31.8.08

Estudo IV - O Sinal de Deus (Jonas 1:17)

Por Prfº Gilvan Silva Santos








É interessante notar que Jonas, ao receber a ordem divina, não disse nem sim nem não. Ele simplesmente

fugiu para outro lugar. Deus esperava uma resposta dele, e ele fica em silêncio, e ao fugir, ele se omite;

Na obra de Deus, no que diz respeito à Sua Santa Vontade, é melhor errar por ação do que por

omissão;

Durante todo o livro de Jonas percebemos a atuação de Deus. Na verdade, o próprio Deus é a personagem

principal desse livro;

Ele acalma a tempestade, antes que toda tripulação do navio fosse destruída (1:5);

Providencia um grande Peixe para preservar a vida de Jonas no seu interior e ordena a esse peixe

que vomite Jonas no dia, na hora e no lugar determinados por Ele;

Só Deus marca o tempo, o dia, a hora e o lugar

A solução para o problema de Jonas não estava em mudar as circunstâncias externas, mas em mudar o seu

coração.

O problema não era a tempestade, o excesso de peso do navio, a força dos ventos ou a tempestade

em si com suas ondas agitadas - o problema era o seu coração.

As circunstâncias eram apenas um reflexo da atitude do seu coração em não obedecer à

vontade de Deus;

A designação grande peixe ou monstro marinho é a melhor explicação, tendo em vista que no Mediterrâneo

não existem baleias e que as baleias também têm a garganta muita estreita;

Esse fato não é um mito ou uma impossibilidade. Demonstra apenas uma das inúmeras ações de

Deus sobre a Natureza;

Deus fará o impossível por nós, para ter Sua Vontade realizada:

Sua vontade sempre é: a) Boa; b) Agradável; c) Perfeita (Rm 12:2);

A grandiosa experiência de Jonas é uma tipificação do Senhor Jesus Cristo (Mt 12.38-41):

O profeta Jonas, como missionário, é um exemplo de Cristo – que veio salvar todas as nações

Jesus denuncia a dureza de coração por parte daqueles que “acham” conhecer muito de Deus,

desprezando os ninivitas (aqueles que não conhecem a Deus);

Esses “doutores da lei” na reconhecem a missão de Jesus nem demonstram arrependimento e

conversão (Lc 11.29-32)

Ainda hoje vivemos em uma geração que busca sinais e maravilhas:

Por que a necessidade de sinais? Precisamos deles?

Sem dúvida, o maior sinal que devemos buscar é a transformação gradativa do nosso ser

Cada um de nós sabe quais são seus próprios medos;

O sinal seguro e certo se quando, mesmo com nossos muitos medos, obedecemos a

ordem de ir ao encontro de nós mesmos e do outro no mergulho no mais intimo

momento de nós – na liberação do cárcere da emoção.

É no ventre do grande peixe que Jonas articula sua melhor teologia:

Na escuridão ele se entrega completamente a Deus como nunca tinha feitos na claridade das suas

opções e escolhas;

Jonas como cada um de nós viveu situações contraditórias:

Ouviu e ensurdeceu-se; acolheu e rejeitou; encarou e fugiu; orou e dormiu, obedeceu e reclamou,

pregou e se calou;

Deus tratou com ele, do fundo do oceano, libertou sua alma cativa, liberando tudo em sua

vida

Qual tem sido a sua motivação em buscar a Deus?

30.8.08

O Poder Inebriante da Política

Vez que outra é preciso voltar ao polêmico tema da igreja e a política. A arte de se fazer política pode ser exercida por qualquer pessoa, cristã ou não. Meu objetivo é o de alertar, uma vez mais, sobre os perigos que a igreja enfrenta sempre que se posiciona política e ideologicamente ao lado desse ou daquele governo. Fé e política são dois temas permanentemente conflitantes.

O primeiro grande desafio da igreja é diante do nacionalismo - da defesa da pátria - que leva muitos políticos cristãos a abrir mão dos princípios bíblicos em defesa do país. O nacionalismo intransigente conflita com a Fé. Jamais devemos esquecer que, do ponto de vista bíblico os crentes são cidadãos dos céus, e, portanto, aptos a circular entre todos os povos da terra. No momento da perseguição ou por questões de sobrevivência econômica ele encontra refúgio em qualquer nação e faz da nova terra sua nova pátria! O povo de Deus tem características universais, e não pode ser nacionalista.

A igreja não pode perder de vista o conceito de povo peregrino, de cidadão celestial que a autoriza a ser uma voz profética não apenas em sua nação, mas para todos os povos. Quando a igreja se torna uma voz profética de Deus na sociedade, seus membros podem circular pela política, entre o pessoal do governo como voz que clama a favor dos pobres, dos necessitados, do direito e da justiça, sem jamais entrar em conluios sejam de que ordem for!

Quando o pobre, o órfão, a viúva e os aposentados são constantemente desfavorecidos; sempre que a busca da riqueza oprima a classe social mais abaixo e sempre que as leis atentem contra a liberdade cristã, a liberdade de viver e afrontem os princípios bíblicos da lei moral universal, a igreja deve erguer seu palanque, sua torre de vigília e denunciar! Por isso a denúncia contra a prática do aborto, mesmo que este seja aprovado em lei - como nos Estados Unidos - e casamentos de pessoas do mesmo sexo devem tomar a dianteira nos discursos da igreja!

A Igreja não pode estar casada com o Estado nem alienada dele. No momento em que nossos filhos forem doutrinados na ideologia homossexual, ou quando o Estado decidir o que os pastores podem e não podem pregar nos cultos, como reagiremos? Se estivermos alienados sucumbiremos, e se nos posicionarmos pagaremos o preço! Por não querer pagar o preço, a igreja se omite dos grandes temas nacionais!

Quando o governo tem objetivos comuns à igreja, como atendimento aos pobres, aos excluídos, etc., a tentação é ainda maior. O confronto começa quando abrimos mão de nossa liberdade individual, de nossa missão cristã, e nos deixamos envolver com o "espírito" nacionalista, para que a nação seja forte e unida economicamente!

O segundo grande desafio é levar a igreja a caminhar por esse espinhoso terreno da esfera política, como voz profética sem se deixar levar pela adulação do poder. É importante que a igreja se torne uma voz profética, evitando ficar presa (seus candidatos) ao emaranhado das falcatruas ou do enriquecimento ilícito, como tem acontecido nos últimos dias. Daniel passou por vários Impérios sem se deixar influenciar politicamente. Teve coragem de exortar a Nabucodonosor a que deixasse seus caminhos injustos e desse mais atenção aos pobres!

Aliás, alguns partidos são tidos como dos evangélicos - uma lástima - o que leva o mundo a ver a igreja evangélica como um partido político. Uma das razões da igreja ser perseguida em algumas cidades era porque seus políticos defenderam teses como se fossem da igreja, quando eram projetos pessoais ou denominacionais.

Terceiro. O namoro com o poder inebria e deixa os líderes da igreja sem a capacidade de refletir, perdendo seu senso de direção e propósito. Sempre que é favorecida por algum governo a Igreja perde sua autoridade profética e divina.

Como cristãos precisamos ter em mente que Deus utiliza governos democráticos, ou totalitários de esquerda ou de direita para trazer a justiça social. O Brasil precisa ajustar de forma mais bíblica a questão social, e não devemos nos surpreender se, para tanto, Deus utilizar ateus e ideologias não cristãs para atender ao clamor dos pobres! É assim que Deus envergonha a igreja! Esta deve fazer sua parte, parando de construir templos suntuosos em que se gastam milhões com empreendimentos denominacionais, dinheiro que poderia ser usado para construir moradias e gerar renda para os pobres. Procedendo assim, dará testemunho público de sua fé e estará cumprindo sua parte naquilo que ela mesma denuncia. Ela só tem autoridade para denunciar naquilo que ela intensamente vive!

Onde houver injustiça social, a igreja deve estar lá operando. Seu trabalho silencioso é a melhor forma de condenar os corruptos e calar os discursos dos que governam.

Cuidado com o nacionalismo que pode nos levar a pensar que a obediência à esfera política seja um dever tão digno e honroso quanto a obediência a Deus. A Igreja deve ficar atenta às mentiras proferidas em certas campanhas e publicidades dos governos, sejam esses de que partido forem! Hitler afirmava que "a magnitude de uma mentira contém certo fator de credibilidade, visto que as grandes massas caem mais facilmente em uma grande mentira do que em uma pequena".

