30.4.09

Nem uma unha ficará

ÊXODO 10:24-28

O texto que estudamos hoje trata de um diálogo tenso entre Faraó e Moisés. Mais tenso para Faraó do que para o servo de Deus. Acontece após a nona praga, a das trevas. Sabendo que Moisés era um libertador instituído pelo Senhor, o rei do Egito (que se considerava um deus) tenta negociar, propondo algo diferente dos planos do Senhor para Seu povo. A resposta de Moisés é categórica: “Nem uma unha ficará.” Afinal, eles iriam oferecer culto ao Deus de Israel ou, como diriam algumas versões bíblicas, celebrar festa ao Senhor. Faraó sempre fizera oposição a que o povo de Deus saísse do Egito. Afinal, o povo era escravo ali – vivia debaixo de seu domínio. E já no final do processo, vendo ser inferior ao poder de Deus, tentava fazer com que Seu plano não se cumprisse por completo. Satanás é assim: tenta fazer com que você e eu jamais saiamos da escravidão. Por isso, tome uma decisão: nunca negocie com ele. Tudo o que ele quer é que a vontade do Pai não se cumpra na sua vida. Faça como Moisés e diga: vou celebrar festa ao meu Senhor. Minha vida por inteiro é dEle. Nem uma unha (ou área da minha vida) ficará. Meus pais, meu trabalho, a família que eu vou constituir, meus bens, tudo pertence ao meu Senhor. E deixe que Deus cuide do resto.
Que Ele nos abençoe.


29.4.09

www.montesiao.pro.br/

Para não viver em vão

Ricardo Gondim

Clint Eastwood produz e dirige filmes densos, especialmente os que lidam com o abuso de crianças. Gostei da trama de “A Troca” (“Changeling”), baseado em fatos reais. Um garoto desaparece enquanto a mãe, divorciada, trabalha algumas horas extras no sábado. Para encontrar o filho, Christine, personagem encenada por Angelina Jolie, precisa enfrentar sozinha a corrupta máquina policial de Los Angeles e ainda tem de manter o emprego, apesar da solidão e do desespero pelo sumiço do menino.

O pastor presbiteriano Rev. Gustav Briegleb (John Malkovich), que lutava contra a violência policial, se une a Christine em sua luta contra a politização do Xerife que deveria cuidar da segurança pública. A militância de Briegleb é ética, corajosa e persistente. No final, enquanto projetavam as explicações finais sobre os desdobramentos do que aconteceu no filme, desabafei: “Quando crescer, quero ser igual a esse pastor”. O ministério de Briegleb desencadeou mudanças profundas nas leis da cidade. A obstinação de um homem salvou a vida de milhões de pessoas que ainda nem tinham nascido.

Fui ordenado ao ministério em 1977. Desde então, trabalho com evangelização, missões urbanas e plantação de igrejas. Preguei milhares de sermões, participei de centenas de congressos, mesas-redondas e seminários. Comparo-me ao que Jesus disse aos primeiros discípulos: “Vocês não me escolheram, mas eu os escolhi para irem e darem fruto, fruto que permaneça” (Jo 15.16). Conto os anos de ministério, vejo que o meu futuro é mais curto que o passado e me pergunto: “Qual a pertinência do meu esforço? O fruto do meu ministério permanecerá?”.

Não pretendo terminar os dias desempenhando as funções sacerdotais como mero sacerdote que batiza, celebra ritos de passagem e enterra os mortos. Não almejo acomodar-me à função de xamã. Não tolero o papel de “baby-sitter” de crentes burgueses, sempre ávidos por bênçãos.

É possível encontrar muitos cristãos em movimentos populares que reivindicam reforma agrária. Porém os pastores, com certeza ocupados com a máquina religiosa, não dispõem de tempo para se aliarem aos oprimidos pela burocracia estatal, que perpetua a injustiça. Poucos se atrevem a sair do conforto das catedrais para defender o meio ambiente.

Como pastor pentecostal, inquieto-me com o massacre da teologia da prosperidade, que ocupa a maior parte do culto com promessas de bênção. Não gosto de ver a instrumentalização de quase todo esforço missionário para fazer proselitismo, em nome de uma evangelização.

Pastores semelhantes a mim vivem a responder a questiúnculas sobre doutrina, a legislar sobre moralismos e a apagar fogo de contendas entre os membros de suas comunidades. O discipulado desaparece na catequese que tenta adequar as pessoas às demandas religiosas. O resultado é trágico e o testemunho cristão, pífio.

Por todos os lados pipocam sinais de que os evangélicos começam a repensar a teologia fundamentalista que lhes serviu de suporte. Agora urge fazer o dever de casa com a eclesiologia. O significado de ser igreja em áreas cosmopolitas tem de ser mais bem avaliado. Os paradigmas atuais sufocam o surgimento entre os evangélicos de gente como Martin Luther King ou Dorothy Stang.

Caso não mexamos com os conceitos fundamentais da teologia da missão, continuaremos repetindo fórmulas desgastadas. Resgatar pessoas do inferno, garantir o céu, mas esquecer a “plenitude da vida” diminui brutalmente o mandato cristão. O tempo gasto das pessoas, os recursos financeiros aplicados, a mobilização de talentos, não podem ser desperdiçados. A função da igreja é também resgatar vidas, proteger os indefesos da burocracia estatal, da opressão do mercado e até da frieza eclesiástica.

Como cuidei basicamente de igrejas urbanas, lamento o tempo perdido com a máquina religiosa. Fui absorvido por programações irrelevantes. Defendi teologias desconexas da existência. Fiz promessas irreais. Discuti ideias estéreis. Corri em busca de glórias diminutas. O tempo é uma riqueza não renovável, portanto, resta-me lamentar tanto esforço para tão pouco resultado.

Entreguei-me de corpo e alma à oração, fiz vigílias, jejuei. Ralei os joelhos em busca de uma espiritualidade eficiente. Acreditei piamente que a maturidade humana aconteceria pelo caminho da piedade religiosa. Ledo engano. Muitos companheiros de oração se levantaram ferozmente contra mim.

O mundo passa por mudanças radicais e as igrejas, se quiserem ser relevantes, precisam repensar seu papel na sociedade. Se não quiserem sucumbir à tentação de serem meros prestadores de serviços religiosos, os pastores precisam abrir mão de egolatrias tolas como o fascínio por títulos. É tolice brincar de importante usando o nome de Deus.

O descrédito do cristianismo ocidental se tornou agudo nos últimos 20 anos. Urge que os pastores revejam os seus sermões e se questionem se pregam conceitos relevantes em uma sociedade profundamente injusta, cruel e opressiva. Não fazer nada custará muito à próxima geração. Mais jovens se fatigarão prematuramente. E os idosos morrerão com o gosto amargo de terem gastado a vida em vão. O que seria muito triste.

“Soli Deo Gloria”.


Ricardo Gondim é pastor da Assembleia de Deus Betesda no Brasil e mora em São Paulo. É autor de, entre outros, Eu Creio, mas Tenho Dúvidas. www.ricardogondim.com.br

28.4.09

Conheça os vencedores do Prêmio Talento 2009

Agência Unipress Internacional

Na noite do dia 16 de abril, no Credicard Hall, em São Paulo, o grande público finalmente conheceu os vencedores da 14° edição do Prêmio Talento. Foram quase dois meses de votação, na qual os fãs puderam escolher seus cantores e grupos favoritos. Em sua versão 2009, o evento contou com a participação de cerca de 50 gravadoras e aristas independentes concorrendo em 26 categorias.

