1.5.14

O Falar em Línguas hoje em dia

Hoje em dia, muitos se levantam contra o dom de línguas alegando que ele existiu exclusivamente no período da igreja primitiva, nada mais longe de verdade do que tal pensamento.

Falar em outras línguas (grego glossais lalo) é uma manifestação espiritual do Espirito Santo, na qual o cristão fala em outra língua que nunca aprendeu;

Estas línguas podem ser humanas, evidentemente faladas e conhecidas (At 2:4) ou desconhecidas na Terra (I Co 13:1; I Co 14:14-15);

·No correto estudo da Palavra de Deus, dentro do devido contexto, o que percebemos é que os cristãos que foram batizados no Espírito Santo, logo em seguida passaram a falar em línguas estranhas (Atos 10: 44 à 47; 19:2-6)

Falar em outras línguas ocorre quando o Espirito Santo se une de tal forma ao espirito humano que ela externa palavras que ela mesma desconhece; Perceba que o falar em línguas estranhas é um sinal que acompanha TODOS aqueles que crêem em Cristo: ““E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios e FALARÃO EM LÍNGUAS ESTRANHAS” (Mc.16:17). Esse não é um sinal temporário ou que acompanharia apenas os primeiros cristãos. Também é uma evidencia para nós hoje em dia.

·Falar em outras línguas é um dos dons concedidos pelo Espírito Santo ao servo fiel e prudente (I Co 12:4 à 10);

Quando as línguas estranhas procedem do Espirito Santo, é um fenômeno espontâneo e resultado da total dependência dEle. Nunca foi e nem será algo aprendido ou ensinado;

A concessão desse dom ocorre em dois momentos e tem dois objetivos concretos: a) O Espirito Santo concede que alguém fale em línguas estranhas e também concede que alguém ou a própria pessoa interprete o que disse em um culto público. Essa mensagem verbal tem por objetivo edificar a igreja e promover a santidade pessoal dos cristãos (I Co 14:5,6 13:17); b) É uma arma de ataque contra as forças de Satanás, pois o cristão fala com o Senhor em um nível muito elevado, de espirito com e para Espirito, e sua vida espiritual é edificada (I Co 14:4).

·O fato de falar línguas estranhas não coloca o cristão em superioridade aos demais que não falam. O próprio ser humano pode imitar línguas estranhas a exemplos dos demônios. Precisamos analisar cada experiência à Luz da Palavra de Deus e se tais experiências procedem ou não de Deus ( I Jo 4:1, Mt 7: 21 à 23)

·O falar línguas estranhas genuíno não ocorre com quem não é dedicado ao senhorio de Jesus e nem aceita a autoridade da Bíblia, não sendo obediente à Sua Santa Palavra;

·A tradição e a falta de conhecimento de muitos são gritantes nesse assunto e os extremistas tradicionais tentam provar a não existência do dom de línguas nos dias de hoje interpretando erradamente o texto de 1Coríntios 13:8-10: “O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos; Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.”· É evidente que esse dom só cessaria “quando chegasse o PERFEITO...”. Jesus ainda não chegou e quando Ele chegar “Ele lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap.21:4). É óbvio que estamos muito próximo desse dia, mas por enquanto, as profecias, e o dom de línguas, ainda valem para nós hoje, mesmo que não aceitemos tal verdade.

Falar línguas estranhas é uma das verdades claras da Palavra de Deus, mas é um mistério para quem fala; está registrado: “”Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e EM ESPÍRITO FALA MISTÉRIOS.” (1Co.14:2)

Em outra ocasião falarei sobre o Batismo com Espírito Santo e o Dom de Profecia,

Abraços,

Profº Gilvan Silva Santos

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