Rausas J. Rushdoony afirmou que "por trás de todo sistema legal há um deus. Ao acharmos o deus em qualquer sistema, localizamos a fonte de suas leis". E afirma mais: "Quando você escolhe quem será sua autoridade, escolhe seu deus, e onde você procura sua lei, lá está seu deus". 1

Estamos em ano eleitoral. Reexaminar esse tema à luz da Bíblia e da missão da Igreja talvez não traga dividendos financeiros nem muitos amigos, mas, por certo evitará que atropelemos a história, cometendo os mesmos erros que nossos pais fizeram no passado!


(1 RUSHDOONY, Rausas, Law and Librty, Fairfax, Va. Thoburn, 1971 p. 73)

Fonte: www.igrejateosopolis.com





29.8.08

CUIDADO, SEITAS!

Por Peter Bronclik

Você já foi enganado alguma vez? Talvez isso tenha acontecido à porta de sua casa, quando algum vendedor treinado para persuadir e usando de artimanhas o fez comprar algo inútil. O engano é geral! Há engano em todas as áreas da vida, e especialmente no setor religioso! Vivemos numa época em que muitas seitas se propagam em velocidade inacreditável. Os representantes das seitas sabem muito bem como podem vender suas heresias a pessoas de boa-fé por meio de palavras convincentes. Muitas vezes as seitas apelam para a Palavra de Deus e usam o nome de Jesus Cristo. Em um primeiro momento, freqüentemente, suas palavras parecem convincentes e verdadeiras. Mas: Cuidado – é engano! A Bíblia nos adverte seriamente a respeito: "Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora" (1 João 4.1).

De que consiste a diferença entre uma seita e a verdadeira fé bíblica em Jesus Cristo? Como se reconhece uma seita? Faça a prova com três perguntas:


1. Quem é Jesus Cristo?

As seitas negam a pessoa do Senhor Jesus – elas falam de um "Cristo cósmico" ou negam a Sua soberania divina. Nelas não é Jesus que está no centro, mas a pessoa do seu "guia", "profeta", "apóstolo"ou "guru". Entretanto, a Bíblia declara que Jesus Cristo é o único Deus verdadeiro. Ele se tornou homem para morrer na cruz por todos os homens. Ele ressuscitou corporalmente e vive por toda a eternidade (1 João 5.20; Colossenses 2.9; Marcos 10.45 e 1 Coríntios 15.3ss).

2. O que é a Bíblia?

Muitas vezes as seitas usam, de fato, partes da Bíblia, mas além dela ainda têm as suas doutrinas especiais, "novas revelações" e "visões", que colocam no mesmo nível da Palavra de Deus, a Bíblia. Porém, a própria Bíblia legitima-se como a Palavra de Deus inspirada. Tudo o que precisamos saber sobre Deus, sobre Jesus Cristo e Seu grandioso plano com este mundo e com nossa vida é revelado exclusivamente pela Sagrada Escritura (2 Timóteo 3.16). Deus nos adverte para não irmos além do que está escrito na Bíblia (Apocalipse 22.18-19; 1 Coríntios 4.6).

3. Como posso encontrar a Deus? Como alcanço a vida eterna?

As seitas condicionam a salvação à filiação a sua organização. Seus membros devem treinar certas práticas de meditação ou cumprir outras normas de conduta. A Bíblia, pelo contrário, ensina: você é salvo e recebe a vida eterna de Deus única e exclusivamente pela fé pessoal em Jesus Cristo e por Sua graça (João 3.16; 14.6; 1 Timóteo 2.5; Atos 4.12).

Cuidado para não cair nas armadilhas de qualquer seita. Por isso, informe-se. Leia a Bíblia. Conheça a Jesus Cristo e confie nEle! O Seu amor vale também para você. Ele quer trazer luz às trevas de sua vida. Jesus Cristo diz: "Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário, terá a luz da vida" (João 8.12).

Você pode vir a Ele em oração e pedir-Lhe que assuma a direção de sua vida. Ter a Jesus significa ter vida verdadeira, vida com significado, vida eterna com Deus. (Peter Bronclik - http://www.chamada.com.br)

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, janeiro de 1999.

28.8.08

A Salvação é para você!

Nesta mensagem quero mostrar a resposta para algumas perguntas que são comuns aos homens, tais como: de onde vim? O que sou? Para onde vou?

Muitas filosofias e religiões procuram, sem sucesso, acalentar o coração humano, que vazio, corre atrás de respostas para a sua existência.

Mas, sempre que encontram alguma explicação, resta no coração uma necessidade de algo mais concreto e que realmente o acalme. O que acontece na verdade, é a tentativa frustrada de aceitar uma explicação vaga e inconsistente para tamanhos questionamentos.

A paz de espírito virá sobre os homens, quando estes reconhecerem a soberania do Senhor Deus sobre a sua existência, aceitando a simplicidade das explicações expostas na Bíblia Sagrada e abertas a todos.

Para começarmos a compreender a grandiosidade da existência humana é preciso reconhecer que Deus é o criador de todo o universo (Gênesis 1.1 “No princípio, criou Deus os céus e a terra”; Neemias 9.6 “Ó Deus, só tu és o SENHOR! Tu fizeste os céus e as estrelas. Tu fizeste a terra, o mar e tudo o que há neles; tu conservas a todos com vida. Os seres celestiais ajoelham-se e te adoram.”), inclusive do homem (Gênesis 1.27 “Assim Deus criou os seres humanos; ele os criou parecidos com Deus. Ele os criou homem e mulher.”) e demais seres viventes.

Qual o fundamento para aceitarmos tal explicação? A fé!

A Bíblia é o único livro que traz a verdadeira narrativa da existência do Deus Vivo, bem como, da criação e a explanação do Seu amor imensurável pela humanidade. O homem, objeto do amor de Deus, rebelou-se contra o Criador e na prática da desobediência afastou-se dos planos divinos. Mesmo assim, a misericórdia do Eterno Senhor superou todas as expectativas, e Cristo, o Messias, foi enviado com a missão de resgatá-lo dos seus maus caminhos, restaurando-lhe a comunhão inicialmente existente e a possibilidade da salvação.

Adão e Eva formavam o primeiro casal (Gênesis 2.7, 22), eram à semelhança do Senhor; puros e sem pecados (Gênesis 1.26,27), residiam no Jardim do Éden (Gênesis 2.15), um paraíso criado exclusivamente para a habitação do ápice da criação. Deus determinou algumas regras (Gênesis 2.16,17) para a boa vivência dos primeiros humanos, no entanto, Adão e Eva em desobediência às ordens divinas, pecaram (Gênesis 3.1-7). O pecado determinou a sua expulsão do Éden, bem como, a quebra da comunhão antes existente entre Criador e criatura (Romanos 5.12, 17-19 “O pecado entrou no mundo por meio de um só homem, e o seu pecado trouxe consigo a morte. Como resultado, a morte se espalhou por toda a raça humana porque todos pecaram... É verdade que, por causa de um só homem e por meio do seu pecado, a morte começou a dominar a raça humana. Mas o resultado do que foi feito por um só homem, Jesus Cristo, é muito maior! E todos aqueles que Deus aceita e que recebem como presente a sua imensa graça reinarão na nova vida, por meio de Cristo. Portanto, assim como um só pecado condenou todos os seres humanos, assim também um só ato de salvação liberta todos e lhes dá vida. E assim como muitos seres humanos se tornaram pecadores por causa da desobediência de um só homem, assim também muitos serão aceitos por Deus por causa da obediência de um só homem”). A vida humana tornou-se escrava do pecado; suas práticas são más, e destoantes da vontade de Deus (Romanos 7.14-19 “Sabemos que a lei é divina; mas eu sou humano e fraco e fui vendido ao pecado para ser seu escravo. Eu não entendo o que faço, pois não faço o que gostaria de fazer. Pelo contrário, faço justamente aquilo que odeio. Se faço o que não quero, isso prova que reconheço que a lei diz o que é certo. E isso mostra que, de fato, já não sou eu quem faz isso, mas o pecado que vive em mim é que faz. Pois eu sei que aquilo que é bom não vive em mim, isto é, na minha natureza humana. Porque, mesmo tendo dentro de mim a vontade de fazer o bem, eu não consigo fazê-lo. Pois não faço o bem que quero, mas justamente o mal que não quero fazer é que eu faço”), o homem desde a sua concepção está sujeito ao pecado (Salmos 51:5 “De fato, tenho sido mau desde que nasci; tenho sido pecador desde o dia em que fui concebido”).

