30.6.08

Heresia

Heresia é qualquer ensino que se afasta dos ensinamentos normais de uma tradução religiosa. Em particular, isto se refere a grupos dentro do Cristianismo que ignoram alguns de seus elementos básicos - tal como a idéia de que Cristo foi divino. A palavra grega (hairesis), que literalmente significa "escolha", é usada no Novo Testamento para designar uma seita ou facção, Por exemplo, os saduceus eram uma seita dentro do Judaísmo (Atos 5:17), assim como eram os fariseus (15:5).
Quando inicialmente muitos judeus creram que Jesus de Nazaré era o Messias, eram conhecidos como "a seita dos Nazarenos" (24:5). Em cada um desses versos, a palavra hairesis não é usada para insultar - ela significa meramente uma seita, um pequeno grupo dissidente que se separou do Judaísmo.
Depois que a igreja cresceu e se desenvolveu, qualquer grupo faccioso dentro de uma igreja local foi chamado de heresia - isto é, era uma seita que detinha certas opiniões contrárias às verdades estabelecidas pelos apóstolos. Em vista disso, Paulo disse à igreja em Corinto que seitas deveriam se desenvolver entre eles como uma forma de separar o falso do verdadeiro (I Corintios 11:19).
Eventualmente, a palavra "heresia" veio a significar o ensino particular que causava a separação de alguns do Cristianismo ortodoxo. Assim, Pedro exortava os cristãos sobre vários falsos mestres que tentariam demover os fiéis com seus ensinos heréticos (II Pedro 2:1). Na era moderna, eta é a forma como a palavra "heresia" é normalmente entendida; é incomum e/ou falso ensinamento aquele que prejudica a fé de certos fiéis e também causa facções distintas dentro da igreja.
Algumas heresias famosas incluem o Gnosticismo, a perda de um corpo de idéias que normalmente incluem o ensino de que um ser maligno criou o mundo físico; Docetismo, que ensinava que Cristo não era humano de verdade; e muitas outras, frequentemente tendo a ver com a identidade de Cristo ou com a Trindade (dois tópicos muito polêmicos na história da igreja).

Fonte: www.vivos.com.br

28.6.08

Senador Marcelo Crivella fala sobre a Lei da Homofobia


No fim do ano passado, foi aprovado na Câmara dos Deputados a Lei da Homofobia, que em seguida foi encaminhada ao Senado Federal e tramita na Comissão de Direitos Humanos. Creio que os deputados não atentaram para a completa extensão do alcance da lei que aprovaram, a qual, além de inconstitucional, cria em nosso país a “ditadura gay”.




(Fonte: TudoRondonia.com.br) - Esclareço que não se trata de ser contra o combate intransigente à violência que afeta os homossexuais, algo que deve ser recriminado vigorosamente, como, em geral, a violência contra qualquer ser humano.

O que preocupa é que a Lei da Homofobia vai muito além disso, pois altera três leis vigentes no Brasil. A primeira é a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), para proibir demissão por motivo de homossexualidade. Ora, um professor de seminário ou um sacerdote, seja padre ou pastor, que se torne homossexual, colocar-se-á em situação contrária ao que supostamente deve ensinar, que é a Bíblia. E essa posição incoerente e insustentável deverá ser mantida por sua organização, já que sua demissão, se aprovada a lei, será ilegal.

Embora a lei procure defender o homossexual contra demissões injustas, o que me parece que efetivamente ocorrerá é o total desinteresse de empregadores em contratá-los, já que, em caso de demissão – por exemplo, por falta de aptidão para a função ou por mau desempenho –, o demitido poderá alegar que a razão tenha sido sua opção sexual, o que provocará uma discussão na Justiça do Trabalho de fim imprevisível.

A Lei da Homofobia altera também a Lei do Racismo para incluir uma série de situações que passam a ser entendidas como preconceito. Por exemplo, não hospedar um homossexual ou casal homossexual em um hotel, proibir a entrada em restaurantes, ou mesmo reprimir expressões de afetividade, como beijo na boca em locais de acesso público.

Uma igreja é um local público onde casais heterossexuais evitam manifestações semelhantes e, caso ocorram, poderão ser advertidos sem maiores conseqüências. Se, no entanto, o casal for gay, adverti-los será crime. Veja como é difícil evitar extrapolações inconvenientes na aplicação dessa lei esdrúxula.

Por último, o projeto de Lei da Homofobia altera o Código Penal para criar a figura do crime de opinião, ou seja, é proibido emitir opinião contrária. Com a aprovação desse projeto, o simples fato de criticar o homossexualismo, um direito subjetivo e pessoal, passa a ser crime com pena de dois a cinco anos de prisão, a mesma que se aplica ao seqüestro.

Subjetivo porque a Bíblia ensina que o homem que se deita com outro homem, como se mulher fosse, comete abominação. Dizer o que a Bíblia diz será, então, crime? Será incitação à violência contra homossexuais?

Ler, acreditar e ensinar a Bíblia para a família no lar ou em público não é, simplesmente, o direito de liberdade de culto garantido em nossas Constituições desde a proclamação da República, para evangélicos, e desde a Constituição Outorgada de 1824, para os católicos?

E a livre expressão do pensamento não é um direito fundamental e cláusula pétrea do capítulo mais importante da Constituição Brasileira, que é o que trata das garantias individuais?

É justo que uma lei proíba que um pai de família cristão tenha o direito de ensinar seu filho que o homossexualismo é pecado ou antinatural?

É por isso que tenho repetido em entrevistas, artigos e no Senado Federal que esse projeto de lei, como está, não deve ser aprovado na Comissão de Direitos Humanos. Se for, não deve ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça. Se for, não deve ser aprovado pelo plenário do Senado. Se for, não deve ser sancionado pelo presidente da República. Se for, devemos ir às ruas para protestar e derrubá-lo no Supremo Tribunal Federal.

*Marcelo Crivella (PRB-RJ), 50 anos, é senador, engenheiro civil e bispo da Igreja Universal do Reino de Deus.

www.overbo.com.br



Lei contra a homofobia cria ditadura, diz senador Magno Malta


Fonte: UOL) - Na opinião do senador evangélico Magno Malta (PR-ES), o problema é que a "lei contra a homofobia cria uma ditadura". Em entrevista ao UOL News, Malta afirmou que "existem sutilezas no projeto de lei 122 que devem ser retiradas". "Quando fica essa sutileza, você não protege um grupo, mas você acaba legalizando uma série de outros crimes", avaliou ele. "O texto da lei, hoje, já está correto. Você não pode discriminar ninguém segundo a lei".

Segundo o senador, essas sutilezas do PL 122 transformam em criminoso quem não concorda com - mas não discrimina -a orientação sexual de outras pessoas. "E você não pode ser criminalizado por não concordar com a orientação sexual" de alguém, defendeu Malta. Para ele, o texto cria "uma ditadura, pois dá direito para um grupo de pessoas e não dá (os mesmos direitos) para outras".

