30.12.10

PADRE CANDIDATO AO NOBEL ADMITE ABUSO DE MENOR

O padre e sociólogo belga François Houtart, de 85 anos, um dos idealizadores do Fórum Social Mundial, admitiu ter abusado sexualmente de um primo menor de idade nos anos 70. Em carta divulgada pelo jornal belga Le Soir, Houtart corrobora algumas denúncias feitas pela irmã da vítima para impedi-lo de concorrer ao Nobel da Paz. Houtart é um dos líderes do altermundialismo, movimento que pede uma alternativa ao capitalismo. Na carta, o padre conta que os abusos ocorreram quando ele esteve hospedado na casa de tios, nos arredores da cidade de Liège. “Ao atravessar o quarto de um dos filhos, toquei as suas partes íntimas por duas vezes, o que o acordou e o assustou”, descreve Houtart. O menino, que tinha 8 anos de idade, relatou o ocorrido aos pais. A prima denunciou o caso duas vezes, mas só o tornou público em outubro, em meio a uma campanha de simpatizantes do padre pela candidatura ao Nobel. Informações do Bahia Notícias


Mega-igreja americana substitui anúncio ateu com mensagem cristã

Do Gospel Prime

God IS 250x166 Mega igreja americana substitui anúncio ateu com mensagem cristãBem em tempo de Natal, o outdoor em Nova Jersey que declarava Natal é “mito” foi substituído esta semana por um cartaz cristão.

O novo outdoor apresenta “Deus é” e uma infinidade de palavras e frases incluindo “bom,” “vivo,” “Jesus,” “ciente de sua luta” e “aquele que te amou.”

O anúncio está localizado próximo ao Túnel Lincoln, um dos túneis mais viajados no mundo. Foi patrocinado pela Igreja Times Square o qual tinha os mesmos anúncios estampados em mais ou menos 1000 vagões de metrô da cidade de Nova York no início deste ano.

“Nós queremos encorajar as pessoas a buscarem a Deus e provar que de fato Ele é,” disse o Pastor Sênior Carter Conlon.

O anúncio, disse ele, descreve Deus “em apenas algumas das infinitas maneiras que Ele prova Sua presença para nós todos os dias.”

Este é a segunda campanha pró-Deus para atingir a área desde que os Ateus Americanos lançaram o seu cartaz anti-Natal. Por cerca de um mês, o grupo humanista tinha um anúncio que mostrava três reis magos visitando o bebê Jesus na manjedoura e as palavras “Você sabe que é mito. Esta temporada comemora razão.”

O outdoor ateu foi projetado para apelar aos ateus “enrustidos” durante a temporada de férias quando a maioria dos norte-americanos celebram o Natal. Ele chamou bastante atenção e provocou debates.

A Liga Católica respondeu patrocinando seu próprio outdoor perto da saída do Túnel Lincoln, em Nova York. O anúncio apresenta José, Maria e Jesus e a frase “Você sabe que é real. Nesta temporada, celebre Jesus.”

A Igreja de Times Square, que atrai mais de 8.000 pessoas por semana, é a última a se envolver no debate com o seu anúncio “Deus é.”

Fonte: The Christian Post

28.12.10

Escândalos de pedofilia provocam êxodo de fiéis da Igreja Católica

Do Folha Gospel

Dezenas de milhares de alemães cancelaram sua filiação à Igreja Católica em 2010. Escândalos de abuso sexual parecem ser motivo central de deserções.

O número de alemães que abandonaram a Igreja Católica em 2010 é superior, em vários milhares, ao dos anos anteriores, revelou um estudo realizado pelo jornal Frankfurter Rundschau. Há indicadores de que a motivação central dos fiéis tenha sido a recente onda de escândalos de abuso sexual de menores.

A diocese de Augsburg, na Baviera, acusou uma das piores cifras: até meados de dezembro, 11.351 de seus fiéis desertaram, contra 6.953 em 2009. Seu antigo bispo, Walter Mixa, foi forçado a renunciar em abril último, devido a acusações de abuso físico e fraude.

Em Rottenburg-Stuttgart, no sudoeste do país, 17.169 católicos deixaram a diocese até meados de novembro de 2010, quase 7 mil a mais do que no ano anterior. Trier, Würzburg, Osnabrück e Bamberg igualmente acusaram altas taxas de deserção.

Efeito financeiro

Os indícios iniciais são de que os católicos alemães desgostosos com os escândalos e com a forma como a Igreja tem lidado com os mesmos estão indo buscar consolo em outras denominações cristãs.

Nos últimos meses, a instituição vem tomando medidas para tentar prevenir futuros casos de abuso sexual e lançar luz sobre ocorrências passadas. Entretanto, vozes críticas alegam que a reação é lenta demais, e que os líderes católicos continuam empenhados em impedir que os criminosos do passado venham a enfrentar a Justiça.

O êxodo tem efeito direto sobre as finanças da Igreja Católica, já que, na Alemanha, um imposto eclesiástico é automaticamente descontado do salário de cada fiel registrado.

Culpa não reconhecida

"Cada partida que ocorre é uma demais", lamentou o bispo de Würzburg, Friedhelm Hofmann, numa entrevista em que sugeria que os pedófilos teriam papel central na onda de deserções.

"Espero que algumas pessoas retornem a nós, uma vez que a ira pelos acontecimentos recentes tenha cedido, e elas voltem a se concentrar em todas as coisas boas que a Igreja faz a cada dia", acrescentou o prelado.

Por outro lado, certos líderes católicos ainda se declaram céticos de que a redução do número de fiéis na Alemanha em 2010 esteja relacionada às manchetes negativas sobre os membros da instituição. "Via de regra, uma deserção oficial é a culminância de um processo mais extenso de estranhamento", argumentou o bispo Hermann Haarmann, de Osnabrück.

Fonte: DW World

27.12.10

Músico cristão pode ser profissional da música no meio secular?

Outro dia no aeroporto de Salvador, encontrei-me com um grande amigo, produtor musical e instrumentista que naquele momento regressava ao Rio de Janeiro após alguns shows em turnê pelo Norte e Nordeste do país.

Conversamos bastante naquela espera pelo chamado do vôo e trocamos nossas últimas experiências. Eu falei bastante de como estava sendo enfrentado meu desafio à frente de um grande projeto inédito e ele relatava como estava exaustiva sua vida acompanhando um dos principais artistas de pagode do país.

