27.4.13

Medida do governo angolano assegura 'monopólio' à IURD

O governo de Angola baniu a maioria das igrejas evangélicas brasileiras do país.

Segundo o governo, elas praticam "propaganda enganosa" e "se aproveitam das fragilidades do povo angolano", além de não terem reconhecimento do Estado.

"O que mais existe aqui em Angola são igrejas de origem brasileira, e isso é um problema, elas brincam com as fragilidades do povo angolano e fazem propaganda enganosa", disse à Folha Rui Falcão, secretário do birô político do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e porta-voz do partido, que está no poder desde a independência de Angola, em 1975.

Cerca de 15% da população angolana é evangélica, fatia que tem crescido, segundo o governo.

Em 31 de dezembro do ano passado, morreram 16 pessoas por asfixia e esmagamento durante um culto da Igreja Universal do Reino de Deus em Luanda. O culto reuniu 150 mil pessoas, muito acima da lotação permitida no estádio da Cidadela.

O mote do culto era "O Dia do Fim", e a igreja conclamava os fiéis a dar "um fim a todos os problemas que estão na sua vida: doença, miséria, desemprego, feitiçaria, inveja, problemas na família, separação, dívidas."

O governo abriu uma investigação. Em fevereiro, a Universal e outras igrejas evangélicas brasileiras no país -- Mundial do Poder de Deus, Mundial Renovada e Igreja Evangélica Pentecostal Nova Jerusalém-- foram fechadas.

No dia 31 de março deste ano, o governo levantou a interdição da Universal, única reconhecida pelo Estado.

Mas a igreja só pode funcionar com fiscalização dos ministérios do Interior, Cultura, Direitos Humanos e Procuradoria Geral da Justiça. As outras igrejas brasileiras continuam proibidas por "falta de reconhecimento oficial do Estado angolano". Antes, elas funcionavam com autorização provisória.

As igrejas aguardam um reconhecimento para voltar a funcionar, mas muitas podem não recebê-lo. "Essas igrejas não obterão reconhecimento do Estado, principalmente as que são dissidências, e vão continuar impedidas de funcionar no país", disse Falcão. "Elas são apenas um negócio."

Segundo Falcão, a força das igrejas evangélicas brasileiras em Angola desperta preocupação. "Elas ficam a enganar as pessoas, é um negócio, isto está mais do que óbvio, ficam a vender milagres."
Em relação à Universal, a principal preocupação é a segurança, disse Falcão.

26.4.13

Jesus Cristo vira hipster em anúncios de diocese norte-americana



publicado no Adnews

A Diocese Católica do Brooklyn resolveu inovar na maneira de se comunicar. A entidade decidiu criar anúncios que exibem os pés de Jesus Cristo calçados com Converse’s All Stars, seguidos da frase “O Hipster Original”.

Segundo a própria diocese, os anúncios fazem uma referência a uma piada de Seth Meyers. Ele disse, durante o programa Saturday Night Live, que os tênis da marca “Converse” (Uma das traduções para “Conversão” em inglês) são responsáveis por muitos católicos estarem retornando à Igreja Católica.

No mesmo comunicado, a diocese diz que os anúncios mostram um lado mais “legal” e receptivo da Igreja Católica.

“A vida é muito mais fácil quando você tem senso de humor. Claro que estamos zombando de nós mesmos, mas também estamos deixando claro que nas Igrejas Católicas do Brooklyn e Queens, todos são bem-vindos”, diz monsenhor Kieran Harrington, porta-voz da diocese.

À CNN, ele explicou que um Hipster, na sua visão, nada mais é que alguém que vai contra a cultura vigente, o mainstream. Segundo Herrington, Jesus se posicionava contra a cultura da maioria em sua época. Com informações do PAVABLOG

25.4.13

Ativistas desrespeitam bispo da Igreja Católica


Do Verdade Gospel
Ativistas seminuas do grupo feminista Femen invadiram uma conferência em uma universidade de Bruxelas. Durante o ato, manifestantes agrediram com jatos de água o arcebispo de Mechelen-Bruxelas, Andre-Joseph Leonard. O religioso se manteve calado, não reagiu e evitou olhar para as ativistas. (Veja as imagens abaixo)
De acordo com agências internacionais, a motivação para o ato de selvageria foi protestar contra a homofobia. No fim da manifestação, a reação do arcebispo foi beijar uma imagem da Virgem Maria ao deixar a sala.
Nascido na Ucrânia e com filiais em vários países (incluindo o Brasil e nações de maioria islâmica), o Femen costuma fazer campanhas pelos direitos das mulheres e de minorias, sendo uma de suas bandeiras a defesa do casamento gay. O grupo também já realizou atos contra os casos de pedofilia na Igreja.
Veja as imagens da agressão abaixo.
Imagem: Reprodução (AFP e Reuters)
Imagem: Reprodução (AFP e Reuters)
Imagem: Reprodução (AFP e Reuters)
Imagem: Reprodução (AFP e Reuters)
Imagem: Reprodução (AFP e Reuters)
Fonte: O Globo

24.4.13

Papa Chico I afirma: “O único caminho é Jesus”

O Papa afirma que entre cristãos há “bandidos
que usam a religião como um negócio”

Numa missa realizada em, 22 de abril, na Casa Santa Marta, o papa Francisco afirmou que na comunidade cristã existem “ladrões e bandidos que usam a religião como um negócio”.
Durante sua homilia, Francisco afirmou que no contexto do corpo de Cristo, “a única porta para entrar no Reino de Deus, para entrar na Igreja” é Jesus, e as pessoas que buscam fazer parte da comunidade sem entrar por essa porta, estão querendo “tirar proveito em benefício próprio”.
Segundo o papa da Igreja Católica, “na comunidade cristã há arrivistas”, que segundo ele, “fingem que fazem parte mas são ladrões e bandidos, já que roubam a glória de Jesus, buscam sua própria glória. Para eles, como os fariseus, a religião é um negócio”, alertou, de acordo com informações do G1.
O papa ressaltou ainda que os verdadeiros cristãos são “humildes, pobres, justos, mansos” e que devem ter como característica, “seguir as bem-aventuranças”. Francisco observou ainda que “há muitos caminhos, talvez mais vantajosos, para chegar, mas são enganosos, não são verdadeiros, são falsos. O único caminho é Jesus”.
Contra os críticos que possam rebater seu discurso classificando-o como inadequado, Francisco respondeu: “Alguns dirão, Pai, o senhor é fundamentalista! Não, simplesmente Jesus disse isso: ‘eu sou a porta, eu sou o caminho que dá a vida’. Só isso”, argumentou, antes de mencionar a ambição como uma fraqueza que leva os homens a crerem que são “donos deles mesmos e não ser humildes filhos e servos do Senhor”, e isso os leva a tentar entrar no céu “por outras portas ou outras janelas”.
-Não busquem outras portas que parecem mais fáceis, confortáveis. Chamem sempre a de Jesus. Ele jamais desilude, jamais engana. Jesus não é um ladrão, não é um bandido. Deu sua vida por nós e cada um de nós devemos pedir por favor que nos abra, que nos deixe entrar – orientou o papa.  Por Tiago Chagas, para o Gospel+

23.4.13

“nós não temos vergonha da Palavra de Deus” diz Dr. Hollywood que se filiou ao PSC


