8.6.12

Vida online após a morte? O que acontece com suas contas de rede após sua morte?


No ciberespaço, mesmo os mortos podem ser vítimas. Depois que você se foi, sua vida digital, muitas vezes continua, esperando para ser explorada por spammersinescrupulosos e causando sofrimento para os entes queridos.
Em um caso ocorrido nos EUA, a família de um homem falecido descobriu que seus amigos e parentes estavam recebendo mensagens de alguém que roubou a conta dele do provedor AOL e em suas páginas de redes sociais.
Mais importantes são as questões de segurança e financeiros que serão levantados à medida que mais e mais das nossas vidas reais acabar online.
O website de uma pessoa que já morreu pode ser um valioso commodity, especialmente se o endereço tem uma palavra, frase ou acrônimo comum ou famoso. Até um blog pode ter valor em dinheiro.
Para os mais preocupados, a decisão do que fazer com os domínios online (seja deletar ou manter em funcionamento como um memorial) deve ser tomada enquanto seu dono ainda estiver vivo.
“As famílias se chateiam quando um blog ou conta no Facebook é roubada”, diz Michael Aiello, fundador do LifeEnsured, empresa que pretende ajudar as pessoas a administrar contas de pessoas queridas que morreram.
Outro caso emblemático foi o de Justin M. Ellsworth, morto no Iraque em 2004. Quando seus pais contataram o Yahoo para terem acesso à conta de e-mail de seu filho, a empresa disse não. A família de Ellsworth teve que processar a companhia para conseguir os dados.
Algumas companhias, como a Entrustet, querem ajudar na decisão de passar o acesso a outra pessoa ou deletar sua conta em caso de morte. Com sede na cidade de Madison, Wisconsin, EUA, a empresa garante uma busca digital para localizar restos de atividades online. A Legacy Locker, de São Francisco, oferece serviço similar. Já a DataInherit, baseada em Zurique, na Suíça, oferece um service gratuito de armazenamento de dados e senhas que serão passadas para um beneficiário designado.
Se esta é a primeira vez que você pensa neste assunto, aqui vão alguns tópicos para você refletir:
  • E-mail: Sua conta pode (e deve) ser difícil para outras pessoas acessarem, e a política de transferência muda entre as empresas.
  • Redes sociais: Muitos sites de redes sociais ainda não tocaram no assunto da “pós-vida digital”. Outros, como o Facebook, oferecem algumas opções: deixe quieto, delete ou dê à sua página um status de memorial. Se você tem páginas em sites de relacionamento, é melhor começar a pensar no que fazer com elas também.
  • Blogs: Blogs profissionais podem ter valor monetário e podem ser arquivados. Se o seu blog, no entanto, tiver apenas valor emocional e você quiser mantê-lo eternamente, melhor pensar em quem poderá cuidar dele para você.
  • Websites: Outra questão que envolve dinheiro. Se você tem um endereço curto que foi comprado há muito tempo, ele pode valer muito dinheiro hoje em dia. Pode servir como uma bela herança.
  • Contas em sites de compra: Se você costuma comprar na Amazon, Apple Store ou Submarino, vale a pena decidir qual membro da família terá acesso a essa página, ainda mais se for um site que armazena compras em forma de downloads.
  • Online backup e armazenamento: Sites como Dropbox ou Mozy podem guardar gigabytes de seus documentos, fotos e arquivos. Cuidado para o acesso não cair nas mãos de qualquer um quando você não estiver mais acompanhando. A maioria destes novos serviços oferecidos pelas empresas citadas acima oferecem opções básicas como encerrar uma conta ou transferi-la para um beneficiário. A LifeEnsured, por exemplo, tem uma versão gratuita para cinco contas. Por US$ 25 (R$ 50) por ano, contudo, ela cuidará de tudo que você já criou na internet, Twitter, Facebook, seja lá o que for. Eles ainda oferecem 1 GB de memória para armazenamento de documentos ou informações importantes, como dados bancários, por exemplo.Quem vai cuidar da sua vida online, fica por sua conta. Para Aiello, as pessoas se dividem entre os que querem morrer inclusive digitalmente e os que preferem se “eternizar”. “Principalmente em relação ao e-mail, metade quer que tudo suma. A outra metade quer que a família tenha acesso e cuide”.
(Traduzido e adaptado de LiveScience)
Fonte: O VERBO

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