Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

DAR O PRIMEIRO PASSO

“Vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta.”
Mateus 5:24 


Há alguns anos, assisti na televisão a uma entrevista com um conselheiro matrimonial. Nunca me esqueci de algo que ele disse. Ele contou que, em seu trabalho com inúmeros casais ao longo dos anos, percebeu um padrão de comportamento que se repetia. O cônjuge menos responsável pelos problemas do casamento era o mais interessado em buscar soluções. E aquele que tinha mais culpa pelo fracasso do casamento era o menos interessado em buscar sua restauração. Esta constatação mostra muito a respeito do que o pecado faz com o coração humano. Muita gente sofre por causa do pecado do outro e, ainda assim, dá início ao processo de reconciliação, aproximando-se daqueles que os machucaram.

Jesus, que conhece bem a natureza humana, previu isso quando ensinou: “Vá... reconciliar-se com seu irmão...”. Uma ordem para tomarmos a iniciativa, darmos o primeiro passo, mesmo sabendo que aquela pessoa nos machucou e nunca nos pediu perdão.

Se estamos à espera de um pedido de desculpas, devemos refletir sobre outra coisa: o fato de alguém nos ter ferido, magoado, pode ser exatamente o que o impede de tentar se reaproximar. Se dermos o primeiro passo, damos uma chance ao perdão e à reconciliação.



Ore

Querido Senhor, somos gratos por teres dado o primeiro passo, amando-nos mesmo quando éramos teus inimigos. Ajuda-nos a viver em paz com os outros. Oramos em nome de Jesus. 
Amém.

Pense

Quem mais sofre com o pecado do outro é quem geralmente toma a iniciativa da reconciliação.

Como a reeleição de Ahmadinejad e seu atual desdobramento afetam a Igreja iraniana

As eleições presidenciais iranianas, realizadas em 12 de junho deste ano, suscitaram conflitos após o resultado revelar a reeleição do atual presidente Mahmud Ahmadinejad.

Muitos afirmam que houve fraude nas eleições. Outros dizem que o tumulto foi motivado pela imprensa estrangeira, que cobriu o evento.

A Missão Portas Abertas, contudo, preocupa-se com as consequências que essa eleição e o conflito posterior trarão à Igreja do país.

A comunidade cristã no Irã é a 3ª mais oprimida do mundo¹. Ela é formada por dois grupos distintos: o grupo de ascendência e língua estrangeira e o grupo de ascendência e língua persa.

Os descendentes de estrangeiros têm permissão para praticar sua religião, mas apenas dentro de seus templos, que devem ser aprovados pelo governo. Já o grupo persa – que é a etnia do Irã – não pode se reunir. Não pode haver cultos em persa, e a Bíblia nesse idioma é proibida no país².

Acompanhe conosco as implicações que as eleições presidenciais iranianas trarão à Igreja no país. Ore por essa Igreja e por essa nação.

¹ Saiba mais sobre a Classificação de países por perseguição.
² Leia mais informações sobre a Igreja Perseguida no Irã no
perfil do país.

O coroinha e o office-boy

Quando se afirma que uma determinada pessoa é líder, isso não significa necessariamente um acréscimo de qualidade positiva àquela pessoa. Denominam-se de líderes, por exemplo, desde os governantes aos chefes de gangues; dos gestores de empresa aos sacerdotes de uma religião. Enfim, seja para o bem ou para o mal, os líderes existem. Se estiver correto o conceito de que liderança é basicamente influenciar pessoas, a história registra líderes que assassinaram milhões de pessoas, como o soviético Joseph Stálin, e líderes que conduziram suas nações ao progresso social, como o pastor americano Martin Luther King Jr. Portanto, não basta ser um líder. Importa que o líder seja um ser humano dotado da capacidade de inspirar, apoiar e mobilizar pessoas a cumprir uma missão.

O mérito da liderança não é exercê-la como um fim em si mesmo, mas a capacidade de usá-la para servir. Há outros fundamentos básicos da liderança, como caráter e integridade – e essas são características que podem ser desenvolvidas por qualquer pessoa. O servo que lidera é marcado pela singularidade do bom caráter, que nada mais é que a manifestação pública do seu estado de ser. Conheço mais servos que são líderes do que líderes que são servos. E há muito mais gente escrevendo para os líderes do que para os servos. Depois que li O monge e o executivo, de James Hunter, que anima os líderes a serem servidores, fiquei pensando em escrever um livro intitulado “O coroinha e o office-boy”. Não seria uma réplica – apenas uma forma de falar de serviço a partir do público que serve e tem um potencial extraordinário para liderar.