O PSC, do deputado federal Marco Feliciano (SP), ganhou mais um nome midiático para suas fileiras. Na manhã da sexta-feira (19), assinou sua ficha de filiação ao partido o médico Roberto Miguel Rey,mais conhecido como Robert Rey ou Dr. Hollywood — famoso por ser cirurgião plástico de estrelas de cinema e apresentador de TV.
— Procurei esse partido porque, aqui, nós não temos vergonha da palavra de Deus. Entendo que o mundo está entrando no caos porque as pessoas não querem mais ouvir a palavra de Deus.
Dr. Rey tentará se eleger para uma das vagas na Câmara dos Deputados em 2014. A filiação se deu a convite do presidente do PSC-SP, Gilberto Nascimento:
— Ele é um cara bastante preparado, jovem, mas com uma experiência de vida admirável. Uma pessoa que soube aproveitar todas as oportunidades que a vida lhe ofereceu.
A filiação foi brindada com um coquetel na Assembleia Legislativa de São Paulo. Na oportunidade, o vice-presidente do PSC, Everaldo Pereira, disse que o partido terá um nome para disputar a presidência:
— Nós estamos em uma marcha de crescimento e, em 2014, lançaremos candidato próprio à Presidência da República. Com informações do R7

22.4.13

A força dos Evangélicos, também em assembleias

Em quase todas as Assembleias Legislativas do Brasil, o número de deputados evangélicos cuja atuação política é marcada por sua religião é bem maior que o de católicos, revela levantamento inédito do Estado. Em todos os Estados, aqueles que se declaram católicos ainda são maioria da população.

Assim como no Congresso, que tem uma frente evangélica oficial, nas Assembleias também são os pentecostais que trazem suas convicções religiosas e morais para o topo de sua agenda. É um fenômeno relativamente novo no Brasil, que resulta de uma mobilização de diversas igrejas pentecostais – principalmente a Assembleia de Deus, a Igreja Universal do Reino de Deus e a do Evangelho Quadrangular – para ocupar espaço no Legislativo, na mídia e na paisagem das cidades, com seus templos espalhados pelo Brasil (e por muitos países do mundo).

Dos Estados mais ricos e populosos, o Rio de Janeiro é o que tem a maior fatia de evangélicos militantes em sua Assembleia Legislativa: 21%, próximos dos 29% de evangélicos na população. A de São Paulo também é expressiva: 11% de deputados evangélicos militantes para 24% de pessoas que se declararam evangélicas no Censo de 2010.Assim como no Congresso, que tem uma frente evangélica oficial, nas Assembleias também são os pentecostais que trazem suas convicções religiosas e morais para o topo de sua agenda. É um fenômeno relativamente novo no Brasil, que resulta de uma mobilização de diversas igrejas pentecostais – principalmente a Assembleia de Deus, a Igreja Universal do Reino de Deus e a do Evangelho Quadrangular – para ocupar espaço no Legislativo, na mídia e na paisagem das cidades, com seus templos espalhados pelo Brasil (e por muitos países do mundo).

Desse levantamento foram excluídos os deputados protestantes e católicos cuja religião é conhecida, mas não fica explicitada na sua busca por votos nem na sua atuação parlamentar. Esses números, obtidos por meio de entrevistas com jornalistas que acompanham de perto o dia a dia das Assembleias, pesquisas nos currículos e no noticiário, não obedecem a critérios científicos.

Mas eles dão uma noção do trabalho sistemático de algumas correntes evangélicas, que se aglutinam em organizações como a Associação dos Parlamentares Evangélicos do Brasil (Apeb) e o Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (Fenasp). Em suas reuniões e documentos públicos, essas entidades afirmam abertamente que seu objetivo é ampliar o número de representantes evangélicos nos legislativos municipais, estaduais e federal.

Em apenas três Assembleias – de São Paulo, do Paraná e de Pernambuco – há bancadas evangélicas oficiais, como a do Congresso Nacional. Nas outras, os deputados militantes evangélicos atuam como grupo de forma pontual. Por meio de articulações políticas mais amplas, eles conseguem resultados que transcendem seus números.

Fonte: Estadão.com

20.4.13

A Suposta Maldição sobre Negros e Africanos

Nota de Esclarecimento e Repúdio da Aliança Cristã Evangélica

A Aliança Evangélica vem a público para repudiar o uso inadequado das Escrituras Sagradas, a Bíblia, juntamente com as interpretações e afirmações daí decorrentes, especificamente as feitas quanto a supostas maldições existentes sobre africanos e negros.

Afirmações desta natureza são fruto de leitura mal feita de parágrafos bíblicos, tomados fora do seu contexto literário e teológico, que acabam por colaborar com os interesses de justificar pensamentos e práticas abusivas, contrárias ao espírito da Palavra de Deus, cujo foco está na Justiça, na Libertação e na promoção da Vida e Dignidade Humana.

O texto em questão, que tem servido de pretexto para declarações insustentáveis, tanto em púlpitos, redes sociais, na tribuna do Parlamento e até protocoladas junto à Justiça Federal, sob o manto da imunidade parlamentar, versa sobre o significado da passagem bíblica encontrada no Livro de Gênesis capítulo 9, versos 20 a 27.

Nessa passagem Noé, embriagado, despe-se e assim é surpreendido por seu filho Cam que, ao invés de manter a discrição e o respeito devidos ao pai, o anuncia aos seus irmãos; estes se recusam a ver o pai nesse estado e, sem olhar para ele, cobrem-no com uma manta. Desperto Noé, ao saber da postura de seu filho Cam, amaldiçoa seu neto Canaã, filho de Cam, destinando-lhe a servidão.

O equívoco em questão dá a entender que a maldição proferida pelo patriarca bíblico contra Canaã, seu neto e filho de Cam, atinge os seres humanos de tez negra que habitaram, originariamente, o continente africano, o que explicaria os vários infortúnios em sua história passada e presente, culminando no longo período em que foram feitos escravos no Ocidente; e que o ato de Cam em ver a nudez de seu pai, mais do que um desrespeito, indica um ato de violação sexual por parte de Cam.

Queremos salientar enfática e categoricamente:

Primeiro, Cam teve outros filhos: Cuxe, Mizraim e Pute, e somente Canaã foi amaldiçoado.

Segundo, embora o comportamento inadequado descrito no texto bíblico tenha sido o de Cam, filho de Noé, o objeto específico da maldição foi Canaã, o neto de Noé. [Segundo Orígines, um dos pais da Igreja, do sec. III, Canaã foi quem avisou seu pai sobre a situação do seu avô, publicando o que deveria ter mantido sob reserva]. Amaldiçoar, no senso bíblico, não determina a história, mas descreve a consequência da quebra dum princípio estabelecido pelo ato desrespeitoso; portanto, significa a percepção de efeitos e desdobramentos de um comportamento específico. Ou seja, a postura de Cam e de seu filho Canaã estabelece um padrão comportamental que resultaria numa situação de inversão paradoxal, onde alguns dentre os descendentes de Canaã se tornariam dominados e serviçais dos seus irmãos.

Terceiro, Canaã, neto de Noé, foi habitar e estabeleceu-se na região a oeste do rio Jordão, até a costa do Mediterrâneo (sudoeste da Mesopotâmia), onde os descendentes de Canaã desenvolveram práticas absurdas, inclusive o sacrifício de crianças, e não no continente africano!

Quarto, é de entendimento entre os teólogos especialistas no Velho Testamento que a maldição profética de Noé sobre Canaã foi cumprida quando da conquista da região povoada pelos descendentes de Canaã, os cananeus, por parte dos filhos de Jacó, sob o comando de Josué há mais de três milênios.

Quinto, a maldição proferida sobre Canaã pelo seu avô Noé significou uma percepção e discernimento sobre uma tendência comportamental de um grupo humano, antevendo o resultado de uma corrupção cultural e civilizatória específica e localizada, e em consequente servidão, e de modo nenhum faz referência à cor da sua pele.