Entre uma e outra experiência engraçada, aquele músico ultra talentoso começou a me apresentar vários integrantes do grupo que também eram evangélicos. Alguns inclusive tinham uma banda gospel e me presentearam com um CD independente.

Deixo esta história por um momento e viajo até São Paulo em outro evento. Desta vez estamos no megashow promovido pelo YouTube com apoio da Sony Music – Day1,onde pude trabalhar na produção junto aos artistas sertanejos Victor e Leo, Luan Santana, João Bosco e Vinícius, Michel Telló e ainda, Bruno e Marrone. O evento era o YouTube Live Sertanejo que foi o primeiro show na América Latina transmitido ao vivo pelo canal de vídeos.

Lá pelas tantas no meio do backstage fui apresentado a vários músicos de um destes artistas do circuito sertanejo e ali também ganhei um CD gospel justamente desta turma, que inclusive estavam com camisetas evangélicas no meio daquele evento. Ali mesmo tivemos uma animada conversa e trocamos experiências bem interessantes do meio musical.

Seja na conversa no aeroporto em Salvador ou no backstage de São Paulo, percebi nitidamente que aqueles músicos de fé evangélica atuavam profissionalmente junto à músicos seculares e lidavam muito bem com essa dicotomia. Tirando uma ou outra ’saia justa’ os músicos aparentemente mantinham uma posição bem definida entre a fé cotidiana pessoal e o ofício de músicos profissionais.

Tempos atrás, um músico evangélico que ousasse tocar no meio secular seria automaticamente execrado, excluído, expulso e excomungado do rol de membros de sua igreja (só para citar alguns sinônimos começados com EX, mas a lista pode ser bem maior!). A distância entre música secular e evangélica era abissal e muitos destes músicos cristãos que ousaram seguir suas carreiras no meio popular ou simplesmente afastaram-se da igreja ou passaram a ser autênticos agentes secretos da fé.

Hoje em dia, ainda não podemos afirmar categoricamente que a igreja evangélica e suas lideranças passaram a aceitar que músicos evangélicos trabalhem normalmente no meio popular, mas efetivamente essa questão hoje é bem menos traumática e radical de tempos atrás. O que demonstra, a meu ver, um certo amadurecimento por parte da cultura gospel neste aspecto.

Para aqueles que ainda mantém seus discursos radicais e obtusos de que o músico gospel apenas pode usar seu talento para o próprio meio evangélico, posso propor um simples exercício de similaridade, ou seja, basta substituir a profissão de músico para qualquer outra profissão como bancário, dentista ou mesmo publicitário.

Todos sabemos, principalmente no Brasil, que as instituições financeiras são focadas prioritariamente no lucro sobre lucro. Em muitas operações os juros são absurdamente acachapantes! Pois bem, há algum conceito cristão na prática bancária hoje em dia? Se substituirmos o bancário por um dentista, um profissional liberal. Este tipo de profissional antes de atender seus clientes costuma consultar a prática religiosa deles? Se um cliente deste dentista for um espírita ou mesmo um esotérico, o atendimento a este cliente não irá gerar uma receita ao profissional? Por acaso ele deixará de atender a estes clientes?

Infelizmente o músico é visto no meio cristão, principalmente entre seus líderes, como alguém que merece vigilância redobrada. Efetivamente, a música lida com alguns aspectos da natureza humana como o ego e autosuficiência que podem gerar distorções de conduta causando estragos consideráveis.

Não vejo qualquer problema que um músico cristão trabalhe junto a artistas populares. Para mim é como uma profissão qualquer. O que deve ser observado neste caso, é que tipo de artista e música que estão sendo acompanhados. Não creio que seja conveniente que um artista cristão participe de uma banda que faz apologia ao uso de drogas ou o desrespeito às leis, assim como um médico cristão não pode participar de uma equipe ou hospital que promove abortos deliberadamente.

A questão envolvida neste caso, não deve ser se o músico de fé cristã deve ou não participar de grupos de música popular, mas se efetivamente a mensagem deste artista não é contrária à sua fé e conceitos cristãos. Assim como existem ambientes muito ruins entre os artistas que interpretam a música gospel, também existe diversos artistas populares onde o respeito ao profissional é elevadíssimo trazendo assim um ambiente super favorável.

Mauricio Soares, blogueiro

Fonte: CREIO.COM.BR

25.12.10

Homenagem do blog a uma das maiores regentes do Brasil Olga Ribeiro

O que é ser evangélico?

Do CristianismoHoje

Determinar a identidade do evangélico brasileiro é difícil tanto para estudiosos quanto para líderes do segmento.

Por Alves Filho e Laelie Gonçalves


O que é ser evangélico?

Multidão ora em evento: crescimento exponencial da Igreja faz com que termo “evangélico” seja cada vez mais indefinido.










Dizem que, para algumas perguntas, não existe resposta. Ou então, há várias, mas que nenhuma pode ser considerada totalmente correta. Parece ser o caso de uma questão com a qual os brasileiros passaram a lidar com maior frequência nos últimos anos, em grande medida por conta das implicações sociais: o que significa ser evangélico em nosso país? Não vale a pena apressar-se em responder, até porque se trata de um questionamento retórico, que leva a outras indagações. Como definir a pessoa que assim se classifica? E que traços a identificam e distinguem daquela que não se apresenta como tal? Há algumas décadas, uma resposta evidente seria: “Evangélicos são os bíblias, que andam de terno ou saia longa no domingo e vão à igreja de crentes.” Reducionista e pejorativa, tal definição, embora comum no passado, já era incapaz de abranger um conceito tão amplo. Mas servia, ao menos, como forma de distinguir os cristãos protestantes, que também eram notados pelo modo de vida frugal e conduta modelar. Sim, ser “bíblia” era sinônimo de integridade noutros tempos...