A noite de festa encerrou com brilhantismo o Prêmio Talento 2009, que é, atualmente, referência no que diz respeito a premiações na música gospel.

Saiba quem foram os vencedores:


Categoria – Álbum Instrumental
→ Álbum: Tributo a Israel - Intérprete: André Paganelli - Produção: Levi Willians

Categoria – Dupla
→ Fernanda Brum & Eyshila

Categoria – Álbum Alternativo
→ Álbum: Testemunho e Louvor - Intérprete: Lázaro - Produção: Lázaro

Categoria – Álbum Rap
→ Álbum: Música de Guerra 1ª Missão - Intérprete: Pregador Luo - Produção: Pregador Luo

Categoria – Álbum Independente
→ Álbum: Testemunho e Louvor - Intérprete: Lázaro - Produção: Lázaro

Categoria– Banda
→ Oficina G3

Categoria – Grupo Vocal
→ Arautos do Rei

Categoria – Álbum Infantil
→ Álbum: Para Adorar Ao Senhor - Intérprete: Crianças Diante do Trono - Produção: Ministério de Louvor Diante do Trono

Categoria – Álbum Pentecostal
→ Álbum: Todo Tempo Louve - Intérprete: Robinson Monteiro - Produção: Line Records

Categoria – Álbum Pop e Pop Rock
→ Álbum: Jamily Ao Vivo - Intérprete: Jamily - Produção: Santiago Ferraz

Categoria – Álbum Rock
→ Álbum: Depois da Guerra - Intérprete: Oficina G3 - Produção: Heros Trench, Marcello Pompeu e Oficina G3

Categoria – Álbum Black Music
→ Álbum: Simplesmente Servo - Intérprete: Rodrigo Mozart - Produção: Paulo César Baruk

Categoria – Vídeo Clipe

→ Música: Pela Fé – Intérprete: André Valadão – Direção: Tiago Espíndola

Categoria – DVD
→ Álbum: Trazendo a Arca - Ao Vivo no Maracanãzinho - Direção: Hugo Pessoa

Categoria – Grupo de Louvor
→ Diante do Trono
→ Plenitude de Deus

Categoria – Álbum Ao Vivo
→ Álbum: Testemunho e Louvor - Intérprete: Lázaro - Produção: Lázaro

Categoria – Álbum Adoração e Louvor
→ Álbum: Som da Chuva - Intérprete: Soraya Moraes - Produção: Marco Moraes e Woody Carvalho

Categoria – Revelação Feminina
→ Damares
→ Mariana Valadão

Categoria – Revelação Masculina
→ Lázaro

Categoria – Intérprete Feminino
→ Aline Barros

Categoria – Intérprete Masculino
→ Régis Danese

Categoria – Destaque de 2008

→ Régis Danese

Categoria – Álbum do Ano
→ Álbum: Testemunho e Louvor - Intérprete: Lázaro - Produção: Lázaro

Categoria – Cantora do Ano
→ Soraya Moraes

Categoria – Cantor do Ano
→ Régis Danese

Categoria – Música do Ano
→ Música: Faz um Milagre em Mim - Intérprete: Regis Danese - Produção: Joselito e Kelly Danese

Revista On Line - Portas Abertas

Revista Portas Abertas
Maio - 2009
Clique aqui

27.4.09

Educação sexual para crianças de 5 anos deve se tornar obrigatória na Inglaterra

Pais terão o direito de tirar seus filhos dessas aulas.
Escolas religiosas poderão dar aulas conforme os valores de sua religião.

Do G1, em São Paulo


O governo da Inglaterra anunciou nesta segunda-feira (27) planos de tornar a educação sexual obrigatória para crianças de 5 a 11 anos. As informações são do website do jornal The Guardian. De acordo com a proposta, todas as escolas inglesas correspondentes ao ensino médio brasileiro terão de ensinar os adolescentes sobre contracepção, sexo seguro e relações.

Anteriormente, as escolas inglesas ensinavam somente os fundamentos da reprodução, contracepção e puberdade nas aulas de ciências. É a primeira vez que as escolas de ensino médio inglesas terão de ensinar um currículo sobre sexo e contracepção no contexto de relações entre adolescentes. Entretanto, escolas religiosas poderão condenar o sexo fora do casamento, homossexualidade ou uso de contraceptivos.

A proposta dividiu grupos religiosos e defensores de campanhas de sexo seguro. Os britânicos têm uma das maiores taxas de gravidez na adolescência na Europa. Além de educação sexual, as escolas também serão obrigadas a ensinar os alunos sobre saúde e nutrição, segurança, finanças pessoais e drogas e álcool.

Um novo currículo para as escolas primárias incluirá o ensino de crianças de cinco anos sobre os diferentes tipos de relacionamentos, controle de suas emoções e mudanças em seus corpos durante a infância. Aos nove anos, os alunos aprenderão sobre mudanças físicas e emocionais ocorridas durante a aproximação da puberdade, e aos 11 anos, os estudantes terão aulas sobre reprodução e compreensão de seus sentimentos ao ingressar na puberdade.

Entretanto, escolas religiosas poderão dar aulas em linha com os valores de sua religião. Os pais também terão o direito de tirar seus filhos das aulas de educação sexual.

Religião e política

Livro diz que chegada de Obama ao poder não acaba com influência religiosa no Governo.

No livro “Uma nação com alma de igreja - Religiosidade e políticas públicas nos EUA” (Paz e Terra) se afirma que a chegada de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos não significa que chegará ao fim a mistura das esferas religiosa e política naquela nação.


Segundo o organizador da obra, Carlos Eduardo Lins da Silva, a chegada de Obama ao poder não acaba com a influência de forças religiosas nas esferas de poder.


O que aconteceu na verdade foi uma mudança de viés ideológico, com a saída de conservadores e a entrada de progressistas.

Perguntas & Respostas sobre a Gripe Suína

Segundo especialistas da OMS não existe vacina contra a doença, mas pacientes podem ser tratados com antivirais se socorridos a tempo.

Doença respiratória contagiosa

Doença respiratória contagiosa

Michelle Alves de Lima, da Rádio ONU em Nova York.

O que é a gripe suína?

A gripe do porco, também conhecida por influenza suína, é uma doença respiratória altamente contagiosa causada pelo vírus influenza tipo A. Esse tipo de vírus geralmente afeta só os porcos, mas algumas vezes ele sofre mutações (quando o porco está infectado com mais de um tipo de vírus, por exemplo), fica mais potente e ataca os seres humanos.

Quais são as implicações para a saúde humana?

Os sintoma clínicos são similares a uma gripe comum. Há desde casos de infecções assintomáticas a outros que resultam em forte pneumonias, causando até a morte.

Como as pessoas são infectadas?

O vírus é geralmente transmitido a pessoas que estiveram em contato com porcos infectados. A transmissão entre humanos também pode acontecer através de contato direto.

É seguro comer alimentos provenientes do porco?

A influenza suína não sobrevive a temperaturas acima de 70°C, portanto as receitas que são levadas ao fogo acima desta temperatura são seguras.

Há riscos de pandemia?

Se o vírus consegue estabelecer uma transmissão entre humanos eficiente, os riscos existem, sim. O impacto de uma pandemia depende da potência do vírus, da imunidade existente nas pessoas e dos anticorpos adquiridos por uma gripe comum.

Existe alguma vacina para humanos que previna a gripe suína?

Não existe nenhuma vacina que proteja os humanos da influenza tipo A, e ainda não se sabe se a vacina aplicada para prevenir a gripe tem algum poder de proteção contra o vírus, já que a influenza sofre constantes mutações.