Sexto, não há nada, absolutamente nada, nem neste texto bíblico em foco nem na Escritura como um todo, que indique qualquer maldição sobre negros e africanos, e muito menos algo que justifique a escravidão.

Sétimo, o texto bíblico precisa ser lido em seu contexto imediato e considerado à luz da totalidade da Escritura, como saudáveis práticas de interpretação bíblica nos ensinam. De acordo com o próprio capítulo 9 de Gênesis, verso 1 e seguintes, é indicado que o desejo de Deus e sua promessa visam abençoar, dar vida, alimento e todo o necessário para o desenvolvimento de todos os descendentes de Noé, seus filhos e de toda a família humana. A declaração divina de abençoar a Noé e seus descendentes é firme e abrangente, e não pode ser contestada ou reduzida pela declaração relativa e descritiva de Noé a respeito de seu neto.

Oitavo, Deus reafirma o desejo de abençoar a toda a humanidade, a todas as famílias da terra, raças e etnias no episódio descrito na sequência da narrativa bíblica, quando da vocação de Abrão (Genesis 12), intenção que tem seu ápice e culminância na pessoa, vida e ministério de Jesus e continuado em curso na Igreja. Em Cristo, toda maldição é destruída e uma Nova Criação é estabelecida, sendo chamados a participar deste novo concerto todas as nações, etnias, raças, povos e famílias de todas as terras e da Terra toda, sendo revogadas assim todas as maldições e oferecida salvação a todas as pessoas.

Nono, a alegada violação sexual de Cam a Noé não é sustentada pelo texto. A citação do texto da lei de Moisés que chama a violação de descobrir a nudez não dá suporte a tal alegação, uma vez que os verbos usados são diferentes na raiz e no significado: no primeiro caso, trata-se de observação a distância; e, no segundo caso, trata-se de ato deliberado contra outrem.

Décimo, toda vez, na história, que esse texto foi aventado a partir dessa hipótese vulgar, tratou-se de ato de má fé a serviço de interesses escusos, seja quando usado para justificar a escravidão de ameríndios no Brasil colonial, seja quando usado para justificar a escravidão dos africanos de tez negra, seja quando utilizado para a elaboração de sistemas legais de segregação social como o que ocorreu nos Estados Unidos, seja quando usado para justificar a política nefasta e mundialmente condenada do apartheid.

Tal leitura equivocada da Escritura corre o risco de ser vista como suspeita de esconder outros interesses de natureza política, econômica e de dominação social e religiosa. Não há nenhum apoio bíblico para defender qualquer maldição sobre negros ou africanos, que fazem parte, igualmente e em conjunto, da única família humana.

Lamentamos o equívoco provocado por tal vulgarização do texto bíblico, bem como a banalização quanto ao conteúdo de nossa fé, assim como repudiamos qualquer tentativa, intencional ou não, de uso inadequado do texto para quaisquer fins que não o de promover a vida, a libertação e a justiça, como a própria Escritura expressa muito bem.

Aliança Cristã Evangélica Brasileira

19.4.13

No Sudão, quem se declara cristão, é considerado criminoso

Um ano e alguns meses após a decisão de divisão do território em dois países distintos, as notícias sobre a região não são nada animadoras. Ainda acontecem muitos ataques mútuos e cristãos do Sudão do Sul têm sofrido forte perseguição. Cristãos de todo o mundo são convidados a continuar orando pelo Sudão do Sul e o Sudão

Tudo começou com um telefonema ao final do dia. Uma voz desconhecida do outro lado da linha deu instruções para Felipe: como prioridade das tarefas da manhã seguinte, ele deveria informar o escritório da Comissão de Ajuda Humanitária (HAC) sobre sua situação. A próxima coisa que ele soube é que estaria dividindo uma cela na prisão, com banheiros intoleráveis e algumas pragas infestadas nos cobertores utilizados por vários outros homens.

O terrível crime de Felipe: ele é cristão, de origem sudanesa do sul, e trabalha para trazer esperança aos sudaneses localizados ao norte, através de um ministério de prestação de serviços na área da saúde. A cidade de Cartum, no Sudão, é o único lugar do mundo o qual ele já conheceu, mesmo assim, por ser cidadão do Sudão do Sul, o governo do Norte considerou-o um estrangeiro e, portanto, indesejável ao país.

As hostilidades e tensões contra os cristãos no Sudão têm aumentado significativa e rapidamente. Em 2011, a nação vigorava na 35ª posição da Classificação de países por perseguição da Portas Abertas. Em 2012, passou a ocupar o 16º lugar. Quando um país “sobe” na lista, isso representa um aumento na perseguição aos cristãos. Em janeiro de 2013, o Sudão subiu ainda mais, preenchendo, atualmente, a 12ª posição.

Desde a separação do país em dois Estados: Sudão e Sudão do Sul, em 2011, o Sudão tornou clara a sua intenção de transformar a legislação nacional, baseando-a totalmente na Sharia (lei islâmica). Para tal, decidiu “tirar do caminho” qualquer um que possa atrasá-los a alcançar seu objetivo (como os cristãos, que são contrários ao estabelecimento de uma nação islâmica no Sudão, por exemplo).

Em 24 de dezembro de 2012, o jornal pró-governo Akhir Lahza anunciou uma operação contra organizações não governamentais que teriam recebido fundos dos EUA. Estes eventos destacam a intenção política do governo, que se utiliza, em grande de número, de publicidade da mídia para fazer valer a sua opinião favorável ao islamismo.

Sob tais circuntâncias, o sofrimento vivido diariamente e de maneira silenciosa, fica por conta da Igreja. A Portas Abertas soube que diversas congregações foram demolidas e muitos ministérios cristãos foram fechadas como parte dessa ação do governo de instaurar um Estado islâmico.

Saiba mais
Sudão e Sudão do Sul: a perseguição religiosa acontece em ambos os países
Fonte: Portas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

18.4.13

Manifestantes evangélicos pedem saída de deputados mensaleiros da CCJ

Wilson Dias/ABr

Um dos organizadores do manifesto diz que o protesto é uma resposta às críticas contra Feliciano

Um grupo de evangélicos realizou, na manhã desta quarta-feira (17), um protesto pedindo a saída da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) dos deputados petistas, condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no crime do mensalão, José Genoíno (SP) e João Paulo Cunha (SP).

Na ocasião, os manifestantes evangélicos exibiam cartazes com os dizeres: "Fora Genoíno", Fora João Paulo Cunha”, "Sim à Família" e “Cristão protesta com educação”. Os evangélicos também protestaram contra Projeto de Lei 122 em tramitação no senado, que criminaliza a homofobia. O deputado João Paulo Cunha não estava na sessão no momento do protesto e Genoíno tentou ignorar a manifestação dizendo que não respondia à provocação.

O deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC_SP), com o objetivo de argumentar aos ativistas dos movimentos LGBTs que pedem sua saída da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), também já havia se manifestado contra os deputados mensaleiros, O deputado Feliciano chegou a cogitar na semana passada que renunciaria o cargo da CDHM desde que os deputados condenados pelo crime do mensalão também saíssem. O líder do PT, José Guimarães (CE), rechaçou a proposta.

Os evangélicos, que declaram apoio à permanência de Feliciano na CDHM, realizaram um protesto pacífico contra os mensaleiros, sem criar tumulto, que aconteceu logo no início da reunião da CCJ. Segundo a Agência Brasil, o presidente da CCJ, Décio Lima (PT-SC), pediu para quem não fosse funcionário da câmara ou jornalista credenciado, que saíssem do plenário para dar prosseguimento à reunião. Décio justificou o pedido de saída dos manifestantes que, pela grande quantidade de pessoas que estavam presentes no plenário da CCJ e pela conversa, estavam atrapalhando o andamento dos trabalhos.