O senador fez questão de ressaltar que não é contra os homossexuais. "É preciso deixar claro que faz 26 anos que tiro drogados da rua, já recebi diversos homossexuais, e nenhum foi discriminado, como ninguém deve ser discriminado. Eu posso não concordar com o homossexualismo, mas respeito o homossexual."
http://www.overbo.com.br/

26.6.08

Polêmica

«Lei da homofobia» no Brasil implicaria perseguição religiosa

Está pronto para votação no Senado Federal brasileiro o projeto de «lei da homofobia» (PLC 122/2006). A proposta, iniciada na Câmara dos Deputados (PL 5003-B, de 2001), pretende punir como crime qualquer tipo de reprovação ao homossexualismo. Segundo explica a advogada e presidente da Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida, Maria das Dores Dolly Guimarães, «além dos direitos previstos na Constituição para todas as pessoas, o homossexual, pelo simples fato de ser homossexual, ganhará privilégios». «O homossexualismo deixará de ser um vício para ser um mérito. E quem ousar criticar tal conduta será tratado como criminoso», afirma. A advogada enfatiza ainda que «os primeiros a sofrerem perseguição serão os cristãos», citando como exemplos alguns artigos da lei. «A proposta pretende punir com 2 a 5 anos de reclusão aquele que ousar proibir ou impedir a prática pública de um ato obsceno (“manifestação de afetividade”) por homossexuais (art. n.º 7)», explica a jurista.

Na mesma pena incorrerá a dona-de-casa que dispensar a babá que cuida de suas crianças após descobrir que ela é lésbica (art. n.º 4). «A conduta de um sacerdote que, em uma homilia, condenar o homossexualismo poderá ser enquadrada no artigo n.º 8, (“ação [...] constrangedora [...] de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica”)», explica. «A punição para o reitor de um seminário que não admitir o ingresso de um aluno homossexual está prevista para 3 a 5 anos de reclusão (art. n.º 5).» O projeto, aprovado na Câmara em 23 de novembro de 2006, agora está em tramitação no Senado Federal, pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). A relatora, Senadora Fátima Cleide (PT/RO), deu parecer favorável à proposta. A presidente da Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida questiona a lei recordando que o Código Penal brasileiro já ampara quem se sentir alvejado em sua honra.

Fonte: www.pime.org.br

25.6.08

É preciso discernir


PR. AGUIAR VALVASSOURAS




Nas últimas décadas, a Igreja seguiu em várias direções. Algumas positivas; outras, nem tanto. De um gueto fechado, a Igreja Evangélica Brasileira abriu suas asas e alçou vôos nunca alcançados anteriormente, em áreas como serviço social, música, coreografias e evangelismo, via mídia e outros meios jamais usados até então.

Por outro lado, a teologia da Igreja foi violentada, por correntes, vindas inicialmente da outras América. Que geraram uma miscelânea na quilo que hoje chamamos de Igreja evangélica brasileira. Paletós, dentes, urros de animais, demarcações urológicas de territórios e outras coisas berrantes vieram, passaram e algumas permanecem.

O que nos preocupa mais é o “modus operandis” de um evangelho de premiação ministrado hoje na maioria dos púlpitos. Deus nos é apresentado como aquele que agirá de acordo com tamanho da negociação.

Se você lhe der 10, ele lhe dará 1000 e assim por diante, em multiplicações intermináveis. A Igreja foi transmitida: de casa de oração para bingo da fé; e Deus, de Senhor para “SS”, cujo baú gera felicidade e resolve tudo por dinheiro.

Como líderes do rebanho, nós pastores nos levantamos contras esse estilo de ministração, pois é ofensivo ao coração do evangelho e um instrumento de engano a um povo simples., o sofrido e fácil de ser manipulado.

Que tenhamos coragem de pregar o evangelho da graça, do poder e da misericórdia, com as bênçãos garantidas pelo único Senhor que as pode realizar.

Artigo extraído de www.getsemani.com.br

24.6.08

Para entender e apreciar a mensagem de Apocalipse

Aqui estão algumas passagens importantes e alguns conceitos básicos que ajudarão no entendimento da mensagem de Apocalipse.

Drama do Livro. Lembre-se de que este é um livro que João viu. É uma dramática apresentação da revelação de Deus. Assim como Deus usou sonhos e suas interpretações para comunicar sua mensagem através de Daniel, ele usou a vívida imagem das visões espirituais para revelar sua mensagem através de João. Muitas pessoas deixam de ver o poderoso quadro neste livro porque se distraem com um exame pormenorizado de cada pequenino pedaço. Jamais podemos entender o significado de algum pormenor específico, mas a mensagem global da justiça, do poder e da absoluta vitória de Deus é inconfundível.

Limites de tempo. Já notamos que Jesus falou de coisas que tinham que acontecer logo depois que este livro estivesse escrito. O significado deste ponto não deve ser subestimado. Quando Deus colocou um limite de tempo para o cumprimento de sua palavra, os leitores não têm direito de ignorar ou negar isso. Algumas vezes as pessoas tentam evitar o significado dos limites de tempo de Deus apontando passagens, tais como 2 Pedro 3:8, que diz: "para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia". Pedro está mostrando a paciência de Deus em adiar seu julgamento dos malfeitores. Ele não está negando o significado de todas as outras referências a tempo na Bíblia. Quando Deus fala de coisas que acontecerão logo, precisamos respeitar sua palavra.

Note o que Deus disse em Apocalipse para limitar o tempo do cumprimento:

    "Cousas que em breve devem acontecer" (1:1; 22:6). Este limite de tempo é colocado no começo e no fim de Apocalipse, e deverá ser lembrado em nossa interpretação dos capítulos intermediários. Tal expressão ("em breve") é usada em outros lugares no Novo Testamento, onde podemos identificar que o cumprimento veio logo depois que as palavras foram ditas. Não falou de eventos no futuro distante: centenas ou milhares de anos mais tarde. Note, por exemplo:

      - "Festo, porém, respondeu achar-se Paulo detido em Cesaréia; e que ele mesmo, muito em breve, partiria para lá. . . . E, não se demorando entre eles mais de oito ou dez dias, desceu para Cesaréia; e, no dia seguinte, assentando-se no tribunal, ordenou que Paulo fosse trazido" (Atos 25:4,6). Festo pretendia ir a Cesaréia "em breve", e então foi àquela cidade cerca de dez dias mais tarde.

      - Paulo falou do seu desejo de visitar vários irmãos ou enviar mensageiros "em breve" (1 Coríntios 4:19; Filipenses 2:19,24; 1 Timóteo 3:14). Nestes casos, era sempre um período muito breve -talvez meses- nunca séculos!

    "O tempo está próximo"

    (1:3; 22:10). Para reforçar o conceito de que João estava escrevendo de eventos que logo se seguiriam, Jesus incluiu um lembrete adicional nos versículos de abertura e fechamento do livro. "O tempo está próximo" lembrava os leitores de que Deus logo cumpriria sua palavra neste livro. Palavras semelhantes em outras passagens falam de curtos períodos de tempo, e não de eventos que aconteceriam séculos mais tarde. Note:

      - Jesus falou da capacidade de prever a chegada do verão vendo as folhas numa figueira (Mateus 24:32; Lucas 21:30). Isto poderia ser dias ou semanas antes do verão, mas não poderia ser milhares de anos.

      - Jesus disse em Mateus 26:18, "O meu tempo está próximo". Ele morreu naquela semana. Seu tempo estava, de fato, muito perto.