Quais são os remédios disponíveis para tratamento?

Remédios antivirais para a influenza sazonal geralmente previnem e tratam a doença, mas alguns tipos de influenza desenvolvem resistência a esses tipos de medicações, tornando os resultados de cura limitados. Em casos de gripe suína, o remédio aplicado deve ser baseado através de avaliação clínica e epidemiológica.

FONTE: Organização Mundial da Sáude, OMS.

Tailândia cria curso para desencorajar monges 'afeminados'

Monges budistas na Tailândia

Comportamento de noviços desagrada os clérigos mais conservadores

As autoridades religiosas da Tailândia anunciaram a adoção de aulas de boas maneiras para desencorajar o que consideram comportamentos "afeminados" entre monges noviços.

Se tiver sucesso, o novo curso, inicialmente introduzido em um seminário budista no norte do país, será implementado também nas demais escolas e mosteiros tailandeses.

As autoridades religiosas disseram estar respondendo à crescente irritação entre os clérigos tailandeses mais conservadores e parte da população com o comportamento considerado afeminado.

Eles pretendem reduzir ou eliminar a utilização de maquiagem e de túnicas apertadas por monges jovens, além de atitudes gerais que possam sugerir atividade homossexual.

A Tailândia é provavelmente o país da Ásia mais tolerante em relação à homossexualidade, normalmente expressada de forma aberta.

Mas o homossexualismo ainda é considerado incompatível com a condição de sacerdote budista, com suas tradições de celibato e de auto-disciplina.

Fonte:

25.4.09

Por baixo dos panos

Quatro meses depois de firmado, tratado entre Brasil e Vaticano só agora chama a atenção da sociedade e desperta críticas.

Um acordo assinado entre o governo brasileiro e o Vaticano no fim do ano passado e que agora tramita no Congresso Nacional está deixando setores da Igreja Evangélica nacional bastante preocupados. Os detalhes, que começaram a ser acertados durante a visita do papa Bento XVI ao país, em 2007, estão no documento Acordo entre a República Federativa do Brasil e a Santa Sé relativo ao estatuto jurídico da Igreja Católica no Brasil, firmado no dia 13 de novembro de 2008, durante visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Estado do Vaticano. O instrumento leva as assinaturas dos ministros do Exterior da Santa Sé, D.Dominique Mamberto, e do Brasil, o chanceler Celso Amorim. Negociado sem um debate mais amplo e sem a divulgação adequada – apesar da comitiva de jornalistas que acompanhava o presidente, as notícias veiculadas sobre o assunto não detalharam aspectos do tratado –, o acordo, em tese, apenas regulamenta o funcionamento da Igreja Católica Apostólica Romana em território brasileiro. Mas também pode desencadear interpretações enviesadas e tendenciosas.

Leia mais>>

24.4.09

Entre desertos e palácios

Por Rev. Ricardo Agreste

É preciso concordar com Paulo quando diz que tudo podemos no Senhor.


Ao longo de minha caminhada cristã, não foram poucas as vezes em que me encontrei cercado por circunstâncias adversas. Em diversas ocasiões, carreguei dentro de mim um sentimento de que não conseguiria sair de uma determinada situação. Se não bastassem os problemas externos que me afligiam, meu ânimo se encontrava debilitado e sentimentos contraditórios me deixavam ainda mais confuso. Para completar o cenário caótico, em alguns destes momentos, um outro elemento intensificava ainda mais a crise: a sensação de que Deus não estava ouvindo minhas palavras ou olhando por mim.
Apesar de ouvirmos muito pouco acerca da realidade destes momentos, ao longo da jornada de um cristão eles existem de fato. Descrevendo sua angústia em uma destas fases de sua caminhada cristã, João da Cruz chega a definir tal momento como sua “noite escura da alma”. Eu, particularmente, tenho optado por nomeá-lo simplesmente como deserto. O deserto, como espaço geográfico, é um lugar árido e de visual caracterizado pela desolação. Sua imagem transmite a todos a idéia de ausência de vida e iminência de morte. No entanto, é interessante notar que na espiritualidade bíblica o deserto não representa um lugar de perdição e destruição. Muito pelo contrário – nas páginas das Escrituras ele é retratado inúmeras vezes como um lugar onde pessoas são surpreendidas pela presença de Deus e por seu cuidado gracioso para com suas vidas. Neste sentido, o deserto pode se visto como um lugar para onde muita gente se desloca por força das circunstâncias, como aconteceu com Davi, ou voluntariamente, a fim de buscar a presença de Deus, como aconteceu com Jesus. Mas o deserto pode também ser momento existencial caracterizado pelas adversidades, decepções, enfermidades, crises e perdas; um tempo que não gostaríamos de atravessar, mas que, no futuro, nos dará plena consciência de sua importância na construção de nossas vidas. Há pessoas que acreditam que este tempo de deserto pode ser altamente perigoso para sua caminhada com Deus. Elas temem que, diante das pressões externas e lutas espirituais, possam vir a desanimar ou mesmo a se decepcionar com o Senhor, abandonando até mesmo a caminhada. No entanto, as histórias bíblicas nos mostram o contrário. No deserto, servos do Senhor são lapidados e ganham maior consciência do amor de Deus por suas vidas e de sua vocação na história. É ali que, ao invés de se perderem, foram encontrados pelo Pai. Na verdade, existe um espaço muito mais perigoso e nocivo para a genuína espiritualidade do que o deserto. É o que podemos chamar de palácio: o lugar onde experimentamos o poder e a fartura. No palácio, temos a sensação de que tudo está sob nosso controle. No palácio, nem mesmo precisamos de Deus, pois o pão nosso de cada dia está garantido pelas nossas próprias conquistas. Por isso mesmo, as histórias bíblicas e as biografias de homens e mulheres do passado nos revelam que, em sua grande maioria, o espaço em que pessoas mais frequentemente se perdem não é o deserto, mas o palácio. É quando vivem no palácio que abaixam a guarda, passam a confiar demais em si mesmas e se veem cercadas de oportunidades que não tinham antes. É no contexto do palácio que o dinheiro, o sexo e o poder se mostram mais sedutores, levando o ser humano à ruína. Creio que somos convidados a desenvolver nossa espiritualidade ao longo de uma caminhada que envolve tempos de desertos e tempos de palácios. Nos desertos, precisamos encontrar o caminho da confiança no caráter de Deus e da submissão aos seus desígnios, principalmente quando eles não são os da nossa vontade. Mas, nos palácios, precisamos exercitar a humildade de coração e a dependência do Senhor, reconhecendo que tudo o que temos e somos veio de suas mãos – e que as bênçãos não nos são privilégios, mas sim, responsabilidade. Isso porque ambos – tanto os palácios como os desertos – segredam armadilhas próprias. Enquanto desertos são lugares onde a amargura e a desconfiança nos assaltam, nos palácios somos constantemente envolvidos pela tentação de assumirmos o controle de nossas próprias vidas. É tendo em mente a consciência de que nossa espiritualidade é construída através de desertos e palácios que podemos compreender as palavras de Paulo em Filipenses 4.10-13: “Alegro-me grandemente no Senhor (...) pois aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece”. Aprender a cruzar desertos e a viver em palácios é uma tarefa árdua que requer uma vida inteira de muita oração e dependência de Deus. No entanto, é preciso concordar plenamente com o apóstolo quando diz que tudo podemos no Senhor. Só isso pode explicar o fato de que, apesar dos desertos e palácios, ainda estamos firmes – e, apesar de nossos tombos e deslizes, ainda continuamos no caminho.

