30.11.08

Mateus 6:16-18

Que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê em secreto. E seu Pai, que vê em secreto, o recompensará. Mateus 6:18

Mensagem:


Muitas pessoas têm gastado tempo e dinheiro tentando perder peso. Alguns freqüentam reuniões semanais e seguem um plano de dieta. Isso é diferente do jejum sobre o qual lemos na Bíblia. A única coisa em comum é a idéia de “fechar a boca”.

Os profetas do Antigo Testamento jejuavam; Jesus e seus discípulos também. O jejum deveria ser levado
em conta por todos os seguidores de Cristo: ricos ou pobres, aqueles que têm abundância de alimento e aqueles que têm necessidade. Jesus não disse “se” você jejuar, mas sim “quando” jejuar. Nossa vida egoísta e bem sucedida pede disciplina, sacrifício e um tempo com Deus.

Jejuar é um meio de auto
-avaliação e de experiência profunda com a presença e o poder de Deus (Joel 2:12-14).

O jejum deve ser feito de maneira sensata e em segredo. Deus promete que o jejum com propósito e regado pela oração terá efeito positivo na caminhada com Ele. Portanto, quando jejuarmos, devemos fazê-lo em silêncio e com alegria. Nosso Pai Celestial nos recompensará. Devemos permitir que Deus nos traga cada vez mais perto dele. Sem dúvida, seremos mais gratos pelo nosso alimento e estaremos mais dispostos a co
mpartilhar com pessoas que passam por necessidade.


Ore:

Deus Todo-poderoso, que o nosso afastamento da comida durante certo tempo nos lembre da nossa necessid
ade de nos mantermos afastados do pecado e dependentes de ti. Em nome de Jesus. Amém.

Pense:

Quem jejua torna-se mais agradecido pelo alimento e tem maior disposição em socorrer quem passa fome.







29.11.08

O MINISTÉRIO DOS APÓSTOLOS

A história bíblica termina no livro de Atos, que descreve o ministério da igreja primitiva. Em Atos vemos como a mensagem concernente a Jesus - a mensagem da redenção - propagou-se de Jerusalém até Roma, centro do mundo Ocidental.
O livro de Atos mostra a expansão da igreja:
a) Em Jerusalém;
b) De Jerusalém para a Judéia, Samaria e região.
c) De Antioquia até Roma.


a) A Igreja em Jerusalém - As primeiras experiências dos discípulos de Jesus em Jerusalém revelam muita coisa acerca da igreja primitiva. O livro de Atos mostra com que zelo esses cristãos divulgaram as notícias a respeito de Jesus.
O livro inicia-se numa colina próxima a Jerusalém, onde Jesus estava prestes a ascender ao céu. Ele disse aos discípulos: "...ao descer sobre vós o ES, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra" (At 1.8). Esse era o plano de Jesus para evangelizar o mundo.
Poucos dias mais tarde os discípulos substituíram Judas, que se havia matado depois de trair a Jesus. Escolheram a Matias para completar o grupo dos doze.
Então o Cristo ressurreto deu à igreja seu ES, que capacitou os cristãos a cumprirem a tarefa de âmbito mundial (At 1.8).
Pedro falou à igreja no dia de Pentecoste, revelando a importância de Cristo como Senhor da salvação (At 2.14-40). O ES revestiu a igreja de poder para operar sinais e maravilhas que confirmavam a veracidade dessa mensagem (At 2.43). Especialmente significativa foi a cura de um mendigo operado pelos apóstolos à porta do templo ( At 3.1-10), o que colocou os apóstolos em conflito com as autoridades judaicas.
A igreja mantinha estreita comunhão entre seus membros. Compartilhavam as refeições em seus lares; também adoravam juntos e repartiam os seus bens (At 2.44-46; 4.32-34).
À medida que a igreja continuava a crescer, as autoridades governamentais começara a perseguir abertamente os cristãos. Pedro e alguns dos apóstolos foram presos, mas um anjo os libertou; convocados perante as autoridades, estas lhes deram ordens de parar com a pregação a respeito de Jesus (At 5.17-29). Os cristãos, porém, recusaram-se a obedecer; continuaram pregando, muito embora as autoridades religiosas os espancassem e os laçassem na prisão diversas vezes.
A igreja crescia com tanta rapidez que os apóstolos precisaram de auxílio em algumas questões práticas de administração eclesiástica, principalmente no atendimento às viúvas. Para a execução desta tarefa ordenaram sete diáconos.

b) De Jerusalém para toda a Judéia - A segunda fase do crescimento da igreja começou com uma violenta perseguição dos cristãos em Jerusalém. Quase todos os crentes fugiram da cidade (At 8.1). Por onde quer que fossem, os cristãos davam testemunho, e o ES usava esse testemunho a fim de conquistar outras pessoas para Cristo (At 8.3...). Por exemplo, um dos sete auxiliares, chamado Filipe, conversou com um diplomata etíope; esse homem tornou-se cristão e levou as boas novas para sua pátria ( At 8.26-39).
A esta altura a Bíblia descreve a conversão de Saulo de Tarso. Antes de converter-se, Saulo perseguia a Igreja. Ele obteve cartas das autoridades judaicas em Jerusalém que o autorizava a ir a Damasco efetuar a prisão dos cristãos ali e matá-los. No caminho, Cristo derrubou-o por terra e o desafiou. Saulo rendeu-se e assim começou uma nova vida na qual ele devia usar seu nome romano, Paulo em lugar de Saulo, o nome judaico. Paulo cheio do ES começou a pregar a respeito de Jesus na sinagoga judaica, e os dirigentes judeus o expulsaram de Damasco. Algum tempo depois (Gl 1.17-2.2), ele foi pra Jerusalém, onde estabeleceu uma relação com os apóstolos.

Devemos notar também que o ministério de Pedro, que foi especialmente marcado por milagres. Em Lida ele curou um homem chamado Enéias (At 9.32-35). Em Jope, Deus o usou para ressuscitar Dorcas (At 9.36-42). Por fim, recebeu de Deus uma visão que o convocava para Cesaréia, onde apresentou o evangelho aos gentios (At 10.9-48). Ele foi o líder máximo dos apóstolos e seu ministério reanimou o entusiasmo da igreja primitiva. Apóstolo era uma pessoa a quem Cristo havia escolhido para um treinamento especial no ministério ( Gl 1.12). Os apóstolos lançaram o alicerce da igreja mediante a pregação do evangelho de Cristo (Ef 2.20; 1Co 3.10-11; Jd 3-21). Deususou Pedro para abrir a porta da salvação aos gentios.
Neste ponto a narrativa bíblica volta-se brevemente para a expansão do evangelho entre os gentios em Antioquia (At 11.19-30). É quando lemos acerca do martírio de Tiago em Jerusalém, e de como Pedro foi miraculosamente liberto da prisão. (At 12.1-19)

c) De Antioquia até Roma - O restante do livro de Atos descreve a expansão da igreja por intermédio do Apóstolo Paulo. Barnabé levou Paulo para Antioquia (At 11.19-26). Aí o ES chamou a Barnabé e a Paulo para serem missionários, e a igreja os ordenou para essa tarefa (At 13.1-3). Eles começavam pregando numa sinagoga judaica. Por conseguinte, a igreja primitiva constituía-se, antes de tudo, de convertidos dentre os judeus e de pessoas "tementes a Deus" (gentios que adoravam com os judeus). Na primeira viagem houve um dramático confronto com o diabo quando Deus usou a Paulo para derrotar o mágico (feiticeiro) Elimas (At 13.6-12). O jovem João Marcos acompanhava a Paulo e a Barnabé, mas, de Perge, resolveu voltar a Jerusalém, fato que deve ter causado grande desapontamento a Paulo (At 15.38). No sermão que Paulo proferiu na sinagoga em Antioquia da Pisídia (At 13.16-41) ele faz um resumo da história da redenção, acentuando seu cumprimento em Jesus. Ele declarou: crer em Cristo é o único meio de libertar-se do pecado e da morte (At 13.38,39).
Em listra, judeus hostis instigaram as multidões de sorte que Paulo foi apedrejado e dado por morto (At 14.8-19). A viagem terminou com Paulo e Barnabé voltando a Antioquia, onde relataram tudo quanto Deus havia feito por intermédio deles, e como a fé se espalhara entre os gentios (At 14.26-28).
Mais tarde, surgiu na igreja uma séria desinteligência. Alguns cristãos argumentavam que os gentios convertidos tinha de observar as leis do AT, de modo especial a da circuncisão. O problema foi levado perante o concílio da igreja de Antioquia e de Jerusalém. Deus dirigiu esse concílio (reunido em Jerusalém) para declarar que os gentios não tinham de guarda a Lei a fim de serem salvos. Mas instruíram aos novos conversos a que se abstivessem de comer coisas sacrificadas aos ídolos, sangue e animais sufocados (At 15.1-29), para não escandalizarem os judeus. O concílio enviou uma carta a Antioquia; a igreja leu-a e a aceitou com sendo a vontade de Deus.
Não demorou muito, Paulo resolveu visitar todas as igrejas que ele e Barnabé haviam estabelecido na primeira viagem missionária. E assim teve início a segunda viagem missionária (At 15.40-41), desta vez em companhia de Silas. Observe-se, especialmente, a visão que Deus deu a Paulo em Trôade, convocando-os para a Macedônia (At 16.9-10). Na Macedônia eles conduziram à fé pessoas "tementes a Deus" (gentios que criam em Deus) e também judeus.
Um dia os missionários defrontaram-se com uma jovem escrava possuída do demônio. Seus donos auferiam lucro da capacidade que tinha a jovem de adivinhar. Paulo expulsou os demônios da jovem. e ela perdeu seus poderes, por isso seus senhores prenderam-nos (At 16.19-24). Na prisão, Paulo e Silas pregaram ao carcereiro. Foram libertados de manhã e se dirigiram para Tessalônica, onde muitos se converteram sob seu ministério. A seguir foram para Beréia, onde também alcançaram grande êxito (At 17.10-12). Em Atenas, Paulo pregou um grande sermão aos filósofos na colina de Marte. A próxima parada foi Corinto, onde Paulo e seus amigos permaneceram por um ano e meio. Daqui voltaram para Antioquia, passando por Jerusalém (At 18.18-22). Todo esse tempo, Paulo e seus companheiros continuaram a pregar nas sinagogas, e enfrentaram a oposição de alguns judeus que rejeitaram o evangelho (At 18.12-17).
A terceira viagem missionária abrangeu muitas das mesmas cidades que Paulo havia visitado na segunda. Ele fez, também, uma rápida visita às igreja da Galácia e da Frígia (At 18.23).
Em Efeso ele batizou doze dos discípulos de João Batista que haviam aceitado a Cristo, os quais receberam o ES (At 19.1-7). Durante quase dois anos ele pregou na escola de Tirano (At 19.9-10).
De Éfeso, ele foi para a Macedônia e, finalmente, voltou a Filipos. Depois de uma breve estada nesta cidade, ele viajou para Trôade, onde um jovem chamado Êutico pegou no sono durante o sermão de Paulo e caiu de uma janela do terceiro andar, sendo dado por morto. Deus operou por meio de Paulo para trazer Êutico de volta à vida (At 20.7-12). Dali os missionários foram para Cesaréia, passando por Mileto. Em Cesaréia o profeta Ágabo predisse o perigo que aguardava a Paulo em Jerusalém; ali ele enfrentou dificuldades e prisão. A Bíblia registra um discurso que ele fez ali em defesa de sua fé (At 22.1-21). Finalmente, as autoridades religiosas conseguiram enviá-lo para Roma a fim de ser julgado. A caminho, o navio que o transportava naufragou na ilha de Malta. Aqui foi picado por uma cobra venenosa, mas não sofreu dano algum (At 28.7-8). Depois de passar três meses em Malta, ele e seus guardas navegaram para Roma.
O Livro de Atos encerra com as atividades de Paulo em Roma. Lemos que ele pregou aos principais judeus (At 28.17-20). Durante dois anos morou numa casa alugada, continuando a pregar às pessoas que o visitavam (At 28.30-31).
Encerra-se a história da redenção registrada na Bíblia. O Evangelho tinha sido eficazmente plantado em solo gentio, e a maioria das Epístolas havia sido escritas. A igreja estava no processo de separar-se da sinagoga judaica e tornar-se um organização distinta.