Esta situação de pecado (1João 3.4-6 “Quem peca é culpado de quebrar a lei de Deus, porque o pecado é a quebra da lei. Vocês já sabem que Cristo veio para tirar os pecados e que ele não tem nenhum pecado. Assim, quem vive unido com Cristo não continua pecando. Porém quem continua pecando nunca o viu e nunca o conheceu”.) afasta o homem dos propósitos de Deus, trazendo sobre ele a condenação eterna.

Deus amou primeiro e providenciou meios para a retomada da comunhão, o Messias foi enviado! “O Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo” (1João 4.14); “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos” (1Timoteo 2.5,6); “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1Corintios 15.3,4) A vinda do Senhor Jesus Cristo foi o cumprimento de antigas profecias e o seu benefício salvífico envolveu toda a humanidade, inclusive, nós.

Amados, são dias de recomeço, é necessário que sejamos semelhantes a Jesus (Romanos 8:29 Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”) é através de uma vida consagrada, santa e pura que somos transformados pelo Pai (2Coríntios 3:18 “...Somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito”).
Amém.
Elias R de Oliveira

Fonte: VIVOS

27.8.08

A SEGUNDA VINDA DE CRISTO À TERRA

Quando eu conheci a Graça de Deus em Cristo, aos dezoito anos e meio de idade, havia no ar a certeza de que a volta de Jesus estava próxima.

A Guerra Fria criara um clima apocalíptico e os profetas americanos, vendedores de livros evangélicos, escreveram uma batelada de bestsellers, e que foram consumidos em todo o mundo cristão, de tal modo que a igreja trazia uma certa ebulição acerca do tema. Infantil era a especulação que os tais livros faziam, sempre tentando associar a volta de Jesus à posição política dos americanos. Se Jesus voltasse conforme aqueles livros, traria uma bandeira americana na cinta, e um manto com a bandeira de Israel nos ambros.

Até mesmo as “heresias” da época envolviam a questão, fossem os adventistas apocalípiticos de um lado; ou do lado oposto, os liberais, que não criam em nenhuma volta corpórea de Jesus à Terra.

Então veio a Teologia da Prosperidade, e matou completamente a esperança na volta do Senhor.

É claro. Quem que pense que o reino de Deus é deste mundo, e que crê que pode começar a reinar econômica e politicamente ainda nesta vida, sendo ajudado de um modo especial por Deus, que deseja que todos os Seus filhos sejam mais ricos e fortes que os demais homens, haverá de desejar ardentemente a volta do Senhor?

Até porque, mesmo que inconscientemente, algo diz, mesmo ao mais alienado deles, que não é assim que as coisas são para Deus!

Então, eles não gostariam de se encontrar com o Senhor “agora”, pois sabem que não seria boa a conta que lhe prestariam.

A “igreja” está completamente desinteressada na volta do Senhor—afinal, ainda há tanto a conquistar para a “igreja” neste mundo!

Ao contrário dela o mundo parece estar vendo e sentindo que algo vai acontecer.

Não falo de uma catástrofe, mas da história como catástrofe.

A maioria das pessoas minimamente sensatas já perceberam que a humanidade é o Apocalipse.

A História é o Apocalipse.

E nas circunstancias atuais, com todas as desordens de natureza ecológica que estão acontecendo no Planeta, a própria sensatez diz que estamos criando um apocalipse.

Todo mundo pensava antes que Deus enviaria as pragas e que o Apocalipse era obra da malvadeza dos anjos, derramando taças, tocando trombetas evocativas de desgraças, ou gritando “Ais” de agonia sobra a humanidade.

Hoje já se sabe que não é assim.

Os homens é que estão fazendo cada uma daquelas coisas, e alterando a natureza de tal modo, que o Apocalipse é natural.

Os anjos do Apocalipse estão apenas nos dizendo com antecedência aquilo que nós mesmos faremos à humanidade, e ao planeta Terra.

Os ecologistas param a viagem aqui. Na melhor das hipóteses eles partem para o protesto.

Os cristãos deveriam lutar com todas as forças contra essa alteração na essência das coisas, pois assim os poderes dos céus serão abalados... contra os homens.

A luta cristã tem que ser verdadeira e esperançosa. Pois se ganharmos a parada, ganha a vida, e os homens aprendem. Se não ganharmos a parada, ganharemos, todavia, a via das vias, pois os céus se abrirão com estrepitoso estrondo, e todos verão o Filho do Homem sobre as nuvens dos céus.

É por isto que em Mateus 24 Jesus conta como o mundo vai acabar. E no capítulo seguinte Ele diz que a gente tem que atacar com telhado, pão, copo d'água, cobertor, abrigo, amizade, solidariedade e amor, a fim de que o mundo não acabe.

Essa é a tensão sadia.

Afinal, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos; quer pois vivamos ou morramos, nós somos do Senhor!

Caio Fábio

26.8.08

Uma Mobilização Histórica das Igrejas do Brasil

Um projeto das igrejas evangélicas do Brasil em parceria com a Associação Evangelística Billy Graham





As igrejas evangélicas do Brasil, em parceria com a Associação Evangelística Billy Graham
(AEBG), agora contam com mais de mil coordenadores e colaboradores vindos de diferentes
regiões do Brasil, todos trabalhando para promover o projeto “Minha Esperança Brasil”.
Estes foram somados somente há alguns meses após 300 líderes evangélicos anunciarem o
seu apoio, bem como sua intenção de participar do projeto neste ano de 2008.

“Minha Esperança” é um projeto evangelístico que permite a cada crente no Brasil alcançar
os seus amigos, parentes e vizinhos com o evangelho transformador de Jesus Cristo, por três
noites de transmissões televisivas, em horário nobre e em rede nacional, agendado para
novembro de 2008. Os programas incluem testemunhos comoventes, clipes de música cristã
brasileira, e duas mensagens de forte apelo evangelístico, na primeira noite por Billy Graham,
e na segunda, pelo seu filho Franklin Graham. Na terceira noite será exibido um filme
evangelístico de 90 minutos produzido pela AEBG.

A chave do sucesso deste projeto consiste nos membros de milhares de igrejas convidando
seus amigos, parentes e vizinhos a virem às suas casas e assistirem à transmissão destes
programas, ao longo destas três noites. Após a apresentação clara do evangelho através da
transmissão destes programas, os anfitriões convidam os não salvos a receberem Jesus Cristo
como Salvador e Senhor. Esta estratégia chama-se “Mateus e seus Amigos”, baseada na
história no Novo Testamento do discípulo Mateus, que deu um banquete aos seus amigos
depois de conhecer a Cristo.

Desde a sua criação em 2002, o projeto minha esperança foi desenvolvido em 40 países no
mundo e obteve o resultado de nove milhões de pessoas se comprometendo com Jesus
Cristo. “Deus tem verdadeiramente abençoado este projeto e usado de maneira poderosa,”
mencionou Bill Conrad, vice-presidente do ministério internacional da AEBG. “Estamos
muito animados para ver o desenrolar deste projeto neste ano de 2008 no Brasil.”

Em preparação para este evento histórico, durante os meses de março, abril e maio mais de
mil coordenadores e colaboradores vindos de quase todas as denominações no Brasil, se
espalharão em todo o país para compartilhar a visão do projeto com os pastores, e para
explicar a cada igreja como participar.

Para receber mais informações sobre Minha Esperança, ligue ou escreva para o escritório
nacional:


Minha Esperança - Brasil
Av. Adolfo Pinheiro, 2360 – Santo Amaro
CEP 04734-004 – São Paulo – SP
Telefone: 11 3429 5100 Fax: 11 3429 5103
www.minhaesperanca.com.br
midia@minhaesperanca.com.br

25.8.08

Bíblia mais antiga do mundo será colocada na web

O Livro de Esther no Codex Sinaiticus
O Codex Sinaiticus é escrito em grego arcaico
A mais antiga Bíblia existente no mundo deve ser colocada na internet por uma equipe de especialistas da Europa, do Egito e da Rússia.

O trabalho de digitalização do manuscrito, conhecido como Codex Sinaiticus, já está sendo feito.