23.4.09

A ESCOLHA ENTRE O CLUBE E O CAMINHO

Igreja, de acordo com Jesus, acontece no ‘caminho’ do Caminho.

Há dois modelos básicos de igreja. Há os chamados para fora... e os chamados para dentro. Igreja, de acordo com Jesus, é comunhão de dois ou três... em Seu Nome... e em qualquer lugar...
E mais: podem ser quaisquer dois ou três... e não apenas um certo tipo de dois ou três... conforme os manequins da religião.
Igreja, de acordo com Jesus, é algo que acontece como encontro com Deus, com o próximo e com a vida... no ‘caminho’ do Caminho.
Prova disso é que o tema igreja aparece no Evangelho quando Jesus e Seus discípulos estavam no ‘caminho’ para Cesareia de Filipe: um lugar ‘pagão’ naqueles dias.
Assim, tem-se o tema igreja tratado no ‘caminho’ e em direção à ‘paganidade’ do mundo. Para Jesus o lugar onde melhor e mais propriamente se deve buscar o discípulo é nas portas do inferno, no meio do mundo!
Não posso conceber, lendo o Evangelho, que Jesus sonhasse com aquilo que depois nós chamamos de ‘igreja’.
Leia mais>>

22.4.09

Desenvolvimento Sustentável do Espírito

Enquanto a humanidade, de forma global, começa a cumprir a profecia de Jesus (“Os homens desfalecerão de terror, e pela expectação das coisas que sobrevirão ao mundo...” - Lc 21.26), e cenas apocalípticas surgem na área financeira (“Ai! Ai da grande cidade... [Nova York, Londres, Paris, Tóquio, Hong Kong, São Paulo etc.] porque numa só hora foram assoladas tantas riquezas [Trilhões de dólares evaporaram das Bolsas em todo o mundo em poucas horas!]” - Ap 18.16,17), que tipo de atitude devemos ter diante do início de um novo ano, o ano de 2009?

Deus prometeu abalar tudo o que pudesse ser abalado (Hb 12.26-29). Portanto não devemos dar ouvidos às vozes que querem nos consolar dizendo que a situação não vai se agravar. Tempestades negras estão se avolumando no horizonte, e somente aqueles que tiverem firmes alicerces na Rocha eterna conseguirão permanecer firmes, inabaláveis.

“Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão” (Mt 24.35). “Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 Jo 2.17). Assim como Abraão, que tomava uma providência prioritária em todo lugar onde acampava – edificava um altar ao Senhor para não perder a comunicação com o quartel-general –, nós também precisamos ter a prioridade máxima de estabelecer vias de comunicação com Deus. Somente aqueles que ouvem e obedecem à voz de Deus suportarão, firmes, as provações que virão sobre o mundo.

Leia mais>>

20.4.09

Padre maratonista persegue ladrão e recupera dinheiro da igreja

Suspeito invadiu igreja nos EUA e levou cerca de US$ 125.
Bill Hegedusich saiu em disparada e recuperou cerca de US$ 60.

Da Associated Press


Depois de 'fazer justiça', padre maratonista Bill Hegedusich rezou a missa de domingo (Foto: AP)

Um padre de Washington saiu em disparada pelas ruas pouco antes de sua missa para recuperar dinheiro que havia sido levado do cofre da igreja.

Era domingo de manhã, e o padre Bill Hegedusich "abandonou" os fiéis da igreja St. Peter e saiu atrás do ladrão que havia levado dois sacos de dinheiro, num total de US$ 125.

Bill, de 48 anos, é maratonista e não pensou duas vezes: saiu correndo atrás do ladrão, gritando para que ele devolvesse o dinheiro. O bandido abandonou um dos sacos e continuou correndo.
O padre diz que conseguiu recuperar cerca de US$ 60, mas o homem não foi preso.

Bill diz que é "decepcionante" que alguém pense em roubar dinheiro que seria destinado aos pobres. Minutos depois do ocorrido, ele rezou a missa da manhã de domingo.

Matemática com Graça

Alô Galera!

Não é piada, nem brincadeira! Também não se trata de alguma descoberta recente, embora muitos não a conheçam!

ATENÇÃO: 1 = 99

Calma! Seu monitor está em perfeito estado e sua vista continua enxergando bem!

É isso mesmo:
1 = 99
Na graça de Deus, a nossa velha e conhecida matemática passa longe da lógica e fica difícil de ser entendida mesmo com a mais moderna calculador científica.

O Senhor, em mais um lance de seu grande amor, demonstrado através da graça, nos mostra na passagem do pastor de ovelhas que, deixando 99 delas no deserto, se dedica com muito amor na procura de 1 que havia se perdido.

Ora, ao fazer isso ele coloca essa ovelha perdida em uma situação de igualdade com as demais, pois dá a ela, sozinha, o mesmo valor de todas as outras somadas.

Adivinhe quem é (ou era) a ovelha perdida?

Você!

Ele se dedicou e tem se dedicado por amor, através da graça, por você! Matemática a parte, a pergunta que fica no ar é:
O que você tem feito por Ele?
Nisso Pensai!

Rodrigo Machado
Revista Comunicativa On Line.
Fonte: Lagoinha.com

18.4.09

REVISTA ULTIMATO


Nesta matéria:
Um avivamento faz coisas surpreendentes
Em matéria de avivamento consulte Jonathan Edwards
Calor sem luz e luz sem calor
O joio nos campos onde o trigo do avivamento é semeado
O avivamento-mor
Avivamento em seminários
Avivamento em searas católicas
Avivamento que não gera empolgação por Jesus não é autêntico



























FONTE:


Fujimori e o sol da justiça

Da janela de minha casa, observo um espetáculo: o sol indo embora e transformando as cores das nuvens. Mais bonito, porém, é vê-lo voltando no outro dia. Para mim, o nascer do sol é memorial da esperança de que Deus “vai endireitar toda a criação”, como diz N. T. Wright no livro Simplesmente Cristão.

Para o autor, o anseio do ser humano por justiça é o “eco de uma voz”, a voz do sol da justiça. Enquanto essa voz não conclui seus planos, cabe a nós, seus seguidores, sermos agentes da sua justiça e celebrarmos as vitórias que sinalizam sua vontade. Fazer isso é testemunhar a verdadeira esperança.

A condenação na semana passada de Alberto Fujimori, ex-presidente do Peru (1990-2000), é um destes sinais. Pela primeira vez um presidente da América Latina, que foi democraticamente eleito, é considerado culpado pela Justiça do próprio país por violação dos direitos humanos.

Com a justificativa de combater o terrorismo do Sendero Luminoso, Fujimori organizou um grupo de extermínio. Ao todo 25 pessoas, inclusive uma criança de 8 anos, foram mortas. Durante o julgamento, que começou em dezembro de 2007, foram realizadas 160 audiências e ouvidos os depoimentos de 90 testemunhas.

Por que celebrar a condenação de Fujimori? Porque os fins não justificam os meios. E porque há uma “voz” ativa neste mundo que quer “fazer justiça, endireitar as coisas, endireitar a nós mesmos, e por fim, resgatar o mundo” (p. 21, Simplesmente Cristão).

Lissânder Dias, Rede Mãos Dadas
Fonte: www.ultimato.com.br

17.4.09

O fim da América cristã

Pesquisa indica queda no número de pessoas que se dizem cristãs nos EUA.

A reportagem de capa da edição de 4 de abril da revista americana Newsweek traz um título que, ao menos, chama a atenção de qualquer líder eclesiástico: “O fim da América cristã”.