Hoje, porém, esse perfil não cabe mais. No que diz respeito a hábitos e estilos, tanto as roupas protocolares quanto a Bíblia de capa austera não constituem mais características dominantes entre os membros e frequentadores de igrejas evangélicas, principalmente no contexto urbano. O estereótipo de que crente é gente pobre caiu por terra há pelo menos uma geração: ao contrário de seus pais, os evangélicos de hoje – ou melhor, parte significativa deles – já não têm pudores em acumular bens materiais e almejar a prosperidade neste mundo. Além disso, escândalos recentes envolvendo líderes e denominações, principalmente nas últimas duas décadas, mancharam a imagem de probidade antes atribuída a todos os protestantes. Até em termos de pesquisa (e vem aí um novo Censo) fica difícil determinar se uma pessoa é ou não evangélica. Isso porque, nas pesquisas sobre pertencimento religioso realizadas pelo Instituto Brasileiro de Estatística (IBGE), o termo é usado para englobar qualquer crença fora do catolicismo que se afirme cristã, o que coloca no mesmo caldo, por exemplo, as testemunhas de Jeová e os mórmons, apesar das profundas diferenças teológicas e doutrinárias desses grupos com o segmento evangélico. Junte-se ainda o fato de várias pessoas se apresentarem como “evangélicas” por motivos nada espirituais, como o artista que precisa virar notícia para sair do ostracismo ou o criminoso – de colarinho branco ou não – instruído a passar uma imagem de “gente de bem” que está sendo injustiçada.

Ser evangélico, hoje, já nem significa necessariamente ter ligação visceral com uma igreja, o que costumava ser uma característica fundamental dos crentes. “O evangélico não praticante já é uma realidade”, opina a pesquisadora Eunice Zillner, do Ministério de Apoio com Informação (MAI). “Em minhas pesquisas, tenho encontrado pessoas que se dizem evangélicas, mas não praticantes.” Ou seja, ser evangélico, no país, tornou-se um conceito extremamente vago. “Não existe uma Igreja Evangélica no Brasil; é simplismo pensar assim”, afirma o pastor Ricardo Gondim, dirigente da Igreja Betesda, em São Paulo. “Não é possível traçar um perfil, pois o termo ‘evangélico’ não possui características que o nomeiem.” Para exemplificar a fragilidade dessa ideia, Gondim cita o próprio movimento social do país: “Sempre se acreditou que, à medida que os evangélicos crescessem no Brasil, o país seria afetado. Isso é um pensamento ingênuo, pois conforme um movimento cresce, a tendência é ficar parecido com o meio que está inserido.”

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Pastora humorista roda o mundo conhecendo novas religiões e afirma: “Riso e espiritualidade andam juntos”

risosFoi necessário uma viagem de dois anos ao redor do mundo para que Susan Sparks conseguisse identificar sua missão de vida: encontrar o lado engraçado da religião. Quinze anos atrás, a hoje pastora Susan Sparks sequer frequentava a igreja. Era uma advogada do Citibank, elaborando contratos e fazendo defesa de processos. Tarde da noite, exercitava seu talento natural para fazer as pessoas rirem, apresentando shows de comédia stand-up em clubes pequenos de Manhattan, em Nova Iorque, Estados Unidos. Mas quando ia para a cama à noite, Sparks sentia uma falta de sentido na vida: “Meus pais me ensinaram a deixar as coisas melhores do que as encontrei”, lembra ela. “Costumava me deitar e pensar ‘O que eu deixei melhor hoje?’” Então, decidiu largar seu emprego, arrumou as malas e partiu para encontrar sua verdadeira vocação.

“Fui criada de forma muito conservadora – e alienante – na tradição Batista do Sul dos Estados Unidos. Aquilo era tudo o que conhecia”, disse Sparks. “Eu queria me aprofundar em novas religiões”.

Ela passou algum tempo vivendo com uma família hindu na Índia, meditou com os monges budistas no Nepal e visitou um imã muçulmano no Cairo. No entanto, a virada aconteceu no orfanato de Madre Teresa de Calcutá, onde conheceu uma criança surda de 5 anos chamada Anna. Sentada no colo de Sparks, Anna colocava o ouvido contra o peito dela. Sparks riu e Anna, sentindo as vibrações, gritava de alegria. “Fizemos isso durante horas”, diz Sparks. “Foi como se Deus me desse um sinal: “Riso e espiritualidade andam juntos!”

De volta a Nova York, matriculou-se em um seminário, com a esperança de poder usar seu senso de humor para ajudar as pessoas a verem o divino de forma mais alegre.

Desde 2000, Sparks é parte do ministério pastoral da Igreja Batista de Madison Avenue, pregando sobre temas como “O que os cristãos podem aprender com os fãs de Elvis”. Ela garante: “Eles acreditam que o seu rei está vivo, queridos, todos nós podemos ter um pouco mais desse tipo de fé”.

Em maio deste ano, Sparks publicou seu primeiro livro, Laugh Your Way to Grace [Rindo depois de entender a Graça]. “Se você consegue rir de si mesmo, poderá perdoar-se”, diz ela. “E se você consegue perdoar a si mesmo, então poderá perdoar os outros.”

Quando a agenda de sua igreja permite, Sparks percorre o país com o rabino/humorista Bob Alper e o comediante muçulmano Azhar Usman, usando a religião como base para seu show. Em seu repertório, ela brinca com assuntos que são tabus para muitos cristãos, como o sexo.

Sparks explica que humor e ministério fazem a mesma coisa. “Ambos ajudam as pessoas a sentirem-se menos sozinhas. Isso é algo que traz cura.”

Fonte: CNN / Gospel+
Via: LPC

José é um herói esquecido na história do Natal, afirma jornal

José é um herói esquecido na história do Natal 241x200 José é um herói esquecido na história do Natal, afirma jornalApós a figura de Jesus, primeiro e maior exemplo, Maria é, geralmente, o centro das atenções no teatro da escola da Natividade, mas Iain Duncan Smith diz que a sociedade e a igreja fariam bem em prestar mais atenção a José.

Escrevendo no jornal Daily Mail de ontem (22), o MP Tory disse que José foi o “herói esquecido” da história do nascimento de Cristo.

O exemplo dado por José sempre em pé ao lado de Maria , disse ele, é “uma mensagem muito clara e importante para o nosso próprio tempo”, em que gerações de jovens estão crescendo sem referências paternas.

Duncan Smith disse que a sociedade parecia ter esquecido o importante papel desempenhado pelos pais, de prover abrigo, segurança, educação, apoio e não só colocar comida na mesa, para incentivar e apoiar os seus filhos.

“Trata-se de uma das melhores referências masculinas que um homem pode ter”, disse ele.

Duncan Smith apontou ainda a falência da figura paterna numa família como motivo para níveis elevados de absentismo, comportamento anti-social, delinquência juvenil, formação de gangues de rua, gravidez na adolescência, dependência de drogas e tantas outras mazelas sociais.

