17.9.12

Templo de adoração ou balcão de negócios?

Noite de domingo, dia 16 de setembro de 2012, inicia-se a missa na Paróquia da Igreja Católica no bairro Santa Inês em Itabuna. Era pra ser mais uma missa, onde os fiéis daquele bairro iriam ali prestar culto e louvor a Deus, não fosse a presença de um ilustre visitante, que causou alvoroço e burburinhos.
Segundo relatos de fiéis presentes a missa, o visitante foi o Capitão Azevedo que participou da celebração e em determinado momento a convite do Padre Acássio Alves, tomou frente ao púlpito e proferiu algumas palavras aos presentes.
Depois de alguns cochichos ao “pé-do-ouvido”, entre o candidato a prefeito e o sacerdote, observados pelos presentes, este aclamou aos fiéis que acabara de ganhar do Capitão Azevedo, todo o piso para a reforma da igreja! Todos, então ficaram emocionados e aplaudiram entusiasmados o nobre Capitão e toda sua bondade!
É de se estranhar tal atitude, já que estamos a poucos dias do decisivo dia da eleição em nossa cidade e lamentamos fatos como estes, disse ao Blog do Ricky um fiel, presente na igreja.
De maneira sutil, a Igreja sendo usada, no mínimo, como palanque político, pra não dizer balcão de negócios! Vimos uma liderança que exerce influência, de forma maliciosa, impor o nome de um candidato, violentando o direito dos cidadãos de escolha imparcial, visando o bem da coletividade e não dos interesses de uma ou outra comunidade, desabafa outra moradora, também presente.
A Igreja Católica, representada por sua liderança, precisa rever sua postura frente a um processo eleitoral, embora fatos como este não sejam um “infeliz privilégio” somente de algumas Igrejas Católicas, completou mais uma católica indignada.

Um comentário:

Gilvan disse...

Essa prática de se negociar voto além de ser totalmente errada ainda desqualifica a “igreja” onde acredito que os “fiéis” se reuniram para louvar a Deus e não para terem seu direito de escolher esse ou aquele candidato “castrado”. Essa foi uma atitude tendenciosa na tentativa de beneficiar àquele candidato que supostamente está fazendo “boa ação”. No dia da eleição não haverá anjo na urna para dizer ao "líder religioso" em quem você votou. Por tanto, abramos os olhos!