Acredita-se que o Codex Sinaiticus, escrito em grego arcaico, seja uma das 50 cópias das Escrituras encomendadas pelo imperador romano Constantino depois que ele se converteu ao cristianismo.

A Bíblia, cuja maior parte está na Biblioteca Britânica, em Londres, data do século 4.

"É um manuscrito muito especial, diferente de todos os outros", diz Scot McKendrick, chefe do Departamento de Manuscritos Medievais e Antigos da Biblioteca Britânica. "Em cada página, existem textos colocados em quatro colunas, e isso é muito diferente."

Roubo

O projeto de digitalização é muito significativo por causa da raridade e da importância do manuscrito.

O documento original é tão precioso que foi visto por apenas quatro estudiosos nos últimos 20 anos.

O Codex Sinaiticus contém algumas passagens do Antigo Testamento e todas as do Novo Testamento. Ele foi escrito no mosteiro de Santa Catarina, perto do monte Sinai, no Egito.

O documento ficou no local até metade do século 19, quando um estudioso alemão, Constantin von Tischendorf, levou partes do manuscrito para a Alemanha e para a Rússia.

O monastério considera que o Codex foi roubado de seus aposentos.

O Codex agora está dividido em quatro partes. A maior delas - 347 de suas 400 páginas - está na Biblioteca Britânica. As outras estão na biblioteca da Universidade de Leipzig (Alemanha), na biblioteca nacional da Rússia, em São Petersburgo, e no próprio monastério.

Internet

As quatro instituições estão trabalhando em conjunto para digitalizar todo o texto. Elas também estão usando uma técnica, conhecida como captura de imagem hiperespectral, para fotografar o documento com o objetivo de revelar textos apagados ou obscurecidos com o tempo.

Segundo Lawrence Pordez, da Biblioteca Britânica, o processo "não envolve substâncias químicas".

McKendrick estima que serão necessários cerca de quatro anos até que o Codex completo seja colocado na rede.

Esse tempo será usado para "fotografar o manuscrito, conservá-lo, transcrevê-lo e transformá-lo para um formato eletrônico".

A Biblioteca Britânica também vai criar um site para disponibilizar o manuscrito ao público.

"O site vai apresentar o manuscrito assim como ele é e também interpretações do mesmo para diferentes leitores – desde estudiosos até pessoas que não são especializadas no assunto, mas têm curiosidade de ver o documento e entendê-lo", diz McKendrick.

Fonte: BBC Brasil

24.8.08

Maioria dos italianos católicos 'desconhece a Bíblia', diz pesquisa

Bíblia
Pesquisa revelou que americanos estão entre os que mais rezam
Os italianos estão entre os católicos que mais desconhecem a Bíblia, segundo uma pesquisa realizada em nove países a pedido da Federação Bíblica Católica.

Entre os entrevistados na Itália, 88% disseram que se consideram católicos, mas apenas 27% deles disseram ter lido parte da Bíblia no último mês, e apenas um em três disse ir regularmente à igreja.

Além disso, apenas um em dez conseguiu responder corretamente a todas as perguntas religiosas feitas pelos entrevistadores.

Entre as assuntos que pareciam confundir os entrevistados estavam se Jesus ajudou a escrever a Bíblia e se Moisés e Paulo aparecem no Velho Testamento.


A pesquisa - realizada pelo instituto de pesquisa italiano Eurisko - entrevistou 13 mil pessoas nos Estados Unidos, na Grã-Bretanha, na Holanda, na Alemanha, na Espanha, na Polônia, na Rússia, na Itália e na França.

Interesse

De acordo com os resultados, os americanos são os que mais rezam - 87% dos entrevistados. E os franceses, os que menos rezam - 49% dos entrevistados.

Americanos, britânicos, holandeses, alemães, espanhóis, poloneses e russos tendem a rezar com as próprias palavras, enquanto italianos e franceses tendem a usar orações que memorizaram.

Segundo o correspondente da BBC em Roma, Christian Fraser, apesar de demonstrar pouco conhecimento da Bíblia, os italianos não parecem desencantados com a religião.

A pesquisa revelou que eles têm muito interesse em aprender porque a maioria parece convencida de que Deus está tomando conta deles.

A pesquisa será utilizada em uma reunião de bispos católicos que será realizada no Vaticano em outubro.

Fonte: BBC Brasil

UM SOPRO DE VIDA: A respeito de Pentecostes

“Disse-me o Senhor: Profetiza a estes ossos e dize-lhes:Ossos secos, ouvi a Palavra do Senhor.” (Ezequiel 37.4)

A primeira etapa...

1 - A Palavra é dirigida aos ossos: vss 4-7

Deus ordena a Ezequiel que profetize aos ossos dizendo: “Ossos! Ouçam...” Vemos que é uma convocação a pessoas sem vida. Um grito de ânimo. É preciso ouvir! Porém, afogados que estamos em nossas ambições, não podemos ouvir o chamado legitimo de Deus, não podemos ouvir a Sua Palavra e, por isso, quando se ouve entende-se equivocadamente como um chamado a riqueza, ao poder, ao individualismo...mas são “ossos secos”, porque quem vive de forma distorcida a verdade do evangelho, na verdade, não vive. “Perde-se a vida quando não mais flutuamos ao sabor da bondade de Deus” (Rubem Alves). O chamado de Ezequiel é para que o corpo, a carne volte a compor os ossos. Corpo é sinal de dignidade, de beleza divina, é o visível para ser cuidado, é o viver de forma comunitária. Um corpo sozinho é a individualidade dada por Deus, mas o corpo junto a outros corpos é comunidade sonhada por Deus. Não há expressão de amor em uma pessoa que possa ser revelada sem a presença de outro.

Tão valoroso é o corpo que Deus, que é espírito, assumiu o corpo para falar de amor. O corpo reflete a multidão de sentimentos. Por isso, primeiro, o profeta diz: Ossos secos, ouçam a Palavra do Senhor: “Eis que vivereis! Farei crescer carne em vós!” Não serão apenas ossos, mas serão corpos novamente...não serão fantasmas, existirão novamente, serão pessoas!

E o primeiro sinal da profecia de Deus é o barulho dos ossos batendo...movimento! Um corpo em movimento...rumor e animação. Foi quebrado o silêncio da morte...passaram a existir quando já não estavam mais silenciosos...este gesto simboliza que somos chamados a fazermos o movimento pela vida, a fazermos os rumores... Israel cativa, escrava, silenciosa e desanimada não ficaria assim para sempre...teria movimento, teria o som da vida...corpos unidos para mudança,...povo de Deus é um povo preparado sempre para marchar e transformar, a abrir a boca e alterar uma realidade de escravidão. Para isso, é preciso ouvir o chamado, e não ser mais “ossos secos, sem vida”, mas corpos preparados para movimento e instrumentos de Deus, para a mudança e para demonstrar o amor.

O ser humano vive necessariamente em seu corpo, mas é mais do que seu corpo. E o profeta faz a revelação da...

...Segunda etapa da profecia...

2 - A Palavra é dirigida ao espírito: vss9-10

Em Gênesis, Deus soprou o espírito para que o ser humano vivesse. Ezequiel invoca o mesmo espírito, o mesmo vento criador (ruah)...o Espírito vivificador! Vejo esse “vento” simplesmente como a Graça de Deus! É o que dá vida, é o que dá inspiração e coragem...é o que faz o corpo mover, lutar...é o que faz o ser pensar, criar,... é o que faz a alma transbordar em sentimentos únicos... é o que nos faz sonhar com o possível e com o impossível . O corpo recriado recebe a inspiração divina e caminha novamente. Esse vento traz o significado de “ar em movimento”. Como Jesus disse a Nicodemos na escuridão da noite... “o Espírito, o vento sopra onde quer, em quem ele quer”... O vento misterioso, que traz vida onde antes havia somente um vale de ossos secos. Faz o corpo caminhar rumo a um horizonte a ser conquistado. É a força da ressurreição!

A partir da inspiração do Espírito, volta a nascer a esperança...a escravidão dos corpos não é capaz de conter um espírito sonhador, porque a partir da aptidão de sonhar, a conquista da liberdade ganha um passo enorme para se concretizar. O que “vem dos quatro ventos” é que sopra aos nossos ouvidos a verdade de Deus, verdade do reino de Justiça. É disposição de mente e atitude. E Ezequiel nos faz assistir ao milagre do espírito que vivifica. “O espírito entrou e eles viveram”. Viveram para vida! Pode parecer estranho, mas é assim: Viver para a Vida! O Espírito de Deus nos abre os olhos para enxergarmos a sua existência...pois ele, o Espírito, está na criação...

