31.10.08

Crentes em busca de poder... político

Grupo ligado à Assembléia de Deus planeja criação de partido evangélico que disputaria as próximas eleições de 2010 com uma bancada já formada no Congresso e nas casas legislativas estaduais e municipais.

A participação evangélica na política partidária brasileira sempre foi polêmica. Houve época em que crente não se envolvia em coisas do chamado “mundo secular”. Depois, com a Assembléia Constituinte eleita em 1996, os políticos ligado a igrejas começaram a se articular. Ninguém se esquece, por exemplo, do fisiologismo demonstrado na época da votação da nova Carta do país, quando deputados crentes integraram o Centrão, bolsão de políticos interesseiros que obteve benesses do poder – como concessões de emissoras de rádio e TV – em troca de votos a favor da prorrogação do mandato do então presidente José Sarney. Depois, foi a vez de denominações inteiras, como a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), a Igreja do Evangelho Quadrangular e a Assembléia de Deus, estimularem seus membros mais destacados e articulados a concorrer nas eleições federais, estaduais e municipais, com o objetivo de representar o segmento no Congresso Nacional e nas assembléias e câmaras legislativas. Na 51ª Legislatura federal, por exemplo (1999-2002), deputados e senadores ligados a igrejas eram mais de 50 – quase dez por cento da representatividade política nacional.
Agora, com o fim do processo eleitoral municipal, a velha idéia de se criar um partido evangélico parece ganhar força novamente, de olho nas próximas eleições. O coordenador político da Confederação Nacional dos Evangélicos, pastor Ronaldo Fonseca, já elaborou o estatuto da legenda que pretende lançar a tempo de concorrer em 2010, quando serão escolhidos o novo presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Seu alvo principal é o Legislativo. Fonseca, ligado à Assembléia de Deus, adota uma linha de pensamento que coincide em muito com a exposta pelo bispo Edir Macedo, líder da Universal, em seu último livro, Plano de poder: Deus, os cristãos e a política – oportunamente lançado a poucas semanas do primeiro turno das atuais eleições municipais. Macedo, que já assumiu publicamente o sonho de tornar-se presidente do Brasil, diz na obra que a potencialidade numérica dos evangélicos – estimados em 17% da população nacional – pode decidir qualquer pleito eletivo.
A semelhança de idéias deixa clara a estratégia das diferentes denominações de igrejas evangélicas para recuperar sua bancada no Parlamento, fortemente abalada pelo escândalo dos sanguessugas – o esquema de fraudes em licitações na área da saúde desbaratado pela Polícia Federal, que culminou na prisão do ex-deputado Bispo Rodrigues (PL), outrora responsável pela coordenação política da Universal, bem como diversos outros parlamentares crentes. Nas eleições de 2006, a chamada bancada evangélica sofreu um baque, caindo praticamente à metade. Na avaliação de estudiosos, o Parlamento é, para os evangélicos, uma fase necessária para cacifar sua bancada em direção a governos estaduais e, eventualmente, à Presidência da República.
Mesmo depois da punição pelas urnas em 2006, a representação evangélica é avaliada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diape) como um dos grupos suprapartidários mais organizados do Congresso. Estão representadas no Congresso denominações como a Igreja do Evangelho Quadrangular, a Assembléia de Deus, a Sara Nossa Terra e a Igreja Batista, além da Universal. Os deputados ligados a estes igrejas têm presença forte nas comissões permanentes da Câmara, sobretudo na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que cuida, entre outros assuntos, das concessões para emissoras de rádio e televisão – principal interesse de muitas igrejas, que não por acaso costumam indicar seus radialistas e pregadores midiáticos como candidatos.
“Para eleger seus candidatos, toda a estrutura da igreja é acionada, sobretudo no caso da Universal”, explica o antropólogo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e especialista em religiões Ari Pedro Oro. Para ele, o desempenho do PRB, legenda com maior percentual de evangélicos no Congresso, é prova do poder do “carisma institucional” da igreja liderada por Macedo nas urnas. “A Iurd inaugurou uma forma de fazer política que vem sendo copiada pelas demais denominações evangélicas e, mais recentemente, até mesmo pela Igreja Católica. Faz-se política no púlpito, prega-se a fidelidade e o voto no candidato escolhido pela cúpula da denominação. As outras igrejas a condenam, mas a imitam”, frisa o estudioso. Três outros grandes grupos neopentecostais, a Igreja Internacional da Graça de Deus, a Igreja Mundial do Poder de Deus e a Igreja Apostólica Renascer em Cristo, têm seguido o figurino.
De acordo com o pastor Ronaldo Fonseca, é justamente para escapar da influência do que chama de “máquina eleitoral” da Iurd que a Assembléia de Deus pretende percorrer caminho próprio na política ao apoiar a legenda ainda em gestação, o Partido Republicano Cristão (PRC). Na avaliação do religioso, futuro presidente da legenda, será possível aproveitar uma brecha da legislação eleitoral que permite políticos migrarem para siglas recém-criadas sem sofrer punição, o que contornaria eventuais dificuldades pela falta de representatividade nas Casas legislativas. “Neste cenário, será possível contar, já de início, com um corpo de 920 vereadores, nove deputados federais e 27 estaduais”, contabiliza Fonseca. “É o suficiente para chegar em 2010 com uma máquina forte e competitiva, e com uma representação à altura da Assembléia de Deus”, diz. A denominação, com mais de 10 milhões de fiéis em todo o país, é o maior grupo protestante nacional, e completa 100 anos de atividades em 2011.
Ronaldo Fonseca afirma que não usará os mesmos “artifícios” que, no seu entender, seriam adotados pela Iurd para eleger seus parlamentares: campanha nos púlpitos, na porta das igrejas e escolha de candidatos de cima para baixo, escolhidos pelos bispos e impostos aos membros. “A escolha de pessoas despreparadas acabou penalizando não só a Igreja Universal como toda a comunidade evangélica”, avalia. “Vamos apostar em lideranças políticas autênticas, que emergem da comunidade por seus valores e seu talento, em vez de selecionar simplesmente entre quem tem mais influência entre o eleitorado.”

Com reportagem do Jornal do Brasil
Extraído de Cristianismo Hoje O PORTAL DO CRISTÃO

Entrevista com Rick Warren

por Timothy C. Morgan

‘Vamos nos juntar no que concordamos’

Entrevista com Rick Warren, sobre ministério, projetos, política e ação social. Para Warren, reorganizar o trabalho internacional da Saddleback e intermediar um fórum entre os candidatos à presidência dos Estados Unidos servem a um propósito comum.


O Fórum Civil da Igreja de Saddleback, que reuniu 2 mil pessoas ao vivo e parou o país na frente da TV na noite do dia 16 de agosto. O evento, o primeiro ato da atual campanha presidencial a reunir os dois candidatos, demonstrou o prestígio de seu promotor, o pastor Rick Warren, apontado como um dos homens mais influentes da América. Sua igreja, com 25 mil membros, é referência obrigatória no atual cenário
evangélico americano e seus livros, como Uma igreja com propósitos e Uma vida com propósitos, viraram best-sellers mundiais.
Rick Warren está envolvido em um grandioso projeto. Desde 2005, o líder da Igreja Saddleback tem empreendido uma estratégia global para missões – o chamado Plano da Paz, recentemente rebatizado de Paz 2.0. Ele propõe uma ampla coalizão global, unindo governos, empresas e igrejas numa parceria com foco na reconciliação e no progresso humano. Utopia? Pode ser. Mas Warren diz que a Igreja tem todas as ferramentas necessárias para a boa obra. Nesta entrevista, ele fala sobre Paz 2.0 e também sobre os resultados do debate com os presidenciáveis:

CRISTIANISMO HOJE - A imprensa em geral usa os padrões Billy Graham para medir seu ministério. Isso não se torna irritante após algum tempo?
RICK WARREN - Estou cansado disso. Já disse muitas vezes que não existe sucessor para Billy Graham. Quem foi o sucessor de Lutero? E de Wesley? Deus usa pessoas individualmente, de maneira única. Se alguém tem que ser sucessor de Billy Graham, tem que ser seu filho Franklin que continuou o evangelismo. A imprensa age de duas maneiras: ou constrói sua trajetória ou a derruba. Está sempre a procura do próximo “prodígio” para construí-lo.

O Fórum Civil de Saddleback supriu suas expectativas?
Sim, foi além das expectativas. Os elogios da elite da imprensa foram impressionantes. O maior objetivo foi pensar e amar além do que tem feito os não-cristãos. Eu também queria falar sobre questões que têm efeito de longo prazo. Daqui a 100 anos, o custo do combustível não será uma questão relevante. Mas a forma de liderar de um presidente continuará sendo uma questão.
Antes do debate, dois grupos me criticaram muito. De um lado, os seculares de Esquerda que temiam que eu estabelecesse uma avaliação religiosa para o presidente, algo que sou absolutamente contra. Por outro lado, os membros da Direita religiosa que temiam que eu cedesse aos temas como aborto, casamento homossexual e pesquisas com células-tronco.

O Fórum Civil se encaixa no “Plano de Paz”?
Encaixa-se à medida que se constrói pontes com o governo. Tenho três objetivos na vida. Um deles é restaurar a responsabilidade dos indivíduos. Tudo é um presente de Deus, assim como o que fazemos com isso. Somos responsáveis por aquilo que Deus nos deu –, chama-se administração. O segundo objetivo é restaurar a credibilidade da Igreja. Uma coisa que quis dizer no fórum foi: a Igreja está em foco, a Igreja é inteligente e acredita no bem comum, não apenas nas Boas-Novas. Isso me leva ao terceiro objetivo, que é restaurar a civilidade para a civilização. Fui influenciado por William Wilberforce na restauração das maneiras. Você pode aprender mais com os candidatos por meio de uma discussão civil do que por meio de um debate antagônico. Tenho uma carta a ser enviada para pastores de nossa rede dizendo: “Vejam, fiz este fórum em nível nacional, mas vocês poderiam fazê-lo em nível comunitário.”