A partir de uma pesquisa da “American Religious Identification Survey”, a revista afirma que entre 1990 e os dias de hoje o número de americanos que declaram não ter religião alguma quase dobrou - indo de 8% para 15%.

Além disso, a sondagem diz que o número de americanos que se identificam como cristãos - considerando suas inúmeras variações - teve uma queda de 10 pontos percentuais no mesmo período, passando de 86% para 76% da população.

Estes são dados que impressionam, principalmente quando se considera que os mesmos são provenientes dos Estados Unidos, vistos por muito tempo como um verdadeiro celeiro de pastores e missionários.

Fonte:

16.4.09

Conflito na Colômbia está matando milhares, diz Cruz Vermelha

De acordo com a Cruz Vermelha, famílias que não cooperam com grupos armados são obrigadas a fugir.

Colombianos desalojados

Colombianos desalojados

Michelle Alves de Lima, da Rádio ONU em Nova York.*

O conflito armado na Colômbia continua matando milhares de civis através de ataques diretos ou recrutamento forçado, de acordo com alerta dado nesta quarta-feira pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Cicv.

Em 2008, o Comitê providenciou comida e utensílios domésticos para mais de 73 mil pessoas que estavam desalojadas - um aumento de 10% comparado com 2007.

Motivos

Segundo a Cruz Vermelha, há mais famílias desabrigadas devido à presença de novos grupos armados em algumas regiões do país, causando mais confrontos em busca da liderança do território.

O órgão manifestou sua preocupação com as violações das leis internacionais humanitárias relatadas pelas vítimas. Muitas famílias disseram que foram obrigadas a abandonar suas casas por se recusarem a cooperar com os grupos armados.

Abuso

Metade das pessoas que recebem ajuda da Cruz Vermelha na Colômbia é composta por crianças e adolescentes. Mulheres e crianças que sofrem ameaças também são vítimas de exploração e abuso sexual.

Desde que as forças e os grupos armados migraram para áreas mais distantes e florestas, as comunidades indígena e negra têm sido fortemente afetadas.


15.4.09

ORAÇÃO PASTORAL

Massao Suguihara - Davi Sacer - Luiz Arcanjo - Adhemar Campos - Medley

HOMEM DE GUERRA NOSSO GENERAL

JESUS é o Caminho para a Índia



"[...] como podemos saber o caminho? Respondeu Jesus: 'Eu sou o caminho, a verdade e a vida'." João 14:5b, 6a

Nesse início de ano, a Índia tem recebido muito destaque na mídia brasileira. Pode-se dizer que não só no Brasil. A grande surpresa do Oscar esse ano foi um filme indiano, que não apresenta o país como uma maravilha, mas, sem dúvida, traz sobre ele olhares do mundo inteiro. Além disso, o desempenho econômico tem dado destaque para a Índia nos principais jornais do mundo. Esse país tem influenciado as tendências da moda, de comportamento, de linguagem e relacionamento da população. No âmbito cristão, a Índia também gerou uma atenção especial, mas não para criar tendências, e sim para levar irmãos à oração.

Leia mais>>

"A realidade sobre a Índia" é uma série de 3 artigos que contêm relatos de pastores que passaram pelos ataques dos últimos meses, entrevista com o diretor da Portas Abertas Índia e testemunhos.

Leia a primeira parte
Leia a segunda parte
Leia a terceira parte

Fonte:

14.4.09

Fidel defende fim de bloqueio e diz que Cuba não precisa de 'esmolas'

FONTE:
O ex-presidente cubano Fidel Castro (AFP, 04/3)

Fidel Castro afirmou que seu país não precisa de esmolas

Horas depois do anúncio da Casa Branca de que o governo dos Estados Unidos colocará fim às restrições a viagens e ao envio de remessas a Cuba a cubano-americanos, o ex-presidente de Cuba Fidel Castro publicou um artigo onde afirma que seu país não pede "esmolas" e defendeu o fim do embargo norte-americano à ilha.

"(A Casa Branca) anunciou o alívio de algumas das odiosas restrições impostas por (George W.) Bush aos cubanos residentes nos Estados Unidos. (...). Mas quando se perguntou se tais medidas valeriam para outros cidadãos norte-americanos, a resposta foi que não estavam autorizados. (...) Sobre o bloqueio, a mais cruel destas medidas, não se disse uma palavra", afirmou Fidel em um artigo publicado no site Cuba Debate.

Fidel classificou ainda o embargo a Cuba como uma "medida genocida", afirmando que ele "custa vidas humanas" e causa sofrimentos "dolorosos" aos cubanos, na medida em que impede que medicamentos e equipamentos médicos com componentes americanos cheguem à ilha.

O ex-presidente cubano ainda afirmou que muitos parlamentares americanos - entre eles, o senador republicano Richard Lugar - são favoráveis ao fim do bloqueio, e disse que estão dadas as condições para que Barack Obama acabe com esta política "que vem fracassando durante quase meio século".

Leia também na BBC Brasil: EUA suspendem restrições a viagens e remessas para Cuba

Esmolas

Ele também criticou o fato de Cuba não ter sido convidada para participar da Cúpula das Américas, que acontece no final desta semana, em Trinidad e Tobago, e disse que seu país não precisa de "esmolas".

"Cuba jamais estenderá suas mãos pedindo esmolas. Seguirá adiante, com a cabeça erguida, cooperando com os povos irmãos da América Latina e do Caribe, haja ou não Cúpula das Américas, presida ou não Obama os Estados Unidos ou (que o presidente dos EUA) seja um homem uma mulher, um cidadão branco ou negro".

O líder cubano, no entanto, reafirmou a disposição de seu país em dialogar com o novo governo dos EUA e de normalizar as relações entre os dois países. Ele ainda disse não culpar Obama pelas políticas de seus antecessores.

"Nosso país resistiu e está disposto a resistir o quanto seja necessário, e não culpa Obama pelas atrocidades cometidas por outros governos dos Estados Unidos. Não questiona também sua sinceridade e seu desejo de mudar a política e a imagem dos EUA. Também compreende que ele enfrentou uma batalha muito difícil para ser eleito, apesar de preconceitos centenários".

13.4.09

John Wesley: Homem de Devoção

É de conhecimento comum que John Wesley foi um dos grandes exemplos históricos de vida devocional. Um estudo mais detalhado, porém, revela que ele não era nenhum super-herói capaz de manter comunhão ininterrupta com Deus. Assim como nós, tinha altos e baixos. Cometeu vários erros e precisou fazer ajustes ao longo da jornada – o que nos oferece esperança!


A seguir, alguns aspectos importantes de suas práticas.

Disciplina


O fato de ter cometido erros não impediu Wesley de prosseguir. Ele estava convicto de ter achado o elemento essencial da vida cristã e estava determinado a conquistá-lo. Os registros regulares que constam em seu diário indicam que, por mais de 60 anos, ele observou fielmente as disciplinas espirituais. Convém mencionar que ele modificava, de vez em quando, a estrutura e o conteúdo. Estava disposto a fazer novos experimentos às vezes. Contudo, sua intenção básica de relacionar-se pessoalmente com Deus nunca vacilou.


Assim como nós, ele também teve momentos áridos. Um símbolo no diário, que indicava o fervor de suas orações, revela que muitas vezes suas orações haviam sido "frias" ou "indiferentes". Contudo, ele persistia na certeza de que novos períodos de ardor e regozijo viriam.


Tenho ouvido mais de uma pessoa dizer: "Eu realmente não estou conseguindo muito resultado com minhas devoções nesse momento e, por isso, vou suspendê-las por algum tempo até que o fervor retorne". Embora eu simpatize com tais pessoas, cheguei à conclusão de que tal atitude pode ser espiritualmente devastadora. Afinal, é nos períodos áridos que precisamos permanecer disciplinados e fiéis. Mesmo na ausência de emoções, devemos manter-nos confiantes de que Deus continua sua obra.