Fonte: O Mundo do Novo Testamento - Editora Vida

27.11.08

Mídia se cala sobre o acordo do governo com a Santa Sé

Por Lilia Diniz

O Observatório da Imprensa exibido na terça-feira (25/11) pela TV Brasil e pela TV Cultura discutiu a cobertura dos meios de comunicação sobre o acordo firmado no dia 13 de novembro entre o governo brasileiro e a Santa Sé, assinado durante a recente visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Vaticano. A mídia ofereceu pouco espaço ao acordo, que pode ferir o princípio do Estado laico. O tratado, que confere formato jurídico às relações entre o Executivo Brasileiro e a Igreja Católica, tem pontos polêmicos.

O acordo prevê, por exemplo, o ensino religioso nas escolas públicas, com presença facultativa, e a possibilidade da anulação do casamento civil no caso o matrimônio religioso ser desfeito. Participaram do debate ao vivo, no estúdio do Rio de Janeiro, o reverendo Guilhermino Silva da Cunha, pastor da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro, e a pesquisadora e professora da USP Roseli Fischmann. Em Brasília, participou o representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Hugo Sarubbi Cysneiros.

No editorial que inicia o programa, o jornalista Alberto Dines classificou a atuação da mídia como "embargo noticioso ou autocensura". O acordo foi mantido sob sigilo porque infringe o espírito e a letra da Constituição Federal. Além de os jornais não terem dado destaque à assinatura do acordo, a mídia eletrônica evangélica não protestou. Na avaliação de Dines, os grupos evangélicos têm sido privilegiados pelo governo de outras formas. "Significa que no lugar de seguir a Constituição e estabelecer completa separação entre estado e religião, o Brasil inventou uma forma original de administrar o conflito religioso, oferecendo vantagens às confissões religiosas mais poderosas", avaliou.

"E como ficam os secularistas e agnósticos que acreditam que um estado democrático deve ser obrigatoriamente laico? E as outras confissões religiosas afro-brasileiras, como o candomblé, não deveriam entrar no bolo de privilégios? Estamos na contramão do mundo desenvolvido e nossa imprensa, esquecida dos três séculos de censura absoluta antes de ser autorizada a funcionar, teve um surto de saudosismo e voltou a experimentar as delícias da autocensura", criticou o jornalista.

Na reportagem exibida antes do debate ao vivo a repórter especial da Folha de S.Paulo, Elvira Lobato, estudiosa das questões que envolvem as concessões de radiodifusão no Brasil, explicou que o Código Brasileiro de Telecomunicações é da década de 1960. A norma não permite que denominações religiosas detenham concessões canais de rádio e TV mas, na prática, grande parte das igrejas conseguem burlar a lei. Algumas não são concessionárias, mas arrendam o espaço em emissoras privadas o que "para efeito de mercado dá no mesmo" porque levam a mensagem ao fiel. Já o fenômeno do altar eletrônico, que vêm crescendo continuamente, passou a ser uma importante fonte de renda para as emissoras privadas.

Igreja Católica, um tabu para a imprensa

No debate ao vivo, Roseli Fischmann comentou que a imprensa tem demonstrado dificuldade de tratar do acordo. A professora relembrou que em maio de 2005, durante a visita do Papa Bento XVI, mesmo com o posicionamento crítico em relação ao tema, publicando forte editorial em prol do estado laico e contra o sigilo que vinha cercando a negociação, a Folha de S.Paulo abriu espaço para a Igreja Católica manifestar-se a cada nova polêmica, como também os defensores do estado laico, o que favoreceu o debate no jornal e na sociedade. Roseli comentou que embora fossem poucos os veículosa que tivessem se envolvido nesses momentos, imprensa trouxe importantes vitórias para a cidadania ao mobilizar a sociedade na discussão da implantação do feriado nacional por conta da canonização de frei Galvão, que foi rejeitado pela Câmara dos Deputados depois de aprovado no Senado, exatamente por esse debate público; e sobre um projeto ligado ao ensino religioso nas escolas paulistas, vetado pelo governador José Serra, depois de aprovado na Assembléia Legislativa de Sâo Paulo.

Dines pediu ao representante da CNBB esclarecer se a Constituição brasileira é secularista. Hugo Sarubbi Cysneiros comentou que a Carta Magna invoca Deus em seu preâmbulo, mas é laica. O Estado não é ateu nem professa uma religião específica. O advogado ressaltou que o projeto de acordo entre a Santa Sé, como pessoa jurídica de Direito Internacional Público, e o Estado brasileiro não privilegiou a Igreja Católica, mas respaldou o estatuto jurídico desta religião.

O Estado brasileiro vê no laicismo positivo "um caminho" e reconhece na religião e na crença "algo que faz parte do ser humano" e que pode ser exercitado pelos cidadãos como um Direito. Dines ponderou que a citação a Deus no preâmbulo da Constituição não chegou a ser uma profissão de fé religiosa, foi apenas uma intervenção pessoal do então presidente José Sarney. Não comprometia o caráter secular que previa a separação entre o Estado e as crenças religiosas.

O acordo é constitucional?

O reverendo Guilhermino Silva da Cunha acredita que a separação entre Igreja e Estado é "absolutamente saudável" e preserva a liberdade religiosa. De acordo com o religioso, esta separação foi preconizada pelo próprio Jesus Cristo na Bíblia, ao dizer, por exemplo, "meu reino não é deste mundo" entre outras passagens. O pastor afirmou que os dois Estados que celebraram o acordo envolvendo apenas uma expressão religiosa atacam frontalmente a Constituição no Artigo 19 porque este proíbe alianças entre o governo e cultos religiosos ou igrejas. "A celebração do acordo fere nosso diploma legal maior. Não apenas agride as expressões religiosas, como também fere a Constituição", criticou. O reverendo tem esperanças de que o Congresso Nacional não referende o acordo.

"Mesmo que existisse um único cidadão de outra religião ou ateu ele teria todo o Direito de exercer sua escolha", disse Roseli Fischmann. O Estado laico tem o dever de preservar o Direito de todos independente do número de pessoas que optem por determinada crença. A professora frisou que o Brasil apresenta um grande pluralismo religioso e que, por isto, é inaceitável um acordo internacional com uma única religião. Neste caso, as demais estão sendo preteridas. "O Estado precisa proteger para que todos se sintam respeitados", avaliou.

Dines comentou que a Santa Sé queria "abafar" o acordo sem a "oxigenação de uma sociedade democrática". O representante da CNBB não concorda que a sociedade tenha sido ludibriada nem que a Igreja seja manipuladora. "O sigilo não foi a bandeira, não foi o meio nem o fim do tratado". O advogado considera que falar em sigilo de um tratado internacional em um país com as características do Brasil é um contra-senso porque a sociedade pode examinar o teor do acordo quando este é submetido ao Poder Legislativo. Cysneiros destacou que a Constituição Federal fala de Deus em outros artigos, não só no preâmbulo.

O silêncio da mídia como sintoma

O advogado da CNBB disse que o tratado não foi firmado com a Igreja Católica e sim com a Santa Sé, que é um Estado soberano. Se, por questões históricas, as outras religiões não têm personalidade de Direito Internacional Privado, não há como estas celebrarem tratados internacionais. Para Cysneros não há privilégio da Igreja Católica em detrimento de outras religiões e o acordo não é inconstitucional.

O tratado é claro e dá estatutos à Igreja Católica no Brasil partindo de dois princípios: o respeito à Ordem Constitucional e ao Estado brasileiro e a isonomia entre todas as entidades de igual natureza. Dines argumentou que a Santa Sé é um Estado soberano, mas que é teocrático e funciona com regras específicas. O silêncio da mídia é conivente na opinião do reverendo Guilhermino Silva da Cunha, pastor da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro. "Quando acontece o silêncio significa que há algum entendimento ou alguma coisa diferente e estranha", avaliou.