De onde surgiu a ênfase do “Plano de Paz” para a parceria com governo, empresas e Igreja?
Quando estive pela primeira vez no Fórum Econômico Mundial, em Davos, ouvi pessoas falando a respeito da parceria público-privada. O que queriam dizer era que o governo e as empresas precisavam se unir para lutar contra a pobreza, as doenças e o analfabetismo. Eu dizia: “Tudo bem, mas espere um minuto. Vocês estão próximos, mas falta algo. Vocês estão esquecendo a terceira parte da base: a Igreja. Vocês esqueceram o componente que tem maior distribuição, o maior número de voluntários, quem já tem os pés no chão e que já possui a motivação de fazer isso de graça.

Em “Paz 2.0”, a frase “plantar igrejas” foi substituída por “promover a reconciliação”. Qual a razão dessa mudança?
Há dois anos, fizemos uma viagem de 74 mil quilômetros em 45 dias. Literalmente viajamos ao redor do mundo. O que vi em cada país fooram conflito e relacionamentos quebrados. Nas Filipinas, vi conflitos entre as duas maiores redes evangélicas. Em Seul, entre carismáticos e presbiterianos. No Oriente Médio, entre árabes e judeus. Em Ruanda, entre hútus e tútsis. Em todos os lugares que visitei, encontrei relacionamentos quebrados. Todos os lugares que visitei sofriam com relações quebradas. Em todos os lugares encontrei mediadores de conflito, moderadores, pessoas encarregadas de promover a paz. A paz com Deus e uns com os outros.
Então pensei no “Plano de Paz”, e “plantação de igrejas” era o único ponto que continha um método prescrito. Ainda fazemos plantação de igrejas, mas colocamos esta questão no item “parcerias com igrejas locais”.
Não esperamos que o governo e as empresas, as outras partes desta tríade, façam plantação de igrejas. Mas existem princípios bíblicos sobre reconciliação que se aplicam a todos. Se você ouvir antes de falar, seus relacionamentos serão melhores, acredite ou não.

Qual o novo papel dos profissionais em “Paz 2.0”?
O papel dos profissionais é treinar os amadores. Quando um dentista diz: “Eu quero ir para a América Latina extrair dentes”, isso é ótimo. é um complemento. Eu gostaria que ele fosse à América Latina e treinasse pessoas em “como extrair dentes”. Não apenas o complemento, e sim a multiplicação. Na Grande Comissão Jesus diz: “ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei” (Mateus 28.20). Ele não diz: “Faça por eles.” Ele diz: “Ensinando-os.” Existem três palavras-chave em “Paz 2.0”: escalável, sustentável e reproduzível. Nunca podemos sacrificar estas três coisas por velocidade e rapidez. A maneira mais rápida de fazer tudo isso é fazer você mesmo.

A carreira de “missionário” está obsoleta?
Precisamos de muito mais missionários do que temos agora. E precisamos de muito mais. Precisamos de um movimento amador baseado no amor. Precisamos lembrar que nos primeiros 300 anos da igreja, a maioria era formada de amadores. Paulo e Barnabé foram enviados por uma igreja. Havia uma igreja local enviando pessoas ao redor do mundo. Minha oração é que possamos trabalhar unindo nossas mãos. A experiência dos missionários pode ser utilizada e multiplicada.

Existe mais de um bilhão de católicos e ortodoxos. Onde eles se encaixam?
Precisamos mobilizar um bilhão de cristãos católicos e ortodoxos. Não estou interessado em diálogos ecumênicos. Estou interessado em projetos entre as igrejas. Vamos fazer algo juntos. Você provavelmente não irá mudar as suas doutrinas e eu provavelmente não mudarei as minhas doutrinas. Temos crenças diferentes. Mas o fato é que servimos ao mesmo Deus. Vamos trabalhar então baseados nas coisas com as quais concordamos.

Em maio, na Conferência de PAZ, em Saddleback, você falou sobre o que você chama de modelo “novos odres” para líderes cristãos. O que quis dizer com isso?
A essência do conceito de “novos odres” é que a hierarquia será substituída por uma rede. A organização do futuro para o cristianismo é a formação de redes. PAZ é uma estrutura e uma rede para missões globais. Não é minha estrutura. O que estou dizendo é: vamos fazer do jeito que Jesus fez. A lição de Jesus foi: eu faço e você assiste. Segunda fase: você faz e eu assisto. Terceira fase: eu não estou aqui e você está fazendo sozinho. Todas as vezes em que a Palavra de Deus foi inserida em uma nova tecnologia, existe o renascimento, a reformulação, a renovação. Agora temos a internet. Posso falar com alguém no Sri Lanka tão facilmente quanto falo com você. PAZ é também uma rede na qual as igrejas podem trabalhar juntas em vez de ficarem ilhadas em suas denominações. Permite colaboração em missões globais de uma forma que não era possível antes.

Teólogos, professores e críticos do “Plano da Paz” dizem que o plano tem as mesmas limitações de projetos missionários de curto prazo, ou seja, não trazem melhorias significativas para a vida das pessoas com necessidades ou não geram as transformações necessárias na vida dos voluntários envolvidos no ministério.
Esperamos críticas. Sempre que começamos uma nova maneira de caminhar, a organização existente se opõe. Falamos a respeito de seis renovações: pessoal, relacional, cultural, estrutural, missionária e institucional. Instituições nunca são fonte de inovação. O propósito da instituição é preservar a inovação da geração anterior. Não há nada de errado com isso. O propósito da instituição é preservar a continuidade e não criar novas propostas. Veja uma árvore: todo o crescimento acontece nos novos galhos. Os seminários e instituições seriam os troncos. Mas os novos frutos só aparecerão nos novos galhos.

Você está falando sobre mais sinergia e tensão criativa entre os inovadores e as instituições?
Exatamente! é sobre isso que estou falando. O papel das instituições é promover a estabilidade, continuidade e memória histórica. O cristianismo tem raízes. O “Plano da Paz” não é algo realmente novo. é voltar ao primeiro século. Em vez de passar tempo atacando o PAZ ou dizer, “Isso não vai funcionar”, que tal contribuir com seus conhecimentos? Ou dizer: “Aqui está uma lição histórica que você deve recordar, inclusive alguns erros cometidos em iniciativas anteriores.”
O papel das Organizações Não-Governamentais (ONGs) tem sido vital. é uma gota no oceano, comparado ao que poderíamos estar fazendo se mobilizássemos toda a Igreja. As missões para-eclesiásticas precisam apoiar a Igreja. Infelizmente, por anos e anos, o contrário tem sido verdadeiro. A Igreja apóia as ONGs, levanta os recursos, envia os membros, providencia potencial criativo. E a ONG recebe o crédito.
Moral da história: quem recebe o crédito? Quem sai fortalecido? Quem é o herói? Não é a Igreja Saddleback, não é o “Plano da Paz”. Queremos que as igrejas locais nas pequenas vilas se tornem as heroínas. Quanto mais honro a Igreja, mais Deus me abençoa.

Tradução de Karen Bomilcar


Fonte:CristianismoHoje

O fator fé

por John W. Kennedy e Tony Carnes

Mais uma vez, os evangélicos dos Estados Unidos vão influenciar de modo significativo as eleições nacionais neste ano. Os seguidores das igrejas protestantes representam um dos maiores grupos determinantes na sociedade americana – dependendo, claro, de como for definido o termo “evangélico”. Ninguém se esquece de que foi a chamada direita protestante que chancelou os dois mandatos do atual chefe da Casa Branca, o republicano George W.Bush. Nos EUA, o alto nível de influência dos crentes é resultante de vários fatores, incluindo seu firme comparecimento às urnas, percentualmente bem maior do que o total da população num país onde o voto é facultativo. Em tempos recentes, o engajamento civil tornou-se uma indicação de identidade evangélica, e votar é a expressão palpável desta postura. Por isso mesmo, tanto o democrata Barak Obama quanto o candidato do Partido Republicano, John McCain, esforçam-se para agradar a este sensível segmento do eleitorado americano. Para o eleitor evangélico, temas ligados a questões morais e comportamentais, como a legalização da união civil entre homossexuais e a liberação do aborto, por exemplo, costumam ter mais peso do que assuntos internacionais ou urgências da agenda interna, como a atual crise do sistema financeiro americano. É o fator fé, capaz de, mais uma vez, decidir os destinos da mais poderosa nação do mundo.
Em agosto, numa demonstração explícita de prestígio aos evangélicos, os dois candidatos compareceram a um fórum organizado pelo pastor e conferencista Rick Warren, dirigente da badalada Igreja Saddleback, em Lake Forest, Califórnia (ver entrevista). Warren, apontado como um dos homens mais influentes da América hoje, lido e ouvido por milhões de americanos, entrevistou McCain e Obama acerca de vários assuntos – principalmente, temas ligados a fé, religião e, claro, política e propostas de governo. Transmitido pela TV em horário de máxima audiência, a conversa galvanizou o país. Aparentemente à vontade, os dois rivais abriram o coração e até fizeram confidências. Pelo modelo proposto, não houve perguntas entre os dois – Warren conversou com cada um por cerca de uma hora, e a ordem foi decidida no cara-ou-coroa.
Obama, que falou primeiro, admitiu que, na juventude, bebeu e experimentou drogas. Não chegou a ser novidade – os fatos já foram narrados no livro que escreveu, Dreams of my Father (Sonhos de meu pai). Tentando capitalizar ao máximo o passado, o democrata fez questão de dizer que suas peripécias fizeram dele “uma pessoa melhor”. O candidato, que é senador pelo estado de Illinois, também se entreteve em explicar com detalhes como sua fé em Jesus o tinha ajudado a levar as cargas da vida, fortalecendo-o para o desafio de disputar a presidência de seu país como o primeiro negro a ter reais chances de chegar à Casa Branca. Já McCain confessou, com ar compungido, ter traído a primeira mulher, Carol, uma modelo da Filadélfia com a qual se casou pouco antes de embarcar rumo à guerra do Vietnã, nos anos 60. De volta aos EUA como herói em 1973, após permanecer cinco anos como prisioneiro no sudeste asiático, McCain encontrou a mulher com o rosto desfigurado por um acidente. Pouco tempo depois, numa festa militar, conheceu a milionária Cindy Hensley, com quem teve um caso e acabou se casando em 1980, após divorciar-se de Carol.
O debate com o pastor foi um episódio de importância crucial numa campanha apertadíssima. Até o fechamento desta edição, Obama estava à frente, favorecido pela crise financeira americana de setembro. Na percepção óbvia do eleitor, o colapso do sistema de crédito nacional é de responsabilidade do governo – e o atual mandatário do país, afinal, é do Partido Republicano. O episódio freou uma arrancada de McCain, que ganhara fôlego perante o eleitorado cristão com a indicação da governadora do Alasca, Sarah Pallin, como sua candidata a vice. Os dois candidatos participaram do fórum com a determinação de deixar clara sua fé cristã e seu apoio aos valores tradicionais, embora, dado o conservadorismo dos evangélicos americanos, John McCain tenha se saído melhor do que o oponente ao levantar bandeiras contra o aborto e o casamento entre gays.