“José não era um pai ausente, ele estava lá, com Maria e com Jesus. Identifico a importância deste na história de Cristo e digo o quanto tem faltado verdadeiros exemplos de dedicação abnegada e empenho que deve ressoar até hoje “, conclui.

Ele elogiou José por sua “coragem e honra” na luta para encontrar alojamento para a sua esposa grávida e proteger sua família dos soldados de Herodes.
“Algumas crianças hoje podem perguntar: onde estão os homens de coragem e honra de hoje?”

Fonte: CPAD News / Gospel Prime

Desavenças atrasam reformas na Igreja da Natividade

Wyre Davies

Da BBC News em Belém


Bandeira palestina hasteada diante da Igreja da Natividade

Partes da igreja sagrada estão em aparente estado de abandono

Enquanto milhares de peregrinos cristãos e turistas visitam Belém, na Cisjordânia, onde acredita-se que Jesus tenha nascido, autoridades locais advertem que, se não forem feitas reformas urgentes na secular Igreja da Natividade, será preciso restringir o número de visitantes ao local.

Construída inicialmente no século 4º, a icônica igreja já foi devastada por guerras e por desastres naturais, mas sempre foi reconstruída.

O local onde a maioria dos cristãos crê que nasceu Jesus é controlado e protegido por um tenso acordo entre cristãos ortodoxos gregos, franciscanos e armênios.

Desavenças frequentes entre eles são uma das razões que explicam porque partes da igreja da Natividade estão em aparente estado de abandono.

O teto de madeira e chumbo, que tem 500 anos, é motivo de grande preocupação.

Qustandi Shomalin, da Universidade de Belém, diz que a política religiosa local está impedindo que importantes reformas sejam feitas.

“A água vaza por buracos no teto, afetando não só a estrutura (do local) como afrescos e mosaicos dentro da igreja”, diz.

Desacordo

Como os líderes religiosos não chegam a um acordo quanto a quem deve conduzir e pagar pelas reformas, o governo palestino está sendo forçado a intervir no processo.

Ziad Bandak, assessor para assuntos cristãos do presidente palestino, Mahmoud Abbas, diz que a Autoridade Palestina deu um ultimato aos líderes religiosos.

“Infelizmente, eles não chegaram a um acordo, então estamos fazendo um apelo internacional por doações e planejamos iniciar a restauração em algum momento do novo ano”, disse Bandak.

Disputas históricas à parte, a prefeitura anseia por mais visitantes para que estes tragam mais dinheiro à economia.

Nabil Jackman, um lojista local, admite que o aumento do turismo neste ano tem sido bom para os negócios, mas agrega que o panorama geral ainda é sombrio por causa de restrições práticas ao número de visitantes que vão a Belém ao longo do ano.

Muitos locais se queixam da falta de um acordo de paz entre israeleneses e palestinos.

Israel, inclusive, controla o acesso à cidade sagrada, com postos de checagem e com a ajuda do enorme muro que circunda Belém.

Fonte: BBC Brasil

23.12.10

LIDER DO DT FAZ DESABAFO DE NATAL

Gustavo Bessa alega que discussão tem origem em hipocrisia farisaica

Por: Redação Creio

Faltando dois dias para o Natal, o líder do Diante do Trono, pastor Gustavo Bessa,colocou ainda mais polêmica na questão se o evangélico deve comemorar o Natal. Em artigo, ele alega que grande parte dessas discussões tem origem em uma hipocrisia farisaica. Veja o artigo abaixo:

DESABAFO SOBRE O NATAL

Há alguns anos, muitas pessoas têm falado contra o Natal. Foi uma enxurrada de ataques contra a comemoração natalina. “É uma festa pagã”, dizem uns; “Jesus nunca ordenou ninguém a festejar o seu nascimento”, falam outros. E, assim, dentro da igreja, a comemoração do Natal foi sendo relegada ao esquecimento e rechaçada por alguns cristãos. E ai daqueles que defenderem o Natal perto dessas pessoas: são logo massacrados com uma in finidade de argumentos. Começou até mesmo a existir uma divisão dentro da igreja. Surgiu o grupo dos que são a favor da comemoração e o grupo dos que são contra o Natal.


Desde já peço desculpas pelo que eu vou falar, mas, para mim, grande parte dessas discussões tem origem em uma hipocrisia farisaica. Penso que se alguns desejam comemorar o Natal, glória a Deus; e, se outros não querem, glória a Deus! Se uns desejam cantar hinos de Natal, Aleluia; e se outros não querem cantar, aleluia! Se uns desejam colocar árvores enfeitadas em suas casas, para o Senhor estão fazendo isso; e, se outros não querem, para o Senhor estão fazendo isso! Infelizmente, tem muita gente coando o mosquito e engolindo o camelo. Condenam a comemoração do nascimento de Jesus e atacam os seus irmãos por quem Jesus nasceu e morreu. Levantam a bandeira da não-comemoração do Natal e falam mal dos outros que decidiram comemorar. Incham-se pelo conhecimento que julgam ter, consideram-se melhores do que os outros, praticam a maledicência, promovem disputas, guardam ódio no coração, cam ressentidos e provocam a divisão dentro da igreja. “Acaso Cristo está dividido?” pergunta-nos o apóstolo Paulo. Côa-se o mosquito e engole-se o camelo. Há gente que condena a comemoração do Natal com o argumento de que Cristo não nos ordenou comemorar o seu nascimento. De fato, Cristo não nos ordenou comemorar o nascimento dele. Mas porque Cristo não nos ordenou comemorar o nascimento dele, nos é proibido fazer essa comemoração? Cristo também não nos ordenou comemorar dia dos pais, dia das mães, dia das crianças, festa de aniversário, festa da colheita, festa de consagração disso e daquilo e um montão de outras coisas. Essas outras coisas que fazemos estão erradas porque Cristo não nos ordenou fazê-las?

