão

O islamismo é uma religião revelada e seus seguidores proclamam sua obediência a um único deus. A frase "não há outro Deus além de Alá e Maomé é o seu profeta" é a base de tudo. As revelações de Maomé são chamadas em árabe quran, ou seja, declamação, recitação. Daí o nome Corão ou Alcorão (Al Quran), o livro sagrado dos muçulmanos. Nele estão as regras que governam a vida de 840 milhões de pessoas em todo o mundo. O Corão é dividido em 114 suras, ou capítulos, de tamanhos variados. Cada sura, por sua vez, se subdivide em versículos num total de 6 211. Mas ao contrário dos outros livros sagrados como a Bíblia dos cristãos ou a Torá dos judeus o Corão não dispõe de nenhuma ordem, sequer cronológica. Sucessivas revelações, em circunstâncias e tempos diversos, formam um conjunto fragmentado. Mas esse desordenamento não impede que o livro seja a fonte primária e fundamental de todas as atividades do cotidiano dos muçulmanos.Desde pequena, a criança muçulmana começa a decorar o Corão. No dia-a-dia, o livro é recitado na porta das mesquitas e nas cinco orações diárias. É no Corão que os seguidores de Maomé vão buscar conselhos para as mais comezinhas questões,como a maneira de se vestir ou de receber um convidado em casa. Além do Corão, existem duas outras fontes de "revelação" feitas por Alá: a sunna ou tradição, que é o relato da vida, da palavra e das ações de Maomé. E os hadits, a narração oral ou escrita, dos feitos e ditos do profeta e que confirmam a sunna. Ao contrário de outras religiões que impõem uma série de obrigações aos seguidores, o Islã exige o cumprimento de apenas seis preceitos, que são conhecidos como "os pilares do Islã": crer em um único deus, Alá; orar cinco vezes ao dia, com a cabeça voltada em direção a Meca; praticar a caridade: jejuar no Ramadã; orar em comum ao meio-dia da sexta-feira e fazer a peregrinação à cidade santa ao menos uma vez na vida.

Fonte: Super Interessante

26.9.08

Jovens, eu vos escrevi...

Por Deivinson Gomes Bignon

"Eu vos escrevi, meninos, porque conheceis o Pai. Eu vos escrevi, pais, porque conheceis aquele que é desde o princípio. Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e já vencestes o Maligno. Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo. Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre.”
(1Jo 2.14-17).

Introdução
Num mundo globalizado como o nosso, as informações circulam com uma rapidez incrível. A comunicação se processa hoje de todos os meios, e os jovens têm acesso a tudo isso sem muito esforço. Não era assim na época de João, quando não existia jornal, revistas, rádio, televisão, telefone, computador, Internet, etc. Era somente utilizada a palavra falada e escrita (na forma de livros ou cartas). Apesar disto, o apóstolo teve bons motivos para escrever aos jovens, pois o mundo nos dias de João era tão atrativo quanto hoje.

I - A Verdadeira Fortaleza da Juventude vem de Deus
a) "Finalmente, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder”. ( Ef 6.10).

b) "Ele dá força ao cansado, e aumenta as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os mancebos cairão, mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; andarão, e não se fatigarão." (Is 40.29-31).

II - A Palavra de Deus só permanece em nós quando dependemos do Espírito Santo:
a) "Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito." (Jo 14.26).

b) "Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra." (At 1.8).

c) "E, tendo eles orado, tremeu o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com intrepidez a palavra de Deus."
(At 4.31).

d) "Na verdade, entre os perfeitos falamos sabedoria, não porém a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que estão sendo reduzidos a nada; mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, que esteve oculta, a qual Deus preordenou antes dos séculos para nossa glória; a qual nenhum dos príncipes deste mundo compreendeu; porque se a tivessem compreendido, não teriam crucificado o Senhor da glória. Mas, como está escrito: As coisas que olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem penetraram o coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam. Porque Deus no-las revelou pelo seu Espírito; pois o Espírito esquadrinha todas as coisas, mesmos as profundezas de Deus. Pois, qual dos homens entende as coisas do homem, senão o espírito do homem que nele está? assim também as coisas de Deus, ninguém as compreendeu, senão o Espírito de Deus. Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, mas sim o Espírito que provém de Deus, a fim de compreendermos as coisas que nos foram dadas gratuitamente por Deus; as quais também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito Santo, comparando coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, enquanto ele por ninguém é discernido. Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor,
para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo."
(1Co 2.6-16).

e) "Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido na fé e no amor que há em Cristo Jesus; guarda o bom depósito com o auxílio do Espírito Santo, que habita em nós." (2Tm 1.13-14).

III - Só Venceremos o Maligno se estivermos firmados em Cristo:

a) "... Para isto o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo." (1Jo 3.8).

b) "Finalmente, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes permanecer firmes contra as ciladas do Diabo; pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, conta os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes." (Ef 6.10-12).

c) "Sujeitai-vos, pois, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós." (Tg 4.7).

d) "Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé, sabendo que os mesmos sofrimentos estão-se cumprindo entre os vossos irmãos no mundo." (1Pe 5.8).

Conclusão
Embora na época de João não houvesse tanta facilidade para o processo de comunicação como hoje em dia, ele escreveu com os recursos disponíveis uma mensagem aos jovens que permanece até hoje; pois os atrativos que o mundo oferecia no passado eram tão fortes como os atrativos mundanos de hoje. E se quisermos ser vencedores, devemos ser fortes no Senhor, permanecer com a Palavra de Deus alicerçada em nós pelo Espírito Santo e permanentemente firmados em Cristo para resistirmos às ciladas do Maligno.


"O que o jovem pensa de Cristo hoje determina o destino de nossa nação amanhã"
- Thomas Jefferson.


Fonte: Site Melodia - www.melodia.com.br
Por Deivinson Gomes Bignon

25.9.08

RELIGIÃO E POLÍTICA ESTÃO MISTURADAS NA CAMPANHA A PREFEITO DE SALVADOR

Religão e política não se misturam. Mas, ultimamente, tem se misturado bastante. Na Bahia, na época do cardeal Dom Augusto Álvaro da Silva, nos idos dos anos 1950/1960, quando os evangélicos eram minoria da minoria, o bispo jogava pesado. Apoiou Lomanto Jr, candidato a governador em 1962, contra Waldir Pires, então considerado "o vermelho" (comunista). Lomanto era o homem de Deus; e Waldir, obviamente, o homem do diabo.

Os pastores subsequentes da Igreja Católica não foram tão políticos quanto Dom Álvaro e os evangélicos avançaram no rebanho baiano, tanto no religioso; quanto no político, sobretudo a Igreja Universal do Reino de Deus, que sempre atuou de forma aberta nesse caminho com candidatos eleitos, então vinculados ao "carlismo", vide a deputada Zélinda Novaes e outros.

Os evangélicos da IURD têm representantes na Câmara de Vereadores de Salvador (e outros no Estado), na Assembléia Legislativa e na Câmara Federal. Depois da desistência da candidatura de Raimundo Varela, PRB, à prefeito de Salvador, o bispo Márcio Marinho assumiu a vaga de Luis Carreira, na Câmara Federal, e é o candidato a vice-prefeito com ACM Neto, DEM.

A IURD mantém sua tradição de vínculo ao "carlismo". Outras igrejas evangélicas (Assembléia de Deus, Monte Orebe, Universal da Graça de Deus, Batista, etc, também têm candidatos a vereador em Salvador. O que tem de pastor evangélico candidato não está no gibi. A IURD fez escola e agora é um salve-se quem puder. Pulverizou.

Agora, a exemplo do que aconteceu na época de Dom Augusto, está circulando um documento na igreja católica (paróquias, internet, conselhos comunitários, etc) apoiando Antonio Imbassahy, PSDB, como candidato a prefeito. Interessante porque a igreja católica que vinha se mantendo discreta nesses últimos 30 anos, começa a se expor mais um pouco, ainda que todos os candidatos (salvo Hilton) foram beijar a mão do cardel Majella, antes da eleição.