      - João referiu-se várias vezes a festas que estavam se aproximando como "estando próxima" (João 2:13; 6:4; 7:2; 11:55). Está sempre claro que significava períodos de tempo muito curtos. Note nestes casos que o evento estava geralmente dentro de dias ou talvez semanas, mas jamais em séculos no futuro!

O Significado do Quinto Selo. Para ajudar a entender a mensagem deste livro, veja bem em Apocalipse 6:9-11, onde Jesus abre o quinto selo:

    "Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus conservos e irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram."

Estes versículos são muito importantes para o resto do livro de Apocalipse. Cristãos perseguidos, especialmente aqueles que sacrificaram suas vidas ao serviço do Senhor, estão pedindo justiça. Foram suas mortes em vão? Certamente que não. Eles haviam morrido na confiança de que Deus é justo, e agora estavam perguntando quanto tempo sua justiça seria adiada. Deus os assegura de que responderá com punição aos malfeitores, mas que ele permitiria que a perseguição continuasse por pouco tempo, antes de exercer sua vingança.

Palavras chaves deste texto se relacionam com o desenvolvimento do plano de Deus através de todo o livro. Numerosas passagens no Apocalipse ilustram como Deus respondeu ao apelo destes santos martirizados. Note especialmente estas respostas divinas às orações dos santos mártires:

    Deus vingou seu sangue. O anjo vingador de Deus derramou o sangue dos inimigos dos santos (14:20). A terceira taça representava a merecida vingança contra aqueles que tinham matado os profetas (16:4-7). Deus vingou a causa dos santos no julgamento contra Babilônia (18:20,24; 19:2).

    Deus ressuscitou os mártires. Apocalipse 20:4-6 mostra a resposta final de Deus às orações dos mártires. Há uma clara conexão entre este texto e a oração do capítulo 6. Eles tinham sido decapitados por causa da sua fé, mas agora estavam sendo ressuscitados para reinar com Cristo! A vitória de Satanás foi somente temporária. A causa dos fiéis estava vingada!

Estas referências nos ajudam a ver que a vingança do sangue daqueles martirizados pela causa de Cristo é um tema central deste livro. Jesus está dizendo aos seus seguidores perseguidos: "Tenham paciência e suportem a dureza da perseguição ainda mais um pouco. No final da batalha, eu lhes garanto que meus servos fiéis serão vitoriosos. Não desistam!"

Cenas de Grande Vitória. O livro de Apocalipse está cheio de cenas dos santos vitoriosos de Deus. Considere três exemplos específicos como representativos do conforto oferecido neste livro:

    A Ressurreição das Duas Testemunhas (11:3-14). Duas testemunhas, servos de Jesus, pregaram por um período de tempo (3½ anos) com poder e autoridade. Então, as forças de Satanás os mataram, e todo o mundo comemorou o triunfo do mal sobre o bem. Mas a vitória durou pouco. Depois de três dias, Deus ressuscitou as testemunhas que estavam mortas e as chamou ao céu. Ele então enviou punição sobre aqueles que se regozijaram com a derrota da justiça. A causa de Cristo foi ameaçada, mas ressurgiu para a vitória!

    O Triunfo sobre o Dragão (12:1-18). Uma mulher, representando o povo de Deus, deu à luz a Cristo. Ainda antes que ele nascesse, Satanás (o dragão e a serpente) estava salivando por antecipação da devoração do sangue do Ungido. Mas num único versículo (12:5), a vitória completa de Jesus, do nascimento à ascenção, deixa Satanás frustrado e irado. Ele então se volta para perseguir a mulher (a igreja), mas Deus a protege. Satanás então olha para cima e tenta derrotar o exército do céu, conduzido por Miguel. Por certo, o diabo sofre mais uma derrota, sendo lançado fora do céu e lhe são negadas outras oportunidades para acusar os servos de Deus. Cada vez mais frustrado, o dragão irado ataca violentamente a mulher, mas de novo fracassa. Em desespero, o dragão procura uma vítima e concentra suas energias na perseguição dos filhos da mulher, cristãos individuais. Satanás ainda pode perseguir e tentar derrotar os cristãos. Mas temos que manter esta batalha no seu contexto. Os cristãos, com o auxílio do Cristo conquistador, podem entrar na guerra com confiança. É possível vencer (veja 1 Coríntios 10:13). Estamos lutando com um perdedor!

    O Novo Céu e a Nova Terra, e a Nova Jerusalém (21:1-22:5). Depois das grandes cenas de julgamento e condenação dos inimigos da justiça (capítulos 18-20), este texto oferece um vislumbre do esplendor da comunhão com Deus. "O novo céu e a nova terra" é um símbolo do relacionamento com Deus (veja Isaías 65:17-25). A admissão a esta companhia é limitada. Os covardes, os incrédulos, os abomináveis, os assassinos, os impuros, os feiticeiros, os idólatras e os mentirosos serão rejeitados e lançados no lago de fogo. A nova Jerusalém é também um símbolo profético, familiar, da comunhão restaurada entre Deus e seu povo (veja Isaías 52:1; 60:19-20; 61:10; 65:18-19; Ezequiel 40:2-3; 48:31-34). Jerusalém, como o local do templo do Velho Testamento, representava a presença de Deus no meio do povo. Esta nova Jerusalém até oferece acesso ao rio da vida e à árvore da vida, mostrando a restauração do privilégio especial do relacionamento perdido por causa do pecado do homem (veja Gênesis 3:22-24; Ezequiel 47:1-12).

    Fonte: estudosdabiblia.net

22.6.08

DA CONVERSÃO À SANTIFICAÇÃO



Contudo, convertendo-se um deles ao Senhor, é-lhe tirado o véu.
Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade.
Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.(II Cor. 3 :16-18).

Dentre muitas dúvidas que nós os crentes temos (e nós temos muitas!), existem algumas que decorrem de uma má compreensão do que seja realmente conversão e santificação. Tais questões são mais costumeiras em crentes novos na fé, não obstante crentes velhos na caminhada a possuírem também. Perguntam-se sobre como receber a salvação, se precisam de algo a mais para alcança-la. Se já estão prontos para serem chamados de salvos, dentre outras questões.

Venho aqui não para sanar todas as dúvidas, mas apenas dar alguns delineamentos para uma compreensão saudável da conversão e da santificação.
Partindo para o texto em tela, vemos no versículo 16 que há uma permissão do homem para que Deus possa agir. É através desta permissão, quando eu e você falamos: BASTA!! Não quero mais viver assim. Ou quando em meio às lágrimas, copiosamente chorando, reconhecemos que Jesus deve nos receber. O primeiro passo foi dado quando Deus mandou Jesus na cruz para morrer no meu e no seu lugar.

Não há que se confundir a vontade divina com a vontade humana. Aquela é um ato contínuo de Deus e não está condicionado a qualquer coisa ou fato. Na segunda pode haver parcialidades, condicionamentos, mascarações, pois ela é humana. A salvação é um ato divino que deve ser consentido pelo homem. É por graça e não por obras, como diria Paulo.

Ao querer Jesus incondicionalmente, somos tomados pelo Espírito Santo. O verso 17 diz que o próprio Deus é este Espírito. No mesmo versículo fica claro que aquele que respondeu sim ao chamado de Deus deve conceder liberdade ao Espírito. O Espírito só é Espírito de Deus se obtiver liberdade. Ele opera em nós a partir da conversão, porque Cristo nos aceita como nós somos, e, como Pai zeloso, vai nos tratando mediante o espaço que eu der ao seu agir. O processo em questão é o da santificação.