Superando divisões – Mas o que os dois postulantes têm a dizer para conquistar os 25% do eleitorado que se confessam evangélicos praticantes? A campanha de Obama é fundamentada na retórica da esperança, de sonhos, e no bordão “mudança”, juntamente com calorosas palavras sobre Deus e o país. Como senador jovem do Illinois, ele tem sido apoiado, por anos, pela base do Partido Democrata, incluindo os eleitores da classe trabalhadora, sindicalistas, negros, feministas, grupos que lutam pelos direitos dos homossexuais e defensores da livre escolha da mulher pelo aborto. No entanto, pela primeira vez desde Jimmy Carter em 1976, um candidato presidencial democrata se mostra cortejando aos evangélicos e outros cristãos conservadores, de forma entusiástica e bem-sucedida.
Ao invés de criticar seu adversário republicano por servir à direita religiosa, Obama espera angariar votos evangélicos suficientes para colocá-lo no topo em novembro. O fato de ele falar a linguagem da fé de forma natural conspira a seu favor. Em entrevista recente à Christianity Today, Ron Sider, fundador do grupo Evangélicos pela Ação Social, disse que Obama “entende os evangélicos melhor do que qualquer democrata desde Carter”. Em junho, Sider estava entre os 40 cristãos convidados a uma reunião privada e confidencial, em Chicago, organizada pelo candidato. Outras personalidades do universo cristão americano estiveram presentes, como Franklin Graham, filho e herdeiro ministerial do respeitadíssimo pastor Billy Graham, T.D. Jakes, Eugene Rivers, o escritor Max Lucado e o editor da revista Christianity Today, David Neff.
Richard Cizik, vice-presidente para assuntos governamentais da Associação Nacional dos Evangélicos, disse que o convite de Obama representa a primeira vez em que um candidato presidencial democrata requisitou uma reunião com um membro da entidade. “Achei Obama desejoso de superar divisões”, disse, ao fim do encontro. “Ele está tentando solucionar problemas que a administração Bush não solucionou, como o seguro-saúde e a mudança climática”.
“Somente o fato de Obama estar organizando essas reuniões já é positivo”, diz John C. Green, um dos dirigentes do Fórum sobre Religião e Vida Pública. No seu entender, isso não garante que campanha democrata alcançará exatamente os resultados desejados entre os eleitores protestantes. Green lembra que nenhum democrata conseguiu mais do que um terço dos votos dos evangélicos brancos desde Carter. Em contrapartida, George W.Bush, em 2004, recebeu esmagadores 78 por cento dos votos do segmento. Todavia, Obama obteve sucesso em seu esforço de ganhar a atenção de evangélicos conservadores de um modo que outras estrelas do partido, como a senadora Hilary Clinton, que perdeu para ele a indicação democrata à Casa Branca este ano, além de John Kerry, Michael Dukakis e Walter Mondale, jamais conseguiram, durante suas respectivas disputas presidenciais. Ele conseguiu isso, em parte, fazendo o inesperado. Por exemplo, em julho, o candidato propôs a expansão do programa de Iniciativas Baseadas na Fé, do presidente Bush – ação que, desde o começo, enfrentou a oposição dos liberais devido a questões envolvendo a separação entre Igreja e Estado, tema crucial nos EUA.
Do mesmo modo, Obama foi feliz em conseguir ao menos o apoio de um dos maiores partidários do atual presidente, Kirbyjon Caldwell. Pastor da Igreja Metodista Unida de Houston, no Texas, a maior da denominação no país, o religioso deu sua bênção no início de ambos os mandatos de George W.Bush, e realizou a cerimônia de casamento de sua filha, Jenna, em maio. No último ano, Caldwell compareceu a um evento para angariar fundos para a campanha de Obama e disse que estava profundamente impressionado com o candidato. Outro importante líder afro-americano, o bispo Harry Jackson Jr., pastor sênior da Hope Christian Church, em Washington, D.C., afirma que o relativo silêncio de McCain com respeito às questões sociais tem motivado evangélicos olharem melhor para o democrata. “Existe uma tremenda apatia na direita religiosa”, aponta Jackson. “Os irmãos estão se sentindo traídos e esquecidos. Isso pode trabalhar em favor de Obama”

“Deus salve a América” – Pode ser, mas do lado de lá das urnas os partidários de McCain trabalham para tornar seu nome mais palatável ao eleitorado cristão, após um desgastado governo de matriz protestante que durou oito anos. E, se a Guerra no Iraque vem se tornando um trauma americano, nada melhor do que recorrer à memória de outro conflito desastroso para o país – Vietnã. Até recentemente, os detalhes sobre as convicções cristãs do candidato republicano estavam ocultas. A partir de meados deste ano, contudo, com a certeza de que McCain seria o homem na corrida ao poder, alguns de seus mais íntimos companheiros da Guerra do Vietnã começaram a levantar histórias que revelam uma espiritualidade estóica de McCain durante os cinco anos que passou como prisioneiro em Hanói. Num deles, o então tenente enfrentou militares vietnamitas que queriam acabar com os culto que McCain e seus companheiros faziam na prisão. “Enquanto era arrastado, ele cantou God bless America (Deus salve a América). Foi como cantar aos céus”, lembra o colega de prisão Orson Swindle.
Naquele ano, a celebração do Natal mostrou-se como outra decisiva experiência para McCain. Por semanas, os prisioneiros haviam requisitado uma Bíblia em inglês para poder comemorar corretamente a data. Por fim, os guardas cederam, permitindo que um prisioneiro tivesse acesso a uma Bíblia por trinta minutos. McCain foi o escolhido. Utilizando-se de pequenos pedaços da ponta de um lápis, ele copiou a história do nascimento de Jesus em um pequeno pedaço de papel. Assim, na noite de 25 de dezembro de 1971, os prisioneiros se reuniram para o culto com o Pai Nosso e cânticos de Natal, à medida que McCain recitava o texto. Ao final, todos cantaram, entre muitas lágrimas, Silent Night (Noite feliz).
Histórias assim costumam comover o eleitor comum, mas poucos dos líderes evangélicos consultados nesta reportagem consideram a si mesmos como íntimos do senador do Arizona – incluindo alguns de seus mais fervorosos amigos de fé. Muitos eleitores crentes permanecem indecisos, desmotivados e cautelosos em relação à candidatura republicana à presidência. Enquanto isso, McCain conta com o “fator medo”, também presente no jogo, vindo de três fontes – cada qual focada no democrata. O fundador da associação protestante Focus on the Family (Foco na Família), James Dobson, estigmatizou Obama como um extremista liberal. Em julho, a campanha republicana lançou o apocalíptico comercial de TV intitulado Aquele, contendo a sugestão de que o senador de Illinois seria o Anticristo. Da mesma forma, o novo bestseller de Jerome Corsi, The Obama Nation (A Nação de Obama), alega que o democrata possui extensas relações com o Islã, apesar de ele ter negado tais ligações diversas vezes.
Boataria por boataria, McCain também foi vítima de difamação pior nas primárias de 2000, quando concorria com o próprio Bush. Depois de esmagar o então rival nas primárias de New Hampshire, foi a vez de disputar a Carolina do Sul. Ali, a campanha de um anônimo difamou McCain, alegando que ele era homossexual, mentalmente deficiente devido ao período na prisão e que havia tido um filho negro fora do casamento – na verdade, o casal McCain adotara uma criança carente de Bangladesh. O candidato perdeu a primária da Carolina do Sul e seu apoio popular caiu de forma vertiginosa. Na época, ele acreditou que entidades ultraconservadoras como a Coalizão Cristã, do pastor Pat Robertson, e a Maioria Moral, de Jerry Falwell, ambas fechadas com George W.Bush, estavam por trás de tudo. McCain chegou a dizer à imprensa que a direita religiosa era uma “influência maléfica”. No entanto, o estrago já estava feito; no período de duas semanas, a campanha de McCain havia chegado ao fim.

Ambivalência – Não obstante, a reaproximação pública de McCain com os evangélicos aconteceu de uma vez só. No começo de 2007, o republicano, já de olho na Casa Branca, aproximou-se de Rick Warren, Franklin Graham, John Hagee e outros líderes evangélicos. Ele compareceu a consagrações na igreja e, em setembro, pela primeira vez, mencionou publicamente que estava freqüentando uma congregação afiliada à poderosa Convenção Batista do Sul. McCain começou moldar tranqüilamente sua retórica com uma linguagem apelativa à sociedade conservadora cristã. Chamou a América de “nação cristã” e sugeriu que um presidente crente em Jesus seria melhor que qualquer um com fé diferente. Além disso, reiterou sua convicção de que a vida humana começa na concepção – fala moldada para contrapor-se a Obama, que prefere tratar a questão do aborto como opção de cada um.
Em janeiro, McCain mostrou força ao vencer a primária de New Hampshire, um estado com poucos evangélicos de extrema-direita. Assim, um doce perdão veio com as grandes vitórias do republicano nas primárias da Carolina do Sul e da Flórida, levando à sua consagração e à desistência dos outros pré-candidatos do partido. Faltava, ainda, apoio público dos líderes evangélicos, mas pastores de alto coturno achavam-no extremamente evasivo sobre seus valores. Em junho, o conselheiro de McCain, Charlie Black, encontrou-se com o Grupo Arlington, de conservadores sociais, e anunciou uma plataforma simpática ao segmento, com críticas aos homossexuais, ao aborto e à política de imigração. Os evangélicos permaneceram ambivalentes. John Cook, um conservador cristão que possui cadeira no Comitê Executivo do Partido Republicano no Texas, admitiu “não saber o que fazer” com McCain.
Em 1º de julho, apavorados com a perspectiva de ter Obama como presidente, 60 líderes evangélicos se reuniram em Denver para escutar a toada da campanha de McCain. Eles anunciaram conjuntamente seu apoio, mas sem muito entusiasmo. “O senador não seria a primeira escolha de muitos evangélicos”, resigna-se Richard Land, da Convenção das Igrejas Batistas do Sul. Poderosos líderes protestantes, tal como o senador pela Flórida, David Rivera, e o presidente do Legislativo, Marco Rubio, estavam entusiasmados com Mike Huckabee – que desistiu durante as prévias – e mornos em relação a McCain; porém agora estão trabalhando forte por ele. “Eu estou temendo pelo que significaria para a América uma presidência de Barack Obama”, diz Rubio para quem quiser ouvir.
O que falta ao republicano nos relacionamentos pessoais com os evangélicos, os estrategistas esperam que ele compense com suas posições em questões morais. No final, o medo de um liberalismo ao estilo de Obama, em união a um Congresso democrata, pode trazer para McCain os evangélicos que não são captados pelas pesquisas. Ainda assim, além de suas fortes histórias, McCain ainda está para conseguir bom conceito entre os crentes, que também não aderiram em peso ao rival. A parada segue indefinida, mas há quem prefira olhar além. “Daqui a cem anos, o custo dos combustíveis hoje não será uma questão relevante”, lembra Rick Warren. “Mas a forma de liderar de um presidente continuará sendo fundamental.”