Por outro lado, Jesus nos proibiu de fazê-las? Se Jesus não nos proibiu fazer essas tantas coisas, estaríamos errados em fazê-las? O problema é que muita gente tem coado o mosquito e engolido o camelo. Alguns condenam a árvore de Natal. Usam, fora do contexto, para sustentar o seu argumento, o texto de Jeremias 10.4, que diz: “Os costumes religiosos das nações são inúteis: corta-se uma árvore da oresta, um artesão a modela com seu formão; enfeitam-na com prata e ouro, prendendo tudo com martelo e pregos para que não balance”. Em primeiro lugar, esse texto não está falando da árvore e Natal, e, sim, dos ídolos que as pessoas esculpiam a partir das madeiras das árvores. Em segundo lugar, eu nunca vi ninguém se ajoelhando diante de uma árvore de Natal, imaginando que essa árvore fosse um deus. Além disso, quanto aos enfeites da árvore, qual é o problema de se enfeitar uma árvore? Não se enfeitam casas? Não se enfeitam carros? Não se enfeitam cidades? Não se enfeitam pessoas? Entretanto, muitos levantam a bandeira contra a comemoração do Natal e se esquecem de tudo o mais. Engole-se o camelo e se côa o mosquito. Mas alguém pode dizer: “Mas Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro”. É verdade que Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro; mas também é verdade que Jesus nasceu! Uma vez que Jesus nasceu, por que não se pode celebrar o Seu nascimento? Só porque a data está errada? Quem nunca comemorou o próprio aniversário fora de data?

Polemizar por causa de uma data, as pessoas acham que é importante; mas falar contra as disputas, as competições, as brigas e as divisões entre os próprios irmãos, por quem Jesus nasceu e morreu, poucos são os que se pronti cam. Côa-se o mosquito e se engole o camelo. Sei que há muitas outras coisas que poderiam ser ditas. Mas eu queria apenas aproveitar essa ocasião para desabafar sobre o Natal e lembrar a todos de que se queremos coar o mosquito, que não engulamos o camelo.

Pr. Gustavo Bessa
Ministério Diante do Trono

22.12.10

Natal: ver com os olhos do coração

É o que mais nos falta hoje: a capacidade de resgatar a imaginação criadora para projetar melhores mundos e ver com o coração. Se isso existisse, não haveria tanta violência, nem crianças abandonadas nem o sofrimento da Mãe Terra devastada.

Somos obrigados a viver num mundo onde a mercadoria é o objeto mais explícito do desejo de crianças e de adultos. A mercadoria tem que ter brilho e magia, senão ninguém a compra. Ela fala mais para os olhos cobiçosos do que para o coração amoroso. É dentro desta dinâmica que se inscreve a figura do Papai Noel. Ele é a elaboração comercial de São Nicolau – Santa Claus - cuja festa se celebra no dia 6 de dezembro. Era bispo, nascido no ano 281 na atual Turquia. Herdou da família importante fortuna. Na época de Natal saia vestido de bispo, todo vermelho, usava um bastão e um saco com os presentes para as crianças. Entregava-os com um bilhetinho dizendo que vinham do Menino Jesus.

Santa Claus deu origem ao atual Papai Noel, criação de um cartunista norte-americano Thomas Nast em 1886, posteriormente divulgado pela Coca-Cola já que nesta época de frio caía muito seu consumo. A imagem do bom velhinho com roupa vermelha e saco nas costas, bonachão, dando bons conselhos às crianças e entregando-lhes presentes é a figura predominante nas ruas e nas lojas em tempo de Natal. Sua pátria de nascimento teria sido a Lapônia na Finlândia, onde há muita neve, elfos, duendes e gnomos e onde as pessoa se movimentam em trenós puxados por renas.

Papai Noel existe? Esta foi a pergunta que Virgínia, menina de 8 anos, fez a seu pai. Este lhe respondeu:”Escreva ao editor do jornal local! Se ele disser que existe, então ele existe de fato”. Foi o que ela fez. Recebeu esta breve e bela resposta:

Sim, Virgínia, Papai Noel existe. Isto é tão certo quanto a existência do amor, da generosidade e da devoção. E você sabe que tudo isto existe de verdade, trazendo mais beleza e alegria à nossa vida. Como seria triste o mundo se não houvesse o Papai Noel! Seria tão triste quanto não existir Virgínias como você. Não haveria fé das crianças, nem a poesia e a fantasia que tornam nossa existência leve e bonita. Mas para isso temos que aprender a ver com os olhos do coração e do amor. Então percebemos que não há nenhum sinal de que o Papai Noel não exista. Se existe o Papai Noel? Graças a Deus ele vive e viverá sempre que houver crianças grandes e pequenas que aprenderam a ver com os olhos do coração.

É o que mais nos falta hoje: a capacidade de resgatar a imaginação criadora para projetar melhores mundos e ver com o coração. Se isso existisse, não haveria tanta violência, nem crianças abandonadas nem o sofrimento da Mãe Terra devastada.

Para os cristãos vale a figura do menino Jesus que tirita sobre as palhinhas sendo aquecido pelo bafo do boi e do jumento. Disseram-me que ele misteriosamente através de um dos anjos que cantaram nos campos de Belém enviou a todas as crianças do mundo uma cartãozinho de Natal no qual dizia:

Queridos irmãozinhos e irmãzinhas:

Se vocês olhando o presépio e me virem aí, sabendo pelo coração que sou o Deus-criança que não veio para julgar mas para estar, alegre, com todos vocês,

Se vocês conseguirem ver nos outros meninos e meninas, especialmente no mais pobrezinhos, a minha presença neles,

Se vocês conseguirem fazer renascer a criança escondida no seus pais e nos adultoss para que surja nelas o amor a ternura,

Se vocês ao olharem para o presépio perceberem que estou quase nuzinho e lembrarem de tantas crianças igualmente pobres e mal vestidas e sofrerem no fundo do coração por esta situação desumana e desejarem que ela mude de fato,

Se vocês ao verem a vaca, o boi, as ovelhas, os cabritos, os cães, os camelos e o elefante pensarem que o universo inteiro recebe meu amor e minha luz e que todos, estrelas, pedras, árvores, animais e humanos formamos a grande Casa de Deus,

Se vocês olharem para o alto e virem a estrela com sua cauda e recordarem que sempre há uma estrela sobre vocês, acompanho-os, iluminando-os, mostrando-lhes os melhores caminhos,

Então saibam que eu estou chegando de novo e renovando o Natal. Estarei sempre perto de vocês, caminhando com vocês, chorando com vocês e brincando com vocês até aquele dia que só Deus sabe quando estaremos todos juntos na Casa de nosso Pai e de nossa Mãe de bondade para vivermos bem felizes para sempre.

Belém, 25 de dezembro do ano 1.


Leonardo Boff é teólogo e escritor.

Debate Aberto da Carta Maior


21.12.10

Pesquisa mostra que mídia mal fala de Jesus na cobertura do Natal

Natal 150x200 Pesquisa mostra que mídia mal fala de Jesus na cobertura do NatalUm organismo de vigilância da mídia conservadora analisou a cobertura de notícias dos últimos dois anos e descobriu que grandes redes de mídia estavam deixando Cristo e Deus por suas histórias de Natal.