A conversão e a santificação são etapas tão próximas na vida do Crente que alguns desapercebidos as confundem. Existem aqueles que duvidam de sua conversão por acharem que precisam fazer algo para serem aceitos. De que Deus deveria ter um critério mínimo para aceitar as pessoas. Elas se chocam com a Graça de Deus que nos revela o seu amor que a todos constrange. Entender que um Deus Todo-Poderoso pode me aceitar do jeito que sou é algo revolucionário.A salvação é um dom que Deus não reservou para mais ninguém a não ser para si mesmo.

A santificação é a etapa seguinte. Vê-se no versículo 18 que o véu que cobria os nossos olhos foram tirados e agora, enxergando o que devemos ser e fazer, procuramos com o auxílio do Espírito melhorar. É quando somos do Senhor que Ele vai nos moldando, trabalhando em nós e nos corrigindo. A santificação é algo contínuo e só deve acabar quando formos chamados para a glória.

Fiquemos nas nossas mentes com estas palavras. Que Cristo morreu por nós e que deste ato somos salvos Por Ele pela Graça, pelo que Deus fez por nós. A santificação é a etapa seguinte. Ocorre quando eu e você, cheios do Espírito Santo, deixamos que Ele trabalhe em nós fazendo-nos semelhantes a Ele.
AMÉM!!!!!!!

Em Cristo,

Hugo Júnior.

21.6.08

Who Am I? - Casting Crowns

Sobre a evolução didática do surf



Por Rômulo Macedo

Sou do tempo em que aprender a pegar onda e prosseguir no surf não era coisa tão fácil assim... Não havia ainda muitas escolas de surf. Na verdade, quem é surfista sabe que o início no surf é uma fase que tem um razoável grau de dificuldade, assim como em outras modalidades esportivas, e só prossegue quem é perseverante e ama o esporte. Acrescente a isso a ausência de um suporte técnico e os obstáculos se tornam ainda maiores... Além disso, para completar, havia (e, algumas vezes, ainda há...) muito preconceito e desprezo para com os que estavam começando (ainda bem que quando comecei, eu descia com um brother que já era da antiga e foi me passando as "manhas", ou seja, o aparato técnico...). Quer dizer, o iniciante, aquele que representava o futuro do surf, além de enfrentar a dificuldade intrínseca ao próprio esporte, e a falta de acompanhamento técnico, ainda enfrentava o desestímulo do escárnio dos "veteranos" na inevitável hora das vacas...
Desse modo, podemos entender que, nesse sentido, essa época não ofereceu condições tão favoráveis ao desenvolvimento do surf como esporte, em razão dessas questões (e ainda assim gerou grandes nomes do esporte... Imagine se tivesse oferecido...).
Hoje, porém, graças a Deus, essa fase um tanto crítica da iniciação no surf já pode ser amenizada através da disponibilidade de profissionais do ensino em muitas escolas espalhadas no litoral brasileiro. A técnica, na verdade, nos ensina como percorrer mais rapidamente certas trilhas. É muito mais lento o processo de descobrir, passo por passo, algo que já foi descoberto por outros, antes de nós. É incomparavelmente melhor ter o acompanhamento de quem já possui a técnica, o que facilita e apressa nosso desenvolvimento prático.
Todavia, apesar desse progresso, há muito a fazer. O surf é um esporte caro. Isso não se discute. Comumente, seja no Sul, em São Paulo ou na Bahia, as aulas de surf são caras e não tão acessíveis à maioria. Em Itacaré, por exemplo, muitas escolas têm um preço para turistas, o que dificulta a inserção regional. São louváveis estratégias como a do Projeto Surf na Escola, desenvolvido pelo amigo e correspondente Vladimir Reis (Vlad), e executado pela Associação de Surf de Itacaré, presidida por Vlad e pelo amigo Alissom ("Almeidão"), juntamente com duas escolas de surf de Itacaré, a saber, a Local Surf School e a Easy Drop. Através desse projeto, aulas de surf são ministradas a alunos da rede pública de ensino.
Nós também, visto que, como dissemos, o preço das aulas é um tanto quanto distante da realidade da maioria da população regional, coordenamos o Projeto Spiritual Surf, através do qual são realizadas aulas públicas de surf. Através de parcerias com a iniciativa privada, disponibilizamos o equipamento e isentamos de qualquer taxa a aula. Assim, foi e é facilitada ou viabilizada a inserção de muitos, que não adentrariam no surf d'outro modo. Desde o verão de 2006, várias pessoas já começaram a surfar através do projeto, conforme se pode verificar nas fotos disponíveis em nosso site.

O Melhor Tubo da Vida

Todo surfista concorda que nada (dentre as coisas naturais) se pode comparar a um mar clássico. Altas ondas, linhas entrando perfeitas, água cristal... Por certo o mar foi uma das melhores criações de Deus...
Deus, porém, quer nos comunicar algo que está acima de tudo isso. Há um swell que nenhum surfista pode perder...
Um dia recebemos de Deus o presente da vida e nascemos nesta terra. Estamos vivendo, o tempo está passando e um dia vamos morrer, cedo ou tarde. E aí? E depois?
Depois vem a eternidade, com Deus ou separados dEle. E só é possível alcançar a vida eterna com Deus através de Jesus, se nos arrependermos de todos os erros que já cometemos (pois todos erramos), mudando assim de pensamento, e entregarmos nossas vidas a Jesus. Se fizermos isso, Jesus nos fará nascer de novo (ainda em vida... É um novo nascimento do nosso interior e não no sentido físico, como supõem os reencarnacionistas) e seremos novas criaturas, vivendo uma vida completamente nova. Se, porém, deixarmos Jesus de lado, não escaparemos da condenação no julgamento final, pois só Ele pode nos livrar dessa...
Deus, todavia, quer que todos os homens se salvem e por isso enviou seu Filho Jesus, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Deus dá a todos os seres humanos a oportunidade de conhecer a Jesus. É isso mesmo! Jesus está vivo! Ele ressucitou! Parece loucura (nós anunciamos a loucura de Deus, que é mais sábia que a sabedoria dos homens), mas é verdade! É possível conhecê-lo pessoalmente, o personagem mais importante da história! Basta nos voltarmos pra Ele, buscando-o de todo o coração e Ele virá ao nosso encontro. Se o invocarmos, por certo, Ele nos dará uma resposta. É claro que é preciso ter fé, pois Ele é Espírito. A Escritura diz:
"Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa" (At.16.31).
E:
"Buscai ao Senhor enquanto se pode achar e invocai-o enquanto está perto" (Is.55.6).
E ainda:
"Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Rm.10.13).
Se o invocarmos, dessa forma, seremos salvos de qualquer situação (dentro ou fora d'água...) e ainda seremos salvos do fogo eterno, onde haverá pranto e ranger de dentes.
Portanto, quando o swell dessa oportunidade entrar (e ele tá entrando agora), e você se deparar com a série el fundo do amor de Deus, que é profundo, não amarele, achando que não vale a pena se jogar, por ter que largar a vida errada. Reme, drope, bote pra dentro, e esse será o melhor tubo de sua vida, pois do outro lado você vai sair no paraíso que Jesus prometeu!