Tradução de José Fernando Cristófalo


Fonte:CristianismoHoje

30.10.08

A Igreja alienada

FRANCIS DE CASTRO
Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes, e reprovados para toda a boa obra. (Tito 1:16)
Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça, (Mt 5:6) esta é uma das afirmações de Jesus cristo para sua Igreja, absurdamente vivemos em uma igreja que não vive esta realidade ou ao menos se preocupa, o Caso Eloá é um exemplo claro que a igreja não tem fome nem sede de Justiça, a mais de uma semana a refém Eloá teve um desfecho trágico, porque, eu acredito que uma das soluções para situações como esta é a intervenção da igreja no campo espiritual e eu afirmo a igreja não ora, afirmo porque a Bíblia diz que: ” Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas;(2Cor 10:4), Mas também agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá.(Jô 11:22), “E, tudo” o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis.(Mt 21:22) estas entre milhares de outras afirmações na palavra de Deus nos garante Vitória Eminente em qualquer tipo de Situação, Eu Disse qualquer Tipo, porem a Igreja vive uma realidade bem Diferente,os cristãos que vejo por toda a parte estão preocupados apenas com sigo mesmos, com seus ministérios , seus chamados, sua prosperidade financeira, sua cura, sua felicidade e bem estar próprio , este é o retrato da Igreja atual, egocêntrica egoísta e Individual, não se preocupam com a política de Seu País, com a Sociedade, e nem mesmo com os Irmãos em Cristo, preocupam apenas consigo mesmos, enquanto as pessoas estão sendo derruídas e morrendo lá fora. Pessoas morrem pela Violência, morrem de câncer e muitas outras enfermidades, seus lares são destruídos, seus filhos nas drogas e Prostituições, pessoas desorientadas, sem rumo, sem direção e Sem Propósito, não sabem para onde ir, e a igreja não ora, não leva Jesus Cristo que é a única solução para o ser humano, a igreja não ora pela sociedade, pelos governantes, nosso país em que vive, crises após crises de corrupção, impostos absurdos, educação e saúde da pior qualidade possível e a igreja não ora, a igreja não acredita que é responsável para mudar este quadro e se ela ora, sua oração não passa do teto porque a bíblia garante que nossas orações são respondidas, mais a igreja ora e ora muito sim, por Si própria, onde estão os que assim se intitulam líderes da igreja cristã os Salomãos, os Davis e os Elias, os Moises, os Paulos,onde eles estão? Ocupados com seus fracassos ministeriais, ou vendendo alguma coisa por ai cuidando do seu chamado, onde está a verdadeira igreja de Jesus, que ama as pessoas? Jesus morreu por Amor, afirmo que isto custará muito caro a igreja no dia do Julgamento Final. 2 João 1:8 Olhai por vós mesmos, para que não percamos o que temos ganho, antes recebamos o inteiro galardão. É preciso acordar e saber que nada tem sentido no evangelho sem amar as pessoas e sem ter atitude, vejo uma igreja cheia de pessoas fracassadas, sendo destruídas dentro da própria igreja, lidere cegos conduzindo muitos para o precipício, quanto mais o que Dizer do que ela pode fazer pela sociedade. Quero afirmar que o chamado Máximo de Deus para nós é Amar as Pessoas e falar de Jesus para elas, nossa vida precisa ser um caminho de Luz, nossa vida precisa ser uma solução para a vida das pessoas precisamos ser instrumentos de amor nas mãos de Deus, no reino de Deus se ganha quando se perde, precisamos perder tudo o que for necessário para salvar vidas. Oro a Ti Jesus perdoa-nos pela vida da Eloá e de muitos milhares que satanás tem destruído e matado, Abre os Olhos da Sua igreja para se mover em direção as pessoas que precisam do seu amor e da sua salvação. Amem.

Fonte: Portal IBC

Vai tudo bem?

Antes que se prontifique a responder, há de convir comigo que se não cumprimentou alguém assim, já foi cumprimentado nesses termos. Você pode concordar comigo que nem sempre estamos interessados na resposta, seja a que daremos ou a que os outros nos darão. Fazemos a pergunta mais por hábito que, necessariamente, por interesse, e continuamos no nosso caminho. E se formos sinceros conosco mesmos, com o nosso próximo e com o Pai, não estamos dispostos a ser pacientes. Normalmente, as pessoas fazem a pergunta e não esperam a resposta. Mais que uma questão de interesse, a pergunta é mais força de hábito, educação, saudação, que realmente desejo de saber o que se passa com a pessoa.

Por que assim procedemos muitas vezes? Seria culpa da pressa, da correria, do chamado "tempos modernos?" Ou por que não estamos dispostos a ouvir o que os outros têm a nos dizer?

Houve um instante quando, lá no Jardim do Éden, Deus olhou para o homem e fez uma pergunta: "Adão, onde estás?" Não que Deus não estivesse vendo Adão, porque ninguém pode se esconder de seus olhos, mas Ele estava perguntando: "Adão, tudo bem?" E Adão se escondeu e disse: "Vai tudo bem". Acontece que nada estava indo bem.

Quando a pessoa perde o relacionamento com Deus, perde o relacionamento com o próximo também. Que você tenha a liberdade de parar e responder, realmente do seu coração: "Vai tudo bem". Você pode dizer que vai tudo muito bem, porque o cristão está além das circunstâncias. Mas, quando necessitar, que você possa dividir a sua carga com outro. Deus viu que a situação do homem não ia bem e não cruzou os braços. Deus enviou Jesus, o seu Filho, para pagar o preço do nosso resgate e, desta forma, podermos afirmar: "Vai tudo bem porque o Senhor me ama".

Amados, quero considerar três razões porque as pessoas dizem que tudo vai bem, enquanto as coisas não estão bem. A primeira delas: ausência de simpatia. Há pessoas que não são simpáticas, que não sabem compartilhar da dor ou da alegria do outro, que não têm habilidade de atrair ou consolar os aflitos, que não criam confiança, que não estão preparadas para aconselhar ou dispostas a dar um pouco da sua vida em favor do outro. A segunda razão é o orgulho. Muitos preferem guardar a aparência e não querem dar o braço a torcer. Evitam fazer a confissão de dor, de fraqueza, de temor. A terceira razão é a ignorância. Porque não querem afirmar ou desconhecem que aquela situação é uma situação pecaminosa e que todo pecado leva à morte, à destruição, ao mal.

Vai tudo bem? Você pode dizer: "Sim, vai bem"; porque o Senhor está no Trono e Ele tem tudo sob controle. Mas há momentos em que você vai precisar da ajuda de um irmão ou irmã, da sua oração, da sua companhia, da sua presença. Quando você perguntar a alguém "vai tudo bem?", pare um pouco, escute o seu irmão ou irmã e seja uma verdadeira bênção para ele.

Pr. Márcio Valadão

Texto extraído do O TEMPO on-line

29.10.08

VELHA DISCUSSÃO, NOVA REALIDADE.


Distribuição de produtos evangélicos em supermercados e livrarias seculares cresce e gera polêmica


Avenda de produtos evangélicos em grandes lojas seculares prejudica o comerciante cristão? A resposta não é tão simples quanto um “sim” ou um “não”. A discussão é antiga e acalorada, mas o fato é que cada vez mais editoras e gravadoras evangélicas conseguem espaço no mercado secular. Livros, CDs, DVDs, entre outros produtos, são facilmente encontrados nas prateleiras das grandes redes de supermercados, livrarias e magazines. Essa é uma via de mão dupla: os empresários estão de olho no grande filão que é o consumidor evangélico, que no Brasil representa 24% da população, com projeção para 46,5 milhões de fiéis para dezembro de 2008, segundo dados do Ministério de Apoio com Informação (MAI), ligado à rede SEPAL (Servindo a Pastores e Líderes).
No entanto, muitos livreiros cristãos estão sentindo no bolso esse avanço das gravadoras e editoras evangélicas rumo ao mercado secular. O comerciante Wilson Pereira Júnior acredita que a concorrência é desleal, e que é necessária uma ação conjunta dos livreiros evangélicos para mudar essa situação. Proprietário da livraria 100% Cristão, em São Paulo, ele afirma que o argumento de que os produtos evangélicos disponibilizados nos grandes magazines evangelizam não é verdadeiro. “Acho que não ajuda a ganhar novas vidas para o Senhor. Pode até acontecer um ou outro caso, mas são exceções, pois não existe nenhum trabalho que promova a evangelização, como promotores de vendas evangélicos exercendo essa função”, opina. Para Wilson, é preciso uma reciclagem do livreiro cristão para contornar a situação. “Não adianta só reclamar. Temos que nos profissionalizar a cada dia e entender como funciona o processo de compra e venda de nossos produtos para vencer a concorrência.”
O livreiro Adauto Henriques, proprietário da Magnus Dei Livraria e Papelaria Cristã, no Rio de Janeiro, acredita que as reclamações de seus colegas não procedem. Segundo Henriques, a oferta de produtos evangélicos em lojas seculares não prejudica o comer-ciante cristão; na verdade, estimula o mercado. “Acredito que é uma forma de divulgar o evangelho e formar novos públicos, abrindo um grande canal de vendas para os produtos evangélicos. O livreiro que reclama da concorrência está ultrapassado e precisa se reciclar para trabalhar direito”, ressalta. Para ele, é preciso alcançar o consumidor cristão. “Somente 3% dos evangélicos freqüentam as livrarias especializadas. Os produtos evangélicos precisam alcançar os evangélicos”, enfatiza.