Segundo um dos organizadores do evento, pastor Edmar, para a Agência Brasil, participaram do protesto cerca de 70 evangélicos vindos de vários estados do Brasil. O pastor ressaltou que o manifesto é uma resposta às críticas contra Feliciano. "Protestamos contra a permanência do Genoíno na CCJ, enquanto estão protestando contra o pastor Marco Feliciano, que é um deputado ficha limpas”. disse o pastor à Agência Brasil.  
PorAdoniran Peres | Correspondente do The Christian Post

17.4.13

Modelo é usada pelo CQC para tentar seduzir deputado evangélico

No fim da última semana uma abordagem feita pelo programa CQC a um parlamentar evangélico acabou em boletim de ocorrência lavrado no Departamento de Polícia Legislativa (Depol) da Câmara. O deputado Francisco Floriano (PR-RJ), que é também pastor evangélico, acusou o programa de usar uma atriz para tentar “seduzir parlamentares” durante gravações do programa.

Floriano contou que foi a abordado por uma moça alta, bonita, trajando uma saia curta e uma blusa decotada, que entregou o currículo a ele e pediu emprego no gabinete.

- Ela continuou me seguindo e disse: eu quero falar com o senhor lá no gabinete. E eu repeti que ela entregasse para a chefe de gabinete. Só percebi algo errado quando o segurança me alertou e vi a câmera filmando escondida. Gosto do CQC, defendo a liberdade de imprensa, mas acho que agiram de má-fé. Outros deputados também se irritaram com a abordagem e contaram que ela ficou se insinuando – contou o deputado, que diz ter sido alertado pela segurança da Câmara de que estaria sendo enganado pelo programa.

- Eu sempre defendi o CQC, mas acho que há formas mais saudáveis de fazer humor, com respeito. Usar câmera escondida, currículo falso, que coisa absurda. Não precisam disso para alavancar a audiência – acrescentou o parlamentar.

Segundo o deputado, a modelo estava usando a distribuição do currículo como desculpa para se insinuar aos parlamentares e registrar a reação. Ela teria recebido um cachê de R$ 100, de acordo com o deputado. O registro da ocorrência, detalha que uma mulher com trajes “provocantes” abordava deputados no Salão Verde, área de acesso ao Plenário da Câmara.

- O deputado alegou que o CQC o abordou de forma inconveniente. Segundo ele, usaram uma moça com saia um tanto curta e um grande decote, apresentando currículo e um pedido de emprego. Quando foi alertado de que era uma brincadeira, ficou nervoso e disse que ia registrar queixa na Polícia Legislativa, o que de fato fez – explicou Antônio Geraldo Martins, diretor da Coordenação de Polícia Judiciária, que completou dizendo que o parlamentar disse ter ficado constrangido com a abordagem do programa.

- Ele é um pastor e disse que a base dele é de evangélicos. Disse que ficaria muito ruim aparecer na televisão sendo abordado por uma moça naqueles trajes – afirmou Martins.

De acordo com o jornal O Globo, a Polícia da Câmara disse que, pelas imagens gravadas do momento em que a moça conversa com Floriano, não é possível identificar a insinuação relatada pelo deputado. Martins afirmou ainda que a ocorrência “provavelmente não vai ter andamento”, tendo em vista que não foi detectado “qualquer tipo de delito para enquadramento”. Entretanto, a primeira-secretaria da Câmara, responsável pelas credenciais de jornalistas, pediu cópia da ocorrência para avaliar a atuação do programa.

O apresentador do programa, Marcelo Tas, comentou recentemente sobre as abordagem feitas a líderes políticos pelo programa, e disse que deputados e senadores antes fugiam de seus repórteres.

- Admiro os políticos que têm coragem de falar. Antes fugiam da nossa presença no plenário, até que o presidente Lula conversou conosco, razão pela qual hoje eles entendem o nosso papel na capital federal – afirmou Tas, que também comentou as declarações do presidente da Comissão de Direitos Humanos, Marco Feliciano.

- Temos que ter cuidado para não fazer com ele o que ele faz com as pessoas em relação ao preconceito. O que ele disse sobre o Caetano Veloso foi um absurdo, mas eu o perdoo pela ignorância – afirmou, durante uma entrevista para o programa “Show Business”.

Por Dan Martins, para o Gospel+

16.4.13

Casas Bahia se comporta com critérios éticos bem à frente de algumas igrejas.

Titulo original:  Milagre, um bom negócio

por Ricardo Gondim

Casas Bahia e Magazine Luiza disputam o mesmo mercado. As duas lojas se engalfinham para abocanhar o filão dos eletrodomésticos, guarda-roupas de madeira aglomerada e camas de esponja fina. Buscam conquistar assalariados, serralheiros, aposentados e garis. Nos comerciais da televisão, o preço da geladeira aparece em caracteres pequenos, enquanto o valor da prestação explode gigante na tela. A patuleia calcula. Não importa o número de meses, se couber no orçamento, uma das duas, Bahia ou Luíza, fecha o negócio – com um juro embutido entre os maiores do mundo.

Toda noite, entre oito e dez horas, a mesma cantilena se repete nos programas evangélicos na televisão. Pelo menos quatro “ministérios” disputam outro mercado: o religioso. Caçam clientes que sustentem, em ordem de prioridade, empreendimentos expansionistas, ilusões messiânicas e o estilo de vida nababesco de seus líderes. Assim, cada programa oferece milagre. Cada um alicerça a promessa de que Deus vai prosperar, amenizar problemas matrimoniais, resolver causas na justiça com testemunho. Entrevistam gente que jura ter sido brindada pelo divino. Não faltam documentos, exames médicos, carros luxuosos. Deus teria usado aquele apóstolo, bispo, missionário, para abençoar inúmeras pessoas para uma vida sem sufoco.

Infelizmente, o preço do produto religioso – o milagre – também não é explicitado. Alardeia-se apenas a espetacular maravilha. As letrinhas, que não aparecem na parte de baixo do vídeo, caso fossem reguladas pelo conselho nacional de propaganda, teriam que deixar claro, por mais “ungido” que for o missionário, que em nenhuma dessas igrejas televisivas o milagre é gratuito ou instantâneo.

Um monte de exigência vem embutida na promessa de bênção: ser constante nos cultos por várias semanas, contribuir financeiramente para que a obra de Deus continue e, ainda, manter-se corretíssimo. Um deslize mínimo, um pecadilho qualquer, impede o Todo Poderoso de concretizar a maravilha. E ainda tem a falta de fé como critério inegociável. Qualquer dúvida é considerada um obstáculo, que mata a possibilidade do milagre.

Considerando que a rádio também divulga prodígios a granel, como um cliente religioso pode optar? Deus apontou o dedo para qual igreja, missionário, apóstolo, pastor ou evangelista? Quem foi “ungido” representante do divino para o privilégio de “operar” esse sem-número de milagres? Um pai que sofre com uma filha com leucemia aguda, não pode se dar ao luxo de errar. Se apela para uma igreja com pouco poder sobrenatural, perde a filha. O seguro seria ele frequentar todas. Mas como? Ele é pobre e não tem como fazer todas as campanhas que produzem o extraordinário.