Ministério do Surf- Teosópolis
Sul da Bahia

Tel.: (73) 3212-3012
Orkut: Comunidade Ministério do Surf/ Teosópolis

Visite a comunidade evangélica mais próxima de sua casa!

19.6.08

Internautas nos EUA criam GodTube, o 'YouTube cristão'

Logotipo do GodTube

Um site de vídeos que prega os ensinamentos cristãos engrossa a disseminação religiosa na internet, em meio a divergências que chegaram a gerar disputas virtuais entre sites.

Com cerca de 4,8 mil vídeos, o GodTube (Broadcast Him!) segue o estilo do popular YouTube, e diz que "utiliza a tecnologia web para conectar cristãos com a finalidade de promover e disseminar o Evangelho no mundo".

O site exibe clipes enviados por usuários, muitos deles contendo mensagens religiosas. Entre os posts mais vistos e com melhor aprovação dos usuários do GodTube está o clip "Baby Got Book" ("Ela tem a Bíblia", em tradução livre), paródia de uma conhecida – e mais apimentada – música americana de rap.

O site também abre espaço para vídeos críticos. Sob o título de "Por que o GodTube é estúpido", o vídeo mais comentado do site mostra um jovem que questiona "por que cristãos precisam de um YouTube só para eles":

"Usar a palavra 'cristão' como adjetivo automaticamente dá uma impressão fictícia de aprovação prévia de Deus a qualquer coisa que você descreve", argumenta o rapaz.

Em outro vídeo ("Kiss, Off!"), usuários criticam um pregador que chama de "mentiroso" um fã da banda Kiss que passa na rua vestido com as roupas que caracterizam o grupo.

Demonstrando sua desaprovação, um usuário recomenda: "Pregue a verdade, mas faça-o com amor".

Disputa

O site engrossa uma tendência de levar, para a Internet, a discussão de temas religiosos, que em outros casos já chegou a causar rixas entre sites.

A disputa é às vezes aberta, como entre a enciclopédia virtual Wikipedia e os sites conservadores Conservapedia e Creationwiki.

Na Conservapedia, o longo verbete Wikipedia informa ao usuário uma série de detalhes pouco honrosos da maior enciclopédia online, acusada de censurar artigos e de deliberadamente prover informações pouco confiáveis.

Vídeo do site www.godtube.com
Vídeo no GodTube mostra paródia gospel de rap famoso nos EUA

Já a Wikipedia define assim a rival: "Conservapedia é um projeto wiki com o objetivo de construir uma enciclopédia com artigos pró-estadunidenses, socialmente conservadores e com conservadorismo cristão. A enciclopédia foi criada como uma resposta a uma polarização anti-cristã e anti-estadunidense nos artigos da Wikipédia, em especial a anglófona".

As divergências entre a Wikipedia e a CreationWiki não são menos profundas, com a última acusando a primeira de ser "tendenciosa" e promover "sentimento anti-criacionista".

Se na Wikipedia o verbete Darwinismo merece 1,5 mil palavras e numerosos hiperlinks, a definição do termo na CreationWiki ocupa menos de um terço do mesmo espaço.

No site cristão, a teoria do cientista Charles Darwin, segundo a qual a espécie humana evoluiu de primatas, é definida como "um sistema de crenças".

MySpace 'limpo'

Outra iniciativa religiosa que defende "pureza moral" é o site de relacionamentos DittyTalk, que informa ter 27 mil membros.

O site – cujo nome na língua inglesa exibe forte semelhança fonética com a expressão "dirty talk" (literalmente, "conversa suja", em que se empregam termos sexuais) – se define como "um espaço seguro" e "limpo" em relação ao seu equivalente MySpace.

O DittyTalk pede que o usuário entre em contato, antes de tudo, com Jesus Cristo – que tem um perfil na comunidade e é adicionado como amigo de cada novo membro que se registra.

Com um detalhe: Jesus Cristo sempre está online.

Fonte: BBC Brasil.com

IV CONJOE - Informações Gerais

17.6.08

PAIXÃO E PAIXÃO

========================================= Por Pr. Geziel Gomes

Algumas palavras do vocabulário são como as ondas do mar: sobem e descem com freqüência.
Sempre se falou de rei como sendo um monarca; de gato como sendo um animal doméstico; de fera como sendo um animal das florestas.
Hoje, existem reis para todos os gostos: da soja, do futebol, do carnaval, do mate, do gado, do bacalhau, do rock, etc., etc.
Gato para algumas senhoritas do mundo é um jovem bem apessoado, com as quais bem fariam em casar-se.
Fera passou a ser um especialista, um indivíduo de elevadíssimo QI, um candidato a campeão.

A palavra paixão tem, atualmente, inúmeras conotações.

Tal multiplicidade de definições chega a inibir o pregador evangélico, ou o escritor sacro.
Desta sorte, bem fazemos em esclarecer ao público o que queremos dizer quando fazemos alguma afirmação.
Atualmente o mundo conhece em abundância a paixão que mata.
O Evangelho, ao contrário, aponta uma paixão que faz viver.
Jesus exerceu Seu ministério terreno movido por uma superior paixão: buscar e salvar o que se havia perdido, Lc 19.10.
Moisés, no AT e Paulo, no NT, são exemplos clássicos da paixão pelo bem-estar de outros.

Nós, pregadores, precisamos falar ao Povo de Deus sobre a necessidade e a importância de ser possuído por uma paixão pelas almas.

Um dos mais extraordinários livros que se produziu nos últimos cem anos foi escrito por Oswald Smith: PAIXÃO PELAS ALMAS.
Cada crente deveria possuí-lo. Todos deveriam lê-lo.
Muitas pessoas têm me abordado para declarar que estranham o fato de renomados pregadores manejarem com muita graça e eloqüência a Palavra de Deus, mas inteiramente desprovidos de paixão pelos perdidos.
Spurgeon e Moody não poderão ressuscitar e voltar aos púlpitos. Billy Sunday já não mais dispõe de força e saúde para pregar em Cruzadas, como fez por décadas.
Mas todos sentimos falta de sua ardente paixão.
A obsessão por agitar as massas está expulsando da Casa de Deus a virtude de fazer chorar o coração que se enche de arrependimento.
Graças a Deus pelos avivalistas. Mas, Deus, por onde anda a paixão por ver almas aos pés de Teu Filho e vidas extraviadas retornando ao Lar Paterno?

Existe paixão e paixão. A de reunir para receber aplausos e a de ajuntar para projetar a glória de Deus.

Sempre fui, sou e serei otimista. Creio que a falsa paixão, aquela que se concentra no vil metal e nas glórias ilusórias da fama, cederá lugar à paixão legítima, espiritual, divina. Aquela que contempla o sangue que opera o milagre da regeneração.
Essa paixão levou John Knox a clamar: Senhor, dá-me a Escócia, ou morrerei.
Knox herdou essa paixão de Paulo, que disse: Ai de mim, se não pregar o Evangelho.
Paulo herdou a sua de Jesus, que bradou na cruz: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.
A Paixão do Filho é a mesma do Pai: A quem enviarei, e quem há de ir por nós?