O detalhe é que nem sempre o pastor titular é o grande líder de uma igreja. Nem sempre o artilheiro é o líder do time de futebol, assim como há gerentes que exercem muito mais liderança numa empresa do que o presidente da corporação. Muitas vezes, os líderes não têm qualquer posição oficial no grupo a que pertencem, mas se destacam por sua integridade, carisma, caráter, capacidade de influenciar as pessoas para o bem comum. A essência mais básica da liderança é o cuidado especial para servir as pessoas. O líder, neste contexto, se realiza em cumprir o seu papel peculiar de tornar os seres humanos mais humanos. O ser humano é a matéria-prima do servo que lidera. E, se a matéria-prima dos líderes é o ser humano, o produto final que realiza esses líderes é o desenvolvimento máximo das pessoas que lideram. Em geral, os servos que lideram agem assim e nunca souberam conscientemente o bem realizado.

Ora, se liderança é influenciar pessoas pelo exemplo e pelo caráter, qual outro líder na história da humanidade conseguiu influenciar pessoas tão positivamente e por tantos séculos senão Jesus de Nazaré? Seu propósito não era liderar, era servir. Todos nós temos sérias suspeitas sobre o cristianismo e sobre a incoerência das instituições cristãs; mas, nem mesmo os opositores da religião cristã têm qualquer suspeita sobre a capacidade extraordinária do serviço de Jesus Cristo prestado à humanidade. Nessa tentativa de propor uma liderança marcada pela integridade, bom caráter, compromisso com a plenitude de vida para todas as pessoas, e, naturalmente relacionados ao exemplo de Jesus Cristo, o perfil proposto nesta reflexão estará sempre denunciando inadequações, equívocos e atitudes que podem ser melhoradas na liderança. O propósito não é provocar uma sensação de culpa, muito menos sugerir que alguém pode ser melhor do que outras pessoas. A intenção é fortalecer uma necessidade básica para toda e qualquer liderança – a necessidade fundamental de servir, em aprendizado e crescimento contínuos. Aprender sempre, mas nunca para ser melhor do que os outros; basta ser e fazer, a fim de se tornar o dia de hoje melhor do que o de ontem.

A partir deste raciocínio, fica evidente que a primeira tarefa do líder é cuidar de si mesmo. Há um consenso muito evidente entre todos os estudiosos sobre liderança: o de que ninguém consegue liderar outras pessoas se não gastar tempo, muito trabalho e sabedoria em liderar a si mesmo. Se a tarefa primária da liderança é amar, servir e influenciar os outros, o próprio líder é a primeira pessoa a desfrutar dessa tarefa. O líder precisa ser inspirado por seus valores, fortalecido pelo prazer de servir e motivado pela capacidade de se sacrificar. Se os monges e executivos precisam ser lembrados sobre suas potencialidades em servir, os servos – tanto os coroinhas como os office-boys da vida – precisam ser desafiados a exercer suas capacidades para que possam liderar. Não há como pensar de forma diferente: a tarefa de liderar requer de quem a exerce muita disciplina pessoal, investimento em conhecimentos diversos e, acima de tudo, conhecimento e domínio sobre si mesmo.

Autor: Carlos Queiroz

O mandamento que hoje te ordeno

"Se guardares o mandamento que hoje te ordeno, que ames ao Senhor teu Deus, andes nos seus caminhos... amando ao Senhor teu Deus, dando ouvidos à sua voz e apegando-te a ele; pois disto depende a tua vida e a tua longevidade." Dt 30:16,20 Um termômetro Uma fita métrica Uma régua Um velocímetro Um aparelho de medir pressão Deus O que estas coisas têm em comum? Todas elas são padrões de medida. - Espere um pouco – você poder responder. – O que Deus está fazendo nesta lista?