Um telespectador perguntou a Roseli Fishmann sobre o ensino religioso nas escolas. A professora explicou que muitas vezes confunde-se o papel das instituições. Principalmente em tempos de violência, quando se considera que o ensino de religião pode combater a criminalidade. A questão da religião é vinculada à consciência de cada indivíduo. Já a escola deve preparar as crianças para respeitar os indivíduos como cidadãos livres e iguais sem precisar recorrer a qualquer figura sobrenatural.

A questão das concessões de rádio e TV

Para o reverendo Guilhermino Silva da Cunha, a presença das demais igrejas na mídia não é diferente da presença da Igreja Católica. O pastor não é contra a entrada das igrejas na mídia televisiva, mas reprova o excesso. Como o telespectador tem o poder de mudar de canal, o grande número de programas religiosos não chega a ser "uma invasão". O pastor ressaltou que todas as igrejas pagam altos valores tanto para alugar tempo nos canais privados quanto para manter uma concessão. Na visão do reverendo, a existência de um canal de televisão que ganhe força e vire uma rede em todo o país cria um contra-ponto ao monopólio da comunicação, que é "um desastre".

Dines pediu a opinião de Roseli Fischmann sobre o "gerenciamento de privilégios" no Brasil. A professora ressaltou a laicidade como o fundamento da democracia no país: "Não existe democracia se as pessoas não estiverem todas igualadas". As minorias religiosas são uma das faces visíveis do pluralismo, que é essencial para a democracia. O Estado não pode ser nem ausente nem omisso para as minorias "não se encolherem e deixarem o campo público". Se um determinado grupo é privilegiado, as minorias tendem a se retrair.

Perfil dos convidados

Hugo Sarubbi Cysneiros é advogado da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). É professor das disciplinas de Sistemas de Direito Comparados e de Direito Internacional Público do UniCeub/DF.

Roseli Fischmann é pesquisadora e professora, coordena a área de Filosofia e Educação da Pós-Graduação em Educação da USP e o Grupo de Pesquisa Discriminação, Preconceito, Estigma da universidade. Integrou a Comissão Especial sobre Ensino Religioso do Estado de São Paulo.

Rev. Guilhermino Silva da Cunha é pastor da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro. Doutor em Ministério pelo Reformed Theological Seminary (Estados Unidos) e Doutor Honoris Causa pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Foi presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil.

Fonte:

26.11.08

A origem das igrejas batistas

Dá-se o nome de “Reforma Protestante” ao grande movimento religioso que no século XVI cindiu a igreja cristã em duas partes: a igreja evangélica e a igreja católica romana. Até aquela data havia uma só igreja, mas esta, cheia de erros e de inovações, tinha se desviado bastante dos ensinos bíblicos.

Várias heresias e ensinamentos anti-bíblicos infestavam a igreja: o dogma do papado, a idolatria a imagens, a idolatria a Maria, a salvação pelas obras, as penitências e muitos outros erros que a levaram a esconder a Bíblia do povo.

Houve, no entanto, vários homens que não se conformavam com esse estado de coisas. Eram os que desejavam abolir as práticas e costumes que depunham contra o caráter santo que tem a igreja.

Esses homens foram perseguidos e muitos foram mortos. Homens como Wyclif, John Huss e Savonarola.
A Reforma veio a partir da atuação de um monge alemão, professor de teologia, chamado Martinho Lutero. Ele se rebelou contra a venda de indulgências (venda de remissão de pecados pelo papa).

Lutero escreveu 95 proposições contra as indulgências e afixou-as à porta da sua catedral (31 de outubro de 1517). Iniciou-se, então o movimento dos reformadores. Lutero e outros homens queriam uma reforma dentro da igreja. Essa, porém, não se fez. Dividiu-se então a igreja cristã.

Há várias explicações sobre o surgimento das igrejas batistas. A mais comum afirma que os batistas são sucessores dos reformadores ingleses, especialmente os que se organizavam de acordo como sistema congregacional.
A primeira igreja batista surgiu em Amsterdã dentre os separatistas e se centrou ao redor de John Smyth, um graduado da Universidade de Cambrigde na Inglaterra[i].

O trabalho batista no Brasil, depois de uma tentativa em 1871 (Santa Bárbara, SP), que não durou, teve início, em caráter permanente, em Salvador, onde se organizou em 1882, como resultado do trabalho dos missionários Wiiliam Buck Bagley, Zachary Clay Taylor e do ex-padre católico, Antônio Teixeira[ii].

Pr.Davi Lago,
Líder dos Universitários Getsêmani
Reuniões todo sábado, 17h30, na sala 251 – Templo Sede.
http://www.universitariosgetsemani.blogspot.com/
Fonte: IBG

25.11.08

Recomendação contra a crise

Pastor americano manda seguidores praticarem sexo para esquecer problemas financeiros.

O pastor de uma igreja batista no norte do Texas lançou um desafio aos seus seguidores: praticar sexo durante uma semana inteira, como maneira de esquecer problemas financeiros e reforçar os laços do casamento.

Preocupações com dinheiro e crianças atrapalham qualquer matrimônio, disse o pastor Ed Young, da Fellowsship Church. E sexo, garantiu, limpa a cabeça.

Em seus sermões, Ed Young costuma dizer que é hora de recolocar Deus na cama.

E desafiou os casados entre si da sua igreja, mais de 20 mil pessoas a praticar sexo pelo menos uma vez por dia durante uma semana inteira.

A semana de sexo terminou neste último domingo e, segundo o jornal New York Times, que deu grande destaque ao desafio, havia muita gente sorridente na missa.

Quanto ao pastor Young, exortou seu rebanho a continuar praticando.

Click aqui e confira http://g1.globo.com/jornaldaglobo/0,,MUL874519-16021,00-RECOMENDACAO+CONTRA+A+CRISE.html

24.11.08

A Crise Financeira Mundial e a Bíblia

Por Rui Fernandes

Gostaria de tecer algumas considerações preliminares sobre a atual crise financeira mundial e sua relação com o cumprimento das profecias bíblicas. Este tema não se esgotaria com uma simples mensagem, mas é de extrema relevância observarmos estes fatos à luz da história e principalmente, através da Bíblia.

No dia 15 de setembro de 2008, uma segunda-feira, o sinal de alerta foi dado após mais uma falência de um banco estadunidense, decorrente de um processo de crise do sistema de financiamento de imóveis da economia hegemônica da atualidade, os Estados Unidos, iniciado em agosto de 2007. Esta crise tem respingado em outros países, como a Inglaterra, Espanha e até na distante e gélida Islândia. Naquele dia, as ações das bolsas de valores do mundo inteiro sofreram fortes quedas, deixando em polvorosa muita gente: do simples cidadão até o alto escalão dos Chefes de Estado e de Governo de várias nações.

Esta crise mal começou e não é uma "marola" com tem afirmado o presidente brasileiro e sim um maremoto de grandes proporções. Agora deixemos de lado um pouco os fatos atuais e voltemos ao passado, na Palavra de Deus, para analisarmos as origens do sistema financeiro mundial e sua relação intrínseca com a humanidade decaída.

No Jardim do Éden, Adão e Eva foram convecidos pela serpente (satanás) de que se comessem daquele fruto do qual o Senhor proibira, seriam iguais a Deus, ou seja, o homem deliberadamente optou por viver uma vida independente e alienada de Deus e do seu eterno propósito. Mesmo após o dilúvio quando o Senhor resolveu julgar esta Terra e poupou Noé e sua família, um de seus descendentes, Ninrode, mais uma vez tentou demonstrar que era possível para a humanidade viver independente de Deus, quando resolve edficar uma torre: A Torre de Babel. Como conseqüência deste ato, o Senhor decide confundir as línguas dos habitantes da Terra, impedindo o sonho globalizante de Ninrode e assim dispersando a humanidade pelo planeta afora.

Babel representa a Babilônia, sendo um símbolo satânico de uma sociedade independente, corrompida pelo pecado e alienada do Senhor Jesus e de seu eterno próposito, degenerando-se a cada dia. A Bíblia chama o sistema mundano iníquo de Babilônia e este sistema se manifesta em três dimensões: política, religiosa e econômica.

A História nos mostra a ascensão e a decadência de vários Impérios e Nações. No instante em que esta Nação ou nações hegemônicas tomavam a dianteira do poder mundial, o controle das finanças e da economia mundial ficavam sob a égide destas hegemonias. Podemos citar numa linha do tempo vários exemplos: Império Egípcio, Império Assírio, Império Babilônico, Império Medo-Persa, Império Greco-Macedônico, Império Romano, Califados Árabes, Império Mongol, Império Bizantino, Império Turco-Otomano, Portugal, Espanha, Holanda, Grã-Bretanha, China, União Soviética, dentre outros.

Atualmente, quem detêm esta hegemomia são os Estados Unidos da América, conquistada após a decadência da Grã-Bretanha, no final da Primeira Guerra Mundial. Durante várias décadas os EUA compatilharam esta hegemonia com a União Soviética (atual Rússia) até o início dos anos 1990. Os EUA, no entanto, durante este período deteve a hegemonia do sistema financeiro internacional, mesmo tendo tensões político-militares com a União Soviética (período conhecido como Guerra Fria).

Em 1944, no final da Segunda Guerra Mundial, vários governantes se reuniram em Bretton Woods (EUA) e ali foi decidido que o dólar estadunidense seria a moeda de referência da economia mundial, em lugar da libra esterlina britânica, tendo como lastro uma determinada quantidade de ouro para cada dólar emitido. Esta paridade foi rompida em 1971, quando os EUA endividados pela Guerra no Vietnã, acabam com lastro da moeda em ouro, podendo emitir a seu bel prazer papéis pintados (dólares) sem lastro algum (nem com ouro nem com mercadoria alguma).

O Senhor em breve julgará a Babilônia e seu poder financeiro sórdido e corrupto, sustentado pela miséria alheia e com muito sangue derramado. A crise atual vem acompanhada pelo iminente fim da hegemonia estadunidense e de seus papéis pintados, mas ainda não será derradeira queda da babilônia e do sistema financeiro internacional. A morte anunciada da hegemonia norte-americana vem no rastro de muitos déficits econômicos, ao lado de duas guerras intermináveis (Iraque e Afeganistão) e para piorar surgiu um câncer no sistema sanguíneo, ou melhor, no sistema de crédito e consumo desta nação. O tumor está alojado no sistema imobiliário (hipotecas) e entrou em metástase, se espalhando para outros setores da economia, bem como para outros países.