Numa análise em fonte primária, Imbassahy (PSDB) seria (digamos assim) o candidato preferencial dos católicos. João Henrique (PMDB), evangélico assumido, seria o candidato preferencial dos evangélicos, sem a representação da IRUD. Walter Pinheiro (PT) transita em todas as áreas, a corrente espírita de Bassuma o apoia, o povo-de-santo ligado a Luis Alberto e Olívia Santana, idem, e os católicos de Yulo, idem-idem. ACM Neto, de berço é católico, e tem o apoio dos evangélicos da IURD.

* Extraido do Bahia Já de Tasso Franco

24.9.08

::.O Cristão e a política

Uma verdade afirmar que todo ser humano é um ser político. Afinal, todos vivenciam a realidade da política. Fazemos política, por exemplo, quando participamos das decisões de condomínios e dos grêmios estudantis, quando votamos nas eleições e quando participamos das assembléias de moradores de nosso bairro, discutindo sobre a coleta de lixo, construção de poços de saúde, melhoria do ensino público.

A política faz parte da nossa vida. Uma decisão do Presidente da República tem o poder de interferir até no nosso horário, quando fixa-se a data de início e término do horário de verão. As decisões de Brasília influenciam no valor do salário mínimo, no índice de reajuste do aluguel, nos impostos, nas mensalidades escolares, na oferta de emprego.

Todavia, houve um tempo em que a política era tratada como uma coisa suja e lugar só de gente corrupta, de onde os evangélicos deveriam manter-se afastados. Este tempo passou e deixou graves seqüelas: nossa omissão e falta de união resultou em grandes avanços do inimigo. Deus nos fez cidadãos e precisamos usar nossos direitos para o bem de nossa cidade, estado e nação. O cristão não pode se satisfazer em ser mero espectador dos acontecimentos históricos, ele tem que interferir no processo político-eleitoral.

Os evangélicos podem e devem exercer cargos públicos. No entanto, algumas experiências têm revelado despreparo científico e ético desses representantes eleitos. As igrejas têm o dever de oferecer à sociedade homens e mulheres preparados, sensíveis e moralmente comprometidos com valores do Reino de Deus, em especial com a justiça. Muitos dos nossos irmãos e irmãs já tomaram consciência dos seus direitos, o que os impulsionou à participação política direta.

Jesus nos chamou para sermos o sal da terra e a luz do mundo (Mateus 5:13-16). Em contato com as realidades deste mundo, os cristãos devem contagiá-lo, a fim de transformá-lo. Esta é a missão do cristão na política.

O político cristão tem que lutar pela igualdade social e pela dignidade dos cidadãos, nunca pelos privilégios e interesses daqueles que dominam e exploram o povo. Espera-se dos cristãos na política uma produção legislativa séria, impactos positivos na sociedade, atuação transparente, compromisso com os valores cristãos. A política é ferramenta eficaz colocada nas mãos de vários cristãos para servir ao próximo.

Precisamos levar a política mais a sério. O político cristão é agente de mudança positiva nesse mundo, que se degenera a cada manhã.


Esmael Barbosa Almeida
Membro da Igreja Evangélica Batista de Vitória
IEBV – Jardim da Penha
Postado em 15/9/2008 por www.getsemani.com.br

extraído do portal IBC- www.portalibc.com.br

23.9.08

Campanha Nacional de Oração pelo Projeto Minha Esperança

O projeto Minha Esperança alcançou a reta de chegada. Mais de 50 mil igrejas já estão comprometidas, com mais de 600 mil lares, que abrirão as suas portas por três dias em novembro para receber parentes, amigos e vizinhos convidados para assistirem as transmissões dos programas. Trata-se do maior esforço evangelístico realizado no país em parceria com a Associação Evangelística Billy Graham.
Seguindo o lema de Billy Graham, que sempre estimulou a oração como a chave para o êxito de qualquer projeto, o Minha Esperança não pode jamais prescindir dessa ferramenta. Assim tem sido ao longo desses meses de preparação, e muito mais agora, quando se aproxima a hora da grande colheita de almas para o Reino de Deus.
Queremos contar com um exército de intercessores em todo o Brasil. Com milhares de irmãos que estejam dispostos a colocar-se conosco na brecha da intercessão perante Deus em favor do nosso país e do projeto Minha Esperança de agora até novembro.
Venha fazer parte dessa hora histórica da intercessão na vida da igreja evangélica brasileira.
Veja a seguir alguns objetivos de oração até as transmissões:
• Ore pelas transmissões nos dias 6, 7 e 8 de novembro, às 21:00hs, pela Rede Bandeirantes, para que obstáculo algum impeça o Brasil de ser alcançado pelas boas novas durante aqueles dias.
• Ore para que os programas sejam inspirativos e falem diretamente ao coração de milhares de telespectadores em todo o Brasil.
• Ore para que os vários segmentos de mídia envolvidos na divulgação do Minha Esperança possam fazer chegar essa mensagem aos quatro cantos do país.
• Ore em favor da equipe que trabalha no escritório nacional para que todos disponham de condições físicas, emocionais e espirituais para servir aos milhares de pastores em todo o Brasil com todas as ferramentas necessárias ao êxito do Minha Esperança.
•Ore pelos coordenadores regionais que ainda continuam realizando reuniões de treinamento em suas respectivas áreas de responsabilidade para que alcancem o máximo possível de igrejas que ainda não tenham sido treinadas.
• Ore em favor dos pastores que já estão treinando os membros de suas igrejas para que suas casas se tornem Lares Mateus nos dias das transmissões dos programas. Que eles sejam motivados a ver essa ferramenta como uma estratégia eficiente para o crescimento de sua igreja local.
• Ore em favor dos milhões de pessoas que estarão sendo convidados em todo o Brasil, através dos Lares Mateus das mais diferentes denominações para que sejam tocados pelo Senhor e venham assistir em cada casa as transmissões do Minha Esperança.
•Ore por milhares de pessoas que farão a sua decisão por Cristo durante as transmissões para que a semente plantada em seus corações floresça e dê muitos frutos para o Reino de Deus.
•Ore para que as igrejas, conforme já orientadas, empenhem-se em mandar os seus relatórios ao escritório nacional através dos coordenadores de suas respectivas áreas, após as transmissões, para que a equipe de Minha Esperança possa contabilizar os resultados da colheita em todo o Brasil.
•Ore para que as igrejas, após as transmissões, durante a fase de acompanhamento, possam fazer um eficiente trabalho de integração e discipulado para que os frutos colhidos permaneçam.
•Ore, finalmente, em favor do projeto Minha Esperança que está sendo também desenvolvido em Cingapura, com transmissões previstas para dezembro para que haja ali, como no Brasil, uma grande colheita de almas para o Reino de Deus.
Veja, a seguir, algumas redes de oração que fizeram parceria com o Minha Esperança para levantar um exército de intercessores em todo o Brasil em favor do projeto.
Pr. Amaury Braga – SEPAL
amaury@sepal.org.br
www.sepal.org.br

Irmã Ana Maria - Rede de Mulheres de Ação Global – RMAG
amcastro@terra.com.br / amide@terra.com.br
www.rmag.kit.net

Rev.Marcelo Gualberto – Desperta Débora
mpc@mpc.org.br
www.mpc.org.br / www.despertadebora.com.br

Irmã Cristiane - GIDEÕES DA ORAÇÃO Igreja Batista Getsêmani
christianne_coelho@hotmail.com
www.getsemani.com.br

Luiza Mauro – Rede Internacional de Oração e Intercessão
rede.brasil@yahoo.com
www.adhonep.addr.com

22.9.08

Aline Barros grava clip para os programas de Minha Esperança


No dia 28 de agosto, o cenário escolhido para a realização do vídeoclip da canção inédita “Onde está a Esperança?”, interpretada por Aline Barros, foi o Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Joe Mott, coordenador de Mídia do projeto Minha Esperança, deslocou-se com sua equipe até aquela cidade para supervisionar e conduzir todo o trabalho de produção. Segundo ele, a interpretação de Aline Barros, aliada a exuberância do local, ultrapassou todas as expectativas. A canção será uma das grandes surpresas do programa, acrescentou.