Na realidade, a verdadeira oração nasce do sentido da ausência de Deus e do quanto precisamos dele. Se desistirmos nos momentos de secura e fraqueza, não experimentaremos o gozo de encontrar o Deus que vem em nosso auxílio quando estamos em necessidade. E não conseguiremos determinar a causa da aridez. Isso nos leva a repetir os mesmos erros.


A disciplina torna-se, assim, o método pelo qual a vida espiritual é mantida nos bons e maus momentos.

Padrão objetivo


Para John Wesley, o padrão objetivo de espiritualidade genuína era a Bíblia. Apesar de ter lido centenas de livros sobre vários assuntos, ele continuamente referia-se a si mesmo como um homo unis libri (homem de um único livro). Durante 65 anos, utilizou-a como companheira diária em sua vida devocional.


Em primeiro lugar, ele lia a Bíblia em atitude de adoração. Isso significa que não o fazia com pressa, mas de modo reverente. Para garantir que seus momentos de estudo bíblico não fossem apressados, ele escolhia as primeiras horas da manhã e os momentos calmos da noite. Seu alvo principal era a qualidade e não a quantidade. Embora normalmente lesse um capítulo de cada vez, por vezes lia apenas alguns versos. Seu desejo era encontrar Deus e, quando o fazia, a quantidade de leitura não tinha grande importância.


Segundo, Wesley lia a Bíblia sistematicamente. Sua prática baseava-se em seguir um quadro de leituras diárias no Livro de Orações Comuns. Esse método permitia-lhe ler o Antigo Testamento uma vez por ano e o Novo Testamento várias vezes. Permitia-lhe, também, ler contextualmente e não casualmente. Wesley acreditava que o cristão deveria conhecer "todo o conselho de Deus".


Seria errado, portanto, supor que Wesley estava apenas à procura de experiência mediante a leitura devocional da Bíblia. Ele também queria conhecer a Palavra de Deus e não via qualquer dicotomia entre o estudo puramente científico da Bíblia e a leitura voltada ao enriquecimento espiritual. Toda nova informação ou descoberta alcançada constituía mais uma inspiração de Deus, e Wesley encarava-a como tal.

Amplitude


Wesley não limitava a leitura devocional à Bíblia, mas buscava inspiração significativa em uma vasta gama de materiais devocionais. Versado nos clássicos, desfrutava de fontes anglicanas, puritanas, moravianas e católico-romanas. Conseqüentemente, sua vida devocional possuía uma profundidade e variedade que uma única fonte seria incapaz de oferecer.


Assim, podemos inferir mais um princípio importante. Não podemos contentar-nos com uma só perspectiva nem com a "espiritualidade popular", que segue apenas o que está em voga no momento. Há necessidade de se descobrir a riqueza dos materiais devocionais provenientes de muitos séculos de história cristã. Somos sustentados por gigantes espirituais. Wesley nos desafia a libertarmo-nos de uma noção por demais limitada da vida devocional e a prestarmos atenção aos santos do passado, examinando tudo pelo padrão das Escrituras.

Oração


Para Wesley, o principal meio institucional da graça era a oração. Não é exagero dizer que ele vivia para orar e orava para viver. Wesley entendia a fé cristã como uma vida de relacionamento com Deus por intermédio de Jesus Cristo, e a oração era o dom de Deus para facilitar e enriquecer tal relacionamento. Para ele, a ausência de oração era a causa mais comum de aridez espiritual.


Como era a prática de Wesley nessa área tão vital?


Primeiramente, Wesley começava o dia em oração. Muito tem sido dito sobre seu hábito de levantar-se cedo, normalmente às 4h30 ou 5 horas. Embora seja verdade que ele tenha feito isso por mais de 50 anos, também é necessário lembrar que Wesley geralmente se deitava antes das 22 horas. O princípio não está tanto no horário específico em que se levantava, mas no fato de que dirigia seus primeiros pensamentos a Deus. Ao fixar a mente em Deus logo de manhã, ele sabia que estaria adquirindo a consciência da presença divina durante todo o dia.


Como é de se esperar, Wesley era por demais metódico para não estabelecer alguma ordem para as orações. Ele escolheu a prática comum de fixar um padrão semanal, segundo o qual cada dia era dedicado a um tópico em particular.


As orações escritas formavam a base de suas orações, mas, no seio destas, Wesley deixava espaço para as orações de improviso. As orações escritas forneciam o foco, e as orações extemporâneas possibilitavam a espontaneidade.


Muitos podem achar que orações escritas são muito formais, uma maneira estranha de comunicar-se com Deus. Porém, ao dar aconselhamento, tenho descoberto que os pensamentos soltos são um problema quase universal na oração. Muitas pessoas têm-se expressado assim: "Quando oro, minha mente vaga em todas as direções. O que posso fazer para manter a concentração?".


Como resposta, creio que seja útil o uso da combinação de oração escrita e oração espontânea. Quanto melhor for o foco na oração, menos problemas teremos com a mente desatenta. Mergulhando no espírito da oração escrita, refletindo sobre as palavras, podemos absorvê-las e depois elevá-las a Deus como expressão de nosso coração.


Wesley acreditava que, ao fazermos uso das orações escritas, enriqueceríamos nossa compreensão e a expressão da verdadeira oração. Descobrimos áreas da oração que não recebem a devida atenção. Somos auxiliados a orar num espírito de comunidade com a igreja universal.


Em segundo lugar, Wesley orava durante todo o dia. Seu diário mostra que ele treinara a mente para orar a cada hora. Essas orações geralmente eram breves, curtas frases de louvor. Constituíam o meio de apresentar os eventos de sua vida a Deus.


Se você já está achando que esse exemplo não é prático para quem se encontra em meio ao acelerado ritmo da vida moderna, lembre que Wesley também não era um recluso. Ele não vivia uma vida monástica ou isolada. Pelo contrário, mantinha horários de trabalho, escrita, pregação e viagem impressionantes até mesmo pelos padrões modernos. Evidentemente, ele não se retirava a cada hora para os exercícios devocionais, mas cultivava esse hábito internamente. Ele aprendeu a estar perfeitamente engajado nos assuntos da vida e, ao mesmo tempo, envolvido na oração a Deus.


Esse é o verdadeiro significado do conselho de Paulo sobre orar sem cessar. Wesley chamou a oração de "fôlego da vida espiritual" e sugeriu que, do mesmo modo como um indivíduo não pode parar de respirar, também não pode parar de orar.


Para alguns, a oração incessante desenvolve-se por lembretes. Eu conheço pessoas que colam um lembrete de oração ao telefone. Cada vez que toca, elas oram pela pessoa do outro lado da linha. Executivos agendam um encontro com Deus no meio do dia, trazendo, assim, a fé para bem dentro do trabalho. Outros colocam lembretes de oração por toda a casa. Ao encontrá-los, eles oram. Algumas pessoas fazem soar o alarme do relógio digital a cada hora e usam-no como uma chamada à oração. Cada uma dessas pessoas exemplifica a preocupação de Wesley em orar durante o dia.


Wesley também orava ao final do dia para fazer uma revisão das atividades e confessar os pecados cometidos. Ele tomava resoluções de mudanças e entregava-se ao cuidado e à proteção de Deus ao deitar-se. Wesley afirmava que, ao fazê-lo, conseguia dormir em paz quase todos os dias.