Esta crise muito semelhante ou até pior que a crise econômica iniciada pela quebra da bolsa de Nova York, em 24 de outubro de 1929 e que contribiu no surgimento do nazismo e da Segunda Guerra, pode ter como como consequência o surgimento de um líder que proporá a todo mundo paz e segurança (segurança neste caso, é a segurança econômica da humanidade). Este líder, assim como Ninrode, proporá ao mundo que viva independente do Senhor Jesus, negando sua divindade e sua soberania sobre este Universo. Ele mesmo afirmará que é deus e quem não segui-lo será perseguido e decapitado. A Bíblia o chama de homem da perdição, o anticristo.

Juntamente com ascensão deste iníquo, a Babilônia, bem como todo o Sistema Financeiro Mundial deixarão a América do Norte e migrarão para o Médio Oriente, aonde toda esta história começou. Ali será o gran finale e o derradeiro julgamento da grande meretriz. Ao concluir este julgamento, Cristo retomará o governo desta Terra, iniciando o seu reino de 1000 anos.

O Senhor Jesus nos tem alertado sobre estas sombrios e tempestuosos dias que sobrevirão a este planeta. Como peregrinos e forasteiros, devemos depositar toda a nossa confiança e esperança nele, não na instabilidade e na fugacidade das riquezas deste sistema econômico satânico falido. A nossa pátria está nos céus e nosso dever como embaixadores do Reino de Cristo é anunciar sua obra redentora e de salvação aos homens, enquanto há tempo. Quem tomou esta firme e gloriosa decisão é tempo de vigiar e orar. Aos que lêem este artigo e ainda não tomaram esta decisão, chegou o momento de entregar sua vida a Jesus Cristo, sabendo que ele é o único homem habilitado a reverter todo o quadro degenerativo da espécie humana, mediante sua linda e gloriosa obra redentora na Cruz, realizada há 20 séculos.

Que o Senhor abençoe a todos!
Fonte: CelebrandoDeus.com

23.11.08

O “POLITICAMENTE CORRETO” É DO DIABO

A pessoa “politicamente correta” é aquela que aprendeu e pratica a moral da civilização pós-moderna.

Ser “politicamente correto” é ser diplomático sempre. É não enfrentar nada, sempre em nome da boa educação — mas que pára o fluxo da sinceridade em amor.

Ser “politicamente correto” é seguir o fluxo civilizatório como dogma religioso. É ser contra falar qualquer coisa sobre qualquer tema controvertido. Têm suas opiniões, mas em público nada dizem sobre nada. Quando o tema é política, votam, mas jamais dizem o que pensam. E quando o tema é a fé, rebelam-se apenas contra os fanáticos estereotipados, mas não são capazes de dizer ao Dalai Lama o que pensam sobre Jesus, pois, para eles, seria deselegante.

A pessoa “politicamente correta” é mestre em comer galinha enquanto desmaia se vir cortarem-lhe a cabeça para preparar a panelada. Comem carne de animal, desde que não vejam a “maldade” da morte dele.

Assim, são grandes estetas. Vivem de aparências e de elegâncias. Controlam tudo o que dizem a fim de não serem interpretados como sendo “politicamente incorretos”. São os reis da imagem e do som.

Eu abomino o “politicamente correto”.

Sim, porque Jesus não foi “politicamente correto”. Ele dizia tudo o que era importante, e só não o dizia quando não era importante. E disse: “Vós sois aqueles que recebeis glória uns dos outros”. E acrescentou: “Aquilo, porém que é elevado entre os homens, é abominação diante de Deus”.

Em Jesus vemos a liberdade de ser e crer em plena ação. Ele manda amar o inimigo e tratar a todos como gostaríamos de ser tratados. Porém, Nele não há média, nem política relacional, nem agrados a serem feitos conforme o que as pessoas queriam ouvir. Também Nele não vemos nem esbanjamento de palavras e nem a sonegação ou omissão em relação a elas quando os tempos e circunstancias pediam que Ele se manifestasse.

Eu abomino o “politicamente correto” porque quem o pratica enfraquece, se torna bobão, perde o tutano da alma, e vira em ser belamente mimético.

Eu abomino o “politicamente correto” porque se Jesus o praticasse, não haveria Evangelho, ou Cruz, ou a coragem para ser.

Jesus ensina a verdade, não a média. Assim, Seu grande prazer era fazer o bem, mas não tinha nenhum problema em dizer “não”. Não há em Jesus qualquer gestão que seja “politicamente correta”. Sim, porque as ações Dele que parecem ser “politicamente corretas”, de fato não são; sendo apenas a verdade; daí terem tido a anuência de Jesus. Entretanto, não são “politicamente corretas” apenas porque em outra ocasião (seja ela qual tenha sido) Jesus tenha feito algo que se assemelhasse a tal. Não! Muitas vezes o que se vê é Jesus fazendo a coisa oposta em relação àquela outra que Ele antes havia feito; pois, para Ele, havia o justo (justiça); e, o que é justo é sempre o que é justo. De tal modo que às vezes o que Jesus diz atende aos preceitos morais dos “politicamente corretos” — para, então, logo a seguir, Jesus desmontar outra alegria de anuência em relação a algo em relação a que se esperava Dele uma outra ação. Mas quando, em alguma outra circunstancia, Ele toma um partido em relação à vida, contra as etiquetas relacionais e contra as expectativas “politicamente corretas”, os seres “politicamente corretos” chamam a isto de gesto suicida.

Todo ser “politicamente correto” é frouxo. Não se pode contar com tais pessoas para nada. Elas só estão ao seu lado se der prestígio, pois, se algo acontecer de ruim a você, logo o espírito de auto-preservação deles haverá de se manifestar. Além de que eles mesmos haverão de demonstrar seu moralismo “politicamente correto”, o qual, é contra o moralismo dos antiquados, mas é moralismo assim mesmo. Sim, trata-se de um moralismo educado, porém igualmente judicioso; só que manifesto com carinhas sorridentes e simpáticas.

Além disso, o “politicamente correto” é uma ideologia poderosa. Por exemplo, a mídia mundial gosta de tentar ser “politicamente correta”. Ora, tomemos como exemplo o que acontece a Israel hoje. O mundo todo está contra Israel e nem sabe a razão.

Ouço na tevê: “O Hesbollah atacou Israel e 23 pessoas morrem. Israel, porém, retaliou, e apenas matou três militares, mas matou 13 civis”. Ora, quando se trata dos palestinos, diz-se que três militares foram mortos, e 13 civis inocentes. Entretanto, em Israel, parece não existir criança e nem civis, pois, tudo o que de lá se reporta tem a ver com números gerais, como se todo o país fosse militar...

Sim! Até as mães e as crianças brincando no parque!

Já entre os palestinos, a mídia trata a questão com uma simpatia “politicamente correta”, ainda que alienada e injusta no report.

Ora, isto é fruto de uma atitude da “mídia politicamente correta” do mundo todo, a qual, não olha fatos e nem enxerga a história, vendo apenas questões tópicas e recentes. Além disso, eles olham a situação já com a predefinição de que Israel é o agressor. Sim! Mesmo quando Israel não agride, e quando nada faz, eles assim julgam. E mais: digo isto até para o ser mais fanático, estúpido e anti-Israel que exista — mas sempre em resposta... pois sei o que digo; e estou aceitando sair no “pau dialogal” com todo aquele que pense diferente.

Assim, a mídia está sempre vendo os árabes e palestinos como as vítimas que são oprimidas por Israel. Todos os que assim dizem, são jornalistas contaminados pela moda da própria mídia. Sim, eles cultuam no alienante altar do “politicamente correto”, e que têm na mídia seus mais importantes sacerdotes e profetas.

Vejo o “politicamente correto” fazer uma perversão total do sentido de verdade. A verdade agora é a diplomacia. E toda verdade que não seja diplomática, é feia; e, portanto, deixada de lado.

Eu gostaria muito que os paises detentores de mídia formadora de opinião mundial fossem expostos, em seus paises, às mesmas coisas que acontecem em Israel, e, logo que tal se desse, veríamos essa horda de “politicamente corretos” tomarem posições muito mais radicais do que Israel pratica.

O ser “politicamente correto” vive como aquele que nada sente, posto que pimenta nos olhos dos outros é refresco!

O 11 de setembro, que foi mais espetacular do que calamitoso (calamidades acontecem todos os dias no mundo todo, mas sem show de pirotecnia, não impressionam), ainda não deu aos americanos e à sua mídia nem de longe a noção do que é viver a vida dos cidadãos de Israel. Porém, bastou o show de 11 de setembro para os americanos “politicamente corretos” dizerem: “é um absurdo” — pois, tais pessoas, são “politicamente corretas” apenas no quintal dos outros.

No Brasil há pastores “politicamente corretos”. Ora, quem são eles?

São os que são camaradas de todos, que ouvem todas as barbaridades em silencio, que não batem de frente com nada, e que vivem para evitar qualquer enfretamento. Em público são generosos até com o diabo. Sim! Apenas alisam e fazem cafuné. Mas, no particular, expõe o que sentem. Então, eu me pergunto: Como conseguem viver assim?

Pastores “politicamente corretos”, literalmente dizem: “Não precisando de mim, disponha”.

São bons amigos enquanto você é um sucesso. Mas se algum mal lhe acontecer, eles, os “politicamente corretos”, desaparecem como névoa. Temem ser identificados com o que é incorreto no momento. Se a tal pessoa se levantar, então, eles voltam. Mas só são amigos do sucesso e da aparência dele.

O espírito “politicamente correto” não teria trazido o Evangelho até nós.

O “politicamente correto” é a doutrina dos fariseus aplicada ao comportamento irreligioso dos pós-modernos.