Um re-nascimento de verdade é o que nos proporciona a profecia de Ezequiel. São as Palavras de Deus que nos sussurra: “Não somos feitos apenas de carne, ossos, sangue. Mas somos os nossos desejos, as nostalgias, o amor que passa por essa carne, pelo sopro maravilhoso de um vento” que passeia pelo mundo e nos convida para um novo viver... “Quem é nascido da carne é carne, mas quem é nascido do espírito é espírito...por isso é necessário nascer de novo”. De um vale de ossos secos pode sim re-nascer a vida...de uma multidão perdida em seus problemas e egoísmos pode sim brotar uma multidão de homens e mulheres dispostos a serem o diferencial a partir do mover do Vento Impetuoso de Deus. Então, quando da morte brota a vida sabemos quem é o Deus a quem adoramos e amamos.

Pr. Antonio Carlos S. dos Santos/Altamira-PA

Fonte: www.metodista.org.br/

23.8.08

"Primeiro Ore, depois Pregue"

Por underground

"Bem antes da revolução no Irã, quando eu tinha 13 anos de idade e cursava o ensino médio, o professor costumava pedir aos alunos não-muçulmanos que saíssem da sala para que a classe fizesse reuniões religiosas só com os muçulmanos", relatou Aliah.

Aliah veio de uma família grande e não muito religiosa. "Eu era muçulmana, mas não gostava nada disso. Portanto, quando o professor pedia aos não-muçulmanos que saíssem da sala, eu também queria sair". Mas o professor a obrigava a ficar e a participar. Nos meses seguintes, ela continuou tentando; finalmente, depois de seis meses, deixaram-na sair.

"Eu gostava de Jesus desde a infância, mas ninguém sabia me explicar quem era Jesus", diz Aliah. Ela gostava de algumas coisas que lhe falaram do profeta 'Isa', mas nunca entendeu direito quem ele era. Por isso, não pôde aceitá-lo como seu Senhor e Salvador.

Quando cresceu, casou-se com um ateu e teve filhos. Anos mais tarde, a revolução no Irã começou. Durante esse tempo, Aliah ficou gravemente doente, seu marido perdeu o emprego e seus filhos atingiram a difícil fase da adolescência.

"Tive câncer", conta Aliah. "Não havia muita esperança. Mas, na época, alguns parentes chegaram do exterior. Um dia, com muita prudência, começaram a me falar de Jesus. Como tinha um sentimento especial por 'Isa' desde criança, aquele sentimento voltou. Eu queria saber tudo sobre esse 'Jesus' e nossos parentes ousaram compartilhar o evangelho conosco abertamente. Fiquei maravilhada em poder ouvir mais sobre Ele e me tornei cristã".

Seus parentes pregaram a Palavra e oraram muito por Aliah. Deus ouviu as orações e a curou do câncer. Quando o marido e os filhos de Aliah a viram curada também se converteram ao cristianismo. "É maravilhoso ver meu marido, que era ateu, reverenciando e adorando ao Senhor", diz Aliah.

Sua nova fé trouxe coisas boas a seus filhos e lhe deu paz. Depois que aceitou Jesus, a família continuou enfrentando problemas. A principal diferença foi a paz no coração.

Como cristã recém-convertida, Aliah estava sedenta de Deus. Então ela o buscou e percebeu que podia receber tudo de graça. Ela desejava compartilhar Jesus com outras pessoas.

Antes de testemunhar sua fé a seus parentes, Deus a ensinou algo: "Primeiro ore, depois vá e pregue a verdade". Ela orou três anos antes de falar de Cristo à irmã e família, todos se entregaram a Cristo.

Aliah é cristã há cerca de 15 anos; nesse tempo, cerca de 45 parentes entregaram sua vida a Jesus Cristo. Atualmente, a maioria está servindo ao Senhor.

Ela experimentou o poder da intercessão. "Quando o Espírito Santo leva você a orar por sua família, é porque a oração é muito importante e Deus vai operar através dela. Ele opera milagres".

Ela é feliz em Cristo. Aliah está curada e louva a Deus por isso. "Toda a minha família se converteu, inclusive alguns irmãos que moram no exterior. Foram dez anos de oração para que alguns conhecessem a Jesus, mas Deus é fiel".

22.8.08

Estudo III – A Calmaria da Decisão Necessária (Jonas 1:13-16)


Por Profº Gilvan Silva Santos




O próprio Jonas pede para ser lançado ao mar, pois ele sabia ser a causa da tempestade:

Lance fora tudo que é prejudicial e que cause tempestades à sua vida.

Os marinheiros estavam apavorados em meio à tempestade;

De todas as formas possíveis, os marinheiros tentam salvar o navio e suas próprias vidas (inclusive a de Jonas) (v.13)

Quanto mais eles remavam, mais os mar se “enfurecia”. Não se pode lutar contra Deus. Não se pode fazer o navio retornar à terra sem a presença de Deus

O mar não se acalmará enquanto não jogarmos fora o nosso “Jonas”

Jonas havia declarado estar fugindo do Deus Criador;

Jonas reconhece sua culpa em função de sua fuga e sabe que tem que deixar o navio para que outros não “afundem” junto com ele A tempestade só aumenta, e os marinheiros deixam de lado suas crenças, seus falsos deuses e clamam peloDeus Verdadeiro (v.14): Qual tem sido o seu comportamento quando se está no meio da crise; Você sabe em quem você tem crido (II Tim 1.12)? Mostre aos seus problemas o tamanho de sua fé e do seu Deus;

Os marinheiros clamam a Deus e reconhecem Sua soberania e Poder para salvar suas vidas e não querem ser culpados pela morte de Jonas

Quando Jonas mergulha dentro de si mesmo, o mar se acalma e as pessoas ao seu redor desfrutam paz Jonas é lançado ao Mar e ocorre uma calmaria inusitada:

Nenhuma tempestade é eterna, quando nos dispomos a lançar fora nossa incredulidade, nossos preconceitos, nossos erros, aquilo que julgamos ser importante. O mar cessará quando obedecemos a Deus!...

Porque o próprio Jonas não se lançou ao Mar?

Ele não tinha força ou não tinha coragem para ser lançar ao mar sozinho;

Também pode ser evidente que sempre precisamos uns dos outros

A ação de Deus foi evidente e os marinheiros tiveram suas vidas marcadas para sempre (v.16);

O poder de Deus nos causa temor e a necessidade de adorar a Deus por aquilo que Ele é:

Quais tipos de votos podem ser feitos quando somos salvos da tempestade (v.16). Garantiremos servir ao Senhor enquanto vivermos? (Sal 104:33)

A decisão de nos lançarmos dentro de nós mesmos levá-nos a consciência do nosso eu, de nossos orgulhos e de quem realmente somos: Conhecemos muito pouco de nós mesmos. Temos muito atitudes e intenções ocultas.

Deus sabe de nossos erros e nos convida e mergulhar dentro de nós mesmos (a volta é interior):

Deus não tratou Jonas na superfície (Ele mergulhou nas profundezas do mar – no ventre do grande peixe);

O Senhor nos convida a aprofundarmos no Mar de nossas vidas, no nosso próprio ser. Não podemos resistir a esse convite de mergulhar no mais “íntimo momento de nós”. Nesse contexto, o “mar” representa o nosso “eu”; A realidade de nosso mundo interior pode mudar radicalmente nosso mundo exterior – quando aprendermos a ouvir a “voz do coração” O perfil de Jonas é o de alguém que perdeu o sentido da vida:

Jonas perdeu o sentido da vida quando achou que a solução dos seus problemas vinha de fora e não de dentro de seu coração; É um homem em processo de auto-destruição

A intenção de nosso coração facilmente é revelada? Onde está o seu coração? (Mt. 6.21)

21.8.08

Ministério Desperta Débora

A FORÇA DA INTERCESSÃO MATERNA

A oração de uma mãe em favor do filho é, abaixo de Deus, a maior proteção que os filhos podem receber. E quando essas mulheres se unem para orar em favor dos filhos, um poder sobrenatural é liberado e muitos milagres começam a acontecer. De acordo com a Bíblia Vida Nova, “(...) a bênção era a invocação paterna (materna) do favor divino sobre o filho”. Com certeza, o poder pertence a Deus, porém, a mãe tem autoridade espiritual e, por isso, invoca esse poder sobre a vida de seu filho. Isso é maravilhoso! Em toda a Bíblia encontramos vários exemplos de pais que abençoaram seus filhos e estes por terem sido abençoados foram bem-sucedidos. Por meio de suas orações e palavras uma mãe pode criar na vida de seus filhos e filhas, circunstâncias favoráveis que os/as abençoarão. Como também, com palavras e atitudes, poderá criar circunstâncias desfavoráveis que os amaldiçoarão.
Ser abençoado é ter a graça de Deus sobre nós. Quando uma mãe dobra seus joelhos em oração pelo seu filho, além de liberar a graça de Deus sobre a vida dele, estará também, protegendo-o contra as ciladas do inimigo. Mãe, se você ainda não se despertou para isso, peça agora mesmo ao Senhor este discernimento, pois quando você compreende a importância de orar pelos seus filhos, você passa a ver a diferença na vida deles. Para motivar você nessa tarefa, queremos lhe apresentar um Ministério maravilhoso que tem impactado a vida de milhares de pessoas: Ministério “Desperta Débora”.

