Sociólogo afirma que padres, bispos e pastores ainda influenciam no voto de fiéis

Do BOL

A capacidade de padres, bispos e pastores de influírem no voto de seus fiéis caiu sensivelmente nos últimos anos, mas não a ponto de os candidatos a cargos majoritários poderem dispensar aparições ao lado de líderes religiosos e declarações públicas de apoio destes --aproximação na qual, dias atrás, o petista Fernando Haddad (PT) afirmou ver "risco de fundamentalismo".

O diagnóstico é do professor sênior do departamento de sociologia da USP Reginaldo Prandi, 66, que estuda religiões. Segundo ele, com a modernização dos cultos, o controle sobre as escolhas dos devotos se afrouxou. Para ganhar uma eleição, entretanto, prossegue o professor, ainda é preciso "responder ao jogo de pressões e fazer acordos".

"[As igrejas] Vão querer saber que compromissos o candidato assumirá com a religião", diz Prandi, referindo-se à defesa do afastamento entre política e fé feita em público por Haddad.

Prandi vê o líder das pesquisas em São Paulo, Celso Russomanno (PRB), "com os pés em duas, três canoas", por ter de acenar tanto para o eleitor da entidade que sustenta seu partido, a Igreja Universal, quanto para o de denominações rompidas com esta e para o de fora do segmento evangélico.

Leia abaixo trechos da entrevista dele à Folha.

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