Assim, não jejuam, mas comem com elegância. Não oram, embora digam: “Estou torcendo por você”. E mais: se dizem crer no Evangelho, só fazem tal revelação quando o interlocutor já disse que crê também. Do contrário, ficam sempre sorridentes e calados, não importando a loucura que lhes faça companhia mediante a presença de alguém.

O “politicamente correto” é um sentir escatológico. Sim, porque quem lê Mateus 25 logo vê que aqueles que não viram Jesus na História — são os “politicamente corretos”. Eles é que vêem, mas só fazem algo se for seguro. Eles é que sabem, mas se o que sabem não lhes toca a porta da casa, então não lhes concerne.

Ser “politicamente correto” é chamar para si o status que permite não se envolver com nada que doa, ou que seja potencialmente controverso.

O “politicamente correto” é a ética dos que romperam com a moral careta e assumiram uma outra moral, com fachada sofisticada, com atitude de natureza psicologicamente evoluída, com mil etiquetas relacionais, com modos brandos e finos, e com total busca de isenção em relação a tudo o que lhes roube o chão.

Ser “politicamente correto” é decidir não correr riscos jamais!

Os seres “politicamente corretos” em geral são gentilmente arrogantes, e são mestres em fazer discretas caretas de desprezo para aqueles que eles consideram “caretas”.

Quem se torna “politicamente correto” por convicção, acaba se tornando discípulo do diabo, e fazendo algo que o diabo ama: a evasão da vida comum, exceto da própria vida (egoísmo), enquanto a pessoa se assenta soberana, julgando que está num nível superior ao dos demais.

Desse modo, a Síndrome de Lúcifer se torna algo que é essencialmente ligado à presunção dessa superioridade dos “politicamente corretos”.

Portanto, quanto mais ideologia do “politicamente correto” existe em alguém, mas fria, descomprometida e alheia da existência a pessoa se torna.

O diabo, quando não cria monstros, cria bonecos de etiqueta. E tal etiqueta produz evasão da vida, das convicções, e da coragem para aceitar e lidar com a contradição.

Por isto o diabo ama o “politicamente correto”, pois, por tal ideologia o mundo acaba cheio de etiquetas, mas morto de vida.

O Evangelho é completamente politicamente incorreto. Pois, como disse, se tal ideologia estivesse presente em Jesus, o que se teria seria apenas uma sabedoria de sobrevivência, mas nunca a coragem de dar a vida pelo que é Vida, não importando as conseqüências.

Afinal, no “politicamente correto” não há paixão, mas apenas avaliação da vantagem ou da auto-preservação pessoal.

Se Jesus fosse “politicamente correto”, todos ainda estaríamos em nossos próprios pecados.

A história, todavia, nunca foi feita pelos discípulos dessa ideologia de mimetismo e diplomacia. Os profetas poderiam ser qualquer coisa — menos “politicamente correto”.

Ora, é por tudo isto que abomino o “politicamente correto”, pois é a ideologia da elegância do diabo.

Sim, o “politicamente correto” é o desfile das elegâncias do inferno!

No “politicamente correto” o Sim não é necessariamente sim, e o Não também não é necessariamente não. Pois, em tal ideologia de religiosidade secular, o que é, pode ser, dependendo das circunstancias; posto que se as circunstancias não forem favoráveis, qualquer que seja a verdade, mesmo sendo, na prática não será assim tratada. Afinal, o ser “politicamente correto” só diz que o que é, é, se isto lhe for conveniente e bom para o culto à elegância.

Nele, que me dá de Seu Espírito e não me permite fazer médias, pois, para Ele o que é, é, e não é objeto de nenhum tipo de barganha ou de escolha de conveniência,


Caio Fábio


Fonte: www.caiofabio.com.br

21.11.08

Reencarnação à Luz da Bíblia

Allan Kardec, pseudônimo de Hippolyte Léon Denizard Rivail. Conhecido mundialmente como o codificador do Espiritismo, sintetizou a doutrina da reencarnação na seguinte frase colocada em seu túmulo, no cemitério de Pére Lachaise, em Paris: "Nascer, morrer, renascer e progredir sempre. Essa é a lei"

Julgava ele ser a reencarnação de um poeta druida, segundo comunicação que recebera do "Espírito de Verdade", em 25 de março de 1855. Hoje é mais conhecido pelo seu pseudônimo do que por seu próprio nome. A palavra reencarnação, composta do prefixo "re" (repetição) e do verbo "encarnar" (tornar a tomar corpo) é entendida pelos espíritas como meio de purificação do espírito. Explicando a necessidade da reencarnação para se tornar um espírito puro, Allan Kardec (AK daqui para frente) declara que, quando o espírito não atinge a perfeição durante a vida corpórea, é submetido a nova existência, que se repete quantas vezes quantas forem necessárias para, por fim, tornar?se um espírito puro.

0 uso da Bíblia para apoio

Querendo justificar a teoria da reencarnação como meio de purificação, AK alega que essa doutrina encontra apoio bíblico. Afirma então: "O princípio da reencarnação ressalta, aliás, de muitas passagens das Escrituras, encontrando-se especialmente formulado, de maneira explícita, nos evangelhos".

Sabendo?se que a palavra reencarnação não se encontra na Bíblia, como também não se acha nas Escrituras Sagradas tal ensino, de primeira grandeza para os espíritas, AK declara que a reencarnação foi ensinada entre os judeus com o nome de ressurreição. Diz ele: "A reencarnação fazia parte dos dogmas judaicos sob o nome de ressurreição". Kardec não se acanha ao afirmar: "O ponto essencial é que o ensinamento dos espíritos é eminentemente cristão."


0utras passagens bíblicas

Não se pode dialogar com um espírita o qual julgue entender de Bíblia, sem que mencione ser João Batista a reencarnação de Elias (Mt 11.14) e o encontro de Jesus com Nicodemos (Jo 3:5), entendendo que o novo nascimento mencionado por Cristo refere?se a reencarnação. Textualmente lemos de AK: " Pois que João Batista fora Elias, houve reencarnação do espírito ou da alma de Elias no corpo de João Batista". Estas palavras: "Se o homem não renasce da água e do Espírito, ou em água e em Espírito' significam, pois: Se o homem não renascer com seu corpo e sua alma'".


Fica assim resumida a doutrina espírita sobre a reencarnação:

- Que a pluralidade de existência se faz necessária para a purificação;

- Que esse ensino acha?se formulado de modo explícito no Evangelho de Jesus Cristo;

- Que embora a palavra reencarnação não se encontre nos evangelhos, a doutrina é encontrada sob o nome de ressurreição; e

- Que Jesus referiu?se à reencarnação nas passagens de Mateus 11:14 e João 3:5.

0 ensino cristão sobre os mortos

Através de toda a Bíblia encontra?se uma advertência solene sobre a necessidade de o homem preparar?se para a eternidade:

Considerando que ele passa por esta vida uma só vez, seguindo-se depois o juízo. Declara a Bíblia: "E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disto o juízo" (Hb 9.27);

Considerando que passamos por esta vida uma só vez, é fácil concluir que só morremos uma vez, como diz o texto bíblico. Se o homem tivesse uma pluralidade de existências, isso implicaria diversidade de mortes, o que realmente não ocorre: uma só vez está destinado ao ser humano morrer. É que ele nasce uma só vez; daí os convites reiterados de Deus a fim de que o homem prepare?se para a eternidade: "Prepara-te (...) para te encontrares com o teu Deus" (Am 4.12). "Buscai no Senhor enquanto se pode achar, invocai?o enquanto está perto" Is 55. 6, 7). Por que essa urgência de buscar a Deus enquanto podemos achá-lo? Pois morrendo em pecado o homem não pode ir aonde Jesus foi (Jo 8.21). A situação depois da morte é irreversível.

Ora, se houvesse reencarnação "como pretendem os espíritas" o homem poderia encontrar Deus em qualquer tempo, mas depois da morte vem o juízo (como diz o texto já citado de Hebreus 9.27).

A declaração de que a reencarnação fazia parte dos dogmas judaicos sob o nome de ressurreição não encontra apoio no Antigo Testamento, pois tem em mente que os judeus criam no ressurgimento do corpo. Define?se ressurreição como o retorno do espírito ao próprio corpo: "Mas ele, pegando?lhe na mão, chamou dizendo: Levanta?te, menina. E o seu espírito voltou, e ela logo se levantou; e Jesus mandou que lhe dessem de comer" (Lc 8.54,55).

A reencarnação, ao contrário, é definida pelo espiritismo como "a volta do espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele, e que nada tem de comum com o antigo".

Ao morrer, o espírito do cristão parte ao encontro de Cristo no Céu. Estevão, ao padecer apedrejado, pediu a Jesus que o recebesse: "E apedrejaram a Estevão, que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito" (At 7:59).

Por ocasião da vinda de Jesus, Ele trará consigo os espíritos dos justos que partiram e estão no Céu (Hb 12.22,23), a fim de se juntarem a seus corpos na sepultura, e estes se levantarão glorificados. Diz a Bíblia: "Porque, se cremos que Jesus morreu a ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele" (1 Ts 4.14). Nessa ocasião dar?se?á a ressurreição dos salvos em corpos glorificados: "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro" (1 Ts 4.16). "Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso" (Fp 3.20,21). Por sua vez, os descrentes que hoje morrem descem ao Hades (o mundo invisível dos mortos), também conhecido como o Inferno da alma sem o corpo, que se encontra na sepultura. Do Hades sairá a alma no Juízo Final para se juntar ao corpo e ser lançado ao lago de fogo ou Geena (Mt 10.28; Lc 16.22?26; Ap 20.11?15).