Olhar missionário
Umas das pioneiras na venda via mercado secular, a Sociedade Bíblica do Brasil disponibiliza seus produtos em livrarias seculares e supermercados há mais de quinze anos. De acordo com o secretário de Comunicação e Ação Social da entidade, Erní Walter Seibert, um dos objetivos da SBB é levar a Bíblia a todos. “Os cristãos encontram a Bíblia nas igrejas e em livrarias do meio. Os não cristãos, que também precisam da Bíblia, não estão nem nas igrejas nem em livrarias cristãs. Para alcançá-los, é necessário disponibilizá-la em lugares aonde eles normalmente vão. Por isso, optamos por esses pontos de venda”, explica o secretário.
Seibert alerta, porém, que a venda de produtos evangélicos em mercados seculares nem sempre é fácil. “Já houve casos de bíblias que foram classificadas como livros de auto-ajuda. Por outro lado, há pessoas que só entram em contato com a mensagem cristã se ela estiver exposta em locais não usuais. É preciso ter um olhar missionário nessa hora.”
A gravadora Line Records também resolveu desbravar novos canais de distribuição. Há cinco anos, mantém convênio com grandes redes de mercado e lojas de conveniência que também demonstraram interesse na venda de produtos de orientação cristã. “Houve uma procura das grandes redes, pois começaram a notar o crescimento das igrejas evangélicas no Brasil e a procura de seus clientes por produtos evangélicos”, diz Sergio Andrade, gerente comercial da empresa.
Andrade lembra que as grandes redes oferecem facilidades no pagamento. “Eles aceitam vários cartões de crédito e, o mais importante, parcelam as compras”, argumenta. Ele acredita que os magazines não roubam clientes dos livreiros evangélicos. “Existe público tanto para as lojas cristãs quanto para as grandes redes, pois atualmente a nossa maior venda ainda continua sendo para as evangélicas.” Para o gerente comercial, o lojista cristão tem capacidade de concorrer com as grandes redes e negociar bons preços. “O mercado evangélico hoje tem grandes distribuidores bem estruturados e que atendem todo o Brasil e até o exterior”, garante.
Sérgio Malafaia, diretor comercial da Editora Central Gospel, também acredita que não há razão para temer a concorrência das lojas seculares. “De jeito nenhum os livreiros são prejudicados, pois há uma clientela fiel às lojas evangélicas. De certa forma, a colocação dos nossos produtos em magazines potencializa as vendas, despertando o interesse de um novo segmento que atende a um público novo”, opina. De três anos para cá, a editora disponibiliza seus produtos em lojas, mercados e grandes magazines não evangélicos.
Segundo Malafaia, há uma grande procura pelos produtos da Central Gospel fora do meio cristão por conta do programa de televisão apresentado pelo pastor Silas Malafaia. “Entendemos que a mensagem da Palavra de Deus, seja ela em formato de livro, CD ou DVD, deve ultrapassar os limites do meio evangélico e alcançar todo o grande público. Sem dúvida, essa é uma maneira de atingirmos os não evangélicos que certamente não visitam nossas lojas.”

Contrapartida
Um dos supermercados que dispo-nibilizam os produtos da Central Gospel e de outras empresas evangélicas é o Prezunic, no Rio de Janeiro. A rede, que conta com 28 lojas no Grande Rio, recebeu uma proposta do presidente da editora para vender produtos evangélicos. “Silas Malafaia nos propôs vender os produtos dele e, em contrapartida, anunciaria no programa de TV que esses produtos estavam à venda em nossas lojas. Essa seria uma boa publicidade, então aceitamos. Já faz dois anos e não nos arrependemos”, declara o diretor geral da rede Prezunic, Genival de Souza Beserra.
Ele diz que o negócio está gerando bons frutos. “Há uma procura considerável. O negócio é atrativo e lucrativo à medida que o cliente, ao ir às nossas lojas em busca desses produtos, acaba aproveitando e comprando outros itens”, afirma Beserra. O Prezunic também vende produtos e ingressos para eventos cristãos.
Independentemente do calor e do tempo que levará essa discussão, parece que a caminhada em direção ao mercado secular é irreversível. Cabe agora ao livreiro evangélico se adaptar aos novos tempos e encontrar alternativas de competitividade.

Fonte: Consumidor Cristão

Quem precisa de igreja?


Grupos independentes de cristãos se multiplicam pelo país, mas sofrem duras críticas. É possível servir a Cristo e cultuá-lo longe das quatro paredes dos templos evangélicos? Para uma classe diferentes de cristãos que vem crescendo a cada dia, a resposta é “sim”. Segundo o Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 1,1 milhão de brasileiros se declararam evangélicos sem vínculo institucional. Boa parte desse contingente se declara desiludida com as instituições religiosas, pastores e líderes, e resolveu formar um grupo de cristãos que realizam reuniões nos lares, sem vínculos com igrejas. A filosofia desses grupos se baseia na formação do cristianismo e da igreja primitiva como relatado em Atos 2:44-46. Na maioria dos cultos celebrados nas casas, existe tudo o que há em uma igreja tradicional, como a Ceia, o ofertório com dízimos e ofertas, cânticos espirituais etc. Variando um pouco de lugar para lugar, eles procuram dar ênfase aos relacionamentos interpessoais, na comunhão entre os irmãos, no discipulado. Para o pastor Edgard Bravo Nogueira, que lidera vários grupos com essa filosofia no Estado do Rio de Janeiro, em Jundiaí (SP), Belo Horizonte (MG), São Luís (MA) e na Hungria, a ordem de Jesus foi fazer discípulos em todas as nações, e o ambiente doméstico é apropriado para isso. “Não dá para fazer discípulo no meio das multidões”, afirma o pastor, que há 25 anos trabalha na fundação e restauração de “igrejas” (grupos que se reúnem em casas). “Temos normalmente uma reunião geral uma vez por mês em uma escola, um galpão, um salão de festas ou mesmo na praça pública. Nessa questão, somos bastante flexíveis porque a ênfase não é a casa, mais a igreja, que somos nós”, explica. Segundo Nogueira, é um erro de interpretação acreditar que todos os cristãos da igreja primitiva iam aos templos (Atos 2:46), dada a limitação do espaço físico. “Era impossível caber 3 mil pessoas. Eles se reuniam em praça pública, em frente ao templo”, argumenta. O pastor cita os versículos 42 a 47 do segundo capítulo de Atos para descrever o ideal que seu grupo almeja conquistar. “A igreja primitiva vivia dessa forma e procuramos viver o máximo possível assim, ainda que admita que estejamos muito longe do alvo. Mas observe que tudo começava com estudo, comunhão, partir do pão e orações. Procuramos dar ênfase a esse início de vivência registrado em Atos.” Um dos frutos desse trabalho é o empresário Alexandre de Mello Ferreira, que há cinco anos freqüenta as reuniões com sua esposa e a família dela. Alexandre se converteu aos dezesseis anos, na Primeira Igreja Batista em Pavuna, zona norte do Rio de Janeiro, mas aos poucos foi percebendo que aquele não era o modelo de igreja do qual queria fazer parte. “Nesse grupo, vivo realmente o que devemos ser: igreja. Quando vi na Palavra o que realmente é a igreja, decidi sair. Não foi por convencimento de ninguém, e sim pelo do Espírito Santo”, afirma Alexandre. Ele alerta o cristão a olhar mais para o próximo do que para prédios confortáveis para cultuar a Deus. “Creio que, quando a igreja do senhor entender o que realmente é ser igreja de Jesus e deixar de se preocupar com belos templos, e sim com o templo principal, que somos nós, em muito o Evangelho no Brasil e no mundo irá fazer a diferença.” Inconformados Esse inconformismo também motivou o administrador de empresas David de Oliveira. Há cinco anos, ele saiu da igreja que freqüentava, em Goiânia (GO), para viver outro tipo de cristianismo. “Em cada palavra do sermão, via muito egocentrismo e Jesus relegado a segundo, terceiro plano ou lugar nenhum. Moças dançando, instrumentistas dando os seus shows, muito teatro e representações humanas bonitas e suntuosas, porém tudo aquilo me fazia mal”, conta o administrador, que resolveu conversar com o pastor sobre o assunto. “Comuniquei que estava saindo por causa de uma revelação ou releitura bíblica. Demos as mãos e nos despedimos em paz. Minha família não entendia, mas, mesmo assim, saí.” David rebate os críticos que usam o texto de Hebreus 10:25 (“Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns”) para condenar essa prática. “Esse é um versículo que, como uma arma, é disparado instantaneamente contra aqueles que não têm seus nomes em alguma organização institucionalizada”, argumenta. “Mas será que essa bala detona o conceito de que não há modelos organizacionais hierárquicos no Novo Testamento que se assemelhe aos atuais? Na época em que o livro de Hebreus foi escrito, por volta de 64 d.C., as congregações ou reuniões eram feitas nas igrejas domésticas ou casas particulares.” Assim como David Oliveira, o consultor Roberto Batista de Lima ainda não se adaptou a um grupo específico de cristãos sem igreja. Ele e sua família vão à residência de irmãos que realizam cultos em casa, mas não há ainda uma organização bem definida. “Caminhamos com vários irmãos de outros ministérios que têm igreja em casa, mas não existe nenhum compromisso entre nós a não ser do respeito e amor fraternal. Temos reuniões aos domingos, quando normalmente compartilhamos alguns trechos da Bíblia com ênfase na graça de Jesus, cantamos e oramos. Tudo muito simples e informal. Não tiramos dízimos ou ofertas, a não ser quando sabemos que alguém está com dificuldade. Aí nos reunimos e cada um contribui com o que pode para ajudar o necessitado”, explica Roberto, que mora em Santa Bárbara d’Oeste, interior de São Paulo. Em 2003, ele deixou uma igreja neopentecostal, onde era líder da juventude, por discordar da linha teológica. “Eu era fortemente contrário à visão daquela igreja, baseada no G12. Alguns que andavam comigo saíram também, e a partir daí começamos a nos reunir em casas. Tudo isso nos fortaleceu a consciência de buscarmos um caminho que fosse diferente do que eu, minha família e aqueles irmãos tínhamos trilhado por anos a fio”, revela. De norte a sul do país, grupos de cristãos sem igreja se formam com pessoas inconformadas e revoltadas com os rumos que as denominações evangélicas estão tomando. Frieza e mercantilismo são algumas das reclamações desses novos “cristãos primitivos”. Até mesmo uma TV na internet foi criada para ser veículo da voz dos inconformados. A i-TV (TV dos Inconformados) prega o cristianismo aos “sem igreja”. A idéia partiu do professor de História do Cristianismo Leandro Villela de Azevedo, que pertencia a uma Igreja do Evangelho Quandrangular que fechou. “Após uma noite em claro em oração, angustiado pela situação da igreja, recebi a idéia da i-TV praticamente pronta em minha mente, e acredito que isso veio de Deus”, relata o professor, que está fazendo doutorado na USP sobre a pré-Reforma. Ele acredita que esse movimento é uma tendência mundial. “Somos um grupo de cristãos que, por algum motivo, se decepcionaram com as instituições religiosas. Alguns foram expulsos, outros saíram porque quiseram, mas ainda são cristãos verdadeiros”, declara o professor que, com a esposa e a família dela, faz parte de um grupo que se reúne na capital paulista. Reconciliação Diante de todo esse movimento para fora dos templos, há quem queira evangelizar os grupos de cristãos sem igreja e trazê-los de volta às quatro paredes dos templos evangélicos. O pastor Humberto Silva Barbosa coordena o ministério Aliança com Deus, que se especializou em convencer cristãos sem igreja a se reconciliar com a instituição. “O trabalho surgiu porque percebemos que muitas denominações se preocupam somente em conquistar novos crentes e, infelizmente, têm falhado em manter os que já congregam”, explica o pastor. Barbosa também passou um período sem congregação. “Fui pastor de uma grande denominação, mas quando descobri toda a podridão que estava por trás daquilo, quase abandonei o Evangelho. Durante muito tempo, busquei a Deus só em minha casa e criticava qualquer denominação, até o dia em que percebi que, ao invés de somente criticar, devemos lutar para mudar sem nos acomodar.” O ministério usa como estratégia a própria filosofia do grupo dos sem igreja. “Pregamos um evangelho que não depende do dinheiro da pessoa ou de quão santa ela deve ser para alcançar as bênçãos gratuitas de Deus. Esse evangelho é o que atrai os cristãos sem igreja, pois é o evangelho que eles sempre procuraram e não acharam nos lugares onde congregavam — o evangelho do amor, do perdão, da compaixão e da simplicidade.” Pastores denominacionais, no entanto, discordam frontalmente dessa teoria. Para Joel Bezerra de Oliveira, presidente da Primeira Igreja Batista do Recife (PE), a igreja é uma invenção de Jesus Cristo e, portanto, não existe cristão sem ela. “Isso é uma tremenda heresia! A igreja é o Corpo de Cristo atuante no mundo (ICo 12:12-30), e nós somos membros desse corpo. O membro não pode ficar fora do corpo, ele morre. A igreja é a família de Deus para receber, restaurar, celebrar, edificar, exercer os dons”, declara o pastor. Oliveira é firme quanto ao papel da igreja na salvação do mundo. “Foi isso o que aconteceu no Céu, com Lúcifer, e com Adão e Eva no Edén. Quiseram ser independentes. A igreja é o único e o último projeto de Deus para abençoar as nações sendo sal e luz. A única esperança do mundo está na igreja de Jesus Cristo. E ele virá buscá-la”, diz. O bispo Antônio Costa, presidente da Igreja de Nova Vida de Brasília (DF), concorda com o pastor Joel. Segundo ele, não há vida fora do corpo. “Nós fazemos parte de um corpo, e um membro separado do corpo não tem vida, perece. Essa teoria defendida por eles contraria tudo aquilo que Jesus instituiu. Foi Jesus quem criou e organizou a igreja”, salienta. Nomadismo Apesar de compartilhar da mesma opinião que seus colegas, o pastor Antônio Pereira da Costa Júnior, da Primeira Igreja Congregacional Vale da Bênção, em Santa Cruz do Capibaribe (PE), faz algumas ressalvas. “De fato, todo cristão fiel pode adorar a Deus aonde quiser. O véu já se rasgou, o caminho já foi aberto pelo sangue de Jesus”, destaca o pastor, que faz menção à vida de Paulo como um cristão que tinha tudo para não estar ligado a igreja alguma e, no entanto, defendia a instituição. “Paulo foi um cristão que não precisou da igreja para se converter. Se existiu alguém que poderia defender a tese de que não precisamos de uma igreja local, seria o apóstolo. Porém, o próprio Paulo abriu, trabalhou e abençoou várias igrejas, sempre debaixo da consciência e da autoridade do colégio apostólico.” Para Costa Júnior, muitos abandonam os templos evangélicos por causa de problemas que tiveram dentro da igreja. “Se problemas fossem motivos para se abandonar os templos e viver um cristianismo hippie, então Paulo teria dito isso aos irmãos de Corinto. Apesar de tantos problemas na igreja local, o apóstolo Paulo nunca aconselhou ninguém a deixar a igreja para ser um cristão nômade pelas ruas de Jerusalém”, compara.
Texto extraído da REVISTA IGREJA