Com arranjos musicais e composição de Cézar Elbert, a música foi gravada especialmente para o projeto, e fala sobre a esperança em Cristo Jesus que traz vida, transforma o mundo e renova o amor. Trabalho feito com excelência, pois nosso Deus merece o melhor! – afirmou a cantora logo após as gravações. Eu creio que vai ser um tempo muito lindo, em que milhares de pessoas serão alcançadas, concluiu.

Além da participação de Aline Barros, a programação ainda conta com o clip musical do cantor Paulo Cesar Baruk, o filme Compromisso Precioso (produzido pela Associação Billy Graham) e, claro, a mensagem de esperança ministrada por Billy Graham e seu filho, Franklin Graham (confira a programação abaixo).

Até o momento, cerca de 50 mil igrejas participam do projeto e mais de 600 mil Lares tornaram-se Lares Mateus, para receber os seus convidados a assistirem os programas que falarão sobre a esperança em Cristo. Se sua igreja ainda não se envolveu, ainda há tempo! Entre em contato conosco para saber como mobilizar sua igreja para o Minha Esperança Brasil!

Sempre às 21h, horário de Brasília, pela Rede Bandeirantes

Dia 6 de novembro, quinta-feira:
Testemunhos Impactantes/Clip Musical inédito com a cantora Aline Barros/Mensagem Evangelística com o Dr. Billy Graham - duração de 30 minutos, sem intervalos comerciais

Dia 7 de novembro, sexta-feira:
Testemunhos Impactantes/Clip Musical inédito com o cantor Paulo Cesar Baruk/Mensagem Evangelística com Franklin Graham - duração de 30 minutos, sem intervalos comerciais

Dia 8 de novembro, sábado:
Filme Evangelístico Compromisso Precioso, com duração de 90 minutos, sem intervalos comerciais

19.9.08

Estudo VII – O Reencontro com a Missão (Jonas 3:3-4)


Por Profº Gilvan Silva Santos







É possível redescobrir a missão: Na misericórdia do Senhor aprendemos e crescemos; A vida só tem sentido quando somos habilidosos em compreender as "sinalizações" de Deus que servem para nos aperfeiçoar; caso contrário, a vida se torna um tremendo naufrágio. Jonas é um homem que perdeu o sentido da vida. Um homem sem eixo, sem centro, sem perspectiva - literalmente jogado de um lado para o outro pelas ondas da vida. Todavia, na segunda oportunidade: Jonas resolve obedecer (v.3) A atitude de Jonas deve ser a nossa também: Levantar-se e partir ao encontro da missão que Deus nos confiou; Jonas estava impactado por seu mergulho no fundo do mar, no fundo de si mesmo e, resolve obedecer ao chamado divido Por todas as Escrituras, a figura de águas ou chuvas é usada para representar uma visitação de Deus que invade um povo ou nação Finalmente, Jonas vai a Nínive falar da Palavra de Deus: Essa cidade era muito importante por causa do povo que nele habitava (seu perímetro era aproximadamente 96 km e ela tinha cerca de 600.000 habitantes (3 vezes população de Itabuna); Qual foi a pregação que Deus entregou a Jonas? “Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida” (v.4). O conteúdo da mensagem de Jonas só comporta justiça (v.4); Jonas não fala em nenhum momento sobre o perdão de Deus – ele, de fato, odiava os ninivitas; Não era uma mensagem de misericórdia, mas uma sentença de condenação. Era o anúncio do juízo de Deus sobre a cidade. A destruição viria quarenta dias depois da pregação. Todavia, o povo tinha tempo para analisar o conteúdo e, se quiserem, se arrependerem. Deus estava rompendo barreiras eclesiásticas e alcançando pessoas que para Jonas não eram “santificadas” Deus contempla às pessoas. No caso de Nínive, pessoas sanguinárias que mereciam uma oportunidade de arrependimento antes de destruição iminente; A Igreja precisa cumprir sua missão integral, na dimensão vertical (Deus) e horizontal (pessoas): Deus está nos dizendo que precisamos ir alem de nossa posição atual; Devemos esperar nEle até que nossos corações sejam quebrantados, até que sejamos conduzidos a uma nova dimensão (vivermos na dimensão do Espírito); Precisamos edificar o Edifício de Deus aqui na Terra; Para cumprir a missão, é preciso sacrifício, esforço: Jonas inicialmente preferiu o sono, o comodismo. Não quis romper para a vida; Preferiu dormir a amar: A recusa em conhecer a nós mesmo, provoca “algemas” na alma Jonas perdeu todo sentimento espiritual. Orou apenas duas vezes em todo seu livro: Uma no ventre do peixe, numa atitude de extremo desespero, e outra quando estava ressentido e magoado por Deus ter poupado Nínive. A verdade é que quando deixamos de buscar ao Senhor, e deixamos nossa vida de devoção a Ele, é um péssimo sinal. Precisas dar uma resposta à Deus... Cumprir a missão apenas por obrigação, não acrescenta nada em nossas vidas (Lc 17.9-10) Jonas continuou percorrendo aquela grande cidade proclamando a simples mensagem de arrependimento e o resultado foi sem paralelos em toda a história humana: A Palavra de Deus nunca volta vazia, ela sempre realiza seu trabalho (Is 55.11) Temos que ir ao encontro do outro, mesmo que seja em Nínive

18.9.08

Estudo VI – Deus Sempre Concede uma Segunda Oportunidade (Jonas 3:1-2)

Por Profº Gilvan Silva Santos








No lugar mais escuro, a visão mais clara; no lugar mais apertado, a visão mais ampla; no lugar mais solitário, a
visão mais solidaria;
Vivemos numa geração cada vez mais superficial e instantânea. Há pouco espaço ou ambiente para buscas
mais extensas, pouco profundidade na oração, na adoração, na pregação;
É a chance de Jonas: após ter “desembarcado” em algum “porto desconhecido” Deus concede a Jonas uma
segunda chance para:
Cumprir a missão que fora confiada: ir a Nínive e falar do amor de Deus;
Deus sempre nos dá a oportunidade de recomeçar;
Sempre esse recomeço se dá quando somos mais conhecedores de nós mesmos (nossa natureza, fraquezas e
limitações - sensíveis aos sofrimentos e fraquezas dos outros)
A mudança precisa ocorrer em nós mesmos – a volta é interior;
Jonas estava preso, em seu próprio cativeiro, sem liberdade:
Seu orgulho o controlava, impedindo-o de romper as barreiras e avançar:
Estava vivendo num deserto espiritual, seco, sem vida
Jonas estava cativo às suas próprias idéias do que significava ser justo, ser santo e servir ao
Senhor;
Estava tão ocupado com seu próprio crescimento, sua própria libertação e sua própria
benção que não tinha tempo para os outros – desprezava totalmente os ninivitas;
Deus não mudou o chamado: a missão é a mesma, o povo é o mesmo, a cidade é a mesma;
Deus não se enquadra em nossos objetivos, somos nós quem precisamos nos enquadrar nos dEle;
A experiência nos faz recomeçar de novo, desta vez, na perspectiva de Deus
Deus manda Jonas levantar-se (v.2). Sempre é assim:
Num momento, no tempo certo, há uma inundação incontrolável da presença de Deus que arrasta
tudo que há na nossa frente – e nós, só temos vontade de obedecer!....
A segunda chance deve ser suficiente para nós:
Deus nós concederá as oportunidades necessárias para nos voltarmos a Ele;
De quantas oportunidades precisaremos? Quantas mais teremos?
Nem tudo está perdido: um novo tempo vai nascer
Uma nova reedição de nossas vidas vai começar;
É muito complexo tentar entender o amor de Deus pelo ser humano
Deus mostrou a Jonas o quanto ele era pequeno e não entendia o significado do amor incondicional de Deus;
Deus fez Jonas se esvaziar de si mesmo mostrando que:
Não posso chorar pelos outros se tudo que ocupa minha mente é a preocupação com minha própria
benção, minha própria prosperidade, meu próprio ministério;
Temos que ser descentralizado:
Na segunda chance:
Temos a liberdade para entrar na presença de Deus, no oceano do Espírito, no clamor do
coração pelos desejos de Deus;
Podemos enfrentar e expulsar o monstro do egoísmo, até que sejamos verdadeiramente
quebrantados e dispostos a cumprir o “chamado” que temos.
Não teremos uma mensagem que alcance o coração das pessoas enquanto o nosso coração não for
completamente de Cristo.