Os judeus, por sua vez, estavam familiarizados com diversas ressurreições, como apontam várias passagens do Antigo Testamento:

a) Elias ressuscitou o filho da viúva de Serepta: "E o Senhor ouviu a voz de Elias, e a alma do menino tornou a entrar nele e reviveu. E Elias tomou o menino, e o trouxe do quarto à casa, e o deu a sua mãe; e disse Elias: Vês ai, teu filho vive" (1 Rs 17.22,23);

b) Eliseu ressuscitou o filho da sunamita: "E chegando Eliseu àquela casa, eis que o menino jazia morto sobre sua cama. Então entrou ele, e fechou a porta sobre eles ambos, e orou ao Senhor (...) e o menino abriu os olhos. Então chamou a Geazi, e disse: Chama essa sunamita. E chamou?a, e veio a ele. E disse ele: Toma o teu filho" (2 Rs 4.32?36);

c) A crença geral dos judeus era que haveria ressurreição do corpo: "Os teus mortos viverão, os teus mortos ressuscitarão; despertai e exultai os que habitais no pó, porque o teu orvalho será como o orvalho das ervas e a terra lançará de si os mortos" (Is 26.19);

d) Também no Novo Testamento encontramos crerem os judeus na ressurreição do corpo, como afirmou a irmã de Lázaro a Jesus: "Disse?lhe Jesus: Teu irmão há de ressuscitar. Disse?lhe Marta: Eu sei que há de resssuscitar na ressurreição do último dia" (Jo 11.23,24).

Por fim, como assegurar que a palavra reencarnação acha?se explícita nos evangelhos, se o ensino de Jesus é totalmente diferente? Falou Ele da ressurreição do corpo de todos os mortos, dizendo: "Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição de vida; a os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação" (Jo 5.28,29).

A EXPIAÇÃO POR CRISTO

O espiritismo ensina a expiação por esforços próprios, afirmando: "Arrependimento, expiação e reparação, constituem, portanto, as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas conseqüências".

Jesus, em oposição a AK, ensinou a redenção por meio de sua morte na cruz. Afirmou que veio a este mundo buscar a salvar o perdido (Lc 19.10), e para nossa redenção falou de sua morte vicária e expiatória: "Desde então começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muitos dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia" (Mt 16.21).

Quando Pedro quis livrá-lo desse infortúnio, Jesus entendeu que por trás das palavras daquele amigo agia o Diabo, e assim se pronunciou: "Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens" (Mt 16.25).


Era João Batista a reencarnação de Elias?

AK ensinou que João Batista era a reencarnação de Elias. Ora, o próprio AK ensinou que para alguém reencarnar é preciso primeiro morrer. Tal não aconteceu com Elias, que não faleceu. Se não morreu, não podia o espírito de Elias reencarnar, dado que ele partiu para o Céu. Relata a Bíblia: "E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho" (2 Rs 2.11). Subiu ao Céu a não voltou para viver em outro corpo ? o de João Batista. Enquanto isso, o próprio precursor de Cristo, interrogado se ele era Elias, respondeu: "...Não sou" (Jo 1.21). Mas, em que sentido disse Jesus que João Batista era Elias? No sentido de que seu precursor exerceu um ministério profético idêntico ao de Elias. Identidade profética não deve ser confundida com a suposição de serem ambos a mesma pessoa.

"Nascer de novo"

"Nascer de novo" ou nascer de cima nada tem a ver com a reencarnação, mas com a regeneração, a qual implica em mudança das disposições íntimas da alma dentro do mesmo corpo nesta vida. Reencarnação é nova existência em outro corpo, mas nunca no mesmo.

Nascer de novo significa a mudança do coração do homem de pedra para o de carne (Êx 36.26), e isso se dá por ouvirmos a Palavra de Deus (a água) e pelo convencimento do Espírito (Jo 16.7). Assegurou?nos o apóstolo Pedro: "Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre" (1 Pe 1.23). Declarou Tiago: "Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas" (Tg 1.18). Disse o apóstolo Paulo: "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (2 Co 5.17).


CONCLUSÃO

AK estabeleceu que, para uma doutrina tornar?se reconhecidamente espírita, é preciso que seja ela ensinada com o consenso de todos os espíritos: "O caráter essencial desta doutrina, a condição de sua existência, está na generalidade e concordância do ensino". Ora, justamente na doutrina mais difundida entre os espíritas não existe tal generalidade e concordância. Isso é declarado pelo próprio AK, que disse: De todas as contradições que se observam nas comunicações dos espíritos, uma das mais chocantes é aquela relativa à reencarnação, como se explica que nem todos os espíritos a ensinam?" Perguntamos: De quem é o ensino sobre a reencarnação? De AK ou dos espíritos? Considerando que não há unanimidade em tal ensino, ele só pode ser de AK, e não dos espíritos. Logo, deve ser rejeitado o ensino de AK sobre a reencarnação. Melhor dizendo, dos demônios (1Tm 4.1;1Jo 4.1).


Natanael Rinaldi
Revista Defesa da Fé

Fonte: VIVOS! O site da Fé Cristã

20.11.08

A verdadeira santidade

Para que sejamos uma geração que marca na hora da conquista, é imprescindível que vivamos a verdadeira santidade. Ninguém, na história da igreja, fez grandes conquistas sem viver a verdadeira santidade.

Don Richardson foi um grande missionário do século XX. Numa das suas preleções, ele contou a história da conversão de um povo que vivia na Nova Guiné (um país que fica próximo à Austrália). Esse povo era conhecido como “Dunis”, e viviam, em pleno século XX, como se estivessem na Idade da Pedra. Eles jamais tinham tido qualquer contato com alguma pessoa civilizada, e portanto, nunca tinham tido contato com o evangelho. Uma característica dos “Dunis” que chamou a atenção dos missionários era que 90 a 95 por cento das pessoas daquele povo tinham menos do que cinco dedos nas mãos; alguns tinham apenas dois dedos na mão esquerda e três na direita. Aquilo intrigou os missionários, mas eles não obtiveram uma resposta para aquele fato até que morreu uma pessoa da tribo.

O ritual fúnebre praticado pelos Dunis era bastante singular. Os mortos não eram enterrados; eles eram colocados em uma grande mesa feita de pedras e ali eram queimados. Toda a família, desde o mais novo até o mais idoso, saía de diante da mesa de cremação e seguia em direção a uma mesa de madeira. Atrás dessa outra mesa ficava um membro da tribo com uma pedra bastante afiada nas mãos, e ali os membros da família do falecido estendiam uma das mãos, colocavam-na sobre a mesa e tinham uma das falanges do dedo cortada fora. Isso assustou os missionários, mas também os fez entender o porquê das pessoas terem menos de cinco dedos nas mãos: eles asdescobriram que essa prática se relacionava com a busca de Deus. Aquelas pessoas ansiavam por Deus, e imaginavam que Deus só se encontraria com elas depois de terem sofrido bastante. Por isso, sempre que possível, elas aumentavam seu próprio sofrimento.

Quantas pessoas não estão vivendosim nos dias de hoje, buscando o sofrimento como um meio de se encontrarem com Deus, se esforçando em si mesmas para alcançarem a salvação e a santidade?

A santidade é obra da graça (Cl 2.6,7)

Paulo diz: Ora, como recebestes Cristo Jesus (…). Isso se deu quando aquelas pessoas ouviram e entenderam a graça de Deus (Cl 1.6), não mediante o esforço delas mesmas ou porque eram virtuosas, cheias de qualidades ou boas em si mesmas. Elas reconheceram que seus esforços, suas virtudes, suas boas obras e seus sofrimentos não acrescentavam nada para sua salvação; por isso, desistiram de tentar fazer alguma coisa e se entregaram completamente a Deus, mesmo vazias, derrotadas e frustradas consigo mesmas, porém confiantes de que se elas não puderam fazer nada para conquistar a salvação, Deus era poderoso para salvá-las. A salvação, portanto, caracteriza-se por um ato de entrega e de confiança no amor e na provisão de Deus. Só recebe a Cristo aquele que se esvazia de si mesmo, entregando-se completamente a Deus.

O texto continua, dizendo: Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele (…). Paulo fala aqui sobre dois processos que acontecem na vida do cristão: salvação e santificação. A salvação vem pela graça. E a santificação vem da mesma forma, segundo o texto. Portanto, é a graça de Deus que nos salva e nos santifica.

A verdadeira santidade

Como se expressa a verdadeira santidade? O apóstolo Paulo responde a essa pergunta de maneira muito didática. Primeiro, ele mostra como não se expressa a verdadeira santidade, e depois faz o oposto:
Cl 1.8: “Cuidado, que ninguém vos venha enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo”. Para entendermos melhor o que Paulo está querendo dizer, é importante entendermos o significado da palavra “filosofia”. Aqui, filosofia não diz respeito aos pensamentos que excluem Deus, nem a um curso universitário. Josefo, um historiador do tempo dos apóstolos, disse: “Existem três formas de filosofia entre os judeus: os seguidores da primeira escola são chamados fariseus, os da segunda, saduceus, e os da terceira, essênios”. Assim, “filosofia”, no texto, significa qualquer tipo de conhecimento acumulado sobre Deus ou sobre qualquer outro assunto. Segundo Paulo, a verdadeira santidade não é comprovada pelo conhecimento que uma pessoa consegue acumular. Os fariseus, por exemplo, tinham um vasto conhecimento sobre Deus, mas Jesus os chamou certa vez de filhos do diabo (Jo 8.44). É impossível que algum filho do diabo apresente santidade. O próprio diabo também conhece a Escritura, mas para ele está reservado o fogo do inferno.

Paulo faz ainda um segundo alerta:
Cl 2.16: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida ou bebida, ou dia de festa, ou lua nova ou sábados”. O alerta de Paulo é contra o engano promovido pela vida de devoção. Muitas pessoas imaginam-se vivendo a verdadeira santidade pelo fato de expressarem, com muita intensidade, o comportamento religioso. Nos tempos de Paulo, as pessoas imaginavam que a verdadeira santidade era evidenciada se a pessoa fizesse distinção entre alimentos e alimentos, ou se ela prezasse o comparecer a eventos religiosos. Os fariseus agiam dessa maneira, mas Jesus lhes disse: “Ai de vos, escribas e fariseus, hipócritas, porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois não entrais nem deixais entrar os que estão entrando! Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós” (Mt 23.13,15). Mas ninguém é mais santo porque deixa de comer isso ou de beber aquilo, ou porque participa desse ou daquele evento.