O acesso ao milagre se complica ainda mais porque essa igrejas-empresas gastam milhões para veicular na mídia um valor simbólico: exceção. Sim, no milagre ofertado pelos televangelistas está a expectativa egocêntrica de que o Todo Poderoso distinguirá apenas um punhado entre todos os outros sete bilhões de habitantes do planeta. “Deus abrirá uma brecha na ordem da vida para privilegiar você”. “Outros podem padecer nos corredores sujos de ambulatórios médicos, mas você que veio aqui na igreja X, não precisará passar por tanta humilhação”.

Lojas de eletrodoméstico vendem eletrodoméstico, óbvio. Igrejas evangélicas comercializam a esperança. Elas fortalecem a ideia de que existem agenciadores do favor divino. Alguns com exclusividade. Pelo serviço cobram caro, muito caro. Afinal de contas, um produto celestial não pode ser negociado como bem de quarta categoria. Os televangelistas só oferecem “Brastemps” vindas do céu.

Mas, a dúvida persiste: qual o melhor balcão de serviços religiosos? Que varejista está mais aparelhado para distribuir os favores divinos? Os vendilhões do templo de hoje não se comparam aos do tempo de Jesus. Eles se escolaram no marketing. Especializaram-se em conforto. Valem-se da linguagem piedosa que confunde fé com credulidade. Se as grandes redes comerciais devem se conformar ao Código do Consumidor, as igrejas hábeis em produzir milagre não passam por nenhuma regulamentação. Se algo der errado, o cliente nunca tem razão. Se a leucemia matar a filha, o pai, além de enlutado, acabará responsabilizado pela perda. Terá de escutar que a menina não foi curada porque o diabo entrou por alguma “brecha” e matou. Ou que alguém da família não “perseverou na fé” ou “não honrou a Deus com o dízimo”.

Assim como na música do Chico Buarque os frequentadores dessas igrejas-caça-níqueis encarnam o Pedro Pedreiro e ficam “esperando, esperando, esperando.
 Esperando o sol, esperando o trem.
 Esperando aumento para o mês que vem.
 Esperando um filho prá esperar também”.

Mercadologicamente, Casas Bahia e Magazine Luiza se comportam com critérios éticos bem à frente de algumas igrejas. Melhor assim, geladeira nova é bem mais útil do que a ilusão do milagre.

Soli Deo Gloria

15.4.13

Há pessoas que lustram mais o carro do que os relacionamentos

Temos visto, com pesar, muitas pessoas dando mais valor a coisas do que pessoas; dando mais importância a bens materiais do que a relacionamentos familiares. 

Onde os valores estão invertidos, o homem esquece-se de Deus, ama as coisas e usa as pessoas.

Há pessoas que lustram mais o carro do que os relacionamentos interpessoais.

Precisamos investir o nosso melhor em nossa família. Precisamos valorizar mais nossos relacionamentos familiares.

Precisamos ser mais pródigos no amor e mais sensíveis nos elogios. Precisamos ser mais cautelosos nas críticas e mais comedidos na censura.

Que Deus derrame abundante graça sobre nós, a fim de que consideremos nossa família, o nosso maior tesouro!

- Hernandes Dias Lopes
Fonte: Guia-me

12.4.13

Pelo Direito de Discordar!

Por Ariovaldo Ramos

Fui advertido de que nesse momento, que estamos vivendo na Igreja evangélica brasileira, discordar do Presidente do CDHM, em exercício, é concordar com o movimento GLBTS, e vice versa.

Discordo!

Eu respeito o irmão e oro por ele, mas, discordo da forma como o Deputado está conduzindo o mandato que recebeu de seus eleitores.

Eu respeito os seres humanos que optaram pela homossexualidade, mas, entendo que os direitos que estão a reivindicar já estão contemplados nos direitos da pessoa humana, cobertos por nossa constituição, e que o que passa disso constitui reclamos por privilégios, o que não é passível de ser concedido numa democracia, sob pena de contradize-la.

Eu respeito o direito das uniões homossexuais terem garantida, pelo Estado, a preservação do patrimônio,  por eles construídos, quando da separação ou do falecimento de um dos membros da união. Entretanto, discordo que seja possível transformar uma união voluntária de duas pessoas do mesmo sexo, a partir de opção comum e particular, em casamento, pois isso insinua haver um terceiro gênero na humanidade, o que não se explicita na constituição do ser humano. Assim como não entendo que a conjunção da  maternidade e da paternidade, necessária para um desenvolvimento funcional do infante humano, seja substituível por mera boa vontade.

Eu respeito e exerço direito de pregar o que se crê, mas discordo do pregador, quando diz que Deus matou John Lennon ou aos Mamonas Assassinas, por terem desacatado o Altíssimo, como se o pecado humano não o fizesse desde sempre. A Trindade matou a todos os que a desacatam, em todo o tempo, no sacrifício do Filho, manifesto por Jesus de Nazaré (1Pe 1.18-20), na Cruz do Calvário, oferecendo a todos o perdão e a ressurreição.

Eu respeito o direito de ter religião e o reivindico sempre, mas, discordo de tachar como agentes do inferno quem não concorda com o que penso, como se Deus, por sua graça, não estivesse, desde sempre, cuidando que a raça humana não sucumbisse à rebeldia inerente à sua natureza, o que explica o triunfo do bem frente a maldade explícita. Por isso discordo do pregador quando afirma que o sucesso de um artista, a quem Deus, por sua graça, cumulou de talentos, como Caetano Veloso, só se explique por ter feito pacto com o diabo. Como se ao adversário de nossas almas interessasse qualquer manifestação do Belo.

Eu respeito e pratico o direito ao livre exame das Escrituras Sagradas, conquistado pela Reforma Protestante, e, por isso, enquanto respeito o direito do teólogo expressar suas conclusões, discordo do teólogo quando suas considerações sobre o significado de profecias do texto que amo e reverencio, não corresponderem ao que entendo ser uma conclusão pautada pelas regras da interpretação bíblica,  assim como, no meu parecer, ferirem a uma das maiores revelações desse Livro dos livros: Deus é Pai de todos, está em todos e age por meio de todos (Ef 4.6).

Reconheço a qualquer ser humano o direito de protestar contra o que não concorda, mas, nunca em detrimento do direito do outro, o que inclui o direito ao culto. Uma coisa é discordar do político outra coisa é cercear o direito do religioso, e de quem o convide para participar de um culto da fé que pratica. Uma coisa é denunciar o político por suas posturas, outra, e inadmissível, é atentar contra a integridade física ou emocional dele e dos seus.

Não admito, contudo, como cristão, ser sequestrado no direito de discordar, ou ser tratado como se fosse refém das circunstâncias, sejam elas quais forem. Foi para a liberdade que Cristo nos libertou (Gl 5.1).

Lamento que haja, entre os cristãos, quem trate a nossa fé como se fosse frágil e necessitada de proteção. Nossa fé foi preponderante na construção do Ocidente, e resistiu às mais atrozes perseguições.

Nós sempre propugnamos pela liberdade. Nós impusemos a Carta Magna ao Principe John, na Inglaterra; construímos o Estado Laico na revolução americana, quando, numa nação majoritariamente cristã, todas as confissões religiosas foram tidas como de direito. Nós lutamos entre nós pelo fim da escravidão, seja na guerra da Secessão, seja por meio de Wilberforce, premier Inglês, e de tantos outros movimentos. Nós denunciamos e enfrentamos os que entre nós quiseram fazer uso da nossa fé para legitimar a opressão. Os maiores movimentos libertários nasceram em solo cristão, e mesmo quando renegavam ao que críamos, não havia como não reconhecer a nossa contribuição à emancipação humana.