Apenas 1,3 por cento das histórias das redes ABC, CBS e NBC mencionaram a divindade durante seus telejornais da noite, de acordo com o Instituto de Cultura e Mídia do Centro de Pesquisa de Mídia.

Mais especificamente, das 527 histórias sobre o Natal, Deus ou o nascimento de Jesus Cristo foram mencionados em apenas sete.

Entre 1º de outubro de 2008 e 30 de setembro de 2010, as três redes mencionaram “Deus,” “Jesus,” ou “Cristo” menos do que as vendas no varejo e a possível adição de tênis de mesa dos Jogos Olímpicos de 2012.

Embora o Natal seja comemorado pela maioria dos americanos, as redes negligenciaram quase completamente as histórias sobre família, religião, e as bênçãos que os americanos gozam, revelou o organismo de vigilância.

“A verdadeira mensagem do Natal, o nascimento milagroso de Jesus Cristo, foi simplesmente ignorada pela grande mídia.”

De acordo com as conclusões do centro de pesquisas, 56 por cento de toda a cobertura do Natal foi sobre referências gerais do Natal e 40 por cento da cobertura de Natal ignorou a divindade. Tal cobertura incluiu a árvore de Natal da Casa Branca, e como as tropas estavam passando o feriado.

Erin Brown do Centro de Cultura e Mídia (CMI) comentou: “A falta de foco sobre o verdadeiro significado do Natal, o nascimento de Jesus Cristo, é um comentário triste sobre cultura popular.”

“Quase 80 por cento dos americanos se identificam como Cristãos, portanto, é seguro dizer que eles não são ofendidos por Cristo,” a expressão ‘Deus’ e ‘Jesus.’ “Mas a mídia fez com que Cristo fosse quase tabu na cobertura de notícias da rede,” acrescentou Brown.

Os resultados são baseados na análise do “World News” da ABC, “CBS Evening News” e “NBC Nightly News.” O CMI observou todas as histórias que apareceram durante os três programas de notícias que mencionaram “Natal.”

O CMI recomendou que as redes de mídia incluíssem mais discussão sobre o nascimento de Cristo e o significado do Natal.

Fonte: The Christian Post / Gospel Prime

18.12.10

ARAUTOS DO REI - SE ELE NÃO FOR O PRIMEIRO

CIÊNCIA: Mulher que não sente medo pode ajudar cientistas a tratar fobias


Homem armado (Foto: Arquivo / Polícia de Manchester)

Paciente disse que já foi ameaçada com arma de fogo e não teve medo

Uma mulher que não vivencia a sensação de medo é a última esperança dos cientistas para tratar fobias extremas e transtornos de estresse pós-traumático.

SM, uma mãe de dois filhos e 44 anos que permanece anônima, serviu de "cobaia" para pesquisadores da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, estudarem os efeitos da ausência de uma estrutura cerebral responsável pelas emoções.

Em um raro caso, a paciente teve as chamadas amígdalas cerebrais destruídas por uma doença. Essas estruturas em forma de amêndoa, uma de cada lado do cérebro, são conhecidas dos cientistas por estar associadas à geração de medo em animais, de ratos a macacos.

Em um estudo publicado na revista científica Current Biology, os pesquisadores afirmam que, pela primeira vez, é possível confirmar cientificamente que a ausência da amígdala também impede a experiência do medo em humanos.

"Para provocar medo, expusemos SM a serpentes e aranhas vivas, a levamos para um passeio em uma casa assombrada e lhe mostramos filmes de grande apelo emocional. Em nenhum momento ela manifestou medo, e nunca disse ter sentido senão níveis mínimos de medo", escreveram os cientistas.

"Da mesma forma, ao longo de uma bateria de questionários de perguntas e respostas (avaliando o receio dela de morrer ou falar em público, por exemplo), três meses de amostras de experiências na vida real e uma história de vida repleta de eventos traumáticos, SM repetidamente demonstrou ausência de manifestações abertas de medo, e pouca experiência geral de medo."

Os pesquisadores disseram ter ficado especialmente impressionados com a reação dela às cobras e serpentes vivas. Levada para uma loja de animais de estimação, SM começou a tocá-los imediatamente, "de curiosidade".

Além disso, SM declarou ter passado por situações violentas potencialmente traumáticas – ela teria sido ameaçada com faca e arma de fogo, por exemplo –, sem manifestar nenhum temor.

Amígdalas têm relação com as emoções e as reações irracionais

"Sem a amígdala, o alarme no cérebro que nos impede de evitar perigo fica ausente", sintetizou o coordenador do estudo, Justin Feinstein.

"A paciente se aproxima exatamente das coisas que ela deveria evitar. Ao mesmo tempo, surpreendentemente, ela tem consciência do fato de que deveria evitá-las. É bem impressionante que ela ainda esteja viva."

Tratamento

Apesar de sua falta de medo, SM é capaz de manifestar outras formas de emoções básicas e experimentar os sentimentos respectivos, disseram os cientistas.

Eles acreditam que as conclusões do estudo podem ajudar a direcionar o tratamento de pacientes com fobias extremas ou transtornos de estresse pós-traumático.

"No último ano, tenho tratado veteranos de guerra retornando do Iraque e do Afeganistão que sofrem com estresse pós-traumático. As vidas dessas pessoas são impregnadas de medo, às vezes eles não conseguem sequer sair de casa devido ao sentimento onipresente de perigo", disse Feinstein.

Para o co-autor do estudo, Daniel Tranel, "psicoterapia e medicação são as opções existentes de tratamento de estresse pós-traumático, que poderiam ser refinadas e desenvolvidas com o objetivo de visar à amígdala".

Fonte: BBC Brasil

Relação entre Igreja e Estado é tema de debate

Escrito por Milton Alves

Desde o acordo assinado pelo governo brasileiro e o Vaticano, em novembro de 2008, a laicidade do Estado tem sido questionada no País. O Brasil é realmente um estado laico? Como igrejas e teólogos posicionam-se diante da obrigatoriedade do ensino religioso nas escolas públicas, um dos itens previstos no acordo? Estudantes da Faculdade de Teologia da Universidade Metodista de São Paulo puderam refletir sobre essas questões com o auxílio da educadora Roseli Fischmann, professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de São Paulo (USP) e do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Metodista de SP, onde dirige o Núcleo de Educação em Direitos Humanos, da Faculdade de Humanidades e Direito.