Por fim, Paulo faz um último alerta:
Cl 2.18: “Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões”. Aqui, Paulo afirma que as experiências sobrenaturais ou místicas não são um sinal que comprova a verdadeira santidade. As pessoas ali estavam vendo e adorando anjos. Por imaginarem que Deus era inacessível, elas começaram a buscar ajuda e revelação de anjos, as tiveram. Miguel, o líder das hostes angelicais, era largamente adorado na Ásia Menor e a ele eram atribuídas muitas curas miraculosas. Com base nessas visões, muitos imaginavam-se espirituais, andando na verdadeira santidade. A essas pessoas Paulo diz não. Jesus mesmo chegou a afirmar: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos naquele dia hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade” (Mt 7.21-23).

Concluindo, Paulo diz: “Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria…todavia, não têm valor algum contra a sensualidade” (Cl 2.23). Apesar de parecerem sinais da verdadeira santidade, essas referidas práticas e expressões não conseguem refrear os impulsos da carne; antes, muito facilmente os promovem.

Os sinais que comprovam a verdadeira santidade Cl 3.1-3: “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus”. Aqui, Paulo faz uma afirmação condicional. Ele diz que se as pessoas morreram em Cristo e com ele ressuscitaram, então necessariamente uma mudança se operou na vida delas. E essa mudança as leva a viver um novo estilo de vida, a que podemos chamar de santidade.

Cl 3.2: “Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra”. O primeiro sinal da verdadeira santidade é o anseio pelas coisas celestiais. Aquele que nasceu de novo, que vive em santidade, anseia por Deus mais do que por todas as outras coisas. Contudo, o anseio por Deus é um aspecto subjetivo, que não pode ser medido muito facilmente. Por outro lado, o anseio por Deus leva a pessoa a tomar naturalmente duas atitudes práticas, que facilmente podem ser medidas.

Cl 3.5: “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria”. A verdadeira santidade, além do anseio por Deus, se expressa por meio da morte do velho homem. Aqui, Paulo enumera cinco vícios da carne, que são destruídos pelo que é santo. O primeiro vício colocado nessa lista é a prostituição, que se refere à toda relação sexual ilegal e ilícita, e portanto envolve o adultério, a fornicação (o sexo antes do casamento), a bestialidade e outras formas de relação sexual que são anti-naturais e anti-bíblicas. Aquele que vive em santidade vai matando progressivamente esse vício em sua vida.

A seguir, o apóstolo Paulo fala da impureza. Aquele que vive em verdadeira santidade se esforça para deixar de lado os maus intentos do coração, os maus pensamentos e as inclinações da carne: a pornografia, os atos libidinosos e a masturbação.

Paulo continua a lista daquilo que o santo faz morrer. Ele faz morrer a paixão lasciva, o desejo maligno e a avareza. Paixão lasciva e desejo maligno têm praticamente o mesmo sentido, e significam todo tipo de desejo que não é voltado para Deus. Assim, aquele que tem os olhos voltados para as coisas materiais está alimentando desejos malignos no coração. Essa busca por admiração pode se dar até mesmo em relação a coisas espirituais. Há pessoas que oram não porque amam a Deus, mas sim porque desejam receber a admiração de outras pessoas, que as chamam de espirituais. O mesmo pode acontecer no tocante à leitura da Bíblia e ao jejum.
O último vício enumerado por Paulo é a avareza. Nesse texto, avareza não se restringe ao amor ao dinheiro; antes, abrange todo tipo de busca do bem pessoal por egoísmo. Portanto, tudo o que a pessoa faz pensando em si mesma e não em Deus é uma forma de egoísmo. Em outras palavras, ela se coloca no lugar de Deus e, portanto, promove a idolatria. Paulo diz que aquele que vive a verdadeira santidade dia após dia mata todos esses vícios. Ele não permanece na passividade, mas sempre busca a força que Jesus lhe pode dar.

Por fim, Paulo apresenta outro sinal que comprova a verdadeira santidade.

Cl 3.12: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade”. A verdadeira santidade se expressa por meio do revestimento de Cristo. Aquele que é santo se torna, a cada dia, mais parecido com Jesus. Paulo enumera algumas das expressões da vida de Jesus. Ele diz que a verdadeira santidade se revela na misericórdia, na bondade, na humildade, na mansidão e na longanimidade.

A misericórdia aponta para a compaixão de um ser humano para com outro. Aquele que é misericordioso nunca é acusador e nem crítico; antes, ele se oferece para ajudar e auxiliar aquele que está em situação de miséria. Por isso, ele é também bondoso.
Sem dúvida, a bondade é um reflexo da humildade que existe no coração daquele que é santo. Ele sabe que o seu coração é enganoso, e que ele não é melhor do que qualquer outra pessoa. Antes, ele reconhece que é Deus quem o sustenta; por isso, ele também é uma pessoa mansa.

A mansidão é uma característica na vida daqueles que reconhecem que suas vidas estão inteiramente nas mãos de Deus. Eles sabem que se algo não aconteceu do modo como eles esperavam, eles não devem se desanimar ou murmurar; antes, devem confiar em Deus, que faz todas as coisas de modo perfeito. Naturalmente, a mansidão conduz à longanimidade.
Aquele que é verdadeiramente santo é paciente. Ele sabe que Deus vai fazer as coisas no tempo certo; por isso, ele descansa em Deus.

Todas essas expressões existiam na vida de Jesus. Aquele que anda na verdadeira santidade as possui na sua vida, e a cada dia ele se torna mais parecido com Jesus.

19.11.08

Sob Suas Asas estareis seguros

Filip. 4:6,11,13, 19 – Mt. 6: 25,26,33,34 O problema do desemprego está batendo cada vez mais forte na porta de muitos brasileiros. O índice de pessoas desempregadas tem aumentado a cada dia assustadoramente. Lares onde havia certa segurança, certa tranqüilidade, hoje se encontram em clima de incertezas, falta de esperança e até desespero. Diante desta realidade que não se pode fugir é importante estarmos sintonizados na freqüência de Deus. Eu não sei se você já teve esta experiência de tentar sintonizar uma rádio em meio a ruídos, e que por não conseguirmos logo acabamos desistindo. De fato existem pessoas neste mundo que tentam a todo custo encontrar a freqüência de Deus, mas parece que a emissora saiu do ar ou se encontra em manutenção.

É como se Deus estivesse mudo ou que estivessem ouvindo sons misturados, chiados apenas. Deus quer falar conosco nesta oportunidade, por isso devemos estar atentos na freqüência de Deus neste momento:

1. Independentemente de nossa condição financeira Deus é Deus e Ele com certeza têm prazer em se deixar achar por seus filhos.Nos dias em que estamos vivendo de grandes necessidades, de inúmeras provações, de privações, de instabilidade na economia, de incertezas por causa de nossos políticos corruptos é bom lembrar que a maioria do tempo que temos corremos atrás dos problemas e esquecemos que as soluções estão em Deus. As nossas mentes, o nosso tempo, as nossas energias estão totalmente centradas nas coisas que nos cercam e não em Deus que pode resolvê-las. De vez de buscarmos a Deus, o seu Reino e a sua Justiça estamos preocupados em acrescentar coisas, valores, preocupações, ansiedades que nada tem a ver com Deus. Quando o procuramos, na realidade o fazemos quando já esgotamos todas as possibilidades humanas e aí desesperados começamos a correr de um lado para outro, de Igreja em Igreja, de campanha em campanha. Fazemos uma corrente aqui, uma novena ali e vamos nesta lida, de pastor em pastor, de doutrina em doutrina na esperança de ver nossos problemas solucionados. Agindo desta forma nunca chegaremos a lugar algum. Talvez seja o momento de pararmos de correr para lá e para cá, pois a solução está em nosso Deus.Deus nesta oportunidade está nos dizendo para parar de correr.

Não vale a pena nos estressar. O que Deus nos diz neste momento é simples, ou seja: Precisamos acalmar o nosso coração. Entender que não vale a pena viver a única vida que temos nesta terra com ansiedades, com preocupações. Deus nos mostra em sua Palavra que não devemos ficar ansiosos por coisa alguma. Não vale a pena ficarmos preocupados e a palavra de Deus nos mostra como agir: Filip. 4:6 – “ Pela oração e pela súplica, com ações de graças sejam vossas petições conhecidas diante do Senhor.” De vez de ficarmos desesperados, de vez de ficarmos revoltados, desiludidos, magoados, irados contra Deus ou pessoas que nos cercam. É hora de pararmos, é hora de acalmarmos o coração e entender que no momento não devemos ficar ansiosos. Este sim é o momento de orar, é o momento de clamar e fazer conhecido de Deus os nossos reais problemas, as nossas necessidades. Além de acalmar o coração é importante entender que:

2. Dinheiro não vai cair do céu. O apóstolo Paulo nos fala claramente que na vida passamos por privações, por necessidades, mas também passamos por momentos de fartura, de abundância. Precisamos aprender a viver com estas duas realidades que se opõem entre si com paciência, com moderação, com resignação, com alegria em Deus. Agora é importante ir à luta, ficar atento às oportunidades. Elas passam por nossa vida e às vezes não damos conta. O trabalho é importante na vida das pessoas, e muitos, na realidade não querem trabalho, querem emprego. Acomodam-se facilmente, não vão à luta. Outros não estudam, não acham importante o estudo e assim por diante... O bom é lembrarmos que dinheiro cai do céu, a menos que haja de nossa parte uma sensibilidade de querer mudar esta situação de desconforto temporário e acreditar que Deus nos mostrará um caminho. O que Ele pede somente é que estejamos atentos ao seu sinal, ao seu mover e Ele dirá: “Este é o caminho, andai nele. ”

3. Deus tem prometido em Cristo Jesus, suprir todas as nossas necessidades. Amados, existe uma grande diferença entre pobreza e miserabilidade. As promessas de Deus quanto ao suprimento das necessidades básicas estão com certeza sobre a vida dos pobres e dos ricos, porém a miserabilidade não provem de Deus. A miserabilidade é a condição subumana que a pessoa se encontra por não se arrepender de seus pecados e não se entregar a Deus sem reservas. Deus tem prometido em sua palavra que “o justo não ficará desamparado e nem irá mendigar o pão”. E Deus cumpre aquilo que diz.