Precisamos aprender a arte de dormir corretamente. Com freqüência, percebo que estou trabalhando até a hora de ir para a cama. Por conseguinte, minha mente ainda está fervilhando quando me deito. No subconsciente, continuo trabalhando ao invés de descansar. No dia seguinte, acordo com uma sensação de fadiga ao invés de revigoramento. Descobri que não sou um caso único. Wesley nos lembra de que precisamos de tempo para nos acalmar e entregar o dia e a nossa pessoa a Deus. A oração em particular no final do dia é um meio de desanuviarmos a mente e dormirmos sem o peso dos problemas.

Extraído e adaptado de A Vida Devocional na Tradição Wesleyana, de Steve Harper, Imprensa Metodista. O livro completo pode ser baixado gratuitamente pelo site: http://www.metodistavilaisabel.org.br/artigosepublicacoes/ebooks2.asp


por Steve Harper
Fonte: Revista Impacto

12.4.09

PÁSCOA

PARTE I

Nós, os servos de Deus, fomos alcançados pela Sua misericórdia e libertos da escravidão do pecado. (“Mas damos graças a Deus porque vocês, que antes eram escravos do pecado, agora já obedecem de todo o coração às verdades que estão nos ensinamentos que receberam.” Rm 6:17) Vivemos nesta terra como retirantes estrangeiros, aguardando o momento de partimos em definitivo para a pátria celestial e estarmos eternamente com o Rei dos reis. Nesta jornada em direção aos céus é de suma importância manter-nos isentos das práticas e costumes comuns ao homem natural e firme na obediência à vontade de Deus; superando as muitas lutas, tentações e provações. O Senhor afirma: “... o mundo inteiro está debaixo do poder do diabo.”(1Jo 5.19) O diabo é o imperador deste mundo e dita as regras, os resultados comprova-se na falta de amor e nas barbaridades que os homens cometem entre si; nas loucuras praticadas contra Senhor; e na igreja que aos poucos vai assimilando e cristianizando práticas pagãs, é o inimigo minando as forças, afastando o homem do Senhor.

Leia mais>>


PARTE II

Embora o nome "Páscoa" semanticamente derive do termo “Pessach” (do hebraico ‘passagem’), a festa cristã da Páscoa está muito longe do Pessach descrito na Bíblia. Apenas para facilitar a identificação, chamaremos de “Páscoa romana” a festa cristã, e manteremos o nome “Pessach” para o festival bíblico. O objetivo deste artigo é verificar se a “Páscoa” cristã é uma festa aprovada pelo Eterno Deus das Escrituras/Bíblia.
Leia mais>>

PARTE III

Segundo o Novo Testamento, Cristo é o sacrifício da Páscoa. Isso pode ser visto como uma profecia de João Batista, no Evangelho de João: "Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo" (Jo 1:29) e uma constatação de Paulo "Purificai-vos do velho fermento, para que sejais massa nova, porque sois pães ázimos, porquanto Cristo, nossa Páscoa, foi imolado." (1Co 5:7).

Jesus Cristo, desse modo, é tido pelos cristãos como o Cordeiro de Deus que foi imolado para salvação e libertação de todos do pecado. Para isso Deus teria designado sua morte exatamente no dia da Páscoa judaica para criar o paralelo entre a aliança antiga, no sangue do cordeiro imolado, e a nova aliança, no sangue do próprio Jesus imolado.

Como Jesus ressuscitou num Domingo, surgiu a prática de os Cristãos se reunirem aos domingos (literalmente, Dia do Senhor), e não aos sábados, como fazem os judeus (sabbath).

Leia mais>>

11.4.09

O padre vai casar

Em pleno Domingo de Ramos, sacerdote argentino se despede da igreja para iniciar família.


O padre Victor Hugo Casas, de 39 anos, anunciou na missa do último domingo, na qual foi comemorada a Festa de Ramos, que lembra a entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, que renunciará ao sacerdócio para se casar. O sacerdote católico, que atua na localidade de Saturnino María Laspiur, afirmou ao fim da celebração que “está apaixonado” e que pretende formar uma família com uma mulher de 26 anos.



Segundo o bispo de San Francisco, monsenhor Carlos Tissera, a cuja diocese o padre demissionário está subordinado, a decisão de Casas causou “grande surpresa e dor, ainda mais porque foi tomada em plena Semana Santa”. Segundo o bispo, o colega de batina está assumindo a situação e suas conseqüências. “Ele me pediu perdão por não ter nos avisado antes. Foi muito sincero”, elogiou Tissera. “Eu respeito muito a vida das pessoas”, conclui.

Um Dia de Decisão

Os moradores da região em volta do Mar da Galiléia jamais haviam visto tal poder! Ele era um homem que podia curar todas as suas sérias aflições, ressuscitar os seus mortos e alimentar as multidões com migalhas de comida. Um tal mestre e obreiro de milagres seria perfeitamente adequado ao trabalho de resgatar o povo escolhido da opressão romana. Esse tinha que ser o Messias! Por que demorar em fazer dele o seu rei? Não surpreende que desejassem fazer exatamente isso (João 6:15)!

Jesus, contudo, tinha uma perspectiva diferente de sua missão. Havia mais para sua vida e obra do que glória e popularidade. Que escolhas ele faria? O que os outros decidiriam sobre ele? Jesus e seus seguidores enfrentavam um dia de decisão. Leia João 6 e considere suas escolhas.

Um dia importante na vida de Jesus

Quando estudamos os relatos dos escritores do evangelho juntos, podemos ver o significado do dia do discurso de Jesus em João 6. Um estudo cuidadoso dos capítulos 9, 10 e 14 de Mateus, 6 de Marcos e 9 de Lucas auxiliará a perceber os pormenores. Algum tempo antes, Jesus tinha enviado os doze a pregar, e ele mesmo foi a várias cidades pregar. O tempo é, provavelmente, um pouco mais de um ano antes de sua morte. Sua popularidade estava chegando ao auge, ajudada pelo trabalho dos apóstolos.

Quando os apóstolos voltaram de sua missão, o lugar em que eles ficavam se tornou uma colmeia de atividade. Muitas pessoas foram atraídas pelo ensinamento e os milagres dos apóstolos, e queriam ver seu Senhor. Ao mesmo tempo, Jesus recebeu a triste notícia de que João Batista tinha sido decapitado. Tantas pessoas procuraram por eles que Jesus e os discípulos saíram em busca de um lugar para descansar e orar. Mas não era fácil afastar-se do povo. A multidão o seguia, e Jesus ficou comovido com o desejo do povo de estar com ele. Ele ensinava e curava os doentes. No fim do dia, ficou preocupado com que eles estariam muito fracos para irem para casa, por isso alimentou os 5000 com cinco pães e dois peixes.

O povo estava convencido. Este era certamente o Profeta que Moisés tinha prometido. Ele seria o rei ideal. Com seu poder para curar os doentes, ele poderia garantir a perfeita saúde de seus súditos. Com seu poder para multiplicar o alimento, eles jamais sofreriam fome. E tal poder seria suficiente para sacudir as algemas da opressão romana. Eles estavam prontos para coroá-lo seu novo rei. Subitamente, Jesus enfrentou uma crise.

Ele tinha vindo para ser rei, porém não agora, e não desta maneira. O plano de seu Pai exigia outro ano de ministério, enfrentando perseguição, rejeição e, por fim, uma cruz penosa. A exaltação viria, mas somente depois de ter sido humilhado no sofrimento. Ele não tinha vindo para reinar sobre um reino terrestre na Palestina, e não poderia permitir que o plano do povo tivesse sucesso.