28.10.08

O chip que pode ser implantado sob a pele

O chip que pode ser implantado sob a pele.

"A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome. Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis" (Ap 13.16-18).

A discoteca espanhola Baja Beach Club em Barcelona começou a usar, pela primeira vez no mundo, algo semelhante à marca descrita no último livro da Bíblia... Os clientes habituais da discoteca podem mandar implantar um chip no braço. Além dos dados pessoais ele terá capacidade de armazenar seu saldo. Na entrada, os clientes "chipados" serão facilmente identificados através de um leitor de raios laser e os garçons poderão debitar as despesas diretamente no braço do cliente. Quando o saldo acabar, bastará recarregá-lo.

O chip é um produto da empresa norte-americana Applied Digital Solutions... Seu plano é implantá-lo no maior número possível de pessoas.

Localização via satélite (GPS).

Chips com outras capacidades estão sendo desenvolvidos e usados nos Estados Unidos, por exemplo, para aumentar as vendas da multinacional de bebidas Coca-Cola. Ela lançou uma campanha de marketing centrada em 120 latas de refrigerante especiais. Sua aparência e seu peso não permitem reconhecer que estão equipadas com telefone celular e um chip GPS (Global Positioning System). Os felizes compradores das latinhas premiadas devem identificar-se por telefone notificando seu achado e levar a latinha sempre consigo até que uma equipe da Coca-Cola os localize para informá-los sobre seus prêmios".

Essas notícias comprovam a atualidade das afirmações bíblicas! Como é possível que alguém, há dois mil anos atrás, distante de todas as possibilidades tecnológicas de hoje, tenha descrito tais desenvolvimentos? Em Apocalipse 13 são relatados acontecimentos que se dariam apenas nos tempos finais, pouco antes da volta de Jesus. O idoso apóstolo João, que vivia exilado na ilha de Patmos, escreveu que, no fim dos tempos, as pessoas iriam receber uma marca em sua mão direita ou em sua fronte, e que poderiam comprar ou vender apenas com ela. Além disso, ele fala de uma imagem que teria fôlego e falaria (Ap 13.15). Como ele podia ter a certeza e a "ousadia" de escrever algo assim? Naquela época, suas afirmações estavam bem longe da realidade. Além disso, o que significavam suas palavras? Que valor tinham essas descrições minuciosas de algo que ninguém conhecia? Será que João não temia cair no ridículo ou não havia o perigo da Bíblia ser posta de lado por ser considerada uma coleção de fábulas? Qualquer "ser pensante" – caso a Bíblia fosse um "conto de fadas" – teria evitado fazer afirmações desse teor, preferindo escrever coisas mais genéricas, pensamentos filosóficos ou literatura poética. Mas João estava absolutamente convicto de que tudo o que viu e escreveu correspondia integralmente à verdade.

A Bíblia não é, de forma alguma, um livro de contos. Ela é a revelação divina à humanidade. Só um Deus que conhece os mínimos detalhes do futuro e dos processos históricos pode mandar escrever fatos futuros através da inspiração de Seu Espírito. Somente Deus sabia de antemão que aproximadamente mil e novecentos anos mais tarde um aparelho iria influenciar o mundo através de uma imagem que fala e se move. Somente um Ser Supremo poderia saber que dois mil anos depois seria possível implantar um chip sob a pele. Apenas Ele poderia mandar predizer que essas coisas incomparáveis iriam acontecer. Somente um Deus que é a Verdade poderia anunciar algo tão "inacreditável" para provar que Sua Palavra é verdadeira e que podemos crer em tudo o que Ele diz. O Senhor Jesus expressou essa verdade ao dizer: "Desde já vos digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais que EU SOU" (Jo 13.19).

A última fase do fim dos tempos teve início com o ajuntamento dos judeus em sua pátria e com a fundação do Estado de Israel em 1948. Praticamente em paralelo, os processos em desenvolvimento no nosso mundo se direcionam em ritmo cada vez mais acelerado para o cumprimento do Apocalipse.

"Quem não se deixa vencer pela verdade divina será vencido pelo engano", disse Agostinho. Não resta muito tempo para ridicularizar a Bíblia, pois a seriedade de suas palavras é muito evidente! (Norbert Lieth).