Nós construímos uma sociedade de direitos, lutamos por e reconhecemos direitos civis, e não podemos abrir mão disso; não podemos abrir mão da civilização que ajudamos a construir e a solidificar, onde mulheres, homens e crianças são protegidos em sua integridade e garantidos em seus direitos. Na democracia que ajudamos a reinventar, onde cada ser humano vale um voto, tudo pode e deve ser discutido segundo as regras da civilidade.

Nossa fé foi construída por gente que foi a toda luta que entendeu justa, pondo em risco a própria vida, e por mártires, por gente que se recusou a matar, por gente que não capitulou diante do assassínio, pois nós cremos que Deus é amor, e que o amor de Deus é mais forte do que a morte (Rm 8.38). E por amor a Deus e ao seu Cristo lutamos pela unidade e pela liberdade da humanidade.

11.4.13

Ativistas gays invadem igreja evangélica e se beijam durante culto.


O pastor Marco Feliciano continua sendo alvo de protestos por causa da sua permanência na Comissão de Direitos Humanos. As manifestações, em sua maioria liderada por ativistas gays, acontecem inclusive em igrejas pelas quais Feliciano passa.
Parte dos protestos contra o parlamentar, uma foto que mostra duas mulheres se beijando dentro de uma igreja evangélica em Belém durante uma visita do deputado tem causado polêmica entre apoiadores e críticos do parlamentar.
A foto, que começou a circular nas redes sociais no domingo, foi tirada no interior Centro de Convenções no final da pregação do pastor Marco Feliciano, quando os repórteres invadiram a frente do palco para fotografias.
Apoiadores de Feliciano manifestaram indignação com o beijo homossexual dentro da igreja, classificado por eles como um ato de desrespeito.
- Vejam o absurdo, os ativistas gays realmente não merecem nenhum respeito! O local de culto é protegido por nossa constituição federal, mesmo assim eles não respeitam… estamos em guerra! – escreveu um apoiador do pastor ao republicar a imagem, segundo o Terra.
Porém, a imagem motivou também novas declarações contra Marco Feliciano, sendo republicada também como forma de protesto contra o deputado.
- Parabéns às duas garotas que foram lá demostrar o amor que uma sente pela outra, que é o mesmo que Jesus prega em toda a Bíblia, não o ódio que é pregado por alguns, como Feliciano – escreveu um crítico do parlamentar.
Feliciano foi criticado também pelo grupo Aliança Cristã Evangélica, que emitiu nota repudiando as declarações feitas pelo deputado, sobretudo suas interpretações teológicas acerca do continente africano.
- Vem a público para repudiar o uso inadequado das Escrituras Sagradas, a Bíblia, juntamente com as interpretações e afirmações daí decorrentes, especificamente as feitas quanto a supostas maldições existentes sobre africanos e negros. Afirmações desta natureza são fruto de leitura mal feita de parágrafos bíblicos, tomados fora do seu contexto literário e teológico, que acabam por colaborar com os interesses de justificar pensamentos e práticas abusivas, contrárias ao espírito da Palavra de Deus, cujo foco está na Justiça, na Libertação e na promoção da Vida e Dignidade Humana – diz a nota.
Essa semana, o deputado ainda prestou depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), negando ter cometido estelionato contra uma produtora de eventos do Rio Grande do Sul. Ele foi acusado de ter recebido R$ 13,3 mil (em valores atualizados) para participar de evento religioso em 2008 e não ter comparecido.  Por Dan Martins, para o Gospel+

10.4.13

Menina de 2 anos agradecendo a Deus por fim de quimioterapia faz sucesso no Facebook

(Foto: Facebook/Combate ao Câncer)

Um menina de dois anos e 9 meses comoveu os internautas no Facebook ao postar uma foto de agradecimento a Deus, pelo fim de sua quimioterapia. Emanuela Kobanawa ou Manu, como é conhecida, sofre de um câncer raro e fazia tratamento no Grupo de Assistência à Criança com Câncer (GACC), em São José dos Campos (SP).

“Estou a 7 meses sem quimioterapia!!! Agradeço a Deus e ao GACC – São José dos Campos”.

A foto já recebeu mais de 100 mil curtidas em dois posts na página do “Combate ao Câncer”, onde se mostram situações reais de pessoas que vivem com câncer.

Manu sofre com a doença Histiocitose de Células de Langerhans desde os 3 meses de idade e faz quimio desde então. Aos 6 meses, Manu ficou internada na UTI por 45 dias, quando lutou bravamente pela vida.

Ela continuou a fazer o tratamento com várias idas e vindas da doença e hoje, aos quase 3 anos de idade, parece estar curada da doença. Há 7 meses, Manu não faz quimioterapia e repousa normalmente em sua casa.

De acordo com o G1, a ideia de postar o agradecimento no Facebook foi de seu pai Erick Moura. A intenção foi de comemorar a vitória de Manu e também ajudar o instituto que a ajudou.

Segundo Erick, o Grupo de Assistência à Criança com Câncer (GACC), o único hospital do Vale do Paraíba, em São José dos Campos, passa por uma crise financeira. O GACC é especializado em tratamento para crianças com câncer e para atender à crescente demanda de pacientes acumulou uma dívida de cerca de R$ 800 mil.

“A gente sabe da dificuldade para se manter um hospital daquele porte. Não é fácil. Aí tivemos a ideia de comemorar os 7 meses sem quimioterapia da Manu, mas também jogar uma sementinha para que as pessoas se sensibilizem pelo o que o Gacc está passando. Minha filha está em fase final de tratamento, mas tem muito mais gente que precisa de ajuda", disse ele, segundo a mesma publicação.

A entidade oferece tratamento para mais de 500 crianças e jovens em 39 cidades do Vale do Paraíba e região. Caso as dívidas não sejam pagas, o hospital corre o risco de suspender o atendimento.

"A gente fica chateado por essa crise porque a gente sabe o tanto que eles fazem. Não só por nossa filha, mas para muitas crianças. Eles fazem tudo pensando no tratamento. Sempre fizeram o melhor pela minha filha. É um trabalho muito bonito, humano. Não só paciente, mas família também. Eles fazem muita coisa mesmo, pensando principalmente no bem-estar", disse Moura.

Para colaborar com o GACC, é só acessar o site www.gacc.com.br e clicar no link quero fazer uma doação.

Com informações The Christian Post. 

9.4.13

Cristã, mãe de Daniela Mercury é contra casamento gay

Dona Liana Mercure, é vice-reitora da Universidade Católica de Salvador.

Dona Liana Mercure, mãe de Daniela Mercury, é uma cristã comprometida e vice-reitora da Universidade Católica de Salvador. Ano passado, ela e o esposo, Antônio Abreu, celebraram seus 50 anos de união com uma cerimônia religiosa.
Ela não está muito feliz com a união da filha com a jornalista Malu Verçosa, assumida publicamente na semana passada, assunto que rendeu capa da revista Veja e reportagem especial no Fantástico. A cantora se separou do empresário italiano Marco Scabia no fim do ano passado. Liana não fala com a imprensa, mas teria ficado mais chateada ainda com a exposição que a cantora fez ao revelar seu relacionamento nas redes sociais.
Embora o Vaticano condene o casamento gay, Daniela Mercury diz que ela e a companheira são muito católicas e resolveram fazer orações na igreja Sacré-Coeur. “Colocamos as alianças e fomos à Sacré-Coeur, já que somos as duas católicas. Fomos fazer nossas orações e pedir proteção.”
De acordo com um jornal carioca, Malu não é a primeira namorada de Daniela.   Embora Liana não aprove a relação, seu pai, Antônio Abreu, está se mantendo neutro: “Por favor, infelizmente não posso dizer absolutamente nada, não posso dar declarações”. Os filhos da cantora, no entanto, estariam apoiando a mãe.
Ao decidir assumir o relacionamento, Daniela fez criticas ao deputado Marco Feliciano “Claro que esse contexto político, a inadequação desse deputado ao posto, tudo isso me deu força. Mas eu acho que, quanto mais se falar das relações homossexuais, mais elas vão se tornar naturais para as outras pessoas”. Com informações de O Povo e Folha de São Paulo.