17.9.08

Batalha Espiritual

É muito comum ouvirmos no meio evangélico o termo “Batalha Espiritual”; houve uma época na qual o tema virou “modismo”, soldados levantaram-se aos milhares e manuais de guerra foram escritos às centenas, detalhando ações, ensinando estratégias. A guerra foi travada, mas, poucos resultados positivos foram colhidos. Qual o motivo para tantos fracassos? Porque em alguns lugares funcionou e em outros não?

Um dos pontos importantes, geradores de fracassos é menosprezar o inimigo ou não conhecê-lo o suficiente. A Bíblia deixa claro, que o diabo é extremamente sagaz e poderoso, tem em suas mãos poder para fazer grandes feitos e conhece profundamente o ser humano. Ele conhece todas as chamadas estratégias de guerra e está devidamente preparado com o seu exercito para anular os possíveis ataques e pronto para um contra-ataque eficaz contra a igreja.

As histórias narradas em livros, vitoriosas, não se aplicam necessariamente em outras regiões ou cidades, o opositor já conhece os passos e está pronto para a resistência. É aconselhável ler tais narrativas, mas, fazer uso das mesmas práticas não é sábio.

A Batalha Espiritual, como o nome afirma, é travada no mundo espiritual e é necessário que haja homens santos e cheios do Espírito Santo, agraciados com dons (visão, revelação, profecia, etc.) para que sejam canais, através dos quais o Senhor Deus orientará o Seu exercito de servos, revelando as estratégias certas para cada ocasião, bem como, os passos do inimigo. A Batalha não é segundo a carne (“Embora andando na carne, não militamos segundo a carne.” 1Co 10.3), não é contra homens, sim, contra satanás (“Pois nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal que vivem nas alturas, isto é, os governos, as autoridades e os poderes que dominam completamente este mundo de escuridão.” Ef 6.12; veja mais: Gn 3.15; 2Co 2.11; Tg 4.7).

Os servos chamados à guerrear precisam ser irrepreensíveis em suas ações, a santidade é uma qualidade imprescindível. Neste exército não há espaço para os chamados “crentes carnais”, ou desprovidos de compromisso verdadeiro com Deus. Aventurar-se na batalha com brechas é morte certa!

A recomendação de Paulo a Timóteo foi: “Este é o dever de que te encarrego, ó filho Timóteo, segundo as profecias de que antecipadamente foste objeto: combate, firmado nelas, o bom combate, mantendo fé e boa consciência, porquanto alguns, tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na fé.” (1Tm 1.18,19). O soldado de Deus precisa manter-se firme na fé e procurar desempenhar com seriedade e zelo a missão confiada. A vigilância (“Sede vigilantes, permanecei firmes na fé, portai-vos varonilmente, fortalecei-vos”. 1Co 16.13) deve ser constante, não se contaminar com o mundo, abrindo brechas através das quais o inimigo possa tocá-lo. A oração é tão importante quanto o ar que se respira (“com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos”. Ef 6.18), se não houver vida de oração, a derrota está próxima.

A Batalha Espiritual engloba todos os servos que procuram vivenciar o senhorio de Cristo Jesus (Fp 1.30), não apenas alguns: “Por isso peguem agora a armadura que Deus lhes dá. Assim, quando chegar o dia de enfrentarem as forças do mal, vocês poderão resistir aos ataques do inimigo e, depois de lutarem até o fim, vocês continuarão firmes, sem recuar.” (Ef 6.13). Mas, como já foi tratado antes, é indispensável que haja compromisso e vida santa. Os soldados são capacitados e protegidos pelo próprio Senhor a desempenharem a missão (“Porque eu, o SENHOR, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: Não temas, que eu te ajudo.” Is 41.13; “Ó SENHOR, meu Deus e meu Salvador, tu me protegeste na batalha.” Sl 140.7). A força vem de Cristo! (“Mas o Senhor me assistiu e me revestiu de forças, para que, por meu intermédio, a pregação fosse plenamente cumprida, e todos os gentios a ouvissem; e fui libertado da boca do leão. O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial. A ele, glória pelos séculos dos séculos. Amém!” 2Tm 4.17,18).

A vitória na guerra vem do próprio Senhor! (“Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.” 1Co 15.57). Não é à força do homem, não são objetos e recitações de textos que nos fará vencedores. Somos nesta batalha apenas soldados sob o comando do nosso General.

Leiam sobre o tema, os relatos edificam a fé e mostra o quão sério é o mundo espiritual, no entanto, não queiram imitar as ações descritas, sem a devida revelação do Senhor, serás motivo de gargalhadas para os dominadores das trevas. As estratégias de uma batalha espiritual são reveladas por Deus, são orientações únicas para cada localidade.

Elias R. de Oliveira

Fonte: VIVOS!

Estudo explica 'amnésia' de pessoas quando bêbadas

Efeito na memória poderia contribuir para o alcoolismo
Cientistas podem ter descoberto porque as pessoas se esquecem de coisas que fazem - constrangedoras, muitas vezes - quando estão bêbadas.

Um grupo de cientistas da Universidade de Sussex, na Inglaterra, revelou que o álcool facilita a criação de memórias para eventos emocionais - na maior parte positivos - vividos antes da intoxicação e prejudica a criação de memórias para eventos emocionais - muitas vezes negativos - ocorridos depois do consumo abusivo de bebidas.

A psicóloga Dora Duka, que liderou o estudo, acredita que esse fenômeno pode levar as pessoas a acreditar mais nos efeitos positivos do álcool em vez de perceber suas desvantagens, contribuindo para o desenvolvimento do alcoolismo.

"Os efeitos do álcool no humor são conhecidos por contribuir para o seu uso e abuso. Mas se sabe muito menos sobre como os efeitos do álcool na memória e no controle inibitório contribuem para que o álcool seja uma droga que vicia," disse Duka.

"Os efeitos do álcool na memória podem ser um fator no desenvolvimento do alcoolismo," completou.

Os pesquisadores compararam a habilidade de voluntários de se lembrar de uma série de imagens depois do consumo de bebidas não-alcoólicas ou de bebidas alcoólicas.

Eles descobriram que o álcool aumentava a memória para imagens vistas antes de beber e deteriorava a memória para imagens vistas depois.

"Não está claro como o álcool muda a maneira como as memórias são formadas, mas pode estar alterando os neurotransmissores que formam as memórias", disse Duka.

Os resultados foram apresentados durante o Festival da Associação Britânica para o Avanço da Ciência realizado neste ano em Liverpool.

Os pesquisadores da Universidade de Sussex também descobriram que o álcool pode danificar a capacidade das pessoas de formar seu julgamento sobre uma determinada situação.

Fonte: BBC BRASIL.COM

16.9.08

O Pecado Traz Conseqüências

O pecado é tudo que transgrida a Palavra de Deus. Se vivêssemos em obediência a Palavra, por certo do seu fruto.

Isaías 1. 19:20 – “Seu quiserdes, e ouvirdes, comereis o melhor desta terra. Mas se recusardes, e fordes rebeldes, sereis devorados, à espada; porque a boca do Senhor o disse”. E o Profeta declara que as nossas transgressões fazem separação entre nós e nosso Deus.

Eu quero ressaltar cinco conseqüências provocadas pelo pecado:

1. O pecado abre a parte pra satanás entrar em sua vida.

2. O pecado afasta Deus da sua comunhão.

3. O pecado pode cancelar promessas na sua vida

Existe uma palavra que precisamos entender direito: “Quem tem promessas de Deus não morre, antes de vê-las cumpridas, na nossa vida”, mas é só pra quem permanecer na posição que Deus colocou. O problema é que as pessoas não permanecem na posição e perdem a benção.