Fonte: CHAMADA.com.br

27.10.08

De ganhar almas para missão integral

Poor KidDevo confessar que durante muitos anos após minha conversão, eu não sabia o que era amar as pessoas realmente. Eu pregava o Evangelho, queria ganhar almas, visitava presos e sem-tetos, mas parecia apenas uma obrigação, algo para ver-me livre do senso de culpa que eu teria caso não fizesse isso. Naquela época, eu não dava valor algum para obras sociais. Pelo contrário, eu pensava que além de ser perda de tempo, envolver-se com projetos sociais representava também o risco de cair em “heresias” como as da Teologia da Libertação. O que importava mesmo era “ganhar almas” para Cristo. A experiência de ver as pessoas como pessoas (e não como almas a serem salvas para aumentar o galardão no céu) foi um processo lento que começou quando eu estava no seminário. Fui enviado com uma pequena equipe para fazer um estágio em uma cidade mineira e implantar lá uma igreja evangélica. Após seis meses, havíamos feitos muitos amigos e uma pequena comunidade de discípulos de Jesus estava se formando, quando fomos chamados a retornar para o seminário. Lembro-me da indignação que eu e meus companheiros sentimos ao ter que deixar aquelas pessoas com lágrimas nos olhos, quase como órfãos espirituais. De alguma forma, nosso sentimento era de que nós as havíamos usado como laboratório ministerial. Mas elas eram pessoas, gente, seres humanos com necessidades reais, com capacidade de amar e se ferir. Não eram almas para serem salvas, mas pessoas que aprendemos a amar no processo de compartilhar o amor de Deus a elas. Anos mais tarde, morando em Amsterdam, comecei a freqüentar reuniões de terças-feiras à noite no The Cleft (a fenda), um dos ministérios da JOCUM bem no coração do Red Light District (distrito da luz vermelha). Andando pelas ruelas cercado de prostitutas nas vitrines e dezenas de sex shops com material explícito à vista, eu caminhava de cabeça baixa. Não me sentia à vontade fazendo o caminhada até o local, mas como havia sido chamado lá para interpretar os estudos bíblicos para uma prostituta brasileira chamada Isabel, eu fazia o esforço de ir até lá. Ao começar a interpretar para Isabel, de repente, comecei a vê-la não como uma prostituta, um produto, mas como um ser humano, frágil, com medo, perdida. Percebi que ela era tão carente de Deus quanto eu mesmo. Foi a primeira vez que olhei para uma prostituta como ser humano. Com o tempo, entendi que eu estivera sofrendo como resultado da dicotomia entre alma e espírito que valoriza um em detrimento do outro. Compreendi que o ser humano é um todo complexo de corpo material e alma imaterial, e que, portanto, o chamado de Deus é para amar a pessoa por inteiro e não apenas se interessar por sua alma. Minha missiologia passou a ser um pouco mais holística, assim como diz o Manifesto de Manila: “Todo o Evangelho para a pessoa por inteiro em todo mundo.” Minha visão deixou de ser de apenas salvar almas, para amar e servir seres humanos criados à imagem e semelhança de Deus. Já não estou interessado em estatísticas de conversão tanto quanto estou em ver pessoas sendo abraçadas pelo amor sem medidas do Pai, através de Seu Corpo na terra, a Igreja. Afinal de contas, Jesus disse que o amor seria a marca de seus seguidores. O apóstolo João expandiu isso dizendo que é praticamente impossível amar a Deus sem amar o próximo - e se o próximo estiver em necessidade e eu tiver recursos e não fizer nada por ele, como ouso dizer que amo a Deus? Ganhar almas é relativamente fácil; difícil é amar pessoas, pois exige a crucificação do eu. Se a Igreja é uma comunidade de irmãos e irmås, uma família espiritual, ela precisa ver as pessoas como pessoas, e não meras almas penadas entre o céu e o inferno. Por isso não dizemos: “Eu amo sua alma”, mas “Eu amo você.”

Por Sandro Baggio

Blog do rev Baggio

26.10.08

Espírito Santo e o fogo: O Reino dos Céus, o joio e o trigo

"Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo" MT 3.11 - LC 3.16

"Eis uns versículos muito comentados no meio do cristianismo. Mas o que realmente vem a ser o Espírito Santo e o fogo nestes versículos?" Se considerarmos estes versículos isoladamente do contexto, temos um sentido literal de que o Espírito Santo e o fogo são duas coisas positivas para os que crêem; dando a entender que além do Espírito Santo, "que é positivo", o crente também será batizado com fogo. Dá-nos uma idéia então de que só o Espírito Santo não é suficiente, precisamos de algo mais, não valorizando o mesmo. Então, por quê em MC 1:8 e JO 1:33 não acrescenta o fogo, uma vez que está só registrado o Espírito Santo? Em, João 16.7, quando Jesus faz a promessa de nos enviar o próprio consolador para convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo, vemos neste texto que só é prometido o consolador, ou seja, o Espírito Santo, e no contexto, nenhuma vez é falado ou prometido que nos será enviado o fogo.

Temos que entender então, o que é falado em MT 3.11 e LC 3.16 "Ele vos batizará com o Espírito Santo e com Fogo". Nos mesmos versículos João Batista diz "Eu vos Batizo com água"; este batismo não é simplesmente o descer as águas, mas o testemunhar que fomos batizados em Cristo Jesus na sua morte, "Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida" RM 6.4. O que é então, sermos batizados com o Espírito Santo e com fogo? Temos então no versículo 12 de Mateus capítulo 3 a resposta: "A sua pá, ele a tem na mão e limpará completamente a Eira; Recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível". O celeiro no versículo 12 e o Espírito Santo no versículo 11 têm o mesmo sentido de "Reino dos Céus", e o "fogo inextinguível" no versículo 12 e o "fogo" no versículo 11 estão falando da "Ira vindoura".

Antes da fundação do mundo, Deus já tinha estabelecido o seu propósito em Cristo, a vida eterna para os que crêem, e permanecem, crendo até sua morte física; e a morte eterna (lago de fogo) para os que não creram e para aqueles que creram, mas não permaneceram crendo até sua morte física como alerta Jo 15.4 "permanecei em mim" e afirma no versículo 7 "Se alguém não permanecer em mim será lançado fora". Então meus irmãos, quando lemos: "Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. A sua pá, ele a tem na mão e limpará completamente a sua eira; recolherá o seu trigo no celeiro, mas queimará a palha em fogo inextinguível", estamos sendo exortados a produzir frutos dignos de arrependimento. Se não permanecermos nele, "Cristo", seremos queimados eternamente como a palha no fogo inextinguível. Mas se permanecermos, então, que maravilha, naquele Dia, o Senhor nos recolherá como o trigo, no seu celeiro eterno (Reino dos céus).

A palha são os homens que não creram e nem permaneceram; o trigo são os que creram até o fim (permaneceram); o celeiro é o reino dos céus e o fogo inextinguível é o lago de fogo (ver MC 9:43 parte final do versículo). Exatamente igual à explicação da parábola do joio e do trigo em MT 13.40 "Pois, assim como o joio é recolhido e lançado ao fogo, assim será na consumação do século", e no vs. 43 "Então, os justos resplandecerão como o sol, no reino do Pai". Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor.

Fabio Azevedo e Joselito Amorim
Fonte:www.famintosporjesus.com.br
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1 Timóteo 5:23 “Não continues a beber somente água; usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades”.

Por causa desse conselho de Paulo ao jovem Timóteo, hoje, muitos crentes alegam que inexiste algum mal em consumir vinho. Além do mais, o próprio Jesus realizou seu primeiro milagre, transformando água em vinho, nas bodas de Caná da Galiléia. E ainda, antes de morrer na cruz, recomendou-nos que tomássemos o vinho do seu cálice, simbolizando o seu sangue derramado na cruz. 1Cor.11:25 – “Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim”.

Você julga estar correto o pensamento adotado por muitos irmãos, que não vêem mal algum em consumir vinho, desde que moderadamente? Afinal de contas, a própria Bíblia deixa claro que o consumo pode ser moderado. Veja:

1 Timóteo 3:8 “Semelhantemente, quanto a diáconos, é necessário que sejam respeitáveis, de uma só palavra, não inclinados a muito vinho, não cobiçosos de sórdida ganância”.

Tito 2:3 “Quanto às mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias em seu proceder, não caluniadoras, não escravizadas a muito vinho...”

Bem, pelos textos lidos, parece que, pelo menos, beber um pouco de vinho não faz mal...

E então? Qual a sua opinião? O crente em Jesus pode... ou não deve... tomar vinho? A Bíblia fala mais alguma coisa que se possa concluir o contrário?


Vejamos algumas outras passagens bíblicas que nos falam sobre o consumo do vinho:

Porque comem o pão da impiedade, e bebem o vinho da violência. (Provérbios 4:17 BRP)
29 Para quem são os ais? Para quem os pesares? Para quem as pelejas? Para quem as queixas? Para quem as feridas sem causa? E para quem os olhos vermelhos? 30 Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando vinho misturado. (Provérbios 23:29-30 BRP)
Vinde, dizem, trarei vinho, e beberemos bebida forte; e o dia de amanhã será como este, e ainda muito mais abundante. (Isaías 56:12 BRP)
Mas também estes erram por causa do vinho, e com a bebida forte se desencaminham; até o sacerdote e o profeta erram por causa da bebida forte; são absorvidos pelo vinho; desencaminham-se por causa da bebida forte; andam errados na visão e tropeçam no juízo. (Isaías 28:7 BRP)
Tanto mais que, por ser dado ao vinho é desleal; homem soberbo que não permanecerá; que alarga como o inferno a sua alma; e é como a morte que não se farta, e ajunta a si todas as nações, e congrega a si todos os povos. (Habacuque 2:5 BRP)

O seu vinho é ardente veneno de serpentes, e peçonha cruel de víboras. (Deuteronômio 32:33 BRP)

31 Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. 32 No fim, picará como a cobra, e como o basilisco morderá. 33 Os teus olhos olharão para as mulheres estranhas, e o teu coração falará perversidades. (Provérbios 23:31-33 BRP)
E no dia do nosso rei os príncipes se tornaram doentes com frascos de vinho; ele estendeu a sua mão com os escarnecedores. (Oséias 7:5 BRP)
Ai daquele que dá de beber ao seu companheiro! Ai de ti, que adiciona à bebida o teu furor, e o embebedas para ver a sua nudez! (Habacuque 2:15 BRP)