Nota: Aproveito a oportunidade para informar que acaba de sair do prelo a segunda edição de meu livro 23 RAZÕES PARA SER UM GANHADOR DE ALMAS. Peça-o ainda hoje: GezielGomes@msn.com.. Certamente esse livro fará aumentar a sua paixão.

www.pastorgeziel.com.br

14.6.08

Boates Gospel. Seria Deus honrado nisso?

Quando Davi foi ungido rei sobre Israel, seu primeiro empreendimento foi buscar a arca de Deus que estava fora de Jerusalém desde os dias de Eli (1 Sm 4.1). O segundo livro de Samuel capitulo 6 mostra-nos que o rei Davi fez “um carro novo” (v. 3) para transportar a “arca de Deus, a qual é chamada pelo Nome, o nome do Senhor dos exércitos, que se assenta sobre os querubins” (v.2). Até aí, aparentemente, tudo bem. Afinal de contas, foi construído um carro novo para transportar o maior símbolo religioso da nação. A arca simbolizava a presença do próprio Deus entre o seu povo. Basta ler 1 Sm 4. 5-7: “Quando a arca do pacto do Senhor chegou ao arraial, prorrompeu todo Israel em grandes gritos, de modo que a terra vibrou. E os filisteus, ouvindo o som da gritaria, disseram: Que quer dizer esta grande vozearia no arraial dos hebreus/ Quando souberam que a arca de Deus havia chegado ao arraial, os filisteus se atemorizaram; e diziam: os deuses vieram ao arraial. Diziam mais: Ai de nós! Porque nunca antes sucedeu tal coisa.” Entretanto, estava prescrito na Lei que a arca do pacto seria transportada pelos levitas, em varais de ouro, e não em carros de bois. O que ocorreu a Davi para criar uma nova forma de transportar a arca? Desconhecia ele o que o Senhor determinara? Obviamente que não! Davi era um adorador na expressão mais plena da palavra. As nações pagãs transportavam os seus símbolos cultuais em carros de bois. O rei de Israel quis, digamos, “impressionar” a Deus dando a Ele a honra que os pagãos davam aos seus deuses. Uma leitura do texto completo revelará que o Senhor rejeitou àquela manifestação de adoração. E alguém morreu por causa daquilo. Séculos mais tarde, o apóstolo Paulo conhecendo a imoralidade do povo romano escreveu à igreja naquela cidade: “E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (12.2). O cuidado do apostolo era para que a igreja na capital do Império não se adequasse aos padrões morais que regia a vida da sociedade romana naqueles dias. Lendo o primeiro capítulo da mesma missiva se percebe que a imoralidade tomava conta do modus vivendi dos romanos. A igreja, entretanto, deveria viver o processo de transformação pela renovação da mente. Considerando que, “transformação” à luz do original é “methamorphos” e a idéia de “mudar de forma; tornar-se semelhante a” entende-se que o que o apostolo defende é a idéia de os crentes viverem de maneira diferente dos padrões do mundanismo. Em 2 Co 3.18 o mesmo apostolo escreve: “Mas todos nós, com o rosto descoberto, refletimos como espelho a glória do Senhor, e somos transformados de gloria em gloria na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor”. Fazendo um paralelo entre os dois textos do mesmo apóstolo, entender-se-á que transformação
é mudar de forma para ser semelhante a Cristo. Aqui aplica-se as palavras de Jesus aos discípulos: “Vós sois o sal da terra...Vós sois a luz do mundo” (Mt 5.13,14). Portanto, a nossa missão é a de influenciar o mundo e não ser influenciados por ele.
Então, até que ponto é coerente utilizarmos recursos do mundo no intuito de honrar ao Senhor? Obviamente que ritmos são ritmos. E não existem ritmos evangélicos e ritmos mundanos. A musica é composta de combinações matemáticas e não tem religião ou denominação. Entretanto, à luz do contexto bíblico havia manifestações de adoração a Deus e formas de culto aos deuses. A diferença se fazia aí. Em Ex 32 quando o povo hebreu fez um bezerro de fundição e o adorou o que irritou ao Senhor não foi apenas a idolatria que eles transportaram do Egito mas, também, a manifestação de culto: “No dia seguinte levantaram-se cedo, e trouxeram ofertas pacificas; e o povo sentou-se a comer e a beber; depois levantou-se para folgar”. No versículo 18 ao ouvir Josué a voz do povo e tendo indagado a Moisés, ele respondeu: “Não é alarido de vitoriosos, nem alarido de vencidos, mas é a voz dos que cantam que ouço”. Onde quero chegar? Era música, dirigia-se a Deus, basta ler o versículo 5: “...Amanhã haverá festa ao Senhor”. Entretanto, era o modo egípcio de adorar e o Senhor rejeitou. “Então disse o Senhor a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir da terra do Egito, se corrompeu” (v. 7). É preciso ter bom senso para entender que tipo de manifestação se adequa a um culto de louvor a Deus. A prova de que era diferente é que Moises fez a distinção de longe e, o versículo subseqüente diz que isto lhe acendeu a ira. Portanto, utilizo-me das palavras de Paulo para afirmar que “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm...” (1 Co 7.12).
Os defensores de tais idéias argumentam que esta pode ser uma forma de evangelismo. Entretanto, o amigo leitor já percebeu que por ocasião da tentação Satanás se utilizou de um texto do Salmo 91 para convencer ao nosso Mestre a saltar do monte? É preciso tomar cuidado com a aplicação conveniente de textos sagrados às nossas pretensões pessoais. A que me refiro? À má aplicação de 1 Co 9.19-23, quando o apostolo afirma: “... E fiz-me judeu para com os judeus... Para os que estão sem lei, como se estivera sem lei... Fiz-me como fraco para com os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para, por todos os meios, chegar a salvar alguns”. Apresenta-se, normalmente, estes versículos para justificar determinadas formas de comportamento. Entretanto, vale lembrar que o próprio texto apresenta critérios desta adaptação do apostolo. Leiamos o que diz o versículo 21 especificamente:
“Para os que estão sem lei, como se estivera sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei”. Ele deixa claro que não transigiu com os princípios e doutrinas cristãs para conquistar a estima dos seus ouvintes. Pelo contrário, noutro texto afirma categoricamente que, “...nem ainda por uma hora cedeu para que a verdade do evangelho permanecesse...” (Gl 2.5). O que Paulo demonstra aos coríntios é a sua disposição de alinhar-se aos padrões e convicções das pessoas a quem ele evangelizava, sem violar os princípios da fé cristã. Há um episodio na Bíblia que exemplifica bem este contexto. O rei Acaz (2 Rs 16.10-19) vai a Damasco e lá vê um altar pagão. Então, desenha o altar e ordena que em Jerusalém se construa outro igual ao de Damasco para a adoração de Deus. O objetivo parecia o melhor: adorar a Deus. Afinal de contas era um altar! Qual o problema de ser uma cópia de um altar pagão? Jeová nao aprovou. Quando o rei na “melhor das intenções” imitou o paganismo a ira do Senhor se acendeu. Portanto, é melhor não tentar “convencer” a Deus com imitações de adoração. Entenda esse pastor e a sua linha de raciocínio, por favor. Ainda não analisei, neste artigo, toda essa questão do ponto de vista do ser pecado, estritamente. Mas, do ponto de vista do ser coerente, apropriado ou adequado ao culto ou a qualquer manifestação de adoração a Deus. Entretanto, analisando deste ponto de vista, do ser pecado, é preciso render-se ao fato de que qualquer manifestação que apela para os desejos carnais, para a sensualidade ou é mera cópia do estilo mundano de viver se constitui pecado, pois, “...qualquer que quiser ser amigo do mundo se constitui inimigo de Deus” (Tg 4.4). Não acredito que esta seja a pretensão do nosso amado leitor! Portanto, que o Senhor nos ajude a manter firme a esperança da nossa vocação sem, por esse ou aquele conveniente motivo, arredar daquilo que está explicito e implícito na Sua insofismável Palavra.