Podemos refletir no exemplo de Moisés quando feriu a rocha pela 2ª vez e não se cumpriu a promessa de Deus na sua vida por causa da sua desobediência.

4. O pecado afeta quem mais amamos: Deus.

Se a coisa está ruim, não torne pior. Não dê lugar ao diabo por causa de um problema. Todo problema tem solução. Se você não se cuidar, o diabo pode trazer destruição a toda sua vida.

José tinha tudo para ser amante da mulher de Potfar, mas sabe o que ele disse: como eu cometeria esse crime contra meu Deus, contra o meu pai e contra as pessoas que confiam em mim? Ele preferiu cadeia do que cama, preferiu ser preso injustamente do que a breve alegria de usufruir dos prazeres que este mundo oferece e jamais perder o privilégio do favor de Deus em toda a sua vida.

A diferença entre Davi e José é que: Davi confiou na sua carne e tirou os olhos de Deus, enquanto José podia contemplar a todo o instante os olhos como chamas de fogo sobre a sua vida, e por isso ele temeu.

5. O pecado macula a imagem do homem. O opróbrio o acompanha durante a sua caminhada.

Antes de pecar – Pare para pensar e nunca erre o alvo. Olhe sempre para Jesus.



Pr Rogério Dantas


www.ibliriodosvales.com.br

15.9.08

Jesus, a Igreja Primitiva e a Sola Scriptura

I - Jesus sempre usou as Escrituras para provar ou defender a verdade.

Mateus 4:1-11 - Jesus foi tentado três vezes pelo diabo e a cada tentação Jesus respondia não com alguma tradição oral, mas com um poderoso "ESTÁ ESCRITO". Se havia alguém que poderia usar a tradição oral este era Jesus, mas mesmo assim Ele escolheu o caminho mais certo, na verdade o único caminho capaz de derrotar Satanás - citar as Escrituras. Ora, Jesus, Ele mesmo era autoridade para citar sua própria Palavra oral e derrotar o diabo, mas Ele preferiu a Palavra Escrita. Isso para nós é um exemplo vívido de como a igreja não deve se fiar em sua própria Palavra [nas suas tradições], mesmo proferida por homens santos, mas na Palavra escrita de Deus. Não é o catecismo luterano ou reformado que devemos seguir, mas a bendita Palavra de Deus.

1. Jesus nunca menciona as tradições orais de modo positivo como se fossem inspiradas por Deus.

2. Todas as vezes que Ele defende a verdade, volta-se para as sagradas Escrituras.

3. A única vez que Jesus menciona a tradição oral dos judeus é para condena-la. (Marcos 7:7-13)

Jesus esperava que até mesmo seus inimigos pudessem interpretar as Escrituras. Ele simplesmente mandava as pessoas lerem:

1. "Jesus respondeu: - Como vocês estão errados, não conhecendo nem as Escrituras Sagradas nem o poder de Deus. Marcos 12:24

2. "Não lestes..." Mateus 12:3

3. "Ou não lestes na Lei..." Mateus 12:5

4. "Nunca lestes nas Escrituras... Mateus 21:42

5. "O que está escrito na lei? Como lês? Lucas 10.26

6. "Mas Jesus olhou bem para eles e disse: - As Escrituras Sagradas afirmam: "A pedra que os construtores rejeitaram veio a ser a mais importante de todas." Lucas 20.17

7. "Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam." João 5.39

Lucas 10:26: "O que está escrito na Lei? Como lês?. Jesus esperava que até mesmo seus inimigos pudessem interpretar corretamente a Bíblia por simplesmente lê-la. Diferentemente de Jesus, os católicos não perguntam o que diz as Escrituras, mas como sua igreja interpreta as Escrituras. Então você não possui nenhuma escolha para discernir por si mesmo a não ser aceitar o que eles querem empurrar como interpretação.

II - Os cristãos primitivos usavam somente as Escrituras para determinar a verdade

Paulo - Atos 17:2: "Conforme o seu costume, Paulo foi lá e nos três sábados seguintes falou sobre as Escrituras Sagradas com as pessoas que estavam ali na sinagoga."

Atos 17:28: " Pois Apolo, com argumentos fortes, derrotava os judeus nas discussões públicas, provando pelas Escrituras Sagradas que Jesus é o Messias."

Os Bereanos - Atos 17:11-12: "Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim".
Comentário: Ainda que os apóstolos foram inspirados por Deus e chegaram a transmitir isto por algum tempo de forma oral, os bereanos foram direto nas Escrituras para determinar a verdade final. A Tradição oral é sem valor sem o testemunho das sagradas Escritura! Diferente dos bereanos, os católicos nunca deixariam você procurar a verdade final nas Escrituras porque acreditam que sem a interpretação final da sua igreja através da tradição oral você não pode compreendê-la. Mas veja que Paulo não censurou aqueles cristãos, antes foram elogiados por Lucas como "mais nobres" do que os outros por aderirem ao princípio do Sola Scriptura.

a) A Igreja estava envolvida com as Escrituras
"Enquanto você espera a minha chegada, dedique-se à leitura em público das Escrituras Sagradas, à pregação do evangelho e ao ensino cristão." I Timóteo 4.13

b) As Escrituras é compreensível até mesmo para uma criança
"E, desde menino, você conhece as Escrituras Sagradas, as quais lhe podem dar a sabedoria que leva à salvação, por meio da fé em Cristo Jesus." II Timóteo 3.15

c) Leia e você entenderá...
Pois escrevemos a vocês somente o que vocês podem ler e entender. Agora vocês nos entendem só em parte, mas espero que cheguem a nos compreender completamente, para que, no Dia do nosso Senhor Jesus, vocês tenham orgulho de nós, como nós temos de vocês.

d) Devemos ficar somente com o que está escrito
E eu, irmãos, apliquei essas coisas, por semelhança, a mim e a Apolo, por amor de vós, para que, em nós, aprendais a não ir além do que está escrito, não vos ensoberbecendo a favor de um contra outro." I Coríntios 4.6

e) As Escrituras são suficientes para qualquer área da nossa vida
"Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para
corrigir, para instruir em justiça, Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente
instruído para toda a boa obra." II Timóteo 3.16,17

f) Se porventura existisse somente os escritos de João, ele sozinho seria suficiente para mostrar a salvação em Jesus Cristo.
"Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome." João 20.31

"Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus." I João 5.13

g) Somente as Escrituras trazem esperança e gozo
"Pois tudo quanto foi escrito anteriormente, para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança." Romanos 15.4

"Estas coisas vos escrevemos, para que o nosso gozo seja completo." I João 1.4

Fonte: Ministério CACP

Dízimo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Dízimo significa a décima parte de algo, paga voluntariamente ou através de taxa ou imposto, normalmente para ajudar organizações religiosas judaicas ou cristãs. Apesar de atualmente estar associada à religião, muitos reis na Antigüidade exigiam o dízimo de seus povos.

Hoje, os dízimos são normalmente voluntários e pagos em dinheiro, cheque ou ações, enquanto historicamente eram pagos na forma de bens, como com produtos agrícolas. Alguns países europeus permitem com força de lei que instituições religiosas instituam o dízimo como obrigatório.


Origem do Dízimo Religioso

O Dízimo nas religiões Abraâmicas foi instituído na Lei de Moisés, estipulado para manter os sacerdotes e a tribo de Levi, que mantinha o Tabernáculo e depois o Templo, já que eles não poderiam possuir herdades e territórios como as outras tribos. Também o dinheiro era usado para assistir os órfãos, viúvas e os pobres. Depois da destruição do Templo no ano 70 DC a classe sacerdotal e os sacrifícios foram desmantelados, assim os rabinos passaram a recomendar que os judeus contribuissem em obras caritativas.