4. Precisamos aprender a viver um dia após o outro, unidos em família. Experimentemos levantar cedo e dizermos em nossas orações ao Senhor. “Este é o dia que fez o Senhor, regozijemos-nos nele” Vivamos cada dia, um após o outro. A Bíblia nos adverte: “Basta cada dia o seu próprio mau”. Nos momentos de crise, nos momentos de indecisões, nos momentos de crise financeira é hora de nossa família ficar em oração, ficar em paz e em harmonia. Infelizmente em muitos lares quando os problemas financeiros chegam, a família fica mais desunida. Podem-se ter momentos difíceis, porém com Deus está a solução, pois Ele nos conhece e a nossa família e sabe o que é melhor para ela. Com certeza Ele vai estar do nosso lado em dias difíceis e em dias alegres de nossas vidas. É hora da família estar unida para vencer todos os obstáculos. Independentemente de nossa condição financeira Deus é Deus e Ele com certeza têm prazer em se deixar achar por seus filhos. O dinheiro não vai cair do céu, porém Deus tem prometido em Cristo Jesus, suprir todas as nossas necessidades. Devemos aprender a viver a vida que temos um dia após o outro e unidos em família. É a única maneira de sermos pessoas vitoriosas em Cristo Jesus.

Deus os abençoe em Cristo Jesus;
Pr. Nélson R. Gouvêa
Um parceiro Melodia

Fonte:

18.11.08

Por dentro da organização não-governamental chinesa que mais cresce


Culto em igreja não-registrada na China

CHINA (10º) - Zhao Xiao, um ex-representante do Partido Comunista e convertido ao cristianismo, sorri por trás de uma xícara de chá e afirma acreditar que há cerca de 130 milhões de cristãos na China. Isso é muito maior do que as estimativas anteriores. O governo alega que há 21 milhões, sendo 16 milhões protestantes e cinco milhões católicos. Números não oficiais, como o fornecido pelo Centre for the Study of Global Christianity [Centro para o Estudo do Cristianismo Global], em Massachusetts, indicam 70 milhões. No entanto, Zhao não está sozinho em sua estimativa. No estudo sobre a China realizado pelo Pew Forum on Religion and Public Life [Pew Fórum sobre Religião e Vida Pública], um núcleo de pesquisas norte-americano – afirma que dados de pesquisas indiretas sugerem que muitos cristãos não-filiados estão fora dos números oficiais. E, de acordo com a ChinaAid Association [Associação de Ajuda à China – CAA], um grupo de defesa, com base no Estado do Texas, o diretor da entidade governamental que supervisiona todas as religiões na China confidenciou que esse número era, de fato, próximo a 130 milhões no início de 2008.

Sendo assim, isso significaria que a China possui mais cristãos do que comunistas (há 74 milhões de filiados ao Partido), e deve haver mais cristãos ativos na China do que em qualquer outro país. Em 1949, quando os comunistas tomaram o poder, menos de 1% da população tinha sido batizada, sendo, em sua maioria, católica. Agora, o maior número de cristãos, o que cresce mais rapidamente, pertence às igrejas não-registradas, protestantes.

Em um subúrbio de Xangai, distante da grande Avenida Haining, vizinhos observam cautelosamente os corredores, enquanto visitantes se agrupam em uma sala de estar, totalizando o número de 25 pessoas – o máximo permitido pela lei para uma reunião sem autorização oficial. Dentro, jovens profissionais urbanos sentam-se em sofás e cadeiras dobráveis. Uma jovem, vestindo uma camisa com a estampa do Che Guevara, abençoa o grupo e um homem projeta na parede materiais encontrados na internet. Cabeças se voltam para a projetação e cantam juntas: “Glória, Glória, Glória; Santo, Santo, Santo; Deus está perto de cada um de nós”. É uma manhã de domingo e está começando o culto em uma de milhares de igrejas não-registradas da China.

Igrejas não-registradas consistem de pequenas congregações que se encontram privativamente – geralmente em apartamentos – para cultuar longe dos olhares atentos do Partido Comunista. Na década de 1950, as igrejas católicas e as principais igrejas protestantes tornaram-se filiais da Administração de Assuntos Religiosos. Igrejas não-registradas têm uma situação incerta, por não serem totalmente banidas nem aprovadas. Enquanto elas evitarem confrontos com a vizinhança e se mantiverem abaixo de certo tamanho (geralmente em torno de 25 pessoas), as protestantes serão as mais toleradas, ainda que relutantemente. As católicas são mantidas sob exame minucioso, como reflexo da tensa relação da China com o Vaticano.

Encontros privativos nas casas dos fiéis caracterizam a Igreja cristã primitiva, que buscava escapar da perseguição do Império Romano. Paradoxalmente, a necessidade de manter as congregações em tamanhos pequenos ajudou a disseminar a fé. Isso acontece agora na China. O Partido, preocupado com a disseminação de uma ideologia rival, encontra-se diante de uma difícil escolha: ao manter pequenas as igrejas, assegura que nenhuma igreja seja grande o suficiente para ameaçar a autoridade local do Partido. Mas, o preço a pagar é que o número de igrejas está crescendo.

Aquela igreja em Xangai tem somente dois anos, mas já possui duas filhas: uma para funcionários de uma empresa multinacional, e outra para trabalhadores migrantes. Assim como disseminar a Palavra, a proliferação de igrejas possui uma medida de defesa contra intimidações. Um pastor, no ano passado, disse à revista Far Eastern Economic Review [Análise Econômica do Extremo Oriente] que, se o líder de alguma igreja não-registrada fosse temporariamente preso, “a congregação simplesmente se dividiria e poderia se transformar em cinco, seis ou até dez novas igrejas não-registradas”.

A abundante criação de igrejas é uma bênção e uma maldição para o movimento não-registrado. O sorridente Zhao afirma que dinheiro não é problema. “Não temos salários a pagar ou igrejas a construir”. Mas a “qualidade gerencial” é difícil de ser mantida. Igrejas podem adquirir Bíblias ou obter hinários na internet. Elas não podem, no entanto, encontrar pastores experientes com facilidade. “Na China, um cristão de dois anos de idade ensina os de um ano”, afirma-se.

Como a maioria das igrejas protestantes não-registradas não pertence a uma denominação (ou seja, não são afiliadas aos luteranos, metodistas etc.), as mesmas não possuem uma liturgia ou tradição fixas. Os cultos são como classes de estudos bíblicos. Isso implica em uma grande responsabilidade ao pastor. Uma pessoa da congregação de Xangai, e que visitou várias igrejas não-registradas, suspira aliviado, pois “esse pastor sabe do que está falando”.

Entretanto, esses primeiros problemas da igreja são pequenos se comparadas com o grande crescimento do número de cristãos. Depois do massacre na Praça da Paz Celestial em 1989, muitos democratas desiludidos voltaram-se para o cristianismo: seis dos cerca de 30 líderes estudantis do protesto tornaram-se cristãos. As novas igrejas chinesas não-registradas têm o entusiasmo dos convertidos: muitos membros evangelizam suas famílias e colegas de trabalho. Um chinês confucionista afirma, com um triste sorriso, que a maioria das meninas bonitas da universidade era cristã e namoraria apenas outros cristãos.

Mais santo e moderno do que tu

O cristianismo também acompanha a migração chinesa. Muitos cristãos estudaram nos Estados Unidos, converteram-se ali e trouxeram para casa sua nova fé. Muitos das congregações não-registradas de Xangai estudaram no exterior, como fez Zhao. Em 2000, afirma um escritor e convertido de Pequim, a maioria dos crentes se encontrava na zona rural. Depois do ano 2000, eles levaram sua fé para as cidades, disseminando o cristianismo entre os intelectuais.

Tudo isso resulta em algo que europeus, pelo menos, achariam surpreendente. Para a maior parte do ex-berço do cristianismo, a religião está associada com tradição e ritual. Na China, está associada com modernidade, negócios e ciências. “Somos a primeira geração de cristãos e de homens de negócios,” afirmou um pastor da igreja não-registrada. Em um artigo amplamente debatido em 2006, Zhao escreveu que “o mercado econômico desencoraja o ócio. [Mas] não desencoraja as pessoas a mentir ou fazer o mal. Uma fé fortalecida desestimula a desonestidade e a injustiça”. O cristianismo e a economia de mercado, em sua visão, andam de mãos dadas.

Até o momento, a disseminação do cristianismo tem sido vista amplamente como um assunto particular de indivíduos convertidos. A grande questão é se isso poderá manter-se particular. A extensão do crescimento e do número de seus aderentes indica que não. Mas, no momento, tanto cristão como comunistas parecem querer deixar que certa ambigüidade se prolongue por um pouco mais.

“Cristãos estão dispostos a ficar dentro do sistema”, afirma Zhao. “O cristianismo também é a base para ser bom cidadão na China.” A maioria dos cristãos diz que sua organização não é política, e que não estão procurando desafiar o Partido. Mas eles também afirmam que discordâncias com políticas públicas são inevitáveis: por exemplo, é dito que nenhum cristão, afirma, deve aceitar a política de um só filho.

Formalmente, o Partido Comunista proíbe seus membros de professarem uma fé religiosa, e as igrejas afirmam que elas sofrem assédio das autoridades. O presidente da aliança de igrejas não-registradas de Pequim, Zhang Mingxuan, foi expulso da capital antes dos Jogos Olímpicos e foi informado que ele não seria bem-vindo se retornasse. No início de junho, o governo de Henan prendeu meia dúzia de membros de igrejas não-registradas sob a acusação de envio ilegal de doações de caridade às vítimas do terremoto de Sichuan. A CAA alega que o assédio às igrejas não-registradas vem crescendo.

De fato, a atitude do Estado parece ambivalente. Em dezembro de 2007, o presidente Hu Jintao teve um encontro com líderes religiosos e lhes disse que “o conhecimento de pessoas religiosas tem que ser controlado para se construir uma sociedade próspera”. A verdade é que cristãos e comunistas estão se observando de modo cauteloso. Mas é difícil evitar a conclusão de que o cristianismo causará, um dia, um impacto político. “Se você quiser saber como a China estará no futuro, terá de considerar o futuro do cristianismo na China”, conclui Zhao.


Tradução: Cecília Padilha



Fonte: The Economist