8.4.13

Não pedir desculpas faz pessoa se sentir mais poderosa

O pedido de desculpas ajuda nas relações sociais, mas quem se desculpa não necessariamente se sente melhor (Foto: Mikecco/Stock.Xchng)
Um estudo conduzido na Austrália concluiu que não pedir desculpas por um ato traz benefícios psicológicos. Os autores que apontaram que quem não se desculpa por um ato ganha maior autoestima e se sente com mais poder e integridade de valores.

Os autores conduziram dois experimentos separados. O primeiro deles se baseou em entrevistas com os participantes, contando momentos do passado em que eles haviam magoado alguém e tinham ou não se desculpado. No segundo, eles deveriam escrever uma mensagem – hipotética – para a pessoa que tinham magoado, pedindo desculpas ou se recusando a fazê-lo, de acordo com a orientação dos pesquisadores.

A partir desses estudos, os pesquisadores analisaram o comportamento dos participantes e chegaram à conclusão de que quem não se desculpa obtém vantagens com isso.

Os autores não negam, contudo, que pedir desculpas seja um ato positivo. Pelo contrário, o objetivo do estudo era identificar por que tantas pessoas se recusam a se desculpar, mesmo sabendo que isso reduz o sentimento de culpa e facilita as relações interpessoais.

A pesquisa foi conduzida pelos psicólogos Tyler Okimoto, da Universidade de Queensland, Michael Wenzel, da Universidade Flinders, em Adelaide, e Kyli Hendrick, da Universidade de Vitória, todas na Austrália. O artigo foi publicado pela revista especializada “European Journal of Social Psychology”. Com informações do G1

6.4.13

Os Evangélicos, Política e 2014

Tea Party dos trópicos


Pelas contas do Datafolha, 28% dos brasileiros hoje são fiéis de alguma denominação evangélica. Há dez anos eram 19%.

Assim como o papa não manda inteiramente nos católicos, tampouco há, entre os evangélicos, líderes capazes de determinar o comportamento de seus seguidores.

O que é inegável é a capacidade de mobilização de uma parcela mais rumorosa desse grupo religioso. O efeito demonstração é gigantesco.

Tome-se o caso do deputado federal e pastor evangélico Marco Feliciano. Ele tem sido questionado por ocupar a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Ontem, a polêmica completou um mês. Nesse período, ele foi citado 449 mil vezes no microblog Twitter. Superou em 100% o número de votos recebidos para se eleger em 2010.

Naquele ano, adeptos de várias religiões criaram um grande ruído na fase final da eleição presidencial. O debate sobre a liberalização do aborto contribuiu para empurrar a disputa ao segundo turno. O PT se sentiu compelido a abraçar as posições mais conservadoras.

O favoritismo de Dilma Rousseff na eleição de 2014 deverá atrair outra vez os principais políticos evangélicos, inclusive Marco Feliciano --que montou uma brigada na internet para defender a petista em 2010.

Só que esse movimento político-religioso conservador, uma espécie de Tea Party dos trópicos, anda insatisfeito com o PT. Feliciano já reclamou. Negou apoio automático ao projeto de reeleição presidencial petista.

Ontem, na Folha, Silas Malafaia deu outro sinal. O presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo escreveu: "[O] PT e Dilma Rousseff estão sinalizando que abrem mão da comunidade evangélica nas próximas eleições".

Pode ser apenas alarme falso. Ainda assim, é uma luz amarela com mais de um quarto dos eleitores do país por trás.

Da Folha.com
Fernando Rodrigues
Fernando Rodrigues é repórter em Brasília. Na Folha, foi editor de "Economia" (hoje "Mercado"), correspondente em Nova York, Washington e Tóquio. Recebeu quatro Prêmios Esso (1997, 2002, 2003 e 2006). Escreve quartas e sábados na versão impressa Página A2.

5.4.13

"FUI HOMOSSEXUAL E SEI O QUE ESTOU DIZENDO" Afirmativa é do "ex-gay" Deputado Pastor Sargento Isidório (PSB).


Do Brasil 247
Não bastasse toda a confusão que causa sozinho por onde tem passado, o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado Marco Feliciano (PSC) conseguiu reforço em sua passagem por Salvador nesta quinta-feira.
"Ex-gay", como se autointitula, o deputado estadual Pastor Sargento Isidório (PSB), segurando a bíblia, disse que o irmão de fé está sendo vítima de intolerância religiosa.
"Ninguém pode ser forçado a ser gay. Se a bíblia diz que o homem e a mulher foram os sexos abençoados, qualquer outro é amaldiçoado. Quem diz isso é a bíblia, o papa e os pastores. Eu fui homossexual e sei o que estou dizendo. Tenho 18 anos de recuperado e tenho amigos se recuperando em clínicas", contou o deputado baiano.
Discurso de apoio a Feliciano aconteceu na Igreja Batista Avivamento Profético, onde foi realizado o 20º Congresso do Poder do Impacto do Espírito Santo, no bairro da Ribeira, Cidade Baixa.
'Celebridade' da noite, o deputado Marco Feliciano chegou já depois das 21h e abriu seu discurso. "Pense em um homem que não sabe bater, mas eu aguento apanhar. Nunca fui bom em bater em ninguém, mas sempre aguentei o peso, já sofri muito preconceito. Deixem falar o que quiser, deixem rir de você, deixem especularem. Vai chegar o tempo, e não vai demorar muito, em que você será exaltado", disse o deputado, quase chorando.
Para fechar a passagem pela capital baiana, Feliciano recebeu da Federação Brasileira de Defesa dos Direitos Humanos (FBDDH) o diploma de 'defensor dos direitos humanos'.

4.4.13

Um dos livros mais vendidos no país é de um batista


O livro As 25 leis bíblicas do sucesso está entre as listas mais conceituadas de mais vendidos do país. É muito difícil um livro escrito por crentes entrar nessas listas, por isso estamos glorificando a Deus por este feito!
“Este livro é uma alternativa e um exemplo para ajudar mais e mais pessoas a evoluir e a crescer”, afirmou Eike Batista, empresário brasileiro.
A Bíblia é o melhor manual sobre o sucesso já escrito até hoje. Ao contrário do que se imagina, ela não trata apenas de religião, mas também de valores fundamentais para se construir uma base sólida para a vida profissional.
E foi nessa fonte de sabedoria milenar que William Douglas e Rubens Teixeira garimparam as orientações para consolidar as 25 leis que compõem este livro.
São lições sobre a importância do esforço e da dedicação ao trabalho, da incansável busca de conhecimento e evolução pessoal, do respeito aos outros e, acima de tudo, de um forte senso de honestidade.
Para comprovar a eficácia dessas leis, os autores mostram que os princípios de sucesso de grandes empresários e pensadores da administração, como Warren Buffett, Eike Batista, Napoleon Hill e Jim Collins, são calcados em passagens das escrituras.
Também dão exemplos de pessoas que venceram na vida seguindo os preceitos bíblicos, as vezes sem motivação religiosa ou até mesmo sem saber a origem dos ensinamentos pelos quais se pautavam.
Não importa sua orientação espiritual nem se você é dono de empresa, gerente ou trabalhador, com este livro você aprenderá:
•Os antídotos contra os sete pecados capitais na busca do sucesso
•O que Salomão ensina no livro de Provérbios sobre êxito profissional
•Os erros da “teologia da prosperidade” e da “teologia da miséria” e a importância de uma mentalidade que favoreça o desenvolvimento pessoal e profissional
•As dez virtudes recomendadas pela Bíblia e cobiçadas pelo mercado de trabalho
•Como ter uma relação harmoniosa com o dinheiro
•150 citações bíblicas para alcançar a excelência, a credibilidade e o sucesso
William Douglas é juiz federal/RJ, professor universitário e autor de 35 livros. Primeiro colocado em vários concursos públicos, seu maior sucesso editorial é Como passar em provas e concursos (Ed. Impetus), com 180 mil exemplares vendidos. Palestrante requisitado, já falou para mais de 1,2 milhão de pessoas no Brasil. Faz parte do Movimento Educafro (Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes).
Rubens Teixeira é diretor financeiro e administrativo da Transpetro, analista do Banco Central, professor, escritor e palestrante. É formado em Engenharia Civil (IME), Direito (UFRJ) e Ciências Militares (AMAN), com mestrado em Engenharia Nuclear (IME). Sua tese de doutorado em Economia (UFF) e sua monografia de Direito foram premiadas. É membro da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra.
Com informações CREIO