O Ministério Desperta Débora, mediante a oração de milhares de mães, profetiza sobre seus filhos e os direciona no caminho da vitória, como fazia a personagem bíblica. E essa vitória é, acima de tudo, espiritual. O nome “Desperta Débora”, foi inspirado na leitura de Juízes 5.12, quando Débora se levantou para defender Israel, sua nação. Ela disse para si mesma: “Desperta, Débora, desperta, acorda [...]”. É necessário que você também diga isso para você mesma, em nome de Jesus!
Desperta Débora na Igreja Batista Teosópolis (IBT) Mães de joelhos, filhos de pé..." Mães, contamos com vocês nos domingos, das 18h às 19h, para lhes apresentarmos a visão do Ministério. Vocês vão se emocionar ao conhecer este “Exército de Mães” que se dedica a orar, diariamente, durante 15 minutos em favor de seus filhos e de milhares de crianças, adolescentes e jovens. Acreditamos que o mais importante é ver os nossos filhos salvos e firmes na presença do Senhor! Por isso, não percam mais tempo, integrem-se a este exército de mães intercessoras! Imaginem milhares de mães e pais, juntos, orando a Deus por seus filhos. Qual o impacto que essa ação causará nos céus? Quantos jovens estão nas ruas se prostituindo, se drogando, ou nas baladas em busca de algo que preencha o vazio que eles sentem !!! Quantos outros estão indiferentes à Palavra de Deus! Quantos estão indiferentes aos estudos, ao trabalho, à família!

NÃO DESISTA DE SEU FILHO! Temos uma arma poderosa e infalível em nossas mãos, que é a ORAÇÃO. Oremos enquanto ainda há tempo. Eu sozinha, ou você sozinha talvez não consigamos muitos resultados. Por isso, convide seu marido, sua vizinha, seu irmão, para oramos juntos em um mesmo local e horário! Assim diz a \Palavra de Deus: "Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração." Romanos 12:12


Eronilda Góis e Eunice Pinto - Líderes do Ministério Desperta Débora IBT

20.8.08

Carta que revela desdém de Einstein por religião

Carta de Einstein
Einstein escreveu a carta um ano antes de morrer
Uma carta escrita pelo físico Albert Einstein ao filósofo alemão Eric Gutkind e que veio à tona recentemente revela que o cientista desdenhava a religião.

A carta foi escrita em 1954, um ano antes da morte de Einstein, em resposta ao livro de Gutkind Escolha a vida: O chamado bíblico para a revolta (em tradução livre), e passou os últimos 50 anos nas mãos de um colecionador particular.


“A palavra Deus para mim é nada mais que a expressão e produto da fraqueza humana, a Bíblia é uma coleção de lendas honradas, mas ainda assim primitivas, que são bastante infantis”, escreve Einstein que, apesar de judeu, freqüentou uma escola católica na infância.

O cientista, que recebia aulas particulares de judaísmo em casa, declinou o convite do então recém-formado Estado de Israel para ser o segundo presidente do país.

Na carta, ele também fala que não acredita que os judeus sejam o “povo escolhido”.

“Para mim, a religião judaica, como todas as outras, é a encarnação de algumas das superstições mais infantis. E o povo judeu, ao qual tenho o prazer de pertencer e com cuja mentalidade tenho grande afinidade, não tem qualquer diferença de qualidade para mim em relação aos outros povos.”

“Até onde vai minha experiência, eles não são melhores que nenhum outro grupo de humanos, apesar de estarem protegidos dos piores cânceres por falta de poder. Mas além disso, não consigo ver nada de ‘escolhido’ sobre eles”.

A carta levanta nova polêmica sobre as crenças religiosas de Einstein já que, em declarações anteriores, o cientista havia dado a entender que acreditava, ou pelo menos queria acreditar, na existência de Deus.

Segundo o jornal britânico The Guardian, a carta e seu conteúdo eram desconhecidos por alguns dos principais biógrafos do cientista.

19.8.08

NOSSOS FILHOS, SEMPRE FILHOS


Há um período em que os pais vão ficando órfãos de seus próprios filhos. É a época em que as crianças crescem, independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados. Crescem sem pedir licença à vida, com uma estridente alegria e, às vezes, com alardeada arrogância. Mas não crescem todos os dias, de igual maneira e sim, crescem de repente!


Um dia, eles sentam-se perto de nós e dizem uma frase com tal maturidade que sentimos que trocar as fraldas daquelas criaturinhas é coisa do passado. Como eles cresceram e nós não percebemos!... Onde estão a chupeta, a boneca, o carrinho, a pazinha de brincar na areia, a bola, as festinhas de aniversário com palhaços e o primeiro uniforme do maternal?


A criança cresce num ritual de obediência orgânica. E agora, ali, na porta da escola, dos coleguinhas, das festinhas, estamos nós, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça! Ali estamos nós pais, ao volante, esperando que ela saia esfuziante, cabelos longos e soltos. Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros, roupas espalhafatosas, etc. Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes de ventos, das más colheitas, das notícias e, da ditadura das horas! E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros, erros esses, que esperamos não repitam.


Há um período em que nós ficamos um pouco órfãos dos próprios filhos. Não mais os pegaremos nas portas das escolas, nas festas, na Igreja. Passou o tempo do balé, do inglês, da natação, do judô, dos cursinhos. Eles saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Será que não deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvirmos sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, pôsteres, agendas coloridas e músicas ensurdecedoras? Não deveríamos ter-lhes contado histórias e ensinamentos bíblicos; nos ajoelhado mais e suplicado a bênção de Deus para suas vidas? Com certeza, não os levamos suficientemente à praia, ao futebol, ao shopping e não lhes demos hambúrgueres e refrigerantes suficientes, não lhes compramos todos os brinquedos, sorvetes e roupas que gostaríamos de ter comprado. E assim, cresceram, sem que esgotássemos neles, todo afeto e compreensão!


No princípio, eles iam à praia entre embrulhos, biscoitos, engarrafamentos, natais, páscoas, piscina e amiguinhos. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim. Depois, chegou o tempo em que viajar conosco começou a ser um sofrimento, pois era impossível deixar a turma e as primeiras paqueras. E assim, nós, pais, ficamos afastados dos filhos, usufruindo aquela solidão que tantas vezes desejamos, quando as crianças gritavam e choravam. Mas, de repente, essa solidão nos assusta e morremos de saudades daqueles "peraltinhas". Chegou o momento em que só nos resta ficar de longe e orando muito (nessa hora se a gente tinha desaprendido, reaprende a orar) para que eles se desviem das drogas, da prostituição, da violência urbana, busquem a Deus e acertem nas escolhas profissional e sentimental, na busca da felicidade, conquistando-a do modo mais completo possível.


O jeito é esperar... A qualquer hora podem nos dar netos. O neto significa a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem incontrolável carinho. Os netos são a última oportunidade de reeditarmos o nosso afeto de pais. Por essa razão, precisamos fazer alguma coisa a mais, antes que os filhos cresçam e... alcem vôo. Os pais precisam de um momento de reflexão... Os filhos, necessitam de um momento de aprendizado.




Eronilda Góis é coordenadora do Ministério Desperta Débora na IBT, doutora em educação pela UFBA e professora da UESC.

