O ateísmo é a nova face da intolerância?

Hélio Schwartsman é ateu assumido e acredita que a fala do presidente da CJC demonstra o medo do crescimento do secularismo
por Leiliane Roberta Lopes 
Durante um congresso no Vaticano entre católicos e judeus o presidente do Congresso Judeu Latinoamericano, Jack Terpinks, disse que o ateísmo é a nova face da intolerância gerando críticas de quem não considera o movimento como um grupo antissemita.

Para provar isso o filósofo Hélio Schwartsman, colunista do jornal Folha de São Paulo, escreveu um texto contestando os dizeres de Terpinks e lembrando que o aumento do secularismo tem preocupado as autoridades judaicas.

Em seu discurso, o presidente da CJC criticou as novas modalidades do antissemitismo incluindo os ateus na lista de grupos preconceituosos. Mas o filósofo da Folha discorda e diz que a posição dos ateus, é apenas afirmar que não há provas da existência de Deus.

“Afirmar que não existem provas da existência de Deus e sugerir que o fenômeno religioso pode não passar de uma exacerbação de certos vieses da mente humana, como fazemos os ateus, não implica tomar posição contra os judeus ou Israel”, escreveu Schwartsman.

Ele lembra uma frase de Phil Zuckerman afirmando em “Invitation to the Sociology of Religion” que talvez os judeus sejam os menos religiosos dos grupos “religiosos”. Hélio Schwartsman lembra também que uma pesquisa mostrou que nos Estados Unidos apenas 22% dos judeus dizem que a religião é muito importante para eles.

Fora isso Israel aparece na lista dos países com maior número de ateus e agnósticos do mundo, tendo entre 15% e 37% de sua população, mesmo sendo um Estado judaico. Em 1995 um estudo chegou a apontar que 50% da população de Israel se classificava como “não religiosa” e apenas 20% como ortodoxos.

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