Pr. Josué Brandão

www.josuebrandao.com.br

12.6.08

Adoração é Arte


A música, no contexto cristão, tem como objetivo conquistar o interesse de Deus atraindo o seu olhar e coração para o nosso meio, edificando-lhe um trono de louvores para que se sinta à vontade e livre para apenas receber nossa admiração, amor e adoração, ou envolver-nos completamente com a sua irresistível e inefável presença.

Tenho aprendido algo nestes anos de ministério, Deus não consegue resistir a uma verdadeira e apaixonada adoração; ele sempre se manifesta e, caro leitor, não há nada que supere o prazer de se perder no aconchego do seu abraço. Não buscamos a sua mão, e sim a sua face. Temos aprendido que " a busca pelas bênçãos nem sempre gera intimidade, mas a busca pela intimidade sempre gera bênçãos". E como Davi disse em Salmos 37.4: " Deleita-se (sinta muito prazer) no Senhor e ele concederá os desejos do teu coração".

É prazeroso, real e divertido; nosso noivo, Jesus, é tremendo, o melhor, e a sua alegria é a nossa força! Por intermédio da pregação direta e sem desculpas da Palavra de Deus e de ensinamentos bíblicos que nos dizem respeito à verdadeira adoração; aquela que Deus procura.

Precisamos almejar ser segundo o coração de Deus. E em função disto, necessitamos aplicar a sua santa Palavra às nossas vidas diariamente, lembrando-nos que a Palavra de Deus é um mapa que nos conduz a algo melhor - nos conduz ao Deus da palavra... ( Sl 119.105) - por meio do incentivo ao cântico novo.

A Bíblia nos instrui a cantarmos ao Senhor em mais de (200) duzentos lugares. Repetidamente enfatiza o cântico novo. Ele não está apenas interessado na canção ou no poema que você decorou há um mês, ou há dez anos. A Bíblia diz que ele está interessado é na verdade que está no seu íntimo ( Sl 51.6). Ele deseja beber dos rios de adoração que fluem do seu interior e estes rios podem ser envoltos por música gerando, assim, um novo cântico, um cântico seu, baseado num amor tão intenso que você não consegue ficar sem expressá-lo.

Certa vez, eu li uma descrição da palavra "" adoração" que me fez irromper em alegria, dizia: "" Adoração é a arte de expressar o seu coração".

Vivemos expressando o nosso coração no dia a dia e se isto já é algo tão natural por que não o fazermos na adoração por meio da espontaneidade de uma dança, nova canção, pintura, ou malabarismo?
www.portalibc.com.br

11.6.08

Deus ainda fala com as pessoas ?

Meus amigos...

É comum que apenas "passemos os olhos" pelas mensagens que recebemos, sem dar maior atenção às mesmas.

Mas, no caso desta, sugiro que leiam com muita atenção, pois nas tribulações do dia a dia, acabamos por "abafar" a voz divina que nunca nos abandona, muitas vezes por problemas que nem tanta importância tem perante o infinito que é a humanidade.

Deus ainda fala com as pessoas?

Um jovem espiritualista foi para o estudo da Bíblia na residência de um casal amigo.

Era noite de quinta-feira.

O casal dividiu o estudo entre ouvir a Deus e obedecer a palavra do Senhor.

O jovem não pode deixar de querer saber se "Deus ainda fala com as pessoas?".

Após o estudo, ele saiu para um café com os amigos que estavam na reunião familiar e eles discutiram mais um pouco sobre a mensagem da noite.

De formas diversas eles falaram como Deus tinha conduzido suas vidas de maneiras diferentes.

Eram aproximadamente 22 horas quando o jovem se despediu dos amigos e começou a dirigir-se para casa.

Sentado no seu carro, ele começou a pedir:

"Deus! Se ainda falas com as pessoas, fale comigo. Eu irei ouvi-lo. Farei tudo para obedecê-lo".

Enquanto dirigia pela rua principal da cidade, teve um pensamento muito estranho, como se uma voz falasse dentro de sua cabeça:

"Pare e compre um galão de leite".

Ele balançou a cabeça e falou alto:

"Deus, é o Senhor?".

Não obteve resposta e continuou dirigindo-se para casa.

Porém, novamente, surgiu o pensamento: "Compre um galão de leite".

O jovem pensou em Samuel e como ele não reconheceu a voz de Deus, e como Samuel correu para Ele.

“Muito bem, Deus! No caso de ser o Senhor, eu comprarei o leite”.

Isso não me parece ser um teste de obediência muito difícil. E posso também usar o leite.

O jovem parou, comprou o leite e reiniciou o caminho de casa.

Quando passava pela sétima rua, novamente ele sentiu um pedido:

"Vire naquela rua".

Isso é loucura, pensou, e passou direto pelo retorno.

Novamente sentiu que deveria ter virado na sétima rua. No retorno seguinte, ele virou e dirigiu-se pela sétima rua.

Meio brincalhão, ele falou alto: "Muito bem, Deus. Eu farei".

Passou por algumas quadras quando de repente sentiu que devia parar.

Brecou e olhou em volta. Era uma área mista de comércio e residência.

Não era a melhor área, mas também não era a pior da vizinhança. Os estabelecimentos estavam fechados e a maioria das casas estavam escuras, como se as pessoas já tivessem ido dormir, exceto uma do outro lado que estava acesa.

Novamente, ele sentiu algo, "Vá e dê o leite para as pessoas que estão naquela casa do outro lado da rua".

O jovem olhou a casa. Ele começou a abrir a porta, mas voltou a sentar-se.

"Senhor, isso é loucura. Como posso ir para uma casa estranha no meio da noite?".

Mais uma vez, ele sentiu que deveria ir e dar o leite.

Finalmente, ele abriu a porta,

“Muito Bem, Deus, se é o Senhor, eu irei e entregarei o leite àquelas pessoas. Se o Senhor quer que eu pareça uma pessoa louca, muito bem”.

Eu quero ser obediente. Acho que isso vai contar para alguma coisa, contudo, se eles não responderem imediatamente, eu vou embora daqui.

Atravessou a rua e tocou a campainha.

Ele pôde ouvir um barulho vindo de dentro, parecido com o choro de uma criança.

A voz de um homem soou alto: "Quem está aí? O que você quer?".

A porta abriu-se antes que o jovem pudesse fugir. Em pé, estava um homem vestido de jeans e camiseta.

O homem tinha um olhar estranho e não parecia feliz em ver um desconhecido em pé na sua soleira.

"O que é?".

O jovem entregou-lhe o galão de leite."Comprei isto para vocês".