Ai dos que são poderosos para beber vinho, e homens de poder para misturar bebida forte; (Isaías 5:22 BRP)
Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. (1 Coríntios 6:10 BRP)
Fizeste ver ao teu povo coisas árduas; fizeste-nos beber o vinho do atordoamento. (Salmos 60:3 BRP)
Porque na mão do SENHOR há um cálice cujo vinho é tinto; está cheio de mistura; e dá a beber dele; mas as escórias dele todos os ímpios da terra as sorverão e beberão. (Salmos 75:8 BRP)
Desperta, desperta, levanta-te, ó Jerusalém, que bebeste da mão do SENHOR o cálice do seu furor; bebeste e sorveste os sedimentos do cálice do atordoamento. (Isaías 51:17 BRP)
Assim diz o teu Senhor o SENHOR, e o teu Deus, que pleiteará a causa do seu povo: Eis que eu tomo da tua mão o cálice do atordoamento, os sedimentos do cálice do meu furor, nunca mais dele beberás. (Isaías 51:22 BRP)
Porque assim me disse o SENHOR Deus de Israel: Toma da minha mão este copo do vinho do furor, e darás a beber dele a todas as nações, às quais eu te enviarei. (Jeremias 25:15 BRP)
Também este beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. (Apocalipse 14:10 BRP)
E a grande cidade fendeu-se em três partes, e as cidades das nações caíram; e da grande Babilônia se lembrou Deus, para lhe dar o cálice do vinho da indignação da sua ira. (Apocalipse 16:19 BRP)

Conclusão:

1) Um sacerdote não bebia vinho quando ia ao santuário: 8 E falou o SENHOR a Arão, dizendo: 9 Não bebereis vinho nem bebida forte, nem tu nem teus filhos contigo, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações; 10 E para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo, 11 E para ensinar aos filhos de Israel todos os estatutos que o SENHOR lhes tem falado por meio de Moisés. (Levítico 10:8-11 BRP)
2) Somos sacerdócio santo (1Ped 2:5-12) - 5 Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo. 6 Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; E quem nela crer não será confundido. 7 E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, A pedra que os edificadores reprovaram, Essa foi a principal da esquina, 8 E uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, 9 Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; 10 Vós, que em outro tempo não éreis povo, mas agora sois povo de Deus; que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia. 11 Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais que combatem contra a alma; 12 Tendo o vosso viver honesto entre os gentios; para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem.

3) somos o próprio templo do Espírito Santo de Deus (1Cor 3:16-17) – “16 Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? 17 Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo”. (1 Coríntios 3:16-17 BRP)
Quer mais?
4) Um rei não bebia (Pv. 31:4-7); 4 Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes o desejar bebida forte; 5 Para que bebendo, se esqueçam da lei, e pervertam o direito de todos os aflitos. 6 Dai bebida forte ao que está prestes a perecer, e o vinho aos amargurados de espírito. 7 Que beba, e esqueça da sua pobreza, e da sua miséria não se lembre mais.

Somos reis e príncipes-juízes (Ap. 1:4-6; 4 João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono; 5 E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Aquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, 6 E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém. (Apocalipse 1:4-6 BRP)
1Cor 2:14-16) - 14 Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 15 Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. 16 Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo.

E então, você continua com sua opinião? Podemos ou não consumir vinho ou qualquer outra bebida alcoólica?

VOCÊ DECIDE!

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O QUE VOCÊ ACHOU DESSA MATÉRIA?

Fonte: Momentos com JESUS

25.10.08

Como serão os últimos dias? - Rev. Sinesio Carlos dos Santos

Ligamos a TV, abrimos uma revista ou jornal e salta aos olhos a mensagem que mais deveria ser pregada hoje e que, por razões que a própria razão desconhece, tem sido relevada a segundo plano por todos nós: JESUS CRISTO ESTÁ VOLTANDO!
Um dos sinais mais evidentes que a Palavra de Deus nos mostra não é o amor esfriando, os irmãos se traindo mutuamente, a corrupção desenfreada, a natureza destruída, mas, sim, o crescimento sorrateiro da maior arma do Diabo, que sabe que todas estas coisas não destruirão a Igreja de Cristo, mas que, enfraquecendo o corpo, poderá tentar derrubá-lo. Por isto, como cupins diabólicos, de formas diversas e sutis, os demônios se infiltram no meio deles através da apostasia.
Apostasia, como encontramos em Hebreus 3.12, significa “apartar”, que define decaída, deserção, rebelião, abandono, retirada ou afastar-se daquilo a que se estava ligado.

O apóstolo Paulo, no seu cuidado para com a igreja que ainda engatinhava, deixa clara sua preocupação ao escrever, exortando, ao seu jovem filho na fé, Timóteo (I Tm 4.1-2; II Tm 3.1-5). Aqui em Curitiba, foi notícia nos jornais o fato de que o ex-presidente da Federação de Futebol do Paraná foi preso porque, entre outras coisas, abriu uma igreja chamada “Rede de Deus” para lavagem de dinheiro roubado. Alguns disseram: “Isto é apostasia!”. Na verdade, não é, pois, ele nem sequer é convertido. Como disse Paulo a Timóteo: Tem cuidado de si mesmo e da doutrina, persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem (I Tm 4.16). Apostatar significa cortar o relacionamento de salvação com Jesus ou afastar-se, deliberadamente, da Sua presença e da verdadeira fé, ainda que permaneça na igreja ou ministério. Portanto, a apostasia só é possível para quem já experimentou a salvação, a regeneração e a renovação pelo Espírito Santo. A apostasia pode envolver dois aspectos distintos, embora relacionados entre si:

1. A Apostasia teológica – a rejeição dos ensinos de Jesus e dos apóstolos ou d’algum deles somente.
2. A Apostasia moral – aquele que era cristão e deixa de estar firme em Cristo, voltando a ser escravo do pecado e da imoralidade, como contundentemente Pedro escreveu: o cão voltou ao seu próprio vômito; a porca lavada ao espojadouro de lama (II Pe 2.22).

A Palavra de Deus adverte enfaticamente quanto à possibilidade da apostasia, visando nos alertar do perigo fatal de abandonar nossa comunhão com Jesus, como para nos motivar a permanecermos firmes na fé e obediência, não nos deixando enganar pelos falsos profetas travestidos de pregadores de novas revelações, os quais introduzem heresias em nossas igrejas, pregando evangelhos que não são de Cristo. Mostram-se como verdadeiros anjos de luz, que prometem o céu na terra e que, infelizmente, têm encontrado portas abertas em algumas igrejas, as quais, literalmente, acabam amaldiçoadas.
Nossa relação com Deus e o nosso compromisso com Sua Palavra tem de ser inegociáveis.
O bezerro de ouro em Êxodo 32 é, entre outros, um exemplo de apostasia (Veja também II Reis 17). Em Jeremias, por três vezes nós vemos as razões do cativeiro e todas elas nos remetem ao mesmo motivo: Apostasia (Jr 2.19; 5.6; 8.5).
Estou colocando o assunto como uma questão pessoal de cada indivíduo somente. Quem sabe, um dia, venhamos a escrever sobre o assunto como doutrina e, até, apontando seitas surgidas de divisões e movimentos apóstatas com roupagem de igrejas evangélicas, que, aliás, é o que mais se multiplica no mundo graças aos insensatos que nunca quiseram se aprofundar no conhecimento da Palavra, tornando-se presas fáceis para os espertalhões que se “autoungem” e se “autoconsagram” apóstolos, bispos, divindades e santidades.
A apostasia não cai como um raio em nossa cabeça. Ela é sutil, vem devagar, caminhando como uma fera à espreita de sua caça.
Seus passos se desenvolvem assim:

1. O cristão, por sua falta de fé sobrenatural nascida das experiências com o próprio Deus, deixa de levar plenamente a sério as verdades, exortações, advertências, promessas e ensinos da Palavra de Deus e se permite deixar levar por “ventos de falsas doutrinas”, lendo ou ouvindo fábulas.
2. Quando a realidade, as lutas e provações do mundo chegam, aparentemente, a ser maiores do que as do Reino de Deus, o cristão deixa gradativamente de aproximar-se do Senhor, não entendendo que “não” também é resposta.
3. Por causa da aparência enganosa do pecado, a pessoa se torna cada vez mais tolerante com ele em sua própria vida e passa a não mais amar a retidão e a não odiar mais o pecado. Uma das armas mais eficazes do Diabo é nos fazer pecar sem acreditarmos que seremos descobertos. Davi que o diga!
4. Por não dar mais ouvidos às repreensões de Deus, endurecendo o seu coração à voz do Espírito Santo, desprezando os caminhos do Senhor, sem perceber que só falta uma gota para fazer transbordar o cálice da ira.
5. Por entristecer o Espírito Santo, extinguindo sua chama em nós e profanando o seu templo, levando-o a afastar-se de nós.
6. Pior é que, se a apostasia continua sem freio, o indivíduo pode chegar a um ponto que não dá mais para recomeçar, tendo sua consciência cauterizada por cometer o pecado sem perdão. Há um limite para a paciência de Deus. Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações (Hb 3.15; 4.7). A palavra é “Hoje”, não amanhã.
7. No entanto, quem sinceramente se preocupa com sua salvação, sua condição espiritual e sente no seu coração o desejo de voltar-se arrependido para Deus, tem, nesta atitude, uma clara evidência de que não cometeu a apostasia imperdoável. O sangue de Jesus continua tendo o poder para nos libertar de todo pecado. Deus não quer que ninguém pereça e recebe os pródigos com alegria, como fez com Pedro, que chorou, arrependeu-se e saiu daquele meio.

Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios (I Tm 4.1).

Aí está a verdadeira fonte da apostasia: os espíritos enganadores, os ensinos de demônios, os falsos pastores, a má influência de pessoas dentro da própria igreja, os interesses secundários, a incredulidade e a falta de perseverança na palavra e na doutrina com que fomos ensinados. Essa confusão religiosa nos dias atuais, tantos escândalos, o evangelho vulgarizado, esse tumulto de fanáticos, essa miscelânea de igrejas e divisões, essa confusão teológica, tanta gente usando Deus para seus propósitos financeiros, essa falta de clareza e a incapacidade de fazer diferença entre o que é falso e o que é verdadeiro, essa profanação desenfreada do que é santo, tanta sandália suja pisando altares, tanta gente tão cheia de si que não cabe Deus, sem dúvida identifica um período da história que podemos denominar de Tempo da Apostasia, como disse Jesus: Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Mas, aquele que perseverar até ao fim será salvo(Mateus 24.10-13).

Que este ano de 2008 seja o melhor do seu ministério até aqui é o desejo do meu coração. Que, mais do que nunca, a Bandeira Quadrangular tremule nas nossas igrejas e o evangelho de Cristo seja pregado com responsabilidade e poder.

Rev. Rogério Amorim
Pastor da Catedral Quadrangular em Curitiba/PR
1º. Vice-presidente do CND
Secretário Geral de Ação Social

Fonte: www.igrejaquadrangular.org.br