Bem, assim como um termômetro, uma régua ou um medidor de pressão, o próprio Deus é um padrão de medidas. Se você quer medir uma distância, você poder usar uma régua. Se você quer medir a velocidade de um carro poder usar um velocímetro. Se quer medir o quão ou errada é uma atitude ou ação, você as mede com base nos valores de Deus. Algo é certo ou errado? Compare-o com Deus. É certo você mentir desde que não prejudique ninguém? Compare com Deus. Ele diz: “Não mentirás” (Levítico 19:11) porque Ele valoriza a verdade.

Ele valoriza a verdade porque Ele é a verdade (João 14:6). É certo você odiar alguém que o tenha magoado? Compare com Deus. Ele diz: “Amai uns aos outros” (João 13:34) porque Ele valoriza o amor. Ele valoriza o amor porque Ele é amor (1 João 4:8,16). É certo guardar rancor? É certo ficar com algo que não lhe pertence? É certo ser levado por sua paixão ou temperamento? É certo debochar das pessoas? É certo tratar alguém injustamente? Compare com Deus. Ele é o padrão para medir o que é certo e errado. Josh McDowell e Bob Hostetler

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Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Manutenção do espírito ecumênico evangélico

Se há uma pessoa que deve procurar zelar pela manutenção do espírito ecumênico evangélico, essa pessoa sou eu. Fui evangelizado por pentecostais, recebi minha primeira Bíblia das mãos de irmãos metodistas wesleianos e fui convertido por presbiterianos num retiro realizado nas dependências de um seminário luterano. A primeira vez que ocupei o púlpito de uma igreja foi numa base missionária batista na Ilha Grande. Plantei uma igreja em Niterói nas dependências de uma igreja Episcopal.

Durante anos realizei os cultos da Igreja Presbiteriana da Barra no templo de uma igreja independente de nome Union Church. Há mais de vinte anos oro com os irmãos da Assembléia de Deus de Arraial do Cabo, os quais Deus usou para certificar-me do meu chamado ministerial. O presbítero mais antigo da igreja onde sou pastor é um convertido da Igreja de Nova Vida. E poderia mencionar tantos outros exemplos mais que têm me convencido do fato de que sou devedor a todos.

Confesso, contudo, que hoje me sinto decepcionado com o que está acontecendo em todas as denominações evangélicas de nossa nação. A começar pela minha denominação e pelos seguidores da tradição teológica que abracei. Quando olhamos para o passado, nos lembramos de homens tais como João Calvino, Francis Turrentin, Jonathan Edwards, Thomas Watson, Richard Sibbes, Thomas Goodwin, B. B. Warfield, Charles Hodge, Martyn Lloyd-Jones. Enfim, uma nuvem de testemunhas. Homens que edificaram nações, lutaram pela democracia, investiram em ciência, promoveram as artes, fundaram universidades e espalharam o evangelho pelo mundo inteiro. A minha pergunta é: o que faz com que seguidores de um passado tão extraordinário não manifestem no presente a beleza da vida dos seus predecessores? E quando olho para as demais igrejas meu estado de estupefação é total. Sinto-me atônito.

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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Dom de Deus

Nós precisamos, ao procurar os dons espirituais, querer encontrar a "boa, perfeita e agradável vontade de Deus" (Romanos 12.1-2). É preciso ter o discernimento do Espírito para descobrirmos quais são os melhores dons de Deus para nossa vida. Alguém poderá perguntar: "Mas pastor, na prática, o que devo fazer para que eu descubra qual é o melhor dom espiritual?"