Malaquias 3:10

Dízimo sob a ótica Protestante

A primeira menção de dízimo na Bíblia está registrado no livro Gênesis, capítulo 14, referindo-se à uma atitude voluntariosa de Abraão, ora Abrão, quando depois de uma guerra, ele "deu o dízimo de tudo" a um sacerdote de quem pouco se sabe, chamado Melquisedeque. Um segundo relato, ainda pré Mosaico, é registrado sob a forma de promessa voluntária. Após uma noite em que teve um sonho que julgou revelador, Jacó, neto de Abraão, também comprometeu-se voluntariamente a dar dízimos - "oferecerei o dízimo de tudo que me deres" - caso Deus o guardasse e protejesse.

Posteriormente, a lei Mosaica prevê um imposto de 10 por cento (dízimas) dos animais e colheitas recolhidos uma vez ao ano, registrado em Levítico 27. Há também um aspecto mais abrangente desse imposto, relatado em Deuteronômios 14, onde percebem-se alguns aspectos que não foram explicitados em Levítico, como: razão de culto, interação familiar e auxílio a classe sacerdotal. Também está registrado no contexto, que a cada três anos, esses dízimos deveriam ser instrumentos de auxílio social, notadamente para os levitas (sacerdotes), estrangeiros, órfãos e viúvas.

Os próprios sacerdotes, devido a um afroxamento no rigor de cumprir a Lei e desvios na conduta dos homens que cuidavam do serviço sacerdotal, foram avisados e amaldiçoados por Deus, no ministério do profeta Malaquias. E foram advertidos que se não mudassem de comportamento em relação às ofertas e ao dízimo, Deus tornaria as suas bênçãos em maldição Malaquias 2 e mandaria o anjo do Senhor para preparar os Seus caminhos afim de que viesse Jesus Cristo com uma nova doutrina.

Desde a Reforma as igrejas protestantes tradicionais creêm que sob a Graça o dízimo não é válido visto que o Sacrifício de Cristo cumpriu a Torá, houve o fim templo, e a crença no sacerdócio universal anulava a existência de uma casta sacerdotal. As igrejas protestantes tradicionais (reformadas, luteranas, anabatistas) utilizam-se várias formas para a manutenção, como subscrições, ofertas voluntária e em alguns casos fundos estatais. Mas mesmo assim a prática do dízimo é empregada hoje por várias denominações pentecostais ou neo-pentecostais, principalmente na América Latina, onde pessoas contribuem, muitas das vezes, enxergando o ato como obrigação e sofrendo privações para tal. Em algumas denominações isso facilitou o enriquecimento ilícito de várias pessoas intituladas de "pastores", em locais mais pobres e com pessoas de nível cultural e informativo mais baixo.


Dízimo no Catolicismo Brasileiro

No Brasil o dízimo voltou a ser implantado pela CNBB na Igreja Católica após 1969, quando o sistema de pagamento de taxas pelos serviços prestados pela Igreja haviam sido consideradas "pastoralmente inadequadas". Por essa sugestão, os dízimos não tinham sentido meramente monetário, mas centravam-se em atender às necessidades das dimensões social, religiosa e missionária assumidas pela Igreja.

Desde então não se utilizava mais a estipulação de porcentagem da renda dos adeptos, mas uma doação de compromisso de acordo com a sua possibilidade e disposição, uma proposta de participação do fiel na Igreja. Todavia, a maioria das paróquias não possuía esta prática implementada.


O Papa Bento XVI extinguiu o termo "dízimos" do quinto Mandamento da Igreja, conforme Compêndio do Catecismo da Igreja Católica por ele promulgado em 28 de junho de 2005 e republicado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. O Quinto Mandamento agora é assim: "Atender às necessidades materiais da Igreja, cada qual segundo as próprias possibilidades".

Deve-se considerar que a intitulada "pastoral do dízimo", cuja expansão verificou-se nos últimos anos, num ato simplório, reduzira o antigo termo "dízimos" para o singular "dízimo", que não encontrava outro significado senão a décima parte. O Papa Bento XVI, extinguindo o termo "dízimos" trouxe à frase o seu real significado, ou seja, a obrigação de contribuir com as necessidades da Igreja, sem nenhuma relação com taxação de 10%. Conseqüentemente, não faz mais sentido a existência dessa pastoral, que sempre esteve na contra-mão do que diz a doutrina da Igreja a respeito, portanto, contra as determinações romanas.


Dízimos e Dízimo

Até bem pouco tempo, o quinto Mandamento da Igreja Católica era: "Pagar dízimos conforme o costume". Aqueles "dízimos" sem o artigo definido ("o" dízimo) nunca representaram a décima parte; por convenção reforçada predicalmente "conforme o costume", compreendia-se na realidade toda a arrecadação da paróquia como sempre o foi, ou seja, direitos de estola ou direitos de pé-de-altar ou ainda, dízimos diretos, benesses. Talvez pela baralhada infundida por muitos membros de pastorais, especialmente no Brasil, é que o Papa Bento XVI tenha acabado com a confusão. Ou seja, dízimo, efetivamente nunca existiu na Igreja Católica e o Papa confirmou isso suprimindo o termo "dízimos", ora deturpado e reduzido ao singular pelas pastorais do "dízimo".

Guerra Santa

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

(Redirecionado de Guerra santa)


Guerra santa é um fenômeno sóciopolítico de caráter religioso que tem nas Cruzadas e na Jihad islâmica as suas maiores expressões. A guerra santa não é um conflito armado,mas sim uma guerra de religião. Os padres pagavam aos presos mercenários para guerrear, porém os presos perguntaram como seria guerra santa se haveria muito derramamento de sangue? O padre os respondeu depois dizendo: - Vocês se purificarão com o segundo batismo, nas águas, como Jesus Cristo foi batizado. O segundo batismo é para se purificar do mal que já fez e reconhecer os pecados cometidos e que não o fará de novo; és assim que serás absolvido de seus pecados. Disse o padre. Porém o grande significado das guerras no oriente médio tem origem em Abraão, que deu origem a duas tribos, a tribo de Isaac, que foi sucedida por Jacob, conhecido também como ISRAEL e do seu filho (Bastardo), chamado Ismael, cujo desta tribo nasceu a religião fundamentada no Alcorão. Da tribo de Israel, os judeus, houve uma separação com o nascimento do cristianismo, . Ambas as três religiões tem Jerusalém como uma cidade santa. Já nos tempos do capitalismo, com o fim do nazismo, após milhares de mortes de judeus, a ONU, resolveu oferecer uma terra para a união do povo judeu. A principio foi oferecida uma terra no continente Africano, porém, não foi aceito pelos judeus, que exigiram a terra de Jerusalém. Contudo, a ONU, retirou o povo que ocupava a cidade, os Palestinos (Povo com sua religião fundada no alcorão). Porém, esta ação geopolítica não foi aceita pelos palestinos, mas nada puderam fazer além de lutar, esta é a guerra santa na era capitalista...

STRESS (o matador silencioso)

Se você está enfrentando um problema, parece natural que se sinta inquieto, ansioso e até mesmo alarmado

A tendência geral diante dessas situações é a perda do sono, a falta de paz e mesmo a revolta contra a vida, o mundo que o cerca e, em alguns casos, até mesmo contra Deus que, teoricamente, seria o “responsável final” por sua aflição.

Neste momento, e com base nas promessas do Senhor, gostaria de sugerir outra linha de ação.

Dirija-se ao Senhor do Universo, mudando o enfoque do seu pensar, retirando-se do problema e dirigindo-se para as promessas eternas.

Aquiete seu espírito, coloque em ação a confiança plena em Deus, e alcançará o livramento no momento oportuno e a força para suportar o desafio, enquanto ele durar.

As coisas "estressantes" da sua vida terão solução, e você experimentará o descanso de Deus.

“Porque assim diz o Senhor... “Em vos converterdes, e em repousardes, estaria a vossa salvação; no sossego e na confiança estaria a vossa força...” Isaías 30:15



Hoje leia: Isaías 30:7; 7:4; Mateus 23:37

www.pastorelcio.com

Trecho extraído do livro “Uma janela para o Eterno”, de autoria do Pastor Elcio Lourenço. Pastor desde 1968.