3.4.13

CONCLAVE EVANGÉLICO: Disputa por Assembleia de Deus vai aos tribunais

Por Felipe Patury
A sucessão da presidência da Convenção-Geral das Assembleias de Deus chegou à Justiça. Candidato de oposição, o pastor Samuel Câmara obteve no Pará uma liminar determinando a abertura dos dados relativos às inscrições dos 22 mil pastores que votarão na eleição, marcada para o início de abril.

Câmara quer saber se todos pagaram o registro cobrado dos eleitores. Enquanto o presidente da Convenção, José Wellington, que tenta mais um mandato, cassava a decisão no tribunal do Pará, Câmara ganhou a causa no mérito. Esse é apenas um dos processos em curso. Com informações revista Época.

2.4.13

Pior que o caso do pastor


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa aprovou uma proposta que agride um dos princípios basilares da República brasileira: o caráter laico do Estado.
De autoria do tucano João Campos, de Goiás, membro da suprapartidária bancada evangélica, o projeto estende às organizações religiosas a prerrogativa de contestar a constitucionalidade das leis no Supremo Tribunal Federal (STF). Pela Constituição, podem propor ações dessa natureza o presidente da República, as Mesas do Senado, Câmara e Assembleias Legislativas, governadores, o procurador-geral da República, a OAB, partidos com representação no Congresso, confederações sindicais e entidades de classe de âmbito nacional. O leque de agentes públicos e privados aptos a entrar no STF com as chamadas Ações Diretas de Constitucionalidade (Adin) é, portanto, suficientemente amplo para representar legitimamente as múltiplas correntes da população insatisfeitas com essa ou aquela norma legal - preservada a separação entre Estado e igreja.
Exemplo disso foi a liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias no bojo da Lei de Biossegurança aprovada pelo Congresso depois de intensos debates e plena participação da sociedade e sancionada pelo então presidente Lula em março de 2005. A Igreja Católica, por intermédio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que se bateu com veemência contra a medida, assim como fizeram outras denominações religiosas, contornou o impedimento constitucional de bater, ela própria, às portas do Supremo Tribunal. Não lhe foi difícil encontrar a alternativa na pessoa do procurador-geral da República, à época, o católico praticante Cláudio Fonteles. Admitida a Adin, a CNBB teve todas as oportunidades de sustentar os seus pontos de vista no curso do histórico julgamento - que concluiu pela constitucionalidade da lei.
Argumenta Campos, o autor do projeto acolhido pela CCJ, que as associações religiosas deveriam ter o direito de pedir à Justiça que invalide dispositivos legais que, no seu entender, poderiam interferir na liberdade religiosa e de culto, assegurada na Carta. Seria o caso de eventual legislação que torne crime a homofobia. Em alguns cultos evangélicos, como se sabe, o homossexualismo é verberado como uma das mais repulsivas ofensas às leis divinas. Nem sempre são nítidos os limites entre essa pregação e o incitamento do ódio aos gays. O pastor Feliciano, por exemplo, escreveu certa vez que "a podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam (sic) ao ódio, ao crime, à rejeição". O problema, de toda forma, é a barreira infranqueável que impede o contágio do Estado pelas religiões organizadas e vice-versa.
Do mesmo modo que não se pode aceitar com naturalidade que um parlamentar com as opiniões de Feliciano conduza um órgão destinado a proteger, entre outras, as vítimas da discriminação e do preconceito, é inconcebível que se considere natural que entidades confessionais possam ser incluídas entre aquelas apropriadamente credenciadas para questionar no STF a adequação das leis à Constituição. Delas, convém lembrar, fazem parte as legendas com assento no Congresso - como o PSC de Feliciano. Felizmente, o projeto de emenda constitucional aprovado na CCJ tem ainda um longo percurso pela frente. Será submetido à Comissão Especial da Câmara e, eventualmente, ao plenário da Casa, em duas votações com quórum qualificado. Passando, enfrentará o mesmo rito no Senado. Tempo bastante e instâncias suficientes de decisão para que tenha o merecido destino - o arquivamento. Com informações do ESTADÃO.COM.BR

1.4.13

1° de Abril: Dia da Mentira é alvo de críticas de líderes evangélicos

No primeiro dia do mês de abril é comemorado pelo mundo o Dia da Mentira. Na contramão dessa cultura, muitos pastores e líderes evangélicos se manifestaram publicamente e proclamaram averdade de Deus. Personagens cristãos também fizeram parte das críticas. Diversas imagens virais sobre o tema circularam nas fanpages do Facebook.

“Hoje não é o Dia da Mentira. Porque quem criou o dia e a noite foi Deus. E não Satanás, ele não tem nada aqui esse imundo”, postou no Twitter o pastor Luiz Hermínio. O músico Ton Carfi também falou sobre a data: “No chamado dia da mentira a maior verdade que temos é que Jesus morreu na Cruz por mim e por você! Acredite!”

“Quando ele [o diabo] profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. (Jo 8.44)”, postou o pastor Luciano Subirá em sua rede social com as marcações #DigaNãoAMentira e #1deAbril. Usando a mesma hashtag, o pastor João Chinelato Filho escreveu: “Aos simpatizantes do dia da mentira. Em Apocalipse está escrito, ‘ficarão de fora os que amam e praticam a mentira’.

Um dos personagens cristãos que ganha mais seguidores a cada dia é o Pastor Gaúcho. Ele comentou o Dia da Mentira no Facebook e no Twitter com a linguagem típica do Rio Grande do Sul. “O diabo faz a panela, mas não a tampa. A mentira é guria do capeta, vai deixar o diabo te tira para guri também? João 8:44”, se manifestou.

O movimento Eu Escolhi Esperar lançou uma campanha na rede social Twitter. Com a hashtag #ChegadeMentiras foram postadas frases sobre as verdades da sexualidade de acordo com a Palavra de Deus. “Use a tag #ChegaDeMentiras e vamos fazer um twittaço esta manhã e profetizar sobre o Brasil: Jesus a verdade que liberta!”, dizia o convite no perfil do movimento para os mais de 188 mil seguidores.

Seguidores do movimento no microblog também aderiram à campanha. “Já é trágico ser influenciado por uma cultura que ‘brinca’ com a mentira, pior, é fazer da vida uma ‘brincadeira’ mentirosa! #ChegaDeMentiras”, escreveu o usuário L. R. Meier. Com informações do 
The Christian Post.