Deixe-me dar algumas orientações para os irmãos: 1. Utilize todas as possibilidades ao seu alcance para descobrir qual é o eu dom espiritual. Leia a Bíblia. Examine cada passagem dela que fala sobre os dons espirituais. Não entre na conversa "indutiva", de quem quer que seja: pensamentos e conclusões humanas não podem nem devem substituir a declaração cristalina da Palavra. Para receber o dom, não tem que ir ao monte não sei das quantas, orar na casa da irmã não sei quem, ou na casa do irmão não sei quem também.
O irmão pode ir ao monte, à casa do irmão, porém monte, irmão ou irmã não dá dom espiritual para ninguém. Quem dá dom espiritual é o Senhor Jesus Cristo! 2. Exercite todos os dons espirituais que Deus quiser lhe dar. Não diga: "Senhor, este dom eu não quero", porque quando você começa a dizer "este dom eu não quero", pode ser ele o dom que Deus vai dar. Deixe Deus trabalhar em você e seja aberto a qualquer tipo de serviço que Ele quiser colocar na sua vida, porque o dom do Espírito é dom de serviço, visando a edificação dos salvos, a exaltação do nome do Senhor Jesus Cristo.
O objetivo de sermos agraciados com um dom não é o nosso deleite, mas um fim proveitoso. Deus nos concede, pois tem uma missão que Ele deseja cumpri-la através de nós. Precisamos nos equipar, e buscar o dom mais adequado. Deus tem o propósito permanente de abençoar os Seus filhos, a sua Igreja e, através deles, alcançar as pessoas perdidas desse mundo. Para a edificação do Corpo de Cristo e das vidas pessoas dos crentes, Ele nos fornece o recurso dos dons espirituais. Prossigo sugerindo mais três orientações práticas de como encontrar o melhor dom para a sua vida, "para o desempenho do seu serviço" (Efésios 4) no Corpo.
1. Avalie, examine os seus sentimentos. Um meio de se saber se um dom é do Espírito ou não é o testemunho com o nosso espírito! E quando o Espírito de Deus testifica com nosso espírito, o irmão pode ir sem temer os homens, sem temer ninguém, porque Deus honra aquilo que ele coloca nas nossas vidas.
2. Avalie a eficácia daquilo que você recebeu. Se você recebeu o dom de curar, comece a orar pelos enfermos. Se nenhum enfermo for curado, reavalie o seu dom. Talvez você esteja tentando exercer um dom que não tenha recebido, para o qual não foi chamado e equipado.
3. Espere a confirmação. Antes de propagar o seu dom para quem quer que seja, espere que a Igreja reconheça que você tem este dom. Deixe a Igreja dizer: "O irmão tem dom". Ao invés de tocar o seu próprio clarim, deixe a autoridade da Igreja, como corpo de Cristo, reconhecer que o irmão tem um dom espiritual.
Passe por este caminho de utilizar todas as possibilidades para identificar o seu dom: experimentar todos os dons possíveis, examinar os seus sentimentos, avaliar a eficácia do seu dom e experimentar a confirmação da Igreja. Após descobrir o dom que Deus te deu, então comece a desenvolvê-lo. Mantenha vivo na presença de Deus o dom que Ele colocou no seu coração, na sua alma, aquela capacidade sobrenatural para a edificação daqueles que estão ao seu redor. O dom concedido por Deus é o seu melhor dom.



Getsêmani Internet]

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Pastores levam casos de intolerância religiosa a Calderón

MÉXICO (*) - Acompanhado de um grupo de pastores evangélicos, o bispo Moisés Valderrama, da Igreja Metodista, disse ao presidente da República, Felipe Calderón Hinojosa, na terça-feira, 23, que a intolerância religiosa está presente no México.

Em mensagem lida ao presidente, na residência oficial dos Pinheiros, na capital, Valderrama afirmou que casos de discriminação e intolerância religiosa como os verificados nos Estados de Chiapas, Guerrero, Oaxaca e Michoacán são frequentes.

“Muitos de nossos irmãos na fé sofrem perseguição em diversas partes do país e ao ver-se envolvidos em assuntos que de uma ou outra forma têm que ver com a lei, sempre saem perdendo, porque a aplicação da justiça não é a mesma para uns e outros”, denunciou

O bispo metodista frisou que o favoritismo da Igreja Católica, desde diferentes níveis do governo, está latente nos benefícios que recebe. “As hierarquias eclesiásticas e dirigentes espirituais não devem moldar as leis e a política, como atualmente sucede, pretendendo assumir uma liderança hegemônica sobre o resto das demais confissões existentes em México”, sustentou.

Valderrama propôs a criação de uma Promotoria Especializada para o atendimento deste tipo de delito e que a Subsecretaria de Assuntos Religiosos e Culto Público tenha uma atuação plural e inclusiva na defesa da liberdade religiosa em todos os setores da sociedade.

Calderón reafirmou a vocação laica do Estado como fiador da liberdade de culto, além de assegurar a imparcialidade das instituições públicas. No início do encontro, o presidente, a primeira dama e o grupo de religiosos entoaram o hino nacional, como um gesto de respeito ao Estado mexicano e a suas instituições.




* Este país não se enquadra entre os 50 mais intolerantes ao cristianismo.
Fonte: ALC notícias