29.3.13

Jung Mo Sung provoca: “Quem tem o poder de definir o que é heresia, se Cristo também foi considerado herético?”

Teólogo e pensador católico, Jung Mo Sung defende uma pregação
 do Evangelho que contemple a integralidade do ser humano.
Quem estranhar a presença de um pensador católico em CRISTIANISMO HOJE, uma publicação de orientação evangélica, não deve conhecer Jung Mo Sung. Portanto, uma apresentação é mais que oportuna. Sung, sul-coreano de nascimento, tem 55 anos, mas está radicado no Brasil desde 1966, tendo se naturalizado no país onde vive com a mulher e os dois filhos. Intelectual cristão com predicados acadêmicos que o projetam internacionalmente – é doutor em Ciências da Religião e pós-doutor em Educação –, ele é um homem cujas opiniões e posturas transcendem a esfera confessional. Teólogo liberal, Sung é autor de 17 livros, palestrante requisitado e especialista em temas econômicos, que aborda sob a ótica da fé cristã. Sim, os dois assuntos têm muito em comum, com ele demonstra em obras como Teologia e economia: Repensando a teologia da libertação e utopias (Fonte Editorial), Deus numa economia sem coração e se Deus existe, por que há pobreza(Paulinas). Para Sung, Cristo veio ao mundo também para trazer boa nova aos pobres – a de que eles podem ter uma vida digna. Por isso, não se conforma com abordagens cristãs que situam as desigualdades sociais como fruto da vontade divina: “É mentira colocar sobre os ombros do Senhor a responsabilidade pela pobreza e pelas injustiças, e não sobre o pecado. Deus nos criou como seres livres, e como tais, somos produtores da pobreza e da injustiça.”

Jung Mo Sung tem bom trânsito em diversos círculos protestantes. É professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião e diretor da Faculdade de Humanidades e Direito da Universidade Metodista de São Paulo, por exemplo. Além disso, tem sido interlocutor frequente de líderes evangélicos, tanto pentecostais como de linha tradicional. Por isso mesmo, tem um conhecimento profundo do segmento evangélico, presente em sua reflexão teológica e, evidentemente, no pensamento crítico a certos valores que andam em alta. “Identificar as bênçãos com a riqueza é critério mundano”, dispara. “É por isso que pastores e bispos se vangloriam da sua riqueza e da posse de bens de luxo, como aviões particulares”. Leia a entrevista em CristianismoHoje

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