Jesus subiu a um monte para orar. Na manhã seguinte, antes de romper o dia, ele caminhou vários quilômetros sobre o mar e, então, acompanhou seus apóstolos até o outro lado do pequeno Mar da Galiléia. Não há menção de repouso físico neste dia extremamente árduo, mas Jesus certamente levou seus problemas ao seu Pai em oração.

A multidão seguiu-o até o outro lado do mar. Muitos pregadores modernos iam sentir-se lisonjeados com tal crescente popularidade entre seus leais seguidores. Eles continuariam a fazer tudo o que se mostrasse eficaz para ajuntar as multidões. Poucos teriam entendimento claro do plano de Deus e coragem desprendida para fazer o que Jesus fez. Vejamos as escolhas dele e as decisões dos outros que estavam naquele dia na Galiléia.

Jesus Cristo

A popularidade é atraente. A maioria das pessoas gosta de ser apreciada. Jesus era, certamente, popular. Milhares estavam seguindo-o, e ele tinha capacidade para continuar a atrair as multidões. Satanás tinha-o tentado antes com um atalho para o poder (veja Mateus 4:8-9), mas agora a oportunidade para ser rei veio completa com os súditos prontos para servi-lo. Certamente eram grandes as necessidades do povo, e não há dúvida de que Jesus sentia grande compaixão por ele. Se já houvesse um momento para reconsiderar sua missão, deveria ter sido esse. Deveria o plano eterno de Deus ser modificado para satisfazer a circunstância da sociedade?

Jesus lutou, sem dúvida, com tais assuntos quando passou a noite orando. Como parece ter sido típico do Salvador, ele emergiu dessa longa sessão de oração com determinação para avançar. Mesmo com risco de perder sua popularidade, Jesus apresentou mensagens que desafiavam o povo a olhar além das coisas físicas para as necessidades reais de suas almas. Ele tinha curado os doentes para provar seu poder para curar suas doenças espirituais (veja Marcos 2:10-12), não para dar-lhes esperança de saúde perfeita nesta vida. Ele tinha alimentado os famintos para satisfazer a necessidade deles e para demonstrar que ele é o pão da vida (João 6:33), não para garantir-lhes prosperidade material.

Mas Jesus se recusou a usar o alimento para atrair as multidões. De fato, quando vieram por este motivo, ele prontamente os repreendeu: "Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo" (João 6:26-27). Sua missão era espiritual, e ele não a abandonaria; não importa o "sucesso" que poderia ter usando outras táticas.

Há uma mensagem poderosa e necessária para nós. Muitas igrejas hoje em dia encontram meios para encher grandes edifícios fazendo o que agrada às multidões. Se o povo quer comida, algumas igrejas oferecerão refeições. Se quiserem aprender inglês, oferecerão cursos de inglês. Se quiserem ficar em forma física, oferecerão aulas de aeróbica. Se querem atividades sociais com os jovens, oferecerão mesas de sinuca e balcões de refrescos nos edifícios de suas igrejas. Se quiserem divertimentos, poderão escolher entre espetáculos de talento ou de capoeira, ou exibições de coros e produções teatrais. Mas antes que percamos nossa fé na palavra de Deus e comecemos a usar tais táticas não autorizadas, vejamos um pouco o exemplo de nosso Senhor. Jesus preferiria ter 12 almas dedicadas a ele, do que 5000 pessoas vindo para satisfazer seus desejos pessoais e físicos. Os apelos não espirituais das igrejas modernas têm tirado Jesus do trono e colocado os caprichos extravagantes das pessoas egoístas em primeiro lugar.

As multidões

"É hora de conseguir um pregador diferente!" Não seria esta a resposta em muitas igrejas de hoje se a freqüência caísse de milhares para dúzias de um dia para outro? Isto foi o que aconteceu a Jesus quando as multidões abandonaram ele. "À vista disso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele" (João 6:66).

Esta reviravolta desagradável dos acontecimentos deve ter feito a decisão de Jesus mais penosa. Com alimento físico e curas milagrosas —coisas que apelavam para as preocupações físicas dos seus ouvintes— ele poderia atrair multidões. Mas com a mensagem do maná do céu, salvadora da alma, ele pôde atrair meros punhados.

Era culpa de Jesus? Deveria ele ter apelado para as pessoas satisfazendo as expectativas delas? Deveria ele ter prestado atenção às necessidades e carências delas, esquecendo seus eternos problemas? Deveria ele ter polido sua imagem para se ajustar melhor aos interesses da sociedade contemporânea? Não! Jesus fez a escolha certa. As multidões que o rejeitaram são as que cometeram o erro trágico.

Muitas igrejas de hoje procuram satisfazer as expectativas da sociedade, até mesmo abatendo o espiritual para acentuar o social. Números e estatísticas são ídolos modernos usados para justificar tal desrespeito pela mensagem espiritual do evangelho. Jesus não estava preocupado com grandes números de seguidores, mas com a qualidade dos corações voltados para ele.

Judas Iscariotes

Pare um momento para ler João 6:66-71. Conquanto o texto não diga explicitamente que este foi o momento decisivo na vida de Judas, há muitas indicações de que nesse dia ele deu um grande passo na direção errada. A natureza do assunto que fez com que tantos abandonassem Jesus também teria sido um problema para Judas. Seu materialismo egoísta abateu-o mais tarde, e poderia ter facilmente interferido com sua fé quando ele enfrentou esta provação. Não é sensato nem bíblico afirmar que o deslize de Judas foi instantâneo.

O impacto sobre Judas do destaque espiritual de Jesus parece ter sido o foco do comentário nos últimos versículos de João 6, sobre aquele que logo seria o traidor. Judas teve que tomar uma decisão difícil, e optou por afastar-se de Jesus.

Simão Pedro

Ao mesmo tempo em que muitos outros discípulos voltaram atrás, Pedro levantou-se ao desafio do ensinamento de Jesus. Quer tenha Jesus satisfeito suas idéias e expectativas preconcebidas, quer não, Pedro resolveu seguí-lo porque ele era o Cristo! Precisamos ver o que Pedro viu naquele dia de decisão.

Jesus tem as palavras de vida eterna. Nenhuma filosofia ou método do homem podem melhorar a mensagem do Messias. Não há nenhum outro lugar para onde se voltar (Atos 4:10-12).

Não importam os benefícios que esperamos obter ao seguir Jesus, devemo-lhe nossa fidelidade simplesmente porque ele é o Filho de Deus, que foi investido de plena autoridade sobre tudo. O fato que ele é Senhor exige nossa submissão a ele (veja Mateus 28:18-20; Atos 2:36-38).

A vontade de Cristo pode algumas vezes ser exigente. Nós, como Pedro, precisamos ter fé para seguir quando enfrentamos provações difíceis!

Para quem iremos?

Decisões difíceis foram tomadas naquele dia, na Galiléia, decisões que afetariam as vidas e a eternidade de todos os envolvidos. Podemos aprender com as escolhas de cada um dos que lá estavam. Com Jesus, aprendemos a importância de manter em ordem as prioridades e vemos que a missão do evangelho vai muito além das preocupações físicas e sociais dos homens. Com Judas e com as multidões, podemos ver a loucura de tentar Jesus a se encaixar em nossas expectativas. Com a fé corajosa de Pedro, podemos tirar a força para seguir Jesus pelos motivos certos. Precisamos dizer ao Mestre, como o fez Pedro: "Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna" (João 6:68).

Para onde você se voltará? Para quem você irá? A decisão é sua!

-por Dennis Allan

Fonte: www.estudosdabiblia.net