18.8.08

Deus e a ciência


Coluna - Pr. Catalau

Deus e a ciência

"A falsa ciência produz ateus, a verdadeira ciência os fazem se prostrar a Deus" - Voltaire

"Quanto mais conheço a ciência, mais perto de Deus eu chego" - Louis Pasteur

Lendo declarações como estas, vindo de quem vem, sabendo também que Darwin, com certeza não cria na sua teoria, senão não seria uma teoria, sendo ele judeu ortodoxo. Percebo a cada dia mais a sede de Deus, quando se deparam com o desconhecido, com algo oculto a sua própria compreensão. Quando vemos uma poderosa e milionária indústria farmacêutica há décadas e décadas tentando vencer uma simples enxaqueca, e ao contrário do esperado, novas enfermidades da área neurológica e psiquiátrica continuam surgindo sem solução.

Doenças recentes como síndrome do pânico, síndrome bipolar, e síndromes e síndromes, novo nome de doença, desqualificam totalmente seus renomados e famosos cientistas a acharem alguma solução.

Minha vida toda depositei a esperança que algo mágico iria surgir que acabasse com minha dependência química como num passe de mágica. Acreditei até que clínicas psiquiátricas e seus métodos científicos rudimentares poderiam dar solução aos meus problemas. Não aconteceu, estava sendo levado à morte e nada de bom estava sendo produzido.

A vida com Deus nos leva dia a dia a conhecer e reconhecermos a soberania dEle sobre todas as coisas e fica fácil entender a declaração desses renomados cientistas. Entender que a paz não tem nada a ver com entorpecimento, alegria com euforia, coisas espirituais começam a se revelar e Deus vem esclarecer suas dúvidas gerando cura.

Se você ainda tem dúvidas. Você tem um problema. Mas Ele pode resolver.

Deus abençoe a todos!



Catalau é pastor, músico e compositor. Com formação teológica pelo Haggai Institute, no Havaí (EUA). Foi conhecido na década de 80 como vocalista da banda de rock secular Golpe de Estado. Atualmente, dirige uma Igreja em Boissucanga, litoral norte de São Paulo.

Fonte: site Guia-me

Programas do Minha Esperança serão transmitidos pela Rede Bandeirantes de Televisão


FASE DE TRANSMISSÃO Programas do Minha Esperança serão transmitidos pela Rede Bandeirantes de Televisão

Após diversas negociações, foi firmado o contrato com a Rede Bandeirantes de Televisão para transmitir, em horário nobre, os três programas do Projeto Minha Esperança Brasil.

Nos dias 6, 7 e 8 de novembro os líderes de Mateus e Seus Amigos convidarão seus vizinhos, parentes e amigos às suas casas para assistirem aos programas, desfrutarem da mensagem de esperança e tomarem uma decisão por Cristo Jesus.

Na primeira noite de programação, dia 6 (quinta-feira), será transmitida uma mensagem com o Dr. Billy Graham, com impactantes e um clip musical com a cantora Aline Barros. No segundo dia, 7 (sexta-feira), a mensagem será ministrada pelo seu filho Franklin Graham, com testemunhos e um clip musical com o cantor Paulo Baruk. E, no dia 8 (sábado), o filme evangelístico Compromisso Precioso encerra as programações. Sempre às 21h, horário de Brasília.

As transmissões serão realizadas em todos os lares do país e mesmo nos casos de lugares sem cobertura da emissora, outros meios serão disponibilizados (DVDs) para levar o testemunho de como é viver em Cristo.

Partes da programação também serão transmitidas via internet pelo portal Guia_Me, acessando www.guiame.com.br Assim sendo, todas as pessoas ao redor do globo poderão encontrar esperança em Jesus Cristo através do Projeto Minha Esperança.

Vale ressaltar que a mensagem de esperança que há no Senhor Jesus Cristo é revelada de maneira clara e simples nos três programas. E, ao final de cada programa, cada Mateus dará seu testemunho pessoal em três minutos e fará, então, o convite às pessoas presentes para aceitar ou se reconciliar com Jesus. Oremos para que o Espírito Santo de Deus transborde Amor em cada Lar Mateus nestes dias.

Confira a programação

Dia 6 de novembro, quinta-feira:

Mensagem Evangelística com Dr. Billy Graham, com duração de 30 minutos / Testemunhos Impactantes / Clip Musical com cantora Aline Barros.

Dia 7 de novembro, sexta-feira: Mensagem Evangelística com Franklin Graham, com duração de 30 minutos / Testemunhos Impactantes / Clip Musical com o cantor Paulo Baruk

Dia 8 de novembro, sábado: Filme Evangelístico Compromisso Precioso, com duração de 90 minutos, sem intervalos comerciais.

Batistas convocam corrente de oração pela paz na Geórgia

GEÓRGIA - A Organização Mundial de Ajuda Batista (BWAid, sigla em inglês), que apóia programas de socorro na área da Geórgia, conclama todos os cristãos a orarem pelo país que está sendo devastado pelo conflito com a Rússia.

Um bispo batista na área de confronto da Geórgia lamentou a “injustiça, agressão e a resolução do conflito as custas das vidas de civis”.

“Nós oramos para que a resolução do conflito se dê de forma pacífica, que os lados em oposição se reconciliem e que haja perdão e aceitação mutua. Nós estamos de luto pela morte de soldados, crianças, homens, mulheres e velhos de ambos os lados”, disse Malkhas Songulashvili, bispo diretor da Igreja evangélica Batista da Geórgia, em um e-mail para o Diário da Ética.

Paul Montacure, diretor da BWAid, disse: “Nós condenamos essa matança arbitrária, e estamos enlutados pelas mortes e pelo sofrimento das pessoas dessa região”.

“Batistas do mundo todo comprometem-se a ajudar em oração e doações à todos que precisam”, disse ele.

O secretário-geral da Aliança Mundial Batista, Neville Callam, e o lider da BWAid, John Sundquist, estiveram na Geórgia recentemente em uma visita pastoral. Eles expressaram preocupação com a situação e pediram por paz naquela região.

Tony Peck, secretário-geral da Federação Européia Batista (FEB), disse : “Nós estamos muito preocupados com toda a situação e incentivamos uma resolução pacifica para o conflito”. Ele chamou a todos os batistas e cristãos da Europa para orarem pela paz na região de Cáucaso.

A BWAid, ramificação de amparo e desenvolvimento da Aliança Mundial Batista, está respondendo a pedidos de ajuda daqueles que foram pegos no recente conflito entre a Rússia e a Geórgia.

Pressão internacional

O presidente russo, Dmitri Medvedev, prometeu no domingo que começará a retirar a partir de hoje suas forças da Geórgia, enquanto líderes ocidentais pressionam por um rápido encerramento do conflito e criticam Moscou por não honrar seus compromissos.

Em um telefonema a Dmitri Medvedev, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, advertiu ontem sobre "as graves conseqüências" se a Rússia não respeitar o acordo de cessar-fogo na Geórgia.

Dmitri Medvedev sugeriu que suas forças poderão permanecer na província separatista da Ossétia do Sul. A Ossétia do Sul, que oficialmente faz parte da Geórgia, mas declarou independência em 1992, foi invadida em 7 de agosto por forças georgianas que pretendiam recuperar o controle da província.

No dia seguinte a Rússia enviou suas tropas a várias cidades georgianas, intensificando o conflito.


Fonte: underground

17.8.08

Protestantes protestam. Ou deveriam protestar

“Uma democracia não existe onde desejos e vontades não podem ser expressos. Portanto, protestantismo com democracia é uma combinação perfeita”


Por Gedeon Freire de Alencar

Protestantes protestam, ou pelo menos deveriam fazê-lo para honrar a nomenclatura. Numa democracia, o “demo/povo” expressa sua vontade, fala, opina, vota, enfim, protesta. Os membros e construtores de uma democracia são, por natureza e ofício, protestantes , ou seja, reivindicadores. É de protesto em protesto que se constrói uma democracia. Uma democracia não existe onde não se pode exprimir desejos e vontades, fazendo um protesto. Portanto, protestantismo e democracia é uma combinação perfeita. Ou, pelo menos, deveria ser.