Entre outras colaborações na área governamental ela integrou a Comissão Especial do Governo do Estado de São Paulo sobre Ensino Religioso nas Escolas Públicas e a equipe de redação dos Parâmetros Curriculares Nacionais do MEC, sendo responsável pela redação do tema transversal Pluralidade Cultural.

No evento denominado “Café Teológico”, promovido pelo Centro Acadêmico João Wesley, com apoio da Faculdade de Teologia e Rede Ecumênica da Juventude, Roseli Fischmann defendeu a laicidade do Estado como garantia da liberdade de consciência, de crença e de culto. Ela explicou que essas três dimensões da liberdade são distintas, mas diretamente relacionadas. A liberdade de consciência diz respeito ao íntimo dos indivíduos.

Mesmo o uso da violência ou a tortura não é capaz de cerceá-la; o indivíduo pode até ser coagido a determinadas ações, mas é impossível controlar o que se passa em seu pensamento. A liberdade de crença, também de caráter interior, “aloja-se no ninho da liberdade de consciência”. Já a liberdade de culto é a exteriorização da liberdade de crença e ocorre no espaço coletivo.

No Brasil do período imperial, exemplificou a professora, a liberdade de crença foi limitada pelo regime do padroado, que dava à Igreja Católica o status de religião oficial e única. Crentes de outras denominações só poderiam se reunir a portas fechadas, em edifícios que não tivessem a forma exterior de templo. “E ainda há países do mundo em que a liberdade de culto é tolhida”, alertou a professora.

Segundo Roseli Fischmann, a proclamação da República, em 1889, trouxe a separação entre Igreja e Estado e, a princípio, foi bem vinda pela Igreja Católica, incomodada pela interferência estatal.

“Mas esse ponto sempre foi polêmico”, disse a professora. A instituição não queria perder a influência que sempre teve sobre a sociedade brasileira. Roseli destaca que durante 210 anos a Igreja Católica cuidou da escola pública, por intermédio dos jesuítas, que eram financiados pelo padroado. “É metade de nossa história! Ninguém se livra facilmente dessa herança”, afirmou.

Para a educadora, o ensino religioso ministrado em escola pública pode se tornar um perigoso espaço de luta pelo poder e uma violência contra as minorias. No caso brasileiro, pesquisas acadêmicas já detectaram vários exemplos de práticas religiosas adotadas no ambiente escolar que, aceitas pela maioria cristã, discriminam outros grupos religiosos.

“Numa pesquisa que realizamos em oito cidades próximas a regiões metropolitanas, encontramos turmas de alunos aos quais se exigia a oração do Pai Nosso antes de iniciar as aulas. Vimos até uma diretora que mantinha um altar na escola”. Segundo Roseli, julgar que a maioria deva determinar os rumos de qualquer grupo social é uma distorção do princípio democrático. “A maioria elege e quem é eleito deve governar para todos e todas”, disse ela.

Governar para toda a população, no delicado campo da crença, seria a irrestrita adoção da laicidade do Estado, na opinião da educadora. Ela explica que as relações entre Igreja e Estado podem ser compreendidas em diferentes níveis. Nos estados teocráticos ocorre a fusão entre as duas instâncias de poder. O Estado existe como decorrência da religião. Tal é o caso da República do Irã, por exemplo.

E nos estados em que o Estado é separado da religião, essa separação pode ocorrer com “hostilidade” -- como da antiga União Soviética, em que a religião foi banida da vida pública – ou numa relação pacífica. Países como Uruguai e Costa Rica, informa a professora, sempre prezaram por ter o Estado desvinculado da religião, respeitando a liberdade de culto de todas as crenças.

No caso do Brasil, no entanto, ocorreria uma quarta forma de relacionamento, que Roseli chama de separação “atenuada”: aqui, o Estado não apenas garante a liberdade, mas reconhece que valores religiosos podem ser relevantes para a população. Esse reconhecimento está na Constituição e explica, por exemplo, a isenção fiscal que privilegia templos religiosos, a existência de capelanias militares e o próprio. acordo com a Santa Sé, aprovado no ano passado. Contudo, segundo a professora, esse acordo fere o Artigo 19 da Constituição, que proíbe ao Estado firmar qualquer tipo de acordo com religiões ou seus representantes:

“É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público”. Para Roseli Fischmann, não vale o argumento de que a Santa Sé seria comparável aos demais estados: “Ninguém tem cidadania ou passaporte vaticanos”, resumiu.

Tolerância religiosa e espiritualidade
Após a palestra, a professora Roseli Fischmann recebeu perguntas da platéia. Dentre outros temas, ela foi questionada sobre a validade do ensino religioso público como promotor de diálogo e tolerância entre crentes de diferentes tradições e sobre o espaço destinado ao cultivo da espiritualidade dentro do ambiente escolar – que, não raras vezes, privilegia o individualismo, a competitividade e o consumismo.

A educadora argumentou que os docentes não têm a necessária formação para promover um diálogo isento de proselitismo. Segundo Roseli, seria muito difícil criar e transmitir um conteúdo que não confundisse as crianças, sobretudo as menores, que estão recebendo valores de suas famílias e grupos religiosos. “A transversalidade no ensino religioso já não é fácil nem para adultos”, disse. Numa escola laica, a religião estaria presente nos conteúdos existentes (como história, por exemplo), que abririam o necessário espaço ao debate sobre tolerância religiosa.

Quanto ao cultivo da espiritualidade, Roseli Fischmann defendeu que o contraponto ao individualismo e ao consumismo está no estímulo à solidariedade e na defesa de valores e direitos humanos que, universais, não se limitam ao tão particular campo das crenças religiosas.

Suzel Tunes, da Assessoria de Comunicação da Universidade Metodista.

Fonte: LPC Comunicações

17.12.10

Miley Cyrus, estrela cristã de Hannah Montana, é filmada usando drogas

Miley Cyrus, estrela cristã de Hannah Montana, é filmada usando drogas

A carreira de Miley Cyrus está em risco. Só foi ela completar 18 anos que fatos polêmicos da sua vida vieram à tona. Depois de fotos íntimas, um vídeo grave da estrela teen foi divulgado pelo site TMZ nesta sexta, 10.