O homem pegou o leite e correu para dentro falando alto. Depois, uma mulher passou pelo corredor carregando o leite e foi para a cozinha. O homem seguia-a segurando nos braços uma criança que chorava.

Lágrimas corriam pela face do homem e, ele começou a falar, meio soluçando:

"Nós oramos. Tínhamos muitas contas para pagar este mês e o nosso dinheiro havia acabado. Não tínhamos mais leite para o nosso bebê. Apenas orei e pedi a Deus que me mostrasse uma maneira de conseguir leite".

Sua esposa gritou lá da cozinha:

"Pedi a Deus para mandar um anjo com um pouco... Você é um anjo?"

O jovem pegou a sua carteira e tirou todo dinheiro que havia nela e colocou-o nas mãos do homem.

Voltou-se, e foi para o carro, enquanto as lágrimas corriam pela sua face.

Ele experimentou que Deus ainda responde aos pedidos justos e verdadeiros.

(autor desconhecido)

9.6.08

VBlog1 - Nivea Soares - Crescer em Deus

Culto para quem?

Por Nívea Soares

Há uns anos atrás tive experiências com o Senhor que foram libertadoras para mim. Sabe, quando você recebe revelações tão tremendas de Deus, que você se sente nas nuvens, parece que foi tirado um peso enorme das suas costas, e as várias respostas que você precisava ouvir de Deus se tornam tão claras que te deixam extasiado? Pois é... Eu estava num momento como este. É o popular "cair a ficha" como costumamos dizer. Eu me sentia tão plena em Deus, tão curada, tão..., Sei lá.

Bom, no meio desses acontecimentos maravilhosos, eu fui à igreja com meu esposo num domingo à noite. Estávamos um pouco atrasados e a adoração já tinha começado. Encontramos um lugar no meio da multidão. Deixei minha bolsa no banco e fiquei de pé como todos estavam. Automaticamente meus olhos foram parar em quem estava à frente ministrando a adoração, e quase que imperceptivelmente me vi analisando o grupo de louvor que estava ali. Comecei a pensar comigo mesma: "ah, se eu estivesse ali com certeza faria diferente do que eles estão fazendo, cantaria uma música diferente que atrairia mais a congregação, que atrairia a presença de Deus...". O Senhor imediatamente interferiu em meus pensamentos: "- Você não é melhor do que ninguém, e ao invés de julgar o modo de ser das pessoas, deveria estar adorando para que a minha presença se mova na igreja. Você, como eles, depende da minha misericórdia e do meu amor. Eu não estou interessado nas fórmulas que você acha que podem dar certo na ministração de um culto, eu faço o que quero e uso quem eu quero, sem me impressionar com as aparências. A adoração não é para você, é para mim".

Naquele momento, percebi o quanto eu necessitava da graça e da revelação do Senhor. Pedi a Ele perdão por ser ainda tão religiosa e egoísta, e então fechei meus olhos, levantei minhas mãos e adorei ao Senhor.

Você já ouviu esta história antes? Você alguma vez já se pegou analisando, julgando ou tendo expectativas a respeito do grupo de louvor, do pregador, do grupo de dança ou quem quer que esteja no púlpito da igreja? O que realmente acontece é que chegamos aos cultos e automaticamente colocamos nossas expectativas em quem está na plataforma ao invés de colocá-las em Deus. Temos a necessidade de ver homens e "assistir" ao culto. Vamos às reuniões e esperamos ver o ministro de louvor que mais gostamos; esperamos ouvir canções que nos agradem e nos façam sentir bem; esperamos que o pregador fale fluentemente e agradavelmente bem, nos trazendo uma calorosa mensagem para mais uma semana; esperamos que os músicos e cantores estejam bem afinados e, é claro, bem vestidos; enfim, esperamos que o culto seja o mais politicamente correto o possível, pois queremos ser agradados. Temos a necessidade de sermos entretidos. A pergunta é: Afinal, o que é o culto, e pra quem é?

A definição de culto é: homenagear a divindade, adorar, venerar. Em Exodo 20:2 a 6, Deus diz ao Seu povo "Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima dos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor, teu Deus Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos".

Em Mateus 4:9 e 10, vemos que, Satanás tenta receber adoração de Jesus: "...e lhe disse:Tudo isto te darei se prostrado me adorares. Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás e só a Ele darás culto".

Com base nestes textos tão conhecidos, podemos perceber que o culto é para Deus. Só devemos prestar culto a Ele. Deus deixou isso bem claro, ninguém nos céus, na terra debaixo da terra ou no mar, é digno de adoração. Somente o Senhor é Deus e digno do nosso culto. Ou seja, o culto não é para nós, o culto é para Deus! A adoração não é para nós, é para Deus. Se em nossas reuniões de culto ou em nossas vidas o centro máximo de nossas atenções e adoração forem pessoas ou coisas, estamos sendo idólatras, trocando o Criador pela criatura.

Durante uma reunião de culto, podem acontecer pelo menos três focos diferentes:

1- O foco em Deus - Quando nossas expectativas estão no Senhor e damos a Ele nossa adoração, Ele é o centro de nossas atenções e o culto é somente para Ele;

2 - O foco nos homens - Quando nossas expectativas estão nas pessoas. Somos apenas expectadores, estamos ali para assistir e não para participar do culto. Isso conseqüentemente nos leva a colocar...

3 - O fogo em nós mesmos - Quando esperamos que o culto nos agrade. "O centro do culto sou eu e preciso ser bem entretido aqui, tudo tem que estar de acordo com o meu gosto senão eu não volto mais." "Preciso alcançar minha benção".

Outro dia até ouvi alguém dizer: "Leio a Bíblia e oro, mas não estou em igreja nenhuma porque não encontrei nenhuma que fosse adequada para mim". Esta é uma mentalidade totalmente egoísta e absurda. É o que alguém já chamou de auto idolatria, quando a única preocupação do indivíduo é a auto satisfação.

Não existe lugar para os focos 2° e 3° no Reino de Deus. Não existe lugar para a idolatria, ou para a auto idolatria. Devemos nos lembrar sempre que só ao Senhor devemos adorar. O culto não é para nós, para nosso entretenimento e satisfação, em outras palavras, quem precisa gostar ou não do culto é o Senhor Jesus e não nós. Nosso dever é o de entreter o Senhor.

Precisamos estar mais preocupados com o coração de Deus, interessados em conhecê-lo e agradá-lo. Precisamos saber o que Ele pensa, o que Ele quer, do que Ele gosta, do que não gosta, qual é a canção que Ele quer ouvir de nós, como Ele quer que nós o adoremos.

Conhecer o coração de Deus demanda tempo e caminhada diária com Ele. Cultuá-lo não é simplesmente seguir um ritual, mas é dar-lhe algo baseado num relacionamento que temos com Ele. Se eu tenho um bom relacionamento com meu cônjuge, com certeza eu vou saber que tipo de presente vai agradá-lo mais. Jesus disse à mulher samaritana "Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos..." (João 4: 22). De acordo com as palavras de Jesus, não se pode adorar a alguém que não se conhece. Adoração fala de intimidade com Deus.

Então "Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra". (Oséias 6:3)



Que Deus nos abençoe
Nívea Soares
http://www.niveasoares.com
ministerio@vidanovamusic.com