Em 31 de outubro de 1517, o monge agostiniano Martinho Lutero fixa na porta da Catedral de Wittenberg um texto com 95 teses contra a figura do papa e a venda das indulgências católicas. Era um protesto puramente teológico, mas teve conseqüências econômicas, sociais e políticas. O termo protestante nasce em 1521, na Dieta de Worms, quando o rei Carlos V reafirma sua fidelidade estatal ao Vaticano por necessidade política. A turma de Lutero, mais por necessidade econômica do que teológica, não gostou e protestou. Nasceram assim os “protestantes”. Um grupo de gente em estado de protesto contra o poder religioso, contra o poder do Estado, contra o status, a opressão, o latifúndio. Aliás, os camponeses anabatistas, defensores de uma democracia radical, acreditaram tanto nesta teoria luterana que quiseram pô-la em prática nos latifúndios, mas havia alguns príncipes alemães no meio do caminho sendo abençoados por Lutero.

Uma das marcas da Reforma Protestante é a teoria do “sacerdócio universal”. Esta propalada teologia dizia que cada um, independentemente de classe social, clerical, política ou econômica, pode e deve ter acesso direto a Deus. Ora, se o acesso é dado a Deus, por que não também ter acesso ao voto, à decisão, ao protesto, à democracia? Não foi coincidência, portanto, que este modelo religioso fosse o melhor companheiro para a implantação da democracia moderna: valorização individual, leitura bíblica sem tutela, autonomia dos Estados nacionais, liberdade de consciência, exercício do voto e da fala. Quinhentos anos depois...

Sobre o quê, ou contra o quê os protestantes protestam atualmente? O mesmo grupo que pegou em armas a favor do estabelecimento do Estado nacional e contra as investidas do imperialismo estrangeiro, sendo vanguarda na luta pelo fim do latifúndio e incorporando absolutamente a luta pela democracia em diferentes épocas e lugares, hoje se notabiliza por qual luta e frente? Ao menos no Brasil, o protestantismo, com raras exceções, está bem acomodado. Parece tranqüilo e feliz, desfrutando dos benefícios do presente e das glórias do passado. Não protesta sobre nada e contra nada. Nem contra nem a favor, muito antes pelo contrário.

Gedeon Freire de Alencar é mestre em Ciências da Religião (UMESP) e diretor pedagógico do Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos em São Paulo.

Fonte: Vida Nova

16.8.08

Apostolado ou apostolice?

Uma leitura atenta do Novo Testamento nos leva a questionar não apenas certas práticas do movimento apostólico moderno, mas o próprio movimento.


Por Márcio Redondo

Já faz algum tempo eu andava curioso por conhecer melhor o chamado movimento apostólico. Não estou falando da Igreja Primitiva, não. Refiro-me aos apóstolos de nossos dias, esses que começaram a pipocar depois de 1980. Então, há pouco mais de um mês, reencontrei meu amigo Freddy Guerrero, que mora em Quito, no Equador. Tive a grata surpresa de saber que ele está investigando o assunto, como parte de seus estudos de pós-graduação. Eu, um leigo no assunto, diante de um "expert"... É claro que bombardeei-o de perguntas.

Descobri várias coisas. Existem pelo menos três grandes redes apóstolicas. É isso mesmo. São três redes. Quer dizer, estão divididos. Desde logo, vê-se que os apóstolos do século XXI não são um exemplo de unidade em Cristo. Em todas as três redes há uma fortíssima ênfase na batalha espiritual. A maior das redes é de linha carismática. Outra é messiânica, e a terceira é judaizante. Aliás, fiquei de queixo caído ao saber que os apóstolos da linha judaizante negam que Jesus seja Deus.

O movimento apostólico ensina que cada apóstolo possui autoridade espiritual sobre territórios específicos. Um é apóstolo de Buenos Aires, outro é da Cidade do México, e assim por diante. É claro que o Brasil também já está "loteado". Segundo cálculos feitos por Freddy, existem hoje no mundo todo uns 10 mil "apóstolos". Estes alegam possuir a mais alta autoridade espiritual em suas respectivas regiões. Todas as igrejas, de qualquer denominação, e mesmo aquelas sem filiação denominacional estão sob a autoridade deles. Bem, pelo menos é assim que pensam.

Aproveito para mencionar que Freddy chegou a ser convidado por um "apóstolo" argentino para se tornar "apóstolo" de Quito. Se tivesse aceito, o argentino teria imposto as mãos sobre Freddy e hoje eu seria amigo de um "apóstolo". Felizmente, Freddy teve o bom senso de rejeitar o convite. Fica um pouco a idéia de clube do Bolinha, com um apóstolo convidando alguém para se tornar um deles.

Pessoalmente, creio que alguns desses "apóstolos" são sinceros em seu desejo de servir a Deus, embora estejam equivocados. Mas não posso dizer isso de todos. Sem citar nomes, Freddy me contou casos de "apóstolos" envolvidos em escândalos sexuais, disputas por poder, enriquecimento à custa das igrejas, etc. Um outro amigo me contou de um "apóstolo" aqui no Brasil que, na sua estratégia de batalha espiritual, resolveu delimitar as fronteiras de sua jurisdição. Como Jesus Cristo é apresentado na Bíblia como o leão de Judá (Apocalipse 5.5) e como os leões demarcam seu território com urina, esse "apóstolo" começou a sair pelas ruas de sua cidade e circunscrever sua área com... sua própria urina! Quanta ingenuidade!

Uma leitura atenta do Novo Testamento nos leva a questionar não apenas certas práticas do movimento apostólico, mas o próprio movimento. Se não, vejamos:

Biblicamente a palavra "apóstolo" tem a idéia de procurador ou representante de alguém. A ênfase do vocábulo não está na tarefa em si, mas em quem deu a tarefa ao apóstolo. Por esse motivo, em várias de suas cartas, Paulo se apresenta como "apóstolo de Cristo Jesus" (Galátas 1.1; Efésios 1.1; Colossenses 1.1; 1 Timóteo 1.1; 2 Timóteo 1.1), pois é Jesus quem o havia comissionado. E essa procuração era intransferível. Nem Paulo nem os demais apóstolos da Igreja Primitiva tinham o direito de chamar alguém para ser apóstolo junto com eles. A escolha de alguém para o apostolado era prerrogativa do próprio Jesus (Atos 1.2).

Além disso, apóstolo era alguém que viu pessoalmente a Jesus ressuscitado (Atos 1.21-26). Aliás, ao defender seu apostolado, Paulo faz uma clara associação entre ser apóstolo e ter visto Jesus (1 Coríntios 9.1). Ele também afirma que Jesus ressuscitado apareceu a todos os apóstolos. No seu caso pessoal, Jesus apareceu-lhe "como a um que nasceu fora de tempo" (1 Coríntios 15.7), pois foi em circunstâncias excepcionais, após Jesus ter subido ao céu, que Paulo viu Jesus (Atos 9.3-6).

Os apóstolos do Novo Testamento caracterizavam-se, entre outras coisas, por “sinais, prodígios e poderes miraculosos” (2Co 12.12; ver tb At 5.12). Isso funcionava como confirmação de que o apóstolo recebera autoridade da parte do Senhor Jesus. Os acontecimentos não eram coisas do tipo cair no culto, mas verdadeiros milagres, como cura de aleijados de nascença (At 3.2-8; 14.8-10) e ressurreição de um jovem (At 20.9-12).

Para concluir, o ministério apostólico neo-testamentário não era delimitado geograficamente. Paulo, por exemplo, foi apóstolo dos gentios (Galátas 2.8; Romanos 11.13). Não estava preocupado com territórios, mas com pessoas. Para ele não havia fronteiras. Seu interesse era levar não-judeus ao conhecimento de Jesus, não importa onde estivessem.

Minha dificuldade em aceitar o movimento apostólico dos nossos dias reside em que os "apóstolos" modernos não viram Jesus ressucitado, não foram designados pessoalmente pelo próprio Jesus, não realizam prodígios e sinais como na época do Novo Testamento e, ao contrário dos apóstolos do século I, se preocupam com a distribuição territorial. Minha conclusão é que tais pessoas declaram-se apóstolos, mas na verdade nunca o foram (2 Coríntios 11.13; Apocalípse 2.2).

Se, apesar das objeções acima, você ainda está pensando em seguir a profissão de apóstolo, é melhor se apressar. Infelizmente as áreas nobres já estão ocupadas. Mas ainda existem cidades menores sem dono. A propósito, parece que a Antártida ainda não tem apóstolo. Um continente inteiro à disposição! Alguém se candidata?

Fonte: VIDA NOVA