Nas imagens caseiras, a ex-estrela da Disney aparece consumindo drogas alucinógenas. De acordo com a publicação, o vídeo foi feito em Los Angeles apenas 5 dias depois que ela completou 18 anos.

Nas imagens, Miley Cyrus aparece muito risonha e levemente alterada, cercada por um grupo de amigos e usa um acessório, conhecido como ‘bong’, para fumar a substância suspeita.

Uma fonte próxima a Miley contou que o ‘bong’ estava cheio de sálvia, uma erva natural lícita, que quando fumada, tem características alucinógenas.

Vídeo: Hanna Montana usando drogas

De acordo com informações do site TMZ a erva fumada por Miley era sálvia, uma droga classificada como “preocupante” pela polícia antidrogas dos EUA. A erva é de uma espécie diferente da que é usada comumente como tempero.

Um dos efeitos que a droga produz no usuário é a perda de coordenação motora, vertigem e fala incompreensível.

A polícia americana ainda está analisando se deve colocar essa droga no mesmo nível do LSD e da heroína. Atualmente, a sálvia é legal na maioria dos estados americanos, incluindo a Califórnia.

Sobre Miley

Criada em família cristã frequentadora da Igreja Assembléia de Deus nos Estados Unidos. a jovem cantora sempre falou sobre sua fé durante suas entrevistas. Após integrar a equipe de artistas da Disney uma série de polêmicas surgiram em torno da cantora, desde fotos nuas quando ainda menor de idade, a músicas, roupas e danças com claro apelo sexual.

Miley Cyrus foi recentemente eleita a maior má influência para os adolescentes no mundo. Ela também acaba de aceitar o papel para representar uma drogada no cinema.

Miley segue os mesmos caminhos Lindsey Lohan e Demi Lovato que de estrelas teen da Disney se transformaram em presidiárias ou internas de clínicas de reabilitação.

Fonte: Ego e Gospel+

16.12.10

Evangélicos estão sendo vítimas de ataques no twitter

Do Folha Gospel

Evangélicos estão sendo vítimas de ataques no twitter, desde o último sábado, dia 11 de dezembro.

O #coisadecrente (ou assunto) ‘Coisa de Crente’ sugere, por exemplo, que a “crentalhada seja esquartejada e desossada.” Após as criticas, twitteiros cristãos estão promovendo corrente defendendo seus princípios.

O ataque surgiu após o tag ‘coisa de crente’ ser criado. Nele internautas teceram criticas com frases como: “Daqui a pouco os crente vão chegar no Silvio Santos e lhe oferecer emprestimo por que Jesus banqueiro,” ou “A Luciana Gimenez não convida o Pr Silas Malafaia pra discutir homossexualidade porque ele tem medo da verdade!”

Os ataques abordam diversos assuntos como os relacionados com o dinheiro, por exemplo.

“Um dia eu perguntei pra um pastor: ‘Igreja dá dinheiro? Ele disse: Não, igreja toma!’” comentou Vovo_Panico.

Por conta da polêmica o assunto chegou a liderar o item dos assuntos mais comentados em todo mundo e gerou protesto de evangélicos.

O pastor Moises Martins, da Assembléia de Deus em Florianópolis, que tem um perfil no twitter, defendeu uma postura maior dos evangélicos.

“Vivemos num país e livre e não podemos impedir este tipo de comentário, mas cabe a nós Cristãos tomar a frente e assumir nossa postura. As pessoas falam de coisas que não conhecem. Têm preconceito e o erro nosso é ficar calado. O preconceito existe, mas não pode nos abalar. Quem trabalha sério não se abala.”

Fonte: Christian Post

Pai de santo e pastor abrem “guerra santa” no Flamengo

Pastor Fernando ao lado de Diego Maurício Marcelo Lomba Camacho Everton Silva Paulo Victor e Rômulo 250x189 Pai de santo e pastor abrem guerra santa no FlamengoO Flamengo está à beira de uma guerra santa. De um lado o pai de santo Robério de Ogum, amigo e conselheiro do técnico Vanderlei Luxemburgo. Do outro, o pastor Fernando, da Comunidade Evangélica Até Aqui Nos Ajudou o Senhor do Recreio dos Bandeirantes, muito próximo de alguns jogadores do atual elenco.

Tudo começou com a chegada do treinador ao clube e com uma entrevista de Robério ao jornal “Extra”, no sábado passado. E esquentou nesta terça-feira, quando o pastor Fernando postou fotos ao lado de jogadores do Flamengo no Twitter e reenviou um post de um seguidor chamado jogadordecristo. Na mensagem, está anexado o link da entrevista.

“Agora entendemos porque o pastor Fernando foi proibido por Luxemburgo de entrar na concentração do Flamengo. Brincadeira”, escreveu o jogadordecristo, em mensagem reenviada pelo pastor aos seus seguidores.

Robério afirma na entrevista ter feito trabalhos para Vanderlei Luxemburgo na reta final do Campeonato Brasileiro, quando o time brigou para não ser rebaixado. Ele ainda toma para si a derrota do Goiás para o Indepediente na final da Copa Sul-Americana, que colocou o Flamengo na competição em 2011.

“O Flamengo estava muito carregado espiritualmente. De uma hora para outra, o Lomba começou a falhar, o Juan, os atacantes não acertavam mais nada. Só que não adianta cuidar de todos os jogadores, é preferível proteger, iluminar o comandante. Eu dizia que o time chegaria à Sul-Americana, mas depois do empate com o Santos, desconfiaram. Só que faltava o jogo do Goiás. E o que aconteceu? Os orixás ajudaram o time”, disse Robério ao “Extra”.

Ao fim do dia, o pastor Fernando ainda trocou mensagens com o zagueiro David via Twitter. Ele avisou que precisava entrar em contato. A resposta do jogador foi a seguinte: “Você tem o meu telefone”. Mais uma prova da proximidade entre eles.

O início da crise
Pastor Fernando sempre frequentou a concentração do Flamengo e costumava liderar cultos às vésperas dos jogos com alguns jogadores do elenco. Com a chegada de Luxemburgo, sua entrada no hotel foi proibida, sob a alegação de que poderiam querer levar pai de santo, padre e outros representantes de religiões.

Na época, pastor Fernando concordou e entendeu o argumento de Luxemburgo. Mas, com a revelação de Robério, a situação se complicou. O pai de santo, inclusive, está morando num apart hotel próximo à concentração do Flamengo na Barra da Tijuca.

Fonte: IG