..Autor deste artigo:


Pr. Elcio Lourenço
Pastor desde 1968. Igreja Batista Shalon - Brasília/DF
Engenheiro, matemático, Secretário de Estado de Transporte no DF. Autor de 11 livros

Fonte: www.atosdois.com.br
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12.9.08

PENTECOSTES

Rev. Armindo L. Müller *

Depois da morte de Jesus encontramos trancado numa casa um grupo de pessoas amedrontadas e desanimadas. Estão juntos, porque precisam de apoio mútuo. Ficam recordando o passado. Há poucas semanas, o seu amigo e companheiro tinha sido condenado e executado. Recordam o convívio com Jesus, suas palavras, a sua morte e ressurreição. Estão reunidos sem saber o que fazer, esperando que Deus faça algo. Mas estão orando e ouvindo a palavra de Deus.

E, de uma hora para outra, este grupo se transforma num conjunto de pessoas animadas e encorajadas. Abrem as portas e começam a falar sem medo aos quatro ventos.

O que aconteceu com eles ? Como explicar esta transformação radical ?
A Bíblia diz que Deus enviou o Espírito Santo e, onde este estiver, começam a acontecer coisas milagrosas.

Mas o que significa isto ?

A Bíblia fala em fogo e vento. O vento empurra, levanta, põe em movimento. O vento renova o ar viciado e faz andar. O fogo aquece e produz luz e calor. Em outras palavras: Deus põe vida nestas pessoas. E estas são levadas a falar do que este Deus tem feito nas suas vidas. Desta forma Deus começa a construir a sua igreja, uma igreja eterna, feita de pedras vivas, na qual o Cristo é a pedra angular. E o Espírito Santo está ali onde esta palavra é pregada e aceita como algo que vem de Deus, além de reunir estas pessoas numa comunidade.

Assim, Pentecostes é o contrário do que aconteceu em Babel. Ali as pessoas se separaram, porque queriam subir, chegar ao céu, queriam fazer grande o seu nome. E queriam até mesmo usar Deus como instrumento de seus planos criativos. Cada qual estava preocupado com o seu prestígio e com isto o diálogo e a comunicação ficam prejudicados. E então, as palavras, por mais banais que sejam, tornam-se meios de auto-afirmação. Este tipo de religião não cria união, mas confusão e separação.

Pentecostes indica um rumo diferente. Num mundo cheio de torres, de religiões, de opiniãos políticas, filosóficas e religiosas, Deus cria uma nova vida. E o faz por meio da Sua palavra. E, enquanto pessoas falam dos feitos de Deus, cria-se reconciliação e aproximação. Se com nossas simples palavras podemos aproximar, curar, animar e consolar, quanto mais não será possível com a palavra de Deus?

E esta palavra anuncia que Deus não é um Deus ausente, mas que continua a agir e jamais abandona os que nele confiam. Esta palavra une e congrega os que a a ouvem e aceitam. E, uma vez aceita, esta palavra leva a falar, a servir e a amar. Ela dá nova vida, conforta, consola, guia e orienta na vida. E nos dá a certeza de que jamais estamos sozinhos neste mundo. E é, por isto, que o nosso mundo tem salvação.


* Armindo L. Müller nasceu em Panambi (ex-Neu Württemberg) - na época ainda pertencente ao município de Cruz Alta - a terra de Érico Veríssimo) em 01.09.1942, como filho mais velho de Artur Teodoro Müller e Hilda Radmann Müller. É descendente de um dos três pioneiros da localidade, fundada em 1899 por imigrantes alemães...
Fonte: www.luteranos.com.br

10.9.08

A Ressurreição

Por Gary Fisher


Alguns mestres ensinavam que não havia ressurreição dos mortos. Para refutar esta falsa doutrina, Paulo primeiro estabeleceu uma base comum com seus leitores, afirmando a ressurreição de Cristo. A evidência da ressurreição de Cristo é esmagadora. Não há confirmação mais forte de um evento histórico do que testemunho ocular. No caso de Jesus, mais de quinhentas pessoas viram Jesus vivo depois que ressurgiu. Sua ressurreição não pode ser razoavelmente negada, e assim prova que há ressurreição dos mortos.

Conseqüências da ressurreição de Cristo (15:12-28). Cristo ou foi ressuscitado ou não. Se não foi, então a pregação apostólica foi em vão, porque acusavam Deus de algo que ele não tinha feito, e a fé é vã porque se apóia na res-surreição de Cristo. Se Cristo foi ressusci-tado então todos os crentes serão ressus-citados com ele. Cristo foi os primeiros frutos, um sinal e uma garantia de farta colheita. Observe o raciocínio de Paulo: a meta máxima de Deus para o universo é que Cristo retorne o governo a Deus depois de derrotar todos os inimigos. O último inimigo a ser derrotado é a morte, a qual Cristo venceria pela ressurreição. Sem esta, Cristo não venceria o último inimigo. Ele não retornaria o reino a Deus, que não seria o supremo rei. A negação da ressurreição frustra todo o plano de Deus para o universo.

Se não há ressurreição (15:29-34). Se não há ressurreição, o batismo não tem sentido. Se for assim, aqueles que estavam sendo batizados acreditando na ressurreição estavam apenas sendo bati-zados para os mortos, para a sepultura. O sofrimento de Paulo e as escapadas por um triz da morte foram absurdas se esta vida é tudo o que existe. De fato, se não há ressurreição, deveríamos viver intensa-mente aqui, porque amanhã morreremos.

Como são ressuscitados os mortos? (15:35-58). Os oponentes de Paulo objetaram contra a ressurreição porque não podiam imaginar como poderia acontecer. Paulo explicou a ressurreição por analogia. Enterrar um corpo é como plantar uma semente, porque a planta brota da semente, mas não se parece com ela. O corpo ressurgido sai do corpo enterrado, mas não se parece com ele. Deus tem muita experiência em preparar corpos adequados, por isso será capaz de providenciar facilmente um corpo adaptado a nossa existência eterna. Quando Cristo retornar, os mortos serão ressuscitados com corpos glorificados, os vivos serão mudados instantaneamente e todos serão levados ao grande julgamento do trono de Deus. A promessa de ressurreição deve motivar todos a perseverar e abundar no Senhor.

Fonte: www.estudosdabiblia.net

9.9.08

Igreja cristã passou por várias divisões através da história


Procissão em Belém, cidade natal de Jesus Cristo
Procissão em Belém, cidade natal de Jesus Cristo

Os relatos bíblicos sobre a vida de Jesus Cristo foram fortemente influenciados pelas correntes teológicas da igreja cristã primitiva.

Não existe na Bíblia histórias sobre a vida de Cristo entre 12 e 30 anos. De acordo com os relatos bíblicos, a mãe de Jesus – Maria - era virgem quando engravidou.

E sua concepção teria sido uma intervenção do Espírito Santo que encontrou nela uma jovem pura e digna de trazer o salvador ao mundo.

Para os cristãos, Jesus é o filho de Deus que veio à Terra em forma de homem para restaurar o relacionamento do ser humano com Deus.

Ressurreição

Segundo a Bíblia, Cristo morreu após ser crucificado, mas ressuscitou ao terceiro dia em Jerusalém.

Os cristãos acreditam que, durante sua vida, ele mostrou ao mundo como se reconciliar com Deus.

Acredita-se ainda que se deve viver de acordo com o exemplo de Jesus Cristo: amar Deus, amar o próximo como a si mesmo e repartir a mensagem de Cristo com os outros.

No cristianismo, acredita-se que ao morrer na cruz, Jesus trouxe o perdão de Deus a todo o que nele crê e ainda construiu uma ponte entre Deus e o ser humano.

Essa ponte havia sido rompida com o advento do pecado de Adão e Eva, no início do mundo, que separou o ser humano de Deus.

Salvação

O cristão bíblico acredita em somente uma vida aqui na terra e outra que se chama vida eterna, após a morte.

Caso tenha vivido de acordo com a vontade de Deus, o ser humano recebe a morada eterna no céu como recompensa, mas existe também a possibilidade de condenação a uma vida eterna no inferno em caso de desobediência à vontade de Deus.


Tumba de São Pedro no Vaticano

Cristãos evangélicos acreditam que a escolha entre o céu ou o inferno é feita ainda em vida: quem aceita Jesus como Salvador vai para o céu, quem o rejeita não.

A figura de purgatório é inexistente para evangélicos, mas persiste em variadas correntes da igreja católica apostólica romana.

Algumas correntes teológicas discutem sobre a existência de céu e inferno. Há diferenças também sobre o destino da alma.

Para alguns, praticar boas obras basta; para outros, só Jesus salva numa salvação gratuita que vem de Deus, “não vem de obras para que ninguém se glorie”, diz o apóstolo Paulo.

Os principais ramos do cristianismo

O grande Cisma entre aos católicos do Ocidente e os do Oriente, conhecidos como ortodoxos, acontece em 1054.

O racha com a igreja do Ocidente aconteceu por causa de um conflito sobre a autoridade suprema do papa.

Também havia divisões sobre uma cláusula presente no credo católico que estabelece que o Espírito Santo vem do filho de Deus como também de Deus.


Cruz e adoração

No século 16, é a vez da Reforma que cria a igreja protestante liderada pelo monge alemão Martinho Lutero.

Estas foram as maiores divisões dentro do segmento judaico-cristão.

Mas nem tudo é marcado por diferenças. Tanto a igreja católica como a ortodoxa, por exemplo, reconhecem os sete sacramentos: batismo (visto como mandamento de Jesus, é aceito na infância ou vida adulta, simboliza morte para uma vida de pecado), confirmação, casamento, ordenação, penitência (sacramento da reconciliação), extrema unção e a missa.

Igrejas do Oriente

Este grupo se refere a igrejas ortodoxas e os que partilham das éticas cultural e espiritual que se originam no Império Bizantino.

Há mais de 214 milhões de cristãos ortodoxos atualmente. Quatro patriarcados desfrutam de autoridade e status especial: Alexandria, Antioquia, Jerusalém e Constantinopla.

Estas igrejas se localizam no leste da Europa, em países eslavos e no leste do Mediterrâneo. A veneração de ícones é parte importante da adoração em particular e em público de ortodoxos.


Cristão ortodoxo celebra a páscoa

Monastérios também têm função fundamental na história da igreja. O monte Athos, na Grécia, é o centro monástico desde o século 10.

A Igreja Católica Apostólica Romana

Com sede no Vaticano, a Igreja Católica Apostólica Romana se mantém como a maior das denominações cristãs, com aproximadamente 1 bilhão de fiéis.

Esse grupo tem origem na igreja ocidental da Idade Média. Os católicos crêem na primazia e autoridade do papa, que é tradicionalmente considerado representante de Cristo na Terra e sucessor de Pedro, um dos discípulos de Jesus e que se tornou o primeiro bispo de Roma.

Em matéria de fé e moral católicas, o que o papa diz é interpretado como obrigatório e correto para todos os seguidores. Mas isso é passível de muito debate entre outros cristãos não-católicos romanos.


Papa João Paulo Segundo em seu papamóvel

A primazia da Igreja Católica, no entanto, foi alvo de reflexões no século 20 com a introdução do segundo Concílio do Vaticano (1962-1965), que elaborou grandes reformas e uma relação mais aberta com igrejas não-católicas.

Igrejas Protestantes

O grupo dos protestantes surgiu de um protesto contra a Igreja Católica no século 16 e congrega aproximadamente 500 milhões de pessoas.

As questões polêmicas na reforma foram o questionamento da autoridade do papa e sua infabilidade, a autoridade e acesso às escrituras e um significado preciso da eucaristia (o ritual da distribuição do pão e do vinho com estes elementos representando o sangue e o corpo de Cristo).


Igreja Luterana na Estônia

O ritual também é conhecido como Santa Ceia, em alusão à ceia tomada com os discípulos na véspera da crucificação de Jesus. A eucaristia é uma palavra grega que significa agradecimento e celebração.

A interpretação da eucaristia ou ceia, ou comunhão, é diferente em várias igrejas. Os católicos acreditam que o pão e o vinho são realmente o corpo e o sangue de Cristo em substância.

Para a maioria dos protestantes, trata-se apenas de um simbolismo, uma metáfora. A igreja protestante rejeita a supremacia do papa e de qualquer figura única representante de Cristo na terra.

Os protestantes enfatizam a autoridade da Bíblia e as tradições da igreja primitiva. Segundo protestantes, o crente é salvo pela graça de Deus.

Todos os que acreditam em Deus podem se tornar sacerdotes deste mesmo Deus.

Há quatro correntes principais da Igreja Protestante:

Anglicana ou Episcopal, Luterana, Renovada ou Presbiteriana e as igrejas livres, assim chamadas porque não são associadas aos Estados.



No Brasil, alguns exemplos de igrejas livres são: a igreja Batista, Metodista, Assembléia de Deus, Congregacional e Presbiteriana.

Na segunda metade do século 20, o Brasil experimentou o surgimento de igrejas neo-pentecostais, como Universal do Reino de Deus, Sara Nossa Terra, Comunidades Evangélicas, Igreja da Graça etc.

Igreja: casa de adoração

O lugar de adoração e louvor dos cristãos é chamado de igreja ou templo. Geralmente são construções em forma de cruz como altar voltado para o leste, onde nasce o sol.

A palavra igreja também se refere a um grupo de cristãos e denominações religiosas como a Igreja Anglicana, Luterana, Batista, Católica, Ortodoxa ou Metodista.

Para os cristãos, a Bíblia é o livro sagrado. Ela está dividida entre Velho Testamento, que compreende a bíblia hebraica, e o Novo Testamento, que traz relatos da vida de Jesus Cristo nos quatro primeiros livros, conhecidos como os Evangelhos, cartas escritas aos primeiros cristãos, e o Apocalipse, uma profecia sobre o fim do mundo.

Feriados da Igreja

A quaresma começa na quarta-feira de cinza quando algumas igrejas fazem missas especiais. Nessa data comemoram-se os 40 dias que Jesus passou jejuando no deserto.

Católicos praticantes usam a quaresma como um período de penitência.


Iconografia: tradição milenar

Para alguns, a data está errada, pois a quarta-feira de cinzas acontece exatamente 46 dias antes da páscoa, não 40, para isso não se contam os seis domingos durante a quaresma.

Já a igreja ortodoxa comemora a quaresma na segunda-feira da nona semana antes da Páscoa e termina a quaresma na sexta-feira antes da semana santa. A Igreja Ortodoxa não observa a quarta-feira de cinzas.

Semana Santa

É comemorada na semana antes da Páscoa e começa no Domingo de Ramos ou Domingo da Paixão, é o último domingo antes da Páscoa.

Esse dia está ligado à entrada triunfal de Jesus em Jerusalém antes de ser crucificado e morto. Em algumas igrejas, é marcado por uma procissão de fiéis carregando folhas de palmeiras.

Sexta-feira santa

É a sexta-feira antes da páscoa e comemora a crucificação de Jesus. É um dos dias mais solenes para os cristãos e é marcado por cultos e orações especiais.

O Dia da Páscoa

É o dia mais importante do feriado e talvez o mais alegre, porque marca a ressureição de Cristo. A Páscoa não ocorre sempre na mesma época. É o domingo que se segue à data no calendário eclesiástico da Lua cheia que acontece no dia 21 de março ou depois.


Imagem de Cristo no Rio de Janeiro, religião tem 2 bilhões de fiéis

A Lua cheia no calendário eclesiástico não ocorre sempre na mesma data da Lua cheia no céu, o cálculo pode ser bastante confuso.

Ascensão


Ela ocorre na quinta-feira, no quarto dia depois da páscoa e marca o ida de Jesus para o céu após ter passado um tempo na Terra.

Pentecostes

É celebrado no sétimo dia depois da páscoa. A data marca a descida do Espírito Santo sobre os cristãos e o nascimento da igreja
cristã. É um festival celebrado com mais frequência por igrejas carismáticas.

Fonte